Parceria com a Tucunaré – Caça, Pesca, Armas

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Membros do DEFESA têm desconto em produtos Bélica Militar

A Bélica Militar destaca-se no setor de equipamentos táticos no Brasil. A empresa produz coldres, porta carregadores caixas para munição, cintos, vestuário e muitos outros acessórios indispensáveis para quem lida com armas de fogo.

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Pelo fim da política de Desarmamento

Douglas é membro do Instituto DEFESA

O Brasil vive hoje, após quase quinze anos de aprovação do Estatuto do Desarmamento, uma caos na segurança pública nunca visto antes e, entre outros fatores, temos:

 

  1. a) Falta de uma política unificada e coerente para a segurança pública em âmbito nacional;
  1. b) Falta de investimentos na área de segurança;
  1. c) Desvalorização do policial e da atividade policial;
  1. d) Valorização de uma política de “Direitos Humanos” em completo detrimento de uma política de proteção à sociedade como um todo;
  1. e) Criação de leis cada vez mais lenientes com a marginalidade paralelamente ao tratamento cada vez mais rigoroso para com o cidadão quando exerce seu direito à autodefesa ou de terceiros;
  1. f) Falta de controle nas fronteiras quantos à entrada de armas, munições e drogas, que abastecem as facções criminosas e que permitem, na prática, que a marginalidade tenha acesso a qualquer armamento que queira ou precise e a toda munição que precisar;
  1. g) O Estatuto do Desarmamento, que, nas palavras do próprio ex-Ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, foi feito para desarmar o cidadão ordeiro deste país, e não a bandidagem.

 

Como se pode ver, a segurança pública é um tema complexo, que não deve e não pode ser abordado sob um único aspecto, mas quero comentar mais especificamente o item g), que é o tema de maior interesse para a nossa abordagem. As estatísticas sérias mostram que, desde a aprovação do Estatuto do Desarmamento, os números de crimes violentos, em especial de assassinatos, só vem crescendo, numa escalada que contraria qualquer tentativa de defender o referido Estatuto.

 

Os teóricos do desarmamento sempre falam nas dezenas de milhares de vidas teoricamente salvas pela legislação desarmamentista, mas não falam que os mesmos números oficiais mostram inequivocamente um aumento histórico dos números de assassinatos no Brasil como um todo, sem qualquer efeito prático do Estatuto do Desarmamento. Como já se disse, o Brasil é o único país no mundo que faz estatísticas de algo que não aconteceu.

 

Mas esse não é o único argumento a favor da total revogação da legislação que restringe a posse e o porte de arma de fogo no Brasil. O desarmamento sempre foi um instrumento utilizado por ditaduras em todo o mundo para dominar as populações dos seus países. Vamos ver um pouco de História:

 

1) Em 1929, a União Soviética desarmou a população ordeira.

De 1929 a 1953, cerca de 20 milhões de dissidentes, impossibilitados de se defender, foram caçados e exterminados;

 

2) Em 1911, a Turquia desarmou a população ordeira.

De 1915 a 1917, um milhão e quinhentos mil armênios, impossibilitados de se defender, foram caçados e exterminados;

 

3) Em 1938, a Alemanha desarmou a população ordeira.

De 1939 a 1945, 12 milhões de judeus e outros “não arianos”, impossibilitados de se defender, foram caçados e exterminados;

 

4) Em 1935, a China desarmou a população ordeira.

De 1948 a 1952, 20 milhões de dissidentes políticos, impossibilitados de se defender, foram caçados e exterminados;

 

5) Em 1964, a Guatemala desarmou a população ordeira.

De 1964 a 1981, 100.000 índios maias, impossibilitados de se defender, foram caçados e exterminados;

 

6) Em 1970, Uganda desarmou a população ordeira.

De 1971 a 1979, 300.000 cristãos, impossibilitados de se defender, foram caçados e exterminados;

 

7) Em 1956, o Camboja desarmou a população ordeira.

De 1975 a 1977, um milhão de pessoas “instruídas”, impossibilitadas de se defender, foram caçadas e exterminadas.

 

Olhando esses números, fica claro o quanto o desarmamento da população civil é desejado por ditadores e aspirantes a ditador e o quanto é vital para a preservação da nossa liberdade como cidadãos que lutemos pelo direito à autodefesa e pelo direito à posse e porte de armas de fogo.

