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A importância do laudo psicotécnico na aquisição de armas

Lucas Silveira é presidente do Instituto DEFESA e Instrutor-chefe da Academia Brasileira de Armas

Entre as inúmeras exigências impostas à força àqueles que desejam comprar armas de fogo no Brasil, figura a necessidade de laudo emitido por psicólogo atestando a aptidão para compra e/ou porte de armamento.

Vi um post do meu amigo Nelson Assis Brasil acerca desse tema no Facebook e resolvi aproveitar a onda para, mais uma vez, apagar o fogo com gasolina, e elencar alguns apontamentos relacionados.

Se você já viu uma das minhas palestras nos encontros do Instituto DEFESA, provavelmente, o texto a seguir não apresenta uma argumentação inédita. Para os demais, respondam, por favor, as perguntas:

  1. Você acredita que as pessoas loucas, que os malucos, que os psicopatas devam ter direito de acesso às armas?
  2. É razoável que haja a exigência legal de um teste, a ser realizado por profissional capacitado, para assegurar que o pretenso comprador ou portador de uma arma esteja psicologicamente apto ao emprego deste equipamento?

Bem, se você respondeu “sim” à segunda pergunta, preciso lhe dar uma péssima notícia: você ainda não entendeu NADA sobre o controle de armas. Não se desespere, vou explicar:

  • É claro que ninguém de boa fé deseja que pessoas desequilibradas por quaisquer motivos tenham acesso às armas;
  • É evidente que todos desejamos que quem porta armas esteja emocionalmente equilibrado para que não reaja com excesso ou cometa crimes com elas;
  • Ocorre, contudo, que:

I) Não existem evidências científicas suficientes para se afirmar categoricamente que o exame psicotécnico realmente filtra perfis potencialmente perigosos para aquisição de armas. Se você já fez um exame destes, você deve saber como é fácil fazer papel de bonzinho nos questionários e lembrar de colocar o chão na casinha desenhada no meio da folha de papel.

II) Segundo e mais importante: ainda que o teste psicotécnico fosse preciso e insuscetível a erros e falsos negativos, nada disso impede que os verdadeiros criminosos – aqueles que não se preocupam em pedir autorização para a PF ou EB, que não têm certidões negativas de antecedentes criminais, que pretendem usar as armas para roubos, homicídios ou latrocínios -, entre os quais se incluem os “malucos”, comprem suas armas de forma ilegal, tornando todo o processo, portanto, absolutamente ineficaz.

Embora embrulhada com uma cobertura nobre e absolutamente justa, a exigência do exame psicotécnico torna o processo moroso, desnecessariamente burocrático e, principalmente, é um exercício de futilidade porque, como todas as outras tentativas de controle de armas, não impede que um bandido coloque as mãos numa arma de fogo.

 

Você sabe o que é Mil Dot?

Lucas Silveira
Presidente do Instituto DEFESA
Instrutor-chefe da Academia Brasileira de Armas

Em  maio de 2017 publiquei um artigo para o portal do DEFESA intitulado “Você sabe o que é MoA?“, que foi muto acessado desde então. Todavia, o texto absolutamente resumido e sem a intenção de esgotar o tema, deixou, obviamente,  muitas lacunas para aquele que pretende entender melhor o uso dos retículos dos dispositivos de pontaria.

Uma destas lacunas é a compreensão dos tais “Mil dots”, que ocasionalmente são citados e pouco compreendidos pelos neófitos. Vamos estudá-los?

Bom, se você se propôs a ser um atirador de precisão, eu espero que você tenha prestado atenção nas aulas de matemática da época da escola. Elas vão fazer muita falta. Os conceitos de MoAs e Miliradianos são apenas a superfície.

– O que você disse, Silveira? Miliradianos? O texto não era sobre Mil dots? 

Pois é, vamos direto ao assunto!

Primeiro passo: entender o que são os miliradianos.

Se você não jogou aviõezinhos de papel durante a explicação desta matéria pelo professor na sexta-série, ótimo. Pode pular esta parte.

