Principais dados científicos e estatísticos sobre direito de acesso às armas

Lucas Silveira
Presidente do Instituto DEFESA
Instrutor-chefe da Academia Brasileira de Armas

Mesmo após 60 milhões de brasileiros terem votado contra o desarmamento no Brasil, no Referendo de 2005, parte dos jornalistas insiste em tentar mitigar, relativizar, debater o direito a defesa da vida, que sequer deveria ser alvo de consideração.

Vamos ajudá-los, neste post, a desmentir as mesmas falácias de sempre daqueles que têm tanto medo da liberdade com base em dados e gráficos que podem ser livremente utilizados em redes sociais para a difusão de informações sobre o tema, uma das funções estatutárias do DEFESA.

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O Estatuto do Desarmamento, como todas as legislações restritivas de armas que já vigoraram no mundo, aumenta os índices de violência, em especial com armas de fogo.

Ao contrário do que possa parecer, lei que controlam armas, apenas desarmam as vítimas, encorajado os atos criminosos daqueles que não se preocupam com as leis.

No Brasil, após a entrada em vigor do Estatuto do Desarmamento, os números de homicídios praticados com armas de fogo chegaram aos mais altos níveis da história, levando em consideração o crescimento populacional.

Nos primeiros 10 anos em vigor, o número de homicídios praticados COM armas de fogo, foi cerca de 22% maior, se comparado aos 10 anos imediatamente anteriores.

Os dados são do próprio Mapa da Violência.

 

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Ao contrário do que se vê na televisão e nos jornais, o perfil típico do cidadão que gosta de armas é de uma pessoa ordeira, seguidora das leis e respeitadora dos direitos.

No Texas, quando se compara o perfil dos cidadãos que têm porte de arma com aqueles que não têm, observa-se que quem porta armas tem 7,6 vezes menos chances de cometer um crime.

 

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O caso da Inglaterra é bastante emblemático. Assim como no Brasil, com a entrada em vigor do 1997 Firearms Act, lei que proibia o cidadão de portar armas, o país se tornou uma região fértil para a criminalidade.

De acordo com KERRY & LOVETT (2009), a Inglaterra (e o País de Gales) tem o maior número de estupros da Europa. A partir de 1997, ano de entrada em vigor da legislação contra a liberdade de acesso às armas o aumento de casos cresce a números nunca antes vistos.

 

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Todos sabem que armas trazem segurança, todavia ainda circula, financiado pelo erário e movido pela má fé dos inescrupulosos, o mito de que é mais provável que você se fira reagindo do que se acovardando.

A mentira não sobrevive ao racionalismo, contudo. De acordo com KATES (1991), apenas 30% dos roubos são consumados quando a vítima tem uma arma de fogo. Em outras palavras, 2 em cada 3 roubos poderiam ser evitados com a população armada.

O mesmo estudo ensina também que ao contrário do que os desarmamentistas tentam fazer o povo acreditar, não é mais fácil você se ferir reagindo, se comparado a não esboçar nenhuma reação. Os dados apontam que 24,7% das vítimas de roubo são feridas quando não fazem absolutamente nada para se defender, apenas 17,4% das pessoas que reagem com armas de fogo sofrem algum ferimento.

 

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O Centro de Pesquisa em Prevenção de Crimes, em Julho de 2014, publicou um artigo científico corroborando o que todos nós já sabemos: pessoas armadas previnem crimes.

Entre inúmeros dados, o documento mostra este gráfico, que ilustra a forma como o número de homicídios cai ao passo que o número de pessoas com porte de armas (CCW) cresce nos EUA.

 

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Até a entrada em vigor das restrições mais pesadas sobre armas de fogo, em 1997, havia uma distribuição razoável entre os tipos de armas utilizadas em homicídios.

Com a promulgação da Lei 9.437/1997 e, mais intensamente, com o advento do Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/2003), houve um achatamento dessa diferença. Os homicidas parecem ter percebido que suas vítimas não poderiam mais se defender com as armas de fogo, passando eles, os criminosos, portanto a terem a superioridade tática.

Assim, ano após ano, a arma de fogo, proibida para os cidadãos seguidores de leis, passou a ser proporcionalmente MAIS utilizada pelos criminosos, levando o controle de armas proposto ao já esperado e absoluto fracasso.

 

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Quando se relaciona o número de armas registradas com o número de homicídios, observa-se uma correlação fraca e negativa.

Isso significa que as Unidades da Federação com maior número de armas registradas em nome do público civil são exatamente os mesmos estados com menor número de homicídios.