 

Temos o exemplo mais recente e mais próximo da nossa realidade, a Venezuela, que durante os governos do Ex-Presidente Hugo Chávez e do atual Presidente, Nicolás Maduro, desarmou a população e o resultado é o que vemos atualmente, uma população enfraquecida e incapaz de se defender da ditadura de Maduro.

 

Alguém pode acreditar que marginais que, por definição, não respeitam lei alguma, respeitarão uma legislação desarmamentista ? Obviamente que não respeitarão. Com o desarmamento, somente os cidadãos ordeiros deste país não podem mais ter uma arma. Uma população desarmada torna o crime uma ocupação mais segura, pois marginais não obedecem às leis. Isso é evidente, mas os governos de Lula, Dilma, FHC e o atual governo Temer querem nos fazer crer que desarmar a vítima, e não o bandido, fará do Brasil um país mais seguro.

 

Não é apenas imbecilidade das nossas autoridades, é um plano minuciosa e cuidadosamente criado para minar a capacidade de reação da sociedade civil contra governos que aspiram ao totalitarismo, como foi o caso dos governos da Venezuela e Cuba. Uma sociedade desarmada, indefesa e alienada sempre foi e sempre será o maior sonho de qualquer ditador ou aspirante a ditador. Resta ao cidadão exercer algumas das poucas prerrogativas que ainda possui:

 

Primeiro, a de pressionar os seus parlamentares para que mudem a legislação vigente e a transforme num conjunto de regras que visem proteger o cidadão ordeiro e a sociedade como um todo, ao invés de dar garantias e direitos ao marginal.

 

Segundo, a de se organizar em entidades civis, sem patrocínio de qualquer Governo, de forma a manter sua autonomia e independência, para que, trabalhando em conjunto com outros que tenham o mesmo ideal, possa planejar, organizar e executar ações no sentido de fomentar o uso consciente das armas de fogo, como instrumento legítimo de defesa da vida e da integridade física do cidadão e da sociedade.

 

Terceiro, a de divulgar, por todos os meios e mídias aos quais tiver acesso, fatos, números e argumentos que mostrem e corroborem, através de uma lógica simples e direta, as falácias e distorções do Estatuto do Desarmamento, ao mesmo tempo em que esclarece a população sobre as vantagens do uso consciente e disciplinado do armamento como meio complementar de prevenção ao crime em nossas cidades.

 

Não é o fim da política de desarmamento, isoladamente, que resolverá todos as questões da segurança pública no Brasil. Esse é um silogismo (falácia) utilizado para tentar desqualificar o movimento armamentista por aqueles que querem manter ou endurecer a atual legislação. Quando visto um casaco eu não quero acabar com o Inverno, mas quero me proteger do frio que pode me adoecer ou matar.

 

Restaurar o direito legítimo do cidadão ordeiro e cumpridor das leis deste país de ter e portar uma arma para sua autoproteção e a de terceiros é restaurar um direito básico, inalienável e também constitucional à legítima defesa.

DT Pró Armas oferece desconto para membros premium

A DT Pró Armas passou a oferecer 10% de descontos os serviços de armeria para os membros premium (de carteirinha) do Instituto DEFESA.

Ótima oportunidade para deixar suas armas do jeito que você precisa e usufruir de mais este benefício da nossa filiação.

Contatos:

Telefone: 54996875013
@dtproarmas

Atirando nos EUA – Relato de uma experiência

Marcelo Wuo Lopes, Engenheiro, casado e pai de uma garotinha de 3 anos. Ativista pró-armas e entusiasta político, acredita que o brasileiro mereça sua própria 2ª Emenda.

Olá amigos das armas. Quando surgiu a oportunidade de tirar umas férias nos Estados Unidos em março, para visitar minha irmã e seu marido em Chicago, prontamente me certifiquei de que ele, Marco, estaria interessado em ir num stand de tiro comigo, pois sei que as meninas não têm interesse na atividade.

Pesquisei e vi que a poucos minutos da casa deles há um stand de tiro junto a uma loja de armas e acessórios e uma oficina própria, isto é, um local único com todos os serviços para entusiastas e suas armas.

Entrei em contato e fui informado que poderia atirar lá sem problemas, mas conforme a legislação do Estado de Illinois, é obrigatório o porte de um documento de identificação de possuidor de arma de fogo (FOID – FirearmOwner ID) ou o acompanhamento de um instrutor certificado, pelo valor de US$50,00 por hora. Meu caso é o segundo, então agendei pelo site e paguei no cartão os dólares necessários.