Se você achou esperto e deduziu que esta era uma daquela matéria que você nunca iria usar, agora é hora de ralar pra consertar essa bobagem.

Você sabe que existem  os metros e os milímetros. Os litros e os mililitros. Os gramas e  os miligramas. Então é fácil concluir que os miliradianos são uma unidade equivalente a 0,001 desse tal Radiano.  Meio caminho andado. Agora o que é o Radiano?

Para chegarmos lá é preciso entender três conceitos básicos de qualquer círculo: o raio,  o diâmetro e a circunferência.

Circunferência é uma curva plana cujos pontos são eqüidistantes de um mesmo ponto denominado de centro. ¹

  • raio – segmento de reta que une um ponto da circunferência ao centro.
  • diâmetro – segmento de reta que une dois pontos da circunferência passando pelo centro.
  • arco – porção da circunferência limitada por dois pontos
  • corda – segmento de reta que dois pontos da circunferência.
  • flecha – segmento de reta que une o ponto médio da corda ao ponto médio do arco correspondente.¹

 

 

 

 

 

 

Agora que você já entendeu estas medidas, faça o seguinte exercício: imagine um arco de medida idêntica ao raio de determinada circunferência. Veja como seria:

 

Um arco de circunferência cujo comprimento é igual ao raio r (em vermelho) corresponde a um ângulo de 1 radiano (em verde). A metade da circunferência corresponde a π radianos e uma circunferência completa a 2π.²

 

Muito bem. Entendemos  o que é o Radiano, e descobrimos que se o dividirmos em mil partes encontraremos um miliradiano. E os mil dots?

Segundo passo: entender o que são os mil dots.

Quem explica é a Trijicon (tradução nossa):

“O retículo MIL-Dot refere-se um  padrão de crosshairs duplex com 4 pequenos pontos de 0,25 mil de diâmetro ao longo de cada eixo. Esses pontos são organizados para permitir a estimativa de distância. Um usuário experiente pode predizer a distância até objetos de tamanho conhecido, o tamanho de objetos a distância conhecida e compensar a queda do projétil e o arrasto do vento a distâncias conhecidas com uma luneta equipada com um retículo com MIL-Dot”.³

É claro que é preciso experiência atrás da soleira (ou da luneta de espotagem) para chegar lá.  Mas vamos dar um exemplo:

Em uma luneta Zeiss com retículo 43, a distância entre duas marcações nos eixos, quando ajustada para 12x, equivale a 10 cm, a 100 m. Por consequência, se um objeto que eu sei que está a 100 m ocupa a distância de três pontos no meu retículo, ele necessariamente mede 20cm ou, por outro lado, se o objeto que eu sei que mede 20cm aparece no tamanho exato da distância entre dois pontos no meu retículo, posso concluir que ele está a 200m de distância.

Atiradores de precisão utilizam seus Dope Books e equipamentos eletrônicos para não precisarem fazer todos os cálculos no estresse do momento do disparo, mas é importante conhecer os fundamentos para fazer o melhor uso da tecnologia.

Veterano Sniper Navy Seal Rich Graham explica conceitos matemáticos aplicados ao tiro em um curso de Marksmanship da Titanium Tactical e Academia Brasileira de Armas

 

REFERÊNCIAS:

 

¹ http://objetoseducacionais2.mec.gov.br/bitstream/handle/mec/10396/geo0500.htm – Acesso em 11 de agosto de 2018, 12h.

² https://pt.wikipedia.org/wiki/Radiano – Imagem extraída em 11 de agosto de 2018, 12h.

³ https://www.trijicon.com/na_en/support/how_to_use_mil_dot.php – Acesso em 11 de agosto de 2018, 12:30

 

 

GOSTOU DESTE TEXTO? Ele apenas é possível graças aos nossos associados de carteirinha e doadores. Por cerca de 50 centavos por dia você ajuda a financiar o ativismo pró-armas no Brasil. Filie-se.

A Academia Brasileira de Armas oferece cursos de precisão com desconto para membros de carteirinha do Instituto DEFESA.

