Exames de capacidade técnica não servem pra nada

Lucas Silveira é presidente do Instituto DEFESA e Instrutor-chefe da Academia Brasileira de Armas

Continuando a desmantelar todas e cada uma das restrições a armas, hoje a pauta são os exames técnicos de tiro para a aquisição desses objetos.

É verdade: o bom senso nos diz que não é saudável para a sociedade que pessoas sem capacidade para usar armas saiam por aí portando. Para solucionar isso, o genial legislador de ar condicionado resolveu criar a obrigação de se realizar uma prova, com questões técnicas e um teste de tiro, como pré-requisito para o “requerimento do exercício de direito” (como se essa expressão fizesse sentido). Pois bem, no caso das pistolas, as armas mais comuns no Brasil, o atirador deve acertar, parado, uma silhueta humanoide em pé, parada, bem iluminada, em condições ideais de temperatura e pressão.

Exatamente aquilo que NUNCA vai existir numa situação de combate.
Daí saem operadores de segurança pública e privada, bem como CACs e proprietários de arma, com laudo técnico APTO mas sem absolutamente nenhuma noção de como usar uma arma.

Ao que me consta, contudo, nada terrível vem acontecendo decorrente disso, exceto o próprio exame.

Não funciona. Não mede nada. Não serve pra nada.

Mas não acaba por aí: ainda que o exame medisse precisamente a capacidade do pretenso comprador, nada impede que os mal intencionados, sejam do Estado ou da bandidagem comum, comprem suas armas sem passar pelos testes, tornando toda esta conversa um enorme exercício de futilidade.

Como sempre, o único prejudicado é o cidadão de bem, muitas vezes enganado pelo discurso bonito apontado no começo do texto.

NENHUMA RESTRIÇÃO A ARMAS É JUSTIFICÁVEL.

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