Vamos acelerar para o dia do agendamento. 17:45, chegamos à loja e ao nosso lado parou uma pick-up de onde desceram 2 homens com 2 malas, que posteriormente vi que eram os seus rifles pessoais. Fomos atendidos de maneira muito cordial e nos explicaram que pagaríamos então o aluguel da arma a nossa escolha (curta ou longa), a munição utilizada e os alvos. O instrutor conversou um pouco conosco e recomendou que atirássemos em turnos de 10 disparos, para irmos melhorando ao longo dos 60 minutos. Compramos então 5 alvos cada e 100 munições, pagando por isso US$125,00 (munição US$60,00 / 100 disparos) e as taxas da arma e alvos completaram os outros dólares.

Fomos para uma sala de aula onde fomos instruídos sobre postura de tiro, um pouco da mecânica da arma e a mira e visada, nesse caso com uma réplica da pistola que escolhemos (Uma Smith &Wesson 9mm) cujo cano era equipado com uma laser pointer, para treinarmos a mira na sala de aula. A arma simulava o peso e todo o resto.

Instruções dadas e fomos para o range. Lá dentro havia umas 10 pistas de tiro, das quais 4 ocupadas. Numa delas havia um homem e um garoto aparentando ser seu filho, com não mais de 12 anos, atirando normalmente e dando um verdadeiro show.

Fizemos 50 disparos divididos em 5 rounds de 10 e visivelmente o progresso apareceu, com o agrupamento cada vez melhor. O instrutor ao lado o tempo todo nos orientava e corrigia conforme necessário.

Ao final, recebemos o elogio dele: Eu não gostaria de enfrentar nenhum de vocês armados.

Aventura recomendada a todos.

Cabe uma observação: Illinois provavelmente tem preços mais altos pois é um Estado com uma legislação bem restritiva de armas de fogo. Atirar no Texas ou em Vermont certamente é mais barato e pode-se encontrar ranges ao ar livre e até rifles com mira acoplada. Mas isso é pra uma outra viagem.

Abraços,

Unidos Somos Invencíveis

Marcelo Wuo Lopes, para o ID-RJ

Nota do Portal: Obrigado Marcelo por compartilhar essa experiência com todos nós do Instituto DEFESA!

Entrevista com Rich Graham, veterano Navy Seal

Entrevista com o veterano Navy Seal Rich Graham, proprietário da DEEP WOODS USA, criador do Combat Mobility System e do Full Spectrum Warrior. Treinamento para brasileiros possibilitado pela Titanium Tactical, única empresa a possuir o ITAR para realização da prática de forma totalmente legal para ambos os países.

Agradecimentos especiais ao Marcelo Danfenback do Tactical Shoot Clube de Tiro.

PMs que protegiam deputados como se fossem seguranças privados são chamados de volta

Lucas Parrini

Lucas Parrini é colaborador do Instituto DEFESA e curioso em criminologia e assuntos relacionados a combate e segurança.

Apesar de ser contra a militarização de polícias, o político Marcelo Freixo está a mais de 10 anos usando policiais militares como seguranças privados, mesmo possuindo poder financeiro suficiente para pagar pela sua proteção ao invés de usar agentes públicos.

O ato de tirar policiais das ruas para trabalharem como guarda-costas pessoal do deputado, ajuda a aumentar o desfalque na segurança pública do RJ uma vez que estes agentes deveriam estar trabalhando para a sociedade, não para um político.

Policiais militares fazendo sua proteção pessoal é um privilégio que o cidadão comum, aquele que ganha um salário mínimo, não tem.

A determinação de retirar 87 dos 146 policiais militares que estão sendo usados pela ALERJ como seguranças privados de políticos assustou muitos deputados nesta segunda feira.

Exatamente o ato de tirar policiais das ruas para realizarem proteção pessoal foi uma das justificativas usadas pelo secretário de segurança Richard Nunes, ao dizer que a PM “se encontra com um déficit de efetivo e, mesmo se convocados todos os aprovados no último concurso, não alcançará o contingente previsto para a corporação, o que traz dificuldades para o cumprimento de sua missão constitucional”.

De acordo com o decreto estadual 41.687/2009, o empréstimo de policiais militares pode ser suspenso se houver mais de 2 meses de atrasos no pagamento ao governo do Estado. A ALERJ usou e não pagou.