Vídeoteca do Café com Pólvora

Lucas Parrini

Lucas Parrini é colaborador do Instituto DEFESA e curioso em criminologia e assuntos relacionados a combate e segurança.

Perdeu algum Café com Pólvora ao vivo? Aqui você tem o histórico de todos os vídeos e seus respectivos assuntos do programa.

Tem alguma sugestão de tema? Quer participar do programa? Quer fazer um Café com Pólvora na sua cidade?
Escreva para parrini@defesa.org e vamos fazer acontecer!

Informação: A tag “Recorde de audiência” considera apenas o pico de pessoas on-line no programa na página oficial. Não contabiliza visualizações nem espectadores em transmissões espelhadas.

 

 

 

 

EP 001 – 27/12/2017 – Lançamento das lives
https://www.facebook.com/campdoarmamento/videos/1820367744703429/

 

EP 002 – 10/01/2018 – Arma do CAC para defesa?
https://www.facebook.com/campdoarmamento/videos/1840815849325285/

 

EP 003 – 24/01/2018 – Preparo do atirador esportivo – Convidado Rildo Anjos, presidente do clube Calibre 12
https://www.youtube.com/watch?v=v1x8ns1uqHY&t=1332s

 

EP 004 – 31/01/2018 – Dr. Mireles (México) e Oscar Perez (Venezuela)
https://www.facebook.com/campdoarmamento/videos/1869152243158312/

 

EP 005 – 07/02/2018 – III% e Oathkeepers
https://www.facebook.com/campdoarmamento/videos/1878398105567059/

 

EP 006 – 21/02/2018 – Defesa Armada para motociclistas
https://www.youtube.com/watch?v=vAZMCf-j46k&t=1404s

 

EP 007 – 07/03/2018 – Bate-papo livre. Convidados: Eduardo Azeredo do IDBA/Domínio Pilotagem e Tigonha do Rearme
https://www.youtube.com/watch?v=iSMydkW18Rg

 

EP 008 – 14/03/2018 – O que esperarmos da Nova Bancada da Bala? Entrevista com Alexandre Knoploch (Parte 1)
https://youtu.be/rKSCE6lugMI

 

EP 009 – 28/03/2015 – Bate-papo livre.
https://www.youtube.com/watch?v=jNQSvj5M4S0

 

EP 010 – 04/04/2018 – Alternativas as armas de fogo para legítima defesa
Parte 1: https://www.facebook.com/campdoarmamento/videos/1958799117526957/
Parte 2: https://www.facebook.com/campdoarmamento/videos/1958821654191370/

 

EP 011 – 11/04/2018 –  O que esperarmos da Nova Bancada da Bala? Entrevista com Alexandre Knoploch (Parte 2)
https://www.facebook.com/campdoarmamento/videos/1969210169819185/

 

EP 013 – 19/04/2018 – Escolta armada – Verdades, mentiras e absurdos (parte 2)
https://www.youtube.com/watch?v=XD6msKRRZdc&t=2107s

Obs.: A parte 1 desde episódio foi a transmissão feita no FB um dia antes, 18/04, que infelizmente ficou com qualidade extremamente comprometida Como abordamos todo o tema novamente, deixei apenas o link da parte 2. O canal da Campanha do Armamento no Youtube estava bloqueado e tentamos pelo FB, sem sucesso. A parte 2 foi feita quando o canal foi novamente liberado.

 

EP 014 – 25/04/2018 – Entrevista com Moisés Queiroz (parte 1)
https://www.youtube.com/watch?v=QDM_71UsRAE&t=1s

 

EP 015 – 02/05/2018 – CACs e suas obrigações: Convidado entrevistado é Marcelo Danfenback – RECORDE de audiência!
https://www.youtube.com/watch?v=OmiXMJjh07E&t=7s

 

EP 016 – 09/05/2018 – Entrevista com Moisés Queiroz (parte 2)
https://www.youtube.com/watch?v=Nd9GOf52dxo

 

