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Mural da Esperança

Lucas Parrini

Parrini é diretor estadual do Instituto DEFESA no RJ, estudante de criminologia e segurança pública e admirador de assuntos relacionados a combate.

Espaço onde colocaremos atitudes exemplares que enchem nossos peitos de esperança e nos inspiram com orgulho. Se souver de algum caso, escreva para parrini@defesa.org com as informações e publicaremos.

Rogério Grimm

Este cidadão sofreu um assalto violentíssimo e foi forçado a usar seu direito legal de legítima defesa. Aitrou nos bandidos e os feriu, que após ameaçar ele e sua família, fugiram. Disseram que se fossem presos, saíriam e matariam toda sua família. Rogério acionou a polícia e foi informado que os desgraçados haviam caído da moto usada no assalto quando em fuga e estavam sendo socorridos pela SAMU. Desesperado e temendo pela vida de sua família, sabendo que a Justiça protege bandidos e ferra com a vida do cidadão, ele tomou uma