Pela resolução publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial, os PMs têm que se apresentar imediatamente ao Comando da corporação, sob pena de sofrerem punições previstas no Código Penal Militar.

Segundo o major Ivan Blaz, coordenador do Centro de Comunicação Social da PM, até as 10:45 desta segunda-feira, nenhum dos 87 policiais se apresentou no Quartel General. A falta ao serviço já está sendo contabilizada e quem não comparecer a partir desta segunda-feira terá os dias faltosos contados.

Casimiro de Abreu – RJ recebe 4º encontro do Instituto DEFESA

Lucas Parrini

Lucas Parrini é colaborador do Instituto DEFESA e curioso em criminologia e assuntos relacionados a combate e segurança.

Neste domingo, 08/04/2018, a cidade de Casimiro de Abreu, interior do estado do RJ, recebeu o 4º encontro do Instituto DEFESA.

O evento ocorreu no CFAV – Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Vigilantes e quem ajudou a organizar foi o Alessandro da Overwatch Firearms.

Com aproximadamente 40 participantes, seguimos a tradição do café da manhã onde todos puderam conversar, conhecer gente nova, trocar idéias, rever grandes amigos e passamos para a palestra. Para encerrar fomos para a atividade de tiro onde os participantes puderam praticar com pistolas e revólveres.

Infelizmente houveram alguns contra-tempos com as munições e com outros palestrantes, mas nada impediu a realização do evento ou a prática de tiro. O local é novo, está em desenvolvimento, mas tem muito potencial de se tornar um estande de tiro gigante. Tem bastante espaço para ser explorado em pistas de competições, tiro a distância, estande outdoor além do já existente que é indoor e já possui até uma área de lazer para confraternizações, no qual o Instituto DEFESA e seus membros já foram convidados para celebramos.

Como de costume, o próximo encontro já está sendo planejado.

 

Parabenizo o Alessandro pela coragem e esforço, tenho certeza que sua atual dedicação se tornará seu sucesso no futuro!

Agradeço a honra da presença de todos os participantes!

Unidos somos invencíveis!

Vídeoteca do Café com Pólvora

Lucas Parrini

Lucas Parrini é colaborador do Instituto DEFESA e curioso em criminologia e assuntos relacionados a combate e segurança.

Perdeu algum Café com Pólvora ao vivo? Aqui você tem o histórico de todos os vídeos e seus respectivos assuntos do programa.

Tem alguma sugestão de tema? Quer participar do programa? Quer fazer um Café com Pólvora na sua cidade?
Escreva para parrini@defesa.org e vamos fazer acontecer!

Informação: A tag “Recorde de audiência” considera apenas o pico de pessoas on-line no programa na página oficial. Não contabiliza visualizações nem espectadores em transmissões espelhadas.

 

 

 

 

27/12/2017 – Lançamento das lives
https://www.facebook.com/campdoarmamento/videos/1820367744703429/

 

10/01/2018 – Arma do CAC para defesa?
https://www.facebook.com/campdoarmamento/videos/1840815849325285/

 

24/01/2018 – Preparo do atirador esportivo – Convidado Rildo Anjos, presidente do clube Calibre 12
https://www.youtube.com/watch?v=v1x8ns1uqHY&t=1332s

 

31/01/2018 – Dr. Mireles (México) e Oscar Perez (Venezuela)
https://www.facebook.com/campdoarmamento/videos/1869152243158312/

 

07/02/2018 – III% e Oathkeepers
https://www.facebook.com/campdoarmamento/videos/1878398105567059/

 

21/02/2018 – Defesa Armada para motociclistas
https://www.youtube.com/watch?v=vAZMCf-j46k&t=1404s

 

07/03/2018 – Bate-papo livre. Convidados: Eduardo Azeredo do IDBA/Domínio Pilotagem e Tigonha do Rearme
https://www.youtube.com/watch?v=iSMydkW18Rg

 

14/03/2018 – O que esperarmos da Nova Bancada da Bala? Convidado: Alexandre Knoploch (Parte 1)
https://youtu.be/rKSCE6lugMI

 

28/03/2015 – Bate-papo livre.
https://www.youtube.com/watch?v=jNQSvj5M4S0

 