EP 017 – 16/05/2018 – Como “tirar” CR de CAC Convidado: Marcos Xavier
https://www.youtube.com/watch?v=n2LA3V8XKy0

 

EP 018 – 23/05/2018 – Entrevista com Pimenta, pré-candidato a nominata do TSE a Deputado Estadual no RJ pelo PSL.
https://www.youtube.com/watch?v=e7yPWjaiAUE

 

EP 019- 30/05/2018 – Entrevista com Maurizio Spinelli, pré-candidato a Deputado Federal no RJ pelo Novo.
https://www.youtube.com/watch?v=e7yPWjaiAUE


EP 020 – 06/06/2018 – Entrevista com Saulo Vieira, pré-candidato a Deputado Estadual no SE pelo PMN

https://youtu.be/vLPh5-ddm_M

 

EP 021 – 13/06/2018 – Campeonato Regional CBC/Taurus com Marcelo Danfenback, membro da comissão técnica e Beraldo, gestor técnico do campeonato.
https://youtu.be/-JuX2Mie0kM

 

EP 022 – 20/06/2018 – Entrevista com Rodrigo Marinho, pré-candidato a Deputado Federal no CE pelo Novo.
https://www.youtube.com/watch?v=e7yPWjaiAUE

 

EP 023 – 21/06/2018 –  Como funciona a caça no Brasil? Entrevista com Rafael Salerno do Aqui tem Javali
https://www.youtube.com/watch?v=e7yPWjaiAUE

 

EP 024 – 27/06/2018 –  Bate papo livre com os amigos BMGA10MM, PAPO DE ATIRADOR e EL KABONG!
https://www.youtube.com/watch?v=e7yPWjaiAUE

 

EP 025 – 04/07/2018 –  Bate papo livre
https://www.youtube.com/watch?v=e7yPWjaiAUE

 

EP 026 – 11/07/2018 – Bate papo livre
https://youtu.be/2do1msBjZhk

 

EP 027 – 18/07/2018 – Portaria 28 – Entrevista com o advogado criminalista Dr. Joabs Sobrinho
https://youtu.be/qV7g75DYLAs

 

EP 028 – 25/07/2018 – Bate papo livre
https://youtu.be/–M9pkEp5oI

 

EP 029 – 01/08/2018 – Ofício da portaria 28
https://www.youtube.com/watch?v=yBXwxzfx7q8

Convidados:
Lucas Silveira, presidente do Instituto DEFESA
Moisés Queiroz, pré-candidato a Deputado Federal pelo NOVO RJ
Joabs Sobrinho, advogado criminalista
José Paulo, pré-candidato a Deputado Estadual pelo PSC RJ

 

EP 030 – 08/08/2018 – Entrevista com Lívia Bonates, pré-candidata a deputada Estadual pelo NOVO RJ
https://www.youtube.com/edit?o=U&video_id=nXVgWXdiFac

 

EP 031 – 15/08/2018 – Entrevista com Marcelo Danfenback – Novos clubes no Regional CBC/TAURUS
https://www.youtube.com/edit?o=U&video_id=uhObLBISSwc

 

EP 032 – 22/08/2018 – Entrevista com Heitor Freire, candidato a Deputado Federal PSL CE
https://www.youtube.com/edit?o=U&video_id=96eRJlY-p8I

 

EP 033 – 29/08/2018 – Entrevista com Solange Lopes, representante do Instituto DEFESA no MS e candidata a Deputada Estadual PSL MS
https://www.youtube.com/watch?v=j5sUxb5J7wI&t=2s

 

EP 034 – 05/09/2018 – Entrevista com Douglas Lacerda, candidato a Deputado Estadual PSL RJ
https://www.youtube.com/watch?v=azH-neUx8Bw&t=600s

 

EP 035 – 12/09/2018 – Entrevista com Damaceno, candidato a Deputado Estadual REDE SP
https://www.youtube.com/watch?v=P_tewDZ1t7k&t=1193s

 