O mesmo fenômeno é encontrado quando se compara países diferentes ou estados diferentes dentro de outros países.

Portanto, é correto afirmar que quanto mais armas em poder da população, menor o número de homicídios.

 

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Em 1959 a Índia começava a controlar armas. Nas décadas seguintes o número de homicídios bateu recorde sucessivos, até 1987.

Em 1987, os indianos ainda não haviam aprendido a lição, e centralizaram o controle de armas no país, aumentando exponencialmente o número de homicídios nos anos subsequentes.

Distante das inovações legais sobre armas, contudo, no século XXI as taxas de homicídios passaram a cair sucessivamente, chegando em 2012 a ao nível de 3,5 / 100 mil hab.

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O que aconteceria se pessoas fossem autorizadas a portar armas não apenas em público, mas também em bares?

No Estado da Virgínia, nos EUA, após a entrada em vigor de uma lei que permitia o porte de arma nesses locais, o número de crimes reduziu abruptamente.

 

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É natural que em ambientes onde existe a certeza de se encontrar vítimas desarmadas, os criminosos se tornem mais ousados.

Quando se compara a proporção de invasões quentes, que são aquelas cometidas quando o morador está no imóvel, entre a Grã-Bretanha, sujeita uma legislação dura sobre armas, e Estados Unidos, um dos países mais liberais sobre armas no mundo, observa-se uma gritante diferença. Naquele, a maioria das invasões ocorrem quando há uma vítima no imóvel, ao passo que no último, o bandido evita a presença do morador.

 

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WRIGHT & ROSSI por meio de questionário analisaram a relação entre os condenados e as armas.

Entre os muitos dados descobertos destaca-se este: 57% dos entrevistados disseram ter mais medo de um cidadão armado do que da polícia. Quase 90% deles acreditam também que um criminoso “habilidoso” deve descobrir se a vítima está armada ou não, antes de realizar o crime.

Considerando que utiliza-se a polícia ostensiva como forma de inibir o crime, o estudo aponta que uma sociedade armada pode ter mais efeito nessa variável que milhares de viaturas nas ruas.

 

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KLECK & GERTZ (1995) procuraram entender melhor como as pessoas utilizavam as armas para defesa.

Uma das descobertas de seu estudo foi o fato de que na esmagadora maioria das vezes em que uma arma é utilizada para proteger alguém, nenhum disparo é efetuado.

Em outras palavras, não existe notificação policial, não há manchete de jornal e, não fosse por uma pesquisa como esta, ninguém ficaria sabendo.

 

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De acordo com KLECK & GERTZ (1995), as armas curtas, notadamente as pistolas e revólveres, são as mais utilizadas em casos concretos de defesa.

Ainda assim, nos EUA, em 6% das vezes em que uma arma é utilizada para defesa, a opção da vítima é utilizar um fuzil para se salvar.

 

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O Ministério da Justiça dos Estados Unidos tem um dos estudos mais importantes do mundo sobre o estupro e as reações de suas vítimas.

Entre vários dados que corroboram a hipótese de que vale a pena reagir a um estupro, o mais expressivo é este: Em apenas 3% dos casos, quando a vítima está armada, seja com uma arma de fogo ou com uma faca, o estupro é consumado.

 

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Aconteceu na Nova Zelândia o mesmo que já vimos em vários outros países. Em 1983 os neozelandeses começavam o seu controle de armas.

Nos anos subsequentes o número de estupros cresceu exponencialmente, de acordo com os dados do próprio governo.

 

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Em 1983 a Nova Zelândia criava sua primeira lei de controle de armas. Os neozelandeses acreditavam que era preciso controlar as armas para evitar que os criminosos tivessem acesso a elas.

Nos anos seguintes a esta primeira legislação, os crimes violentos aumentaram a níveis inéditos.

Os políticos da Nova Zelândia, contudo, ainda não haviam aprendido a lição. Em 1992 promulgaram mais uma lei, que tornava ainda mais restrito o acesso a armas, em especial a armas longas semiautomáticas, como o Ar-15.

Os crimes passaram então a crescer em uma taxa ainda mais alta, conforme apontam os dados fornecidos pelo Ministério da Justiça da Nova Zelândia.

É possível inferir, que as restrições a armas – não importa de que natureza – não apenas não ajudam a coibir os crimes como podem fornecer um fator “protetor” aos criminosos, encorajando a prática dos delitos.