04/04/2018 – Alternativas as armas de fogo para legítima defesa
Parte 1: https://www.facebook.com/campdoarmamento/videos/1958799117526957/
Parte 2: https://www.facebook.com/campdoarmamento/videos/1958821654191370/

 

11/04/2018 –  O que esperarmos da Nova Bancada da Bala? Convidado: Alexandre Knoploch (Parte 2)
https://www.facebook.com/campdoarmamento/videos/1969210169819185/

 

19/04/2018 – Escolta armada – Verdades, mentiras e absurdos (parte 2)
https://www.youtube.com/watch?v=XD6msKRRZdc&t=2107s

Obs.: A parte 1 desde episódio foi a transmissão feita no FB um dia antes, 18/04, que infelizmente ficou com qualidade extremamente comprometida Como abordamos todo o tema novamente, deixei apenas o link da parte 2. O canal da Campanha do Armamento no Youtube estava bloqueado e tentamos pelo FB, sem sucesso. A parte 2 foi feita quando o canal foi novamente liberado.

 

25/04/2018 – Entrevista com Moisés Queiroz (parte 1)
https://www.youtube.com/watch?v=QDM_71UsRAE&t=1s

 

02/05/2018 – CACs e suas obrigações: Convidado entrevistado é Marcelo Danfenback – RECORDE de audiência!
https://www.youtube.com/watch?v=OmiXMJjh07E&t=7s

 

09/05/2018 – Entrevista com Moisés Queiroz (parte 2)
https://www.youtube.com/watch?v=Nd9GOf52dxo

 

16/05/2018 – Como “tirar” CR de CAC Convidado: Marcos Xavier
https://www.youtube.com/watch?v=n2LA3V8XKy0

 

23/05/2018 – Entrevista com Pimenta, pré-candidato a nominata do TSE a Deputado Estadual no RJ pelo PSL.
https://www.youtube.com/watch?v=e7yPWjaiAUE

Como se tornar um CAC.

Fernando Machado é gerente de organização e atirador desportista

Antes da leitura do texto, é preciso alertar você leitor para constantes atualizações devido as mudanças mais do que comuns nas leis e procedimentos que afetam o CAC.

Outro alerta necessário é de que este texto foi produzido para a 1ª Região Militar, ou seja, para os Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Apesar de servir como um guia geral do procedimento para se tornar CAC, cada RM possui algumas particularidades que podem ser diferentes, como por exemplo a forma e tempo de atendimento. Caso queira colaborar e enriquecer o artigo inserindo informações de outras RM, por favor escreva para parrini@defesa.org.

Agradeço ao amigo Fernando (foto) pela excelente iniciativa em ajudar os demais cidadãos.

#parrini

 

 

Como Comprar uma Arma?

Existem duas formas de se adquirir uma arma:

1. Pela Polícia Federal: direito de posse, para ter uma arma para defesa pessoal na sua
residência ou no seu estabelecimento comercial;

2. Pelo Exército Brasileiro: para exercer as atividades de colecionador, atirador
desportista, ou caçador (CAC) para ter o direito a prática com o armamento.

A aquisição do armamento pela Polícia Federal (PF) dá o direito apenas a posse, não é
permitida a utilização em treinamentos, tampouco o transporte. Além disso, mesmo que o
solicitante atenda a todas as exigências, deve ser informado uma justificativa para
aquisição do armamento, que pode ser negada pela PF.

No caso da aquisição pelo Exército Brasileiro (EB), a solicitação do Certificado de Registro
(CR) para as atividades de CAC garante ao atirador o direito (e obrigação no caso do
atirador) de praticar com seu armamento em um clube de tiro, com permissão de
transportar uma arma curta municiada para pronto uso, do trajeto de sua casa até o local
de prática ou competição. Nesta modalidade, se o solicitante atender a todos os requisitos,
o registro será concedido.

 

É importante ressaltar que no caso da aquisição de uma arma para posse pela PF não é
permitido o trânsito para o treinamento com o armamento na maioria dos estados. Ter
uma arma que você nunca usou e não está preparado para utilizar uma situação de risco,
parece ser extremamente inadequado.

Por este motivo, recomendamos a prática do tiro esportivo e de treinamentos para a
criação de um condicionamento no caso de uma necessidade de reação para legítima
defesa.

Comprando uma arma pela Polícia Federal

O Instituto DEFESA possui um ótimo artigo explicando como adquirir uma arma para
legítima defesa pela PF, clique aqui para ver.