EP 036 – 19/09/2018 – Entrevista com Emerson Vilanova, candidato a Deputado Federal NOVO PR
https://www.youtube.com/watch?v=ToTC1Ny0gg0

 

EP 037 – 26/09/2018 – Entrevista com Diego Dusol, candidato a Deputado Federal NOVO PB
https://www.youtube.com/watch?v=AraYKoO40e0

EP 038 – 27/09/2018 – Entrevista com Flávio Pacca, candidato Deputado Federal PSC RJ 
https://www.youtube.com/watch?v=WdLZ3uTKaGI

 

EP 039 – 03/10/2018 – Homenagem as vítmas dos homicídios e Heróis da FEB
https://www.youtube.com/watch?v=iFT01EBKrUc&t=2038s

EP 040 – 04/10/2018 – Entrevista com Alexandre Lima – Candidato Deputado Federal NOVO MG
https://www.youtube.com/watch?v=wNa2pWPd7YI&t=9s

EP 041 – 10/10/2018 – Bate papo livre
https://www.youtube.com/watch?v=EEFiPpvOm3Q

EP 042 – 17/10/2018 – Entrevista com Matheus Lisboa, idealizador do projeto TC3 Brasil
https://www.youtube.com/watch?v=8-A374yG5Bg

Poder, força, armas e democracia

Datafolha diz que maioria é contra porte de armas (fake news)

Você consegue responder a estas 10 perguntas sobre desarmamento?

O brasileiro tem cultura para portar armas?

Eu sou pró-armas, “mas’…

História do desarmamento versus segurança pública no Brasil

Mitos e verdades sobre a caça

Lucas Silveira
Presidente do Instituto DEFESA
Instrutor-chefe da Academia Brasileira de Armas

No Brasil moderno, apenas uma minoria da população efetivamente caça. Com a restrição fortíssima do R-105 a publicidade sobre armas somada a isso, o nível de desinformação sobre essa atividade intrínseca a existência humana alcança níveis inacreditáveis.

Estamos aqui para tentar minimizar um pouco do prejuízo causado pelo politicamente correto sobre o tema, e vamos começar desmentindo as falácias mais comumente repetidas. Mãos à obra!

Por que a caça e a pesca são tão importantes? Por que são uma característica distintiva dos primatas humanos? De acordo com Craig B. Stanford, em seu livro “The Hunting Apes“, “as origens da inteligência humana estão ligadas à aquisição de carne, especialmente através das capacidades cognitivas necessárias para a partilha estratégica de carne com companheiros de grupo..” De fato, até os chimpanzés machos utilizam a carne caçada em troca de favores sexuais das fêmeas, por exemplo, e há uma clara vantagem seletiva na seleção sexual por causa disso. Provavelmente os seres humanos fizeram uso extensivo de carne não só como alimento, mas também para influenciar a estrutura social, o sucesso reprodutivo, etc. (Renato M.E. Sabbatini, PhD )

Mito 01: Não precisamos caçar porque temos carnes nas prateleiras dos mercados.

Verdade: – As carnes das prateleiras também vêm de animais. Ao contrário dos animais de caça, as carnes comerciais são oriundas de bovinos, suínos e caprinos que passam a vida presos e tratados para oferecer um produto mais palatável e economicamente sustentável. A carne de caça, não raramente, é gratuita e, para quem acredita em produtos orgânicos, é a carne orgânica na sua excelência.

Tanto uma quanto outra origem são importantíssimas para a qualidade de vida humana. Além disso, você também pode se perguntar: o que é mais “cruel”: criar um animal a vida toda confinado com o objetivo de abatê-lo ou deixar o animal livre a vida toda e, ocasionalmente, abatê-lo?

Mito 02: Caçar é covardia. Se quer caçar, não use armas.

Verdade – É uma bobagem sequer imaginar competir sem armas contra animais mais pesados e fortes. Tamanho é documento. Os próprios animais não se incomodam em procurar “adversários” do mesmo tamanho ou em mesmo número. Além disso, o objetivo da caça não é fornecer uma “luta justa”, como uma luta de Boxe ou de Jiu-Jitsu com suas divisões por peso, mas sim, abater um animal da forma mais rápida possível. Quanto mais “desigual” for o abate, menor o eventual sofrimento do animal.

Mito 03: A caça leva animais à extinção.

Verdade – A caça predatória, que usualmente acontece quando existe a proibição, pode levar animais à extinção. A caça regulada, dentro da lei, mantém o número de indivíduos de uma determinada espécia em um padrão seguro.

Mito 04: Caçar para comer tudo bem, caçar para esporte, não.

Verdade – Em algum momento inventou-se a mentira de que na caça de troféus o animal não é aproveitado. Na verdade, seja na caça de subsistência, de controle populacional ou de troféus, ninguém em sã consciência desperdiça comida, couro, ou outros produtos de origem animal.  Mesmo nas caças de troféus exóticos, em outros países, a carne é doada aos habitantes locais enquanto apenas uma parte do animal – normalmente a cabeça – é levada para a taxidermia.

Em outras palavras, não importa o nome que se dê à caça: ninguém joga carne boa fora.

Mito 05: A caça é proibida no Brasil.

Verdade – A caça é autorizada no Brasil. O IBAMA determina as espécies que podem ser abatidas e o Exército Brasileiro controla as armas de fogo que podem ser utilizadas pelos caçadores.

Mito 06: Se é pra caçar alguma coisa, cace bandidos.

Verdade – Você pode caçar bandidos se quiser. O fato de haver alguém caçando javali não impede que você se defenda de um criminoso. Não são atos mutuamente excludentes.

Vale lembrar também que o abate do criminoso, exceto em casos de legítima defesa, é considerado crime, a caça, não.

Mito 07: Não se deve misturar o tema “armas” com o tema “caça”.

Verdade – A esmagadora maioria das armas dos Estados Undos – padrão ouro quando se fala em liberdade de acesso às armas – está em posse dos caçadores. Estas são pessoas treinadas em habilidades de camuflagem, rastreamento e tiro em alvos não apenas em movimento, mas atentando contra a vida do atirador. Em outras palavras, são um “segundo exército” americano, porém em número muito maior, tornando o território estadunidense virtualmente impenetrável.

Mito 08: Pescar tudo bem mas, caçar, não.

Verdade – Até há pouco tempo a pesca submarina era conhecida como caça submarina. As atividades são essencialmente as mesmas dentro da água ou fora dela, ou seja, alguém abate um animal para extrair os produtos provenientes dele. O que muda é apenas o meio. Não faz sentido aceitar a pesca mas não a caça.

Mito 09: Nós invadimos o espaço dos animais, logo somos nós os errados, não eles.

Verdade – Ora, quaisquer espécies competem por território, aliás, indivíduos da mesma espécie competem por território. Não é possível classificar como “errada” a tentativa de uma espécie evoluir e crescer, o que implica em maior território.

Não se questiona, por exemplo, o uso de inseticidas ou, por que não, antibióticos que também matam milhares de indivíduos, mas coloca-se em cheque, curiosamente, a sobrevivência da própria espécie humana.

Mito 10: Controlar espécie exótica invasora tudo bem, mas animais nativos, não.

Verdade – A teoria por trás dessa assertiva é a de que deve-se tentar controlar a fauna, protegendo determinadas espécies contra outras que se reproduzam muito rapidamente ou não tenham predadores naturais. É verdade, quando uma espécie não encontra predadores, ela se reproduz a níveis muitas vezes irreversíveis causando prejuízos difíceis de serem estimados.

As espécies nativas, contudo, também podem se beneficiar da regulamentação da caça. Em regra, quando uma espécie têm seu abate autorizado, sua população é mantida em níveis seguros, evitando a sua extinção e o seu crescimento desordenado.

Além disso, a caça faz circular montante significativo de dinheiro, enriquecendo a região e melhorando a qualidade de vida de seus habitantes.

 

Conhece mais algum mito sobre caça que não aparece aqui? Mande pra gente. Esta lista será atualizada de acordo com as suas sugestões.