 

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A análise criteriosa dos dados de acidentes, homicídios, suicídios e uso defensivo de armas de fogo, nos mostra que para cada caso de morte, 13 vidas são salvas com a utilização desta ferramenta.

Os dados em questão referem-se aos Estados Unidos, o país com maior número de armas por habitante do mundo

 

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LOTT & LANDES (1996) fizeram o estudo mais completo existente sobre a liberdade de acesso às armas e os tiroteios e/ou homicídios em massa.

Seu artigo de 46 páginas é bastante completo, mas o gráfico acima ilustrado aponta uma das descobertas mais significativas.

De acordo com LOTT & LANDES, leis que permitem o porte de armas tendem a reduzir: a) número de mortos em homicídios em massa; b) número de feridos nesses incidentes e, c) os próprios homicídios em massa ou tiroteios.

 

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Desde 2003, ano da entrada em vigor do Estatuto do Desarmamento, os gastos reais (corrigidos pela inflação) com segurança pública crescem ano após ano. Ainda assim, todos os indicadores de crimes violentos apenas aumentam.

Aparentemente a aplicação dos justos e necessários recursos para os setor tem sido feita de maneira bastante irresponsável, voltada a tarefas como controle de armas, ao passo que os pontos de maior necessidade como treinamento, tecnologia e capacitação de pessoal têm sido negligenciados.

Você já pensou em como poderíamos melhorar a segurança pública no Brasil, se não jogássemos dinheiro fora com desarmamento?

 

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Antes da entrada em vigor do Estatuto do Desamamento (Lei 10.826/03), havia grande proximidade entre as taxas de homicídios de mulheres negras e mulheres brancas no Brasil.

Contudo, após a promulgação da Lei, estas taxas passaram a se distanciar, sendo acentuadas após 2006, com a entrada em vigor da Lei Maria da Penha.

Hoje, com uma das legislações mais restritivas do mundo sobre armas de fogo, as mulheres negras são mais vitimizadas, se comparadas com as brancas.

Mas não para por aí. No quadro geral, ignorando as etnias, a taxa de homicídio de mulheres de 2013 é 12% maior se comparado com o ano de 2006.

 

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Com a contribuição do desarmamento no Brasil, nossas crianças e adolescentes passaram a ser 31% mais assassinados em 2013, se comparados com 2003, antes da entrada em vigor do Estatuto.

www.defesa.org

 

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Defender a liberdade de acesso às armas é provar reiteradamente o óbvio absoluto. Então vamos lá mais uma vez:

Uma das repetidas mentiras dos desarmamentistas, especialmente fora do Brasil onde os suicídios preocupam mais que os homicídios, seria a utilização do controle de armas como prevenção ao suicídio.

Em 2003, no Brasil, todos passaram ser obrigados a passar por testes psicológicos para aquisição de armas de fogo visando, entre outras coisas, prevenir suicidas potenciais de terem acesso a armas.

É bastante óbvio que, assim como quem quer matar outra pessoa, fará isso independentemente de ter uma arma legal ou não, quem quer se matar também vai conseguir o êxito na sua tarefa, independentemente de ter seu acesso dificultado a uma arma de fogo.
Assim, mesmo após a implementação do Desarmamento, os índices de suicídios aumentaram no Brasil, ligeiramente para a população jovem e significativamente, para a população adulta (não jovem).

É evidente que o desarmamento não tem nada a ver com prevenção de suicídios, mas infelizmente, somos obrigados a provar.

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O estudo suíço denominado “Small Arms Survey” fornece rica fonte de informação sobre armas em todo o mundo.

Os dados levantados em Genebra, dispostos no gráfico acima, corroboram a hipótese de que existe uma tendência de que países com mais armas em poder do povo tenham índices menores de violência.

No gráfico, a taxa de armas para cada 100 mil habitantes aumenta à direita, no eixo das abscissas, ao passo que quanto mais pra cima, maior a taxa de homicídios, no eixo das ordenadas.

Observa-se uma tendência aos pontos serem mais altos no eixo das ordenadas a medida que se recua no eixo das abscissas, ou seja, quanto mais armas, menos crimes.

 

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No Brasil, com uma das legislações mais restritivas do planeta sobre armas de fogo, chegamos ao patamar do país mais violento do mundo, sendo que aproximadamente 90% dos crimes são cometidos com armas de fogo.

No Canadá, com 30 armas para cada 100 habitantes, e uma legislação relativamente liberal, as armas de fogo – de fácil aquisição – raramente são utilizadas em crimes.

Os dados acima são do governo canadense.