Comprando uma arma pelo Exército Brasileiro

Então, como se tornar um CAC?
O processo é longo, burocrático e demorado, mas não é difícil. Se você achar muito
complicado ou que demanda muito tempo, existem despachantes de armamento que
podem lhe orientar e executar o processo (veja a lista de profissionais de armamento no
final do artigo). Alguns clubes também oferecem o serviço de despachante (veja a lista de
clubes de tiro no final do artigo).

 

 

Principais etapas do processo:
1. Obter CR
2. Solicitar aquisição de arma
3. Comprar o armamento
4. Registrar o armamento
5. Receber o armamento
6. Obter guia de tráfego
7. Solicitar compra de munição

1 – Concessão de certificado de registro

O primeiro passo para se obter um armamento pelo EB é se tornar um CAC e obter o
Certificado de Registro (CR). Para isso, você tem que:

● Ser filiado a um clube de tiro
● Realizar prova de capacitação técnica
● Realizar avaliação psicológica
● Preencher os requerimentos
● Apresentar certidões negativas
● Cópias autenticadas de documentos
● Pagar a GRU
● Ter um local adequado para guarda do acervo

A página com todas as orientações e checklist estão disponíveis no site da sua Região
Militar (RM) do EB. Segue aqui o link para a 1ªRM.

Para se associar a um clube de tiro, você deve apresentar cópias autenticadas da
identidade, CPF, comprovante de residência, certidões negativas e pagar a inscrição e o
trimestre.

A capacitação técnica é um teste realizado por um profissional credenciado pela Polícia
Federal (consulte a lista dos profissionais de armamento no final do artigo). O teste
consiste em perguntas sobre o armamento e uma prova prática onde é necessário acertar
10 tiros (todos no alvo) a 7 metros de distância em 20 segundos. Caso você não tenha
prática no manejo do armamento, recomenda-se a realização de um curso.

A avaliação psicológica deve ser realizada por profissional autorizado (consulte a lista de
profissionais de armamento no final do artigo), e consiste na realização de vários testes,
similar a um teste de motorista ou admissão em empresas. Esta avaliação possui duração
aproximada de 1:30.

Os modelos dos documentos a serem preenchidos (requerimento ao comandante, ficha de
informações, declaração de segurança do acervo, termo de ciência e responsabilidade)
estão disponíveis no site da sua RM, bem como o link para se obter todas as certidões
negativas (Justiça Federal, Militar e Eleitoral) e atestados de antecedente criminais Estadual
e da Polícia Federal.

Por fim, são necessárias cópias autenticadas da identidade, CPF, carteira de trabalho (ou
comprovante de ocupação lícita), e comprovante de residência.

O GRU deve ser pago no banco ou no caixa eletrônico, se for pago pela internet, deve ser
autenticado no banco. A guia da GRU também tem que ser apresentada.

IMPORTANTE: o código da GRU varia de acordo com a Região Militar, verifique o código
referente a cada processo da sua região antes de realizar o pagamento!

Toda essa documentação deve ser entregue na sua região Militar, no Rio de Janeiro é a 1ª
RM (Praça Duque de Caxias, 25 – Centro, Rio de Janeiro – RJ, 20080-005). Após a validação
de toda a documentação, o Exército entrará em contato para agendar a inspeção do local
de guarda do acervo. É recomendado que se tenha um cofre onde serão guardados os
armamentos.

Após a vistoria o processo segue para a expedição do Certificado de Registro (CR). O CR
tem validade de 3 anos, e para renovar tem que ser apresentados todos os documentos
novamente. O processo de renovação deve ser iniciado 3 meses antes do fim da validade.

2 – Solicitação de aquisição de armamento
De posse do CR já é possível praticar tiro esportivo nos Clubes de Tiro utilizando o próprio
armamento do Clube.

É importante escolher o armamento que vai servir para as suas necessidades, por isso
recomendamos que você avalie e, se possível, experimente o armamento almejado.

É importante destacar que o CAC tem permissão de importar armamentos, e por tanto,
não é obrigado a comprar apenas os armamentos disponíveis mercado nacional.