 

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A comparação de localidades dentro de um mesmo país com leis sobre armas diferentes é extremamente valiosa para entender de modo justo a relação da liberdade de defesa e violência.

As cidades de Houston, no Texas e de Chigago, em Illinois são muito parecidas em praticamente todos os dados, com exceção de um: enquanto no Texas as pessoas têm direito de ter e portar armas, em Illinois o desarmamento conseguiu vencer essa liberdade.

Contudo, a cidade de Chicago tem uma taxa de homicídios equivalente à do Brasil, ao passo que em Houston, os homicídios são raríssimos.

Se você fosse um bandido e fosse cometer um homicídio, onde você preferiria? Em Chicago, com as vítimas desarmadas ou em Houston, no meio do Texas?

 

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Em 1994, os Estados Unidos editaram a chamada “Federal Assault Weapons Ban”, uma restrição a determinados tipos de armas, criados na fértil imaginação dos desarmamentistas.

Como sempre, a desculpa era de que “ninguém precisava de um fuzil de assalto” e, como sempre, os resultados foram catastróficos.

GIUS (2014) examinou alguns efeitos das restrições de armas de assalto e uma das conclusões foi o aumento de 19,3% na taxa de homicídios.

 

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Existem muitos mitos escondidos atrás das estatísticas e leis sobre armas de fogo não apenas no Brasil, mas em todo o mundo.

Muitas pessoas acreditam que as armas de fogo automáticas devem ser proibidas, mas ainda assim não existem dados para suportar esta teoria, senão o preconceito.

Nos EUA, onde as armas automáticas são de mais fácil acesso, se comparado com o Brasil, nos crimes em que uma arma de fogo é utilizada, apenas 2% das ocorrências envolvem uma arma automática.

 

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Você já deve ter visto um desarmamentista tentando se aproveitar dos incautos, ao esbravejar freneticamente o suposto enorme perigo das armas em relação as crianças.

Primeiro, eles tentam fazê-los acreditar que armas causam acidentes e, sem demora, logo se lembram de incidentes extraordinários em que algum maluco armado invadiu uma escola e começou a atirar.

Mas o que a ciência e a estatística têm a dizer sobre isso? Será que o terrorismo em que se especializaram os desarmamentistas tem algum fundamento?

Além de o índice de acidentes com armas de fogo ser muito inferior a outras situações mais banais, como afogamento, choque elétrico, sufocação, quedas e envenenamentos, quando analisamos os dados estadunidenses de 1993 a 2011, notamos que enquanto a disponibilidade de armas de fogo – incluídos fuzis, pistolas, espingardas e revólveres – aumenta, o número de crianças mortas por armas de fogo decresce sistematicamente.

Mais uma vez, quem defende o desarmamento não consegue sustentar seus argumentos frente a dados simples.


Esta publicação apenas foi possível graças aos membros premium (membros de carteirinha) do DEFESA que financiam esta entidade. Torne-se um ainda hoje.

Por que a sociedade civil deveria se armar?

Lucas Silveira
Presidente do Instituto DEFESA
Instrutor-chefe da Academia Brasileira de Armas

Íntegra do Texto enviado para publicação em 09 de abril de 2017 no Jornal A Gazeta
Em 2003, o Congresso aprovava um projeto que tornaria o Brasil um dos países com a legislação mais restritiva a armas de fogo do mundo. À época de sua proposição, medidas semelhantes já haviam gerado resultados catastróficos na Austrália, no Reino Unido, em alguns dos estados americanos e até na Jamaica. Ainda assim, Deputados e Senadores forçaram a nação a suportar o fardo de sua incompetência.
Nos 10 anos subsequentes, a média de crimes violentos no Brasil superaria a dos os últimos 10 anos antes da vigência do agora chamado Estatuto do Desarmamento. Exatamente conforme a estatística apontava que aconteceria. Nenhuma surpresa.
No ano de 2005, mais de 95 milhões de brasileiros foram às urnas, para referendar ou não essa legislação que levara o país ao título nada honroso de lugar mais violento do planeta. O resultado: 64% da população disse não ao desarmamento.
Ainda assim, os desarmamentistas não desistem. Dizem que armas não trazem segurança, mas por que então a lei autoriza o uso de armas àqueles que estão em risco? Dizem que a segurança é responsabilidade do Estado, mesmo quando o Estado não está presente sequer para fornecer energia elétrica, água, educação ou saúde.
Apenas 3% das tentativas de estupro são consumadas quando a vítima está armada. Isso sim é empoderamento feminino. E você, que votou em 2005: Se sente mais seguro hoje ou há 12 anos, quando todos nós podíamos portar armas?

[Vídeo] Review e testes da machadinha Extreme

Imagine ferramentas projetadas para suportarem o máximo de castigo mecânico e continuar operando, este é o projeto Survivalist, que engloba facas de sobrevivência, facas EDC e ferramentas como a Extreme, uma machadinha tática, com capacidades de resistência elevada, criadas para operar em cenários onde falhas custam vidas.

A machadinha é construída com tecnologia top de linha, e o design favorece ainda mais suas multi funções tornando a peça um coringa, a ponta “spike” reforçada, além da função de romper armaduras em combate, ainda opera como uma picareta ou pontalete, dando apoio a alavanca no cabo para arrombamentos ou resgate.

Composta de uma única peça de 7 mm de espessura em aço SAE 6150, a machadinha tem tratamento térmico integral e dureza elevada para fazer frente a maioria dos materiais comuns, no video abaixo, um teste de corte contra uma corrente de 5mm de bitola feito em aço carbono 1040, onde a ferramenta termina intacta, procedendo cortes na sequencia.

Nunca jamais castigue sua ferramenta se não houver a real necessidade, os testes são extremos, mas controlados e repetições de exigências e experiências dos fabricantes para garantir a eficiência da ferramenta em situações de crise.

Espero que gostem do post!

MP/RJ arquiva caso de cadeirante preso por porte de arma

Em caso histórico, o promotor pede arquivamento caso de cadeirante flagrado portando revólver para se defender.

Confira a íntegra baixando o arquivo abaixo.

APF – Arquivamento – Posse de Arma para Defesa Pessoal – ANDERSON PHILIPPE RODRIGUES MAIA – Proc 0027041-27.2017.8.19.0038 27-3-17 (1)

E ,abaixo, a decisão com o número do processo.

Processo nº: 0027041-27.2017.8.19.0038

Tipo do Movimento:      Decisão

Descrição:           SENTENÇA Vistos etc., Tendo em vista a ausência de justa causa à deflagração da ação penal, tal como expendido pelo Ministério Público em sua judiciosa promoção de fls.33/38 , determino o ARQUIVAMENTO dos presentes autos. Sem custas. Ultrapassado o prazo para as vias impugnativas, dê-se baixa e arquivem-se, fazendo-se as anotações e comunicações de estilo. Registrada por meio virtual. P.I.

Colete TAMTEX PMSP Nível II-A – Parte I

Precisamos falar sobre isso, mas com seriedade.

Esta semana circulou um vídeo da página “Precisamos falar sobre isso”que critica de forma cômica a luta pelo fim do Estatuto do Desarmamento. Nem preciso comentar que fazer piada com 60 mil homicídios pegaria muito mal se fossemos nós, armamentistas, naquele vídeo.

Pois bem, pra quem assistiu, viu os argumentos expostos. Deixo o artigo a seguir como forma de expor o outro lado da moeda e deixar que o leitor decida por si próprio, o que é melhor para sua integridade física.

Começo com a pergunta que poderia encerrar o assunto aqui mesmo:

Já que é policial, quero saber o quê você carrega para se defender se em dado momento entrar em um confronto com criminosos?

Pergunta retórica feita, vamos lá:

“- Nunca vi uma arma legal em um local de crime…
-Claro, o porte é proibido faz mais de 13 anos.”

Nunca foi proibido, porém, o acesso as armas, principalmente o porte, foi e ainda é extremamente dificultado pelos legisladores e pelo próprio Exército Brasileiro a mais de 20 anos (salvo a bola dentro que finalmente o EB deu neste mês), especialmente mediante a armadilha da discricionariedade feita  na lei 10.826, capítulo 2, artigo 4 e capítulo 3, artigo 10. A mecânica foi construída para permitir que os agentes estatais responsáveis pela emissão do porte simplesmente pudessem negar, sem justificativa, mesmo que o cidadão completasse todos os requisitos que a lei pede. Portanto, não é simples comprar uma arma de fogo como o vídeo demonstra ser, portá-la então é quase impossível.

Milhares de cidadãos, policiais, promotores, juízes e diversos indivíduos portam suas armas PARTICULARES todos os dias pelo território nacional. No dia em que este vídeo foi lançado, por exemplo, das quase 1 milhão de armas legais(1), NENHUMA foi utilizada para cometer crimes. Se acessarmos qualquer notícia de crimes envolvendo o uso de armas neste dia, identificaremos que a mesma era ILEGAL. Além disso, quando uma arma é roubada, ela passa a estar na ilegalidade, pois bandido não entra em uma delegacia de Polícia Federal para preencher pedido de compra, apresentar psicotécnico, prova de tiro, certidões, pagamento de taxas e depois assaltar com a arma legalizada.

Aliás, de acordo com a própria ong desarmamentista Viva Rio, apenas 1 em cada 4 armas usada por criminosos foi legalizada um dia. Mesmo que os cidadãos não tivessem armas, os bandidos ainda teriam 75% das armas. (1a)

Pra finalizar, até 2003 todos podiam portar armas e não tínhamos essa quantidade de crimes violentos, que teve seu surto iniciado justamente em 2004. (1b)

 

“O cidadão de bem que comprove idoneidade moral, judicial e penal pode adquirir uma arma de fogo para ter em casa.”

PODE é diferente de TERÁ. Mesmo que o cidadão preencha TODOS os requisitos que a Lei solicita, o pedido quase sempre é negado. Se o delegado da Polícia Federal for com a sua cara ou se for seu amiguinho, aí consegue. Discricionariedade citada acima. Complemento dizendo que a posse não é apenas em sua casa, mas também no local de trabalho desde que seja o responsável. Falando desse jeito no vídeo parece até que qualquer um compra.

 

“O Estatuto do Desarmamento salvou 160 mil vidas.”

Esse é o roteiro do filme Minority Report 2?! Torturar números é uma arte, exatamente por isso percebemos a máscara quando analisamos mais de perto. “Traçar uma linha reta e ignorar todas as outras variáveis não é suficiente pra concluir que o Estatuto do Desarmamento salvou 160 mil pessoas. ” (2) (3)

 

“A indústria das armas doou meio milhão de reais para a bancada da bala”

É muita cara de pau usar este argumento! Primeiro que não existe indústria das armas com apenas a CBC existente. E pra quem lembrar da Taurus, a mesma foi comprada pela CBC em 2014 (4). Vale lembrar que monopólio é crime perante nossa CF, mas nossa CF atualmente é usada pelos representantes públicos para limpar o ânus, então não vale muita coisa.

É estranho ver que atacam as doações da CBC/Taurus a políticos somente de 2014 para cá, quando na verdade, a empresa doa dinheiro PARA QUALQUER político que lhe convir.

Ora bolas, se o problema é a doação da “indústria das armas”, como podem esquecer que por exemplo, a empresa doou 50 mil reais para a campanha da Manuela D’Ávila do PC do B em 2012? (5)

E a Luciana Genro do PSOL que recebeu 10 mil em 2008? (6)

Esqueceram também da Ministra dos Direitos Humanos em 2008, Maria do Rosário, que recebeu 75 mil reais? (7)

 

“Estudo do IPEA relata que a cada aumento de 1% na posse de armas de fogo, os homicídios aumentam em 2%”.

Bom, o estudo é do IPEA, aquela mesma organização que disse que mais de 65% dos brasileiros eram a favor das mulheres serem estupradas. O autor deste estudo assume que não consegue analisar esta relação logo no início de seus estudo, então resolve usar uma “proxy”, alegando que o mundo inteiro também usa, principalmente os EUA, que em estatística é uma forma alternativa de tentar contabilizar e/ou medir algo que não está explícito, observável ou registrado, usando outras características. No caso do estudo, por ser incapaz de medir a relação que existe entre maior número de armas com o aumento de homicídios, o autor tortura os números para chegar na conclusão que quer, pois quem ler poderá observar que existem dezenas de afirmações sem qualquer fonte para fundamentá-las.

Deixo o estudo do IPEA para vocês lerem por conta própria (8).

E o contra-argumento eu deixo com a Universidade de Harvard, que também realizou estudo para analisar essa relação e fica nos EUA, país que foi citado no estudo do IPEA. (9)

Deixo também uma compilação gigantesca de estudos sobre armas no Brasil, já que o autor do estudo do IPEA disse que poucos estudos foram feitos sobre o tema. (10)

E por fim, uma coletânea de dados sobre o assunto no Brasil e no mundo. (11)

 

“É uma falácia dizer que armas de fogo não estão vinculadas aos homicídios.”

Sim, é uma falácia, pois somente um lado está armado, o lado criminoso.

Armas de fogo estão vinculadas aos bandidos que tem poder de fogo igual ou superior as nossas polícias e infantaria das nossas Forças Armadas, nem preciso dizer em relação aos cidadãos. E um país onde há quase 60 mil homicídios, que o traficante mata um soldado por dia se quiser (12), que em alguns casos 80% das armas são importadas da Bolívia (13), que nossos cidadãos usam calibres anêmicos como o .380 e nossos heróis policiais usam armas com defeito, como as quase 6000 submetralhadoras Taurus compradas por 21 milhões de reais do bolso do contribuinte (14), enquanto bandidos usufruem de armas mundialmente conhecidas pela sua qualidade, como a FN Five Seven (15).

 

“Vítimas armadas tem 56% mais chances de morrerem.”

Diz pra gente as porcentagens da vítima desarmada.

Bandidos tem medo de cidadãos armados. Preferem ser presos pela polícia do que alvejados por um cidadão, não invadem casas com pessoas dentro com medo de levarem tiro e somente 3% das tentativas de estupros são consumadas quando a mulher está armada. (16) (17) (18) (19) (20) (21) (22)

Bandidos tem medo de cidadãos armados. Preferem ser presos pela polícia do que alvejados por um cidadão, não invadem casas com pessoas dentro com medo de levarem tiro e somente 3% das tentativas de estupros são consumadas quando a mulher está armada.

 

“UFMG demonstrou que vítimas armadas tem 88% de chances de serem agredidas com socos e coronhadas.”

Não encontrei este estudo. Confesso que fiquei curioso em saber como chegaram a esta conclusão. Quer dizer que um indivíduo desarmado ao entrar em um conflito com alguém armado, tem altíssima probabilidade dele avançar para realizar a agressão? Qual a motivação e os estímulos do agressor? Ambiente? Estado mental? A relação entre perigo e recompensa foi analisada? Já que desarmados tem altas chances de irem pra cima de quem está armado, então temos muitas vítimas de assaltos, homicídios, estupros e latrocínios que mesmo sem armas, avançaram em seus agressores armados. Estou lendo as notícias erradas.

Mas para finalmente avançarmos nestes estudos, eu me disponho virar cobaia e realizá-lo, contribuindo assim para a ciência: eu com uma pistola (não vale Taurus hahaha!) na cintura e municiada (entenderam a referência?!) e um indivíduo desarmado que terá 5 minutos para me agredir ou ficar no canto quieto esperando o tempo acabar para poder sair. Como já dito antes e já observado, bandidos tem medo de vítimas armadas.

Sobre os 6000% dos policiais e de acordo com a visão desarmamentista proposta no vídeo, quer dizer que se o policial usar um picolé para entrar no confronto com o criminoso de G3, ele tem menos chances de se tornar vítima. Nada tem a ver com a natureza da profissão, entendi.

 

“Países desenvolvidos como Japão e Inglaterra proibiram as armas”

Desarmamento no Japão não foi por causa de criminalidade, foi por poder e controle. (23)

Na Inglaterra a criminalidade aumentou e os estupros dispararam na Suécia. (24) (25) (26)

No Canadá e Austrália a coisa também não deu muito certo. (27)

 

“A lei que revoga o Estatuto permite que condenados tenham armas de fogo.”

Como pode mentir assim, sem nem ao menos disfarçar?

“Art. 30. Para obtenção de licença para porte de arma estadual ou federal, o interessado deverá satisfazer os seguintes requisitos:

II – comprovação de idoneidade, com apresentação de certidões de antecedentes criminais e de não estar respondendo a nenhum processo criminal, fornecidas pelos órgãos da Justiça Federal, Estadual, Militar e Eleitoral;” (28)

 

Referências:

1 – http://oglobo.globo.com/brasil/pais-tem-registro-recorde-de-armas-para-pessoas-fisicas-em-2014-17060236

1a – Mentiram pra mim Sobre o Desarmamento, Bene Barbosa e Flavio Quintela, pág 67

1b – http://www.defesa.org/ate-2003-todos-podiam-portar-armas/

2- http://mercadopopular.org/2015/10/estatuto-do-desarmamento/

3 – http://www.mvb.org.br/noticias/index.php?&action=showClip&clip12_cod=1747

4 – http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/felipe-patury/noticia/2014/08/bcbc-compra-taurusb-por-r-121-milhoes.html

5 – http://www.sul21.com.br/jornal/familia-gerdau-lidera-doacoes-aos-candidatos-do-segundo-turno-na-capital/

6 – http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/taurus-contribuiu-com-a-campanha-da-ministra-dos-direitos-humanos/

7 – http://polibiobraga.blogspot.com.br/2011/04/maria-do-rosario-retoma-campanha-do.html

8 – http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/relatoriopesquisa/mapaarmas.pdf

9 – http://www.law.harvard.edu/students/orgs/jlpp/Vol30_No2_KatesMauseronline.pdf

10 – http://www.defesa.org/controle-de-armas-no-brasil-compilacao-de-estudos-pertinentes-ao-tema-de-controle-das-armas-com-enfoque-para-a-realidade-brasileira/

11 – http://www.defesa.org/cat/estatistica-e-ciencia/

12 – http://veja.abril.com.br/brasil/se-quiser-mato-um-soldado-por-dia-diz-traficante-da-mare/

13 – http://www.forte.jor.br/2011/04/30/traficantes-do-alemao-usavam-armas-vindas-do-exercito-boliviano/

14 – http://www.bbc.com/portuguese/brasil-37782821

15 – http://amigosdaguardacivil.blogspot.com.br/2014/11/pistola-belga-atira-igual-metralhadora.html

16 – https://twg2a.wordpress.com/2011/11/05/criminals-fear-the-armed-dont-be-a-victim/

17 – https://americangunfacts.com/pdf/Crime-Control-through-the-Private-Use-of-Armed-Force.pdf

18 – Compare Kleck, “Crime Control,” at 15, and Chief Dwaine L. Wilson, City of Kennesaw Police Department, “Month to Month Statistics: 1991.”

19 – Kleck, Point Blank, at 140.

20 – Kleck, “Crime Control,” at 13.

21 – https://www.ncjrs.gov/App/publications/abstract.aspx?ID=55878

22 – U.S., Department of Justice, National Institute of Justice, “The Armed Criminal in America: A Survey of Incarcerated Felons,” Research Report (July 1985): 27.

23 – http://www.mvb.org.br/noticias/index.php?&action=showClip&clip12_cod=1452

24 – http://www.bbc.com/news/uk-politics-39056786

25 – https://rapecrisis.org.uk/statistics.php

26 – http://crimeresearch.org/2013/12/murder-and-homicide-rates-before-and-after-gun-bans/

27 – https://mises.org/blog/gun-control-fails-what-happened-england-ireland-and-canada

28 – http://www.camara.gov.br/sileg/integras/989800.pdf

Porte de armas para CACS tornar-se-á realidade

O Art. 6º da Lei 10.826/03, desde a sua promulgação prevê que entre as categorias que possuem porte de arma, estão incluídos os atiradores esportivos. Todavia, a má fé governamental associada a negligência dos responsáveis pela operacionalização da medida impediram que este direito fosse plenamente exercido, dando causa a centenas de mortes, furtos e prisões de cidadãos inocentes.

O Instituto DEFESA chegou a procolocar no Comando Logístico por duas vezes, em 2014 e 2015, o pedido do reconhecimento do direito, cujo pleito foi sumariamente ignorado à época, pelos então responsáveis.

Desde o dia 14 circula nas redes sociais um vídeo do atual Chefe da Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados, General Neiva, no qual ele reconhece a interpretação mais óbvia da lei, ou seja, o direito que o atirador tem de portar sua arma municiada.

No dia de hoje (16), o chefe do Comando Logístico, Exmo. Sr. Gen. Theophilo, publicou em sua página no Facebook um vídeo confirmando o vindouro reconhecimento do direito já previsto na Lei, bem como de um novo R-105, de teor ainda desconhecido.

Trata-se de uma pequena, mas importante vitória para o Brasil. Um pequeno passo rumo à liberdade, frente a uma jornada de algumas centenas de quilômetros.

Agradecemos e parabenizamos respeitosamente ao Exmo. Sr. Gen Theophilo e ao Exmo. Sr. Gen. Neiva, que além de fazerem cumprir a Lei, pela primeira vez em mais de uma década, nos devolvem o orgulho pelo verdadeiro Exército do Pacificador.

Novo clube de tiro e loja de armas no Rio de Janeiro

A Nit Army, localizada em Niterói, chega no mercado para fornecer atendimento de qualidade e responsabilidade para seus filiados e clientes. Além da – obviamente – atividade comercial, eles também possuem comprometimento com a liberdade de acesso as armas, pois também estão na luta pela queda do estatuto do desarmamento.

Se você é do Rio de Janeiro, principalmente Niterói e redondezas, recomendamos uma visita.

Seguem algumas fotos:

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Novidades da IWA Outdoor Classics 2017

TJ-PB decide que porte de arma por Guarda Municipal é conduta atípica

Baixe a íntegra da decisão

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