Após a escolha da arma deve se verificar a loja a onde será feita a compra, pois será
necessário informar o nome e CNPJ da loja na solicitação de aquisição de armamento.
Para solicitar a aquisição de um armamento você deve entregar os seguintes documentos:

1. Requerimento (que também é assinado pelo clube)
2. Declaração do clube que possui eventos onde o armamento será utilizado
3. Declaração de ranking
4. Pagamento da GRU

A página para aquisições com as opções de Comércio, Indústria ou Importação está
disponível aqui, e a página com todas as orientações e checklist do processo de solicitação
de aquisição no Comércio estão disponíveis aqui.

O requerimento deve ser preenchido a as assinaturas devem ter firma reconhecida.

As declarações podem ser obtidas no próprio site do clube de tiro na área do associado.

O pagamento da GRU também deve ser feito no banco. Tanto o recibo quando a guia da
GRU tem que ser anexadas ao processo.

Uma vez aprovada a compra do armamento será emitida uma autorização de compra que
possui validade de um ano.

3 – Comprando o armamento
De posse da autorização de compra do armamento basta entrar em contato com a loja e
realizar o pagamento. Será elaborado um contrato que deve ser assinado e ter firma
reconhecida, que deve ser enviado juntamente com uma cópia autenticada da autorização
de compra.

A loja por sua vez emite a Nota Fiscal Eletrônica (NFE) que contém o número de série do
armamento para registro no Sigma (Sistema de Gerenciamento Militar de Armas).

4 – Apostilamento e Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF)
Para registrar o armamento são necessários dois processos que podem ser encaminhados
juntos. Os documentos que tem que ser apresentados são:

1. Requerimento
2. Declaração de vínculo com clube de tiro
3. Declaração de ranking
4. Pagamento das GRU (duas taxas)

A página com todas as orientações e checklist do processo de solicitação do registro estão
disponíveis aqui.

Vale lembrar que todas as assinaturas tem que ter firma reconhecida.

Neste caso, como são dos processos juntos, é necessário realizar o pagamento de duas
GRUs, uma para o apostilamento e uma para CRAF.

5 – Obtenção do armamento
Após receber o ofício com o apostilamento e o CRAF, basta entregar uma cópia autenticada
do CRAF na loja (ou enviar por correio) para que o armamento seja entregue no endereço
da autorização de compra.

No caso da loja ser de outro estado a entrega poderá ser feita no aeroporto, e será
cobrada uma taxa de entrega.

6 – Solicitação da guia de tráfego
Para que o atirador possa transportar seu armamento do local de guarda até o local de
treino e/ou competição é necessário obter a guia de tráfego. A portaria 28 do COLOG,
através do Artigo 135-A, autoriza o transporte de uma arma de porte (curta), do acervo de
tiro desportivo, municiada (e para pronto uso), nos deslocamentos do local de guarda do
acervo para os locais de competição e/ou treinamento.

Para solicitar a guia de tráfego, diferentemente dos demais processos, é necessário realizar
a solicitação por intermédio do Sistema de Guia de Tráfego Eletrônica (SGTE). São
necessários os seguintes documentos:

1. Requerimento
2. Declaração do presidente do clube
3. Guia do SGTE
4. Pagamento da GRU

A página com todas as orientações e checklist do processo de solicitação da guia estão
disponíveis aqui.

É importante destacar que é necessário uma guia de tráfego para cada arma, desta forma,
deve-se pagar tantas GRUs quantas foram as armas.

7 – Solicitação de aquisição de munição, insumos e máquina de recarga
Por mais absurdo que pareça, mesmo você sendo atirador e já tendo passado por todo
esse processo para conseguir ter direito a treinar com uma arma, você, depois disso tudo,
ainda tem que pedir permissão para comprar munição.

Recentemente o EB alterou o processo de aquisição de insumos, restringindo o CAC a
adquirir munição e insumos apenas na Indústria, ou seja, não é mais permitido que o CAC
realize a compra no Comércio (lojas). A CBC só entrega a munição para no clube, sendo
necessário que o seu clube tenha local de guarda apostilado no EB.

Outra possibilidade é fabricar a sua própria munição, solicitando a aquisição de uma
máquina de recarga e de insumos (projétil, estojo, pólvora e espoleta). Neste caso, o custo
final de uma unidade de munição fica bem mais em conta, contudo uma máquina de
recarga possui um custo elevado que deve ser considerado.

Para solicitar a aquisição de munição são necessários os seguintes documentos:
1. Requerimento
2. Declaração de habitualidade
3. Declaração de ranking
4. Pagamento da GRU

A página com todas as orientações e checklist do processo de solicitação de aquisição
estão disponíveis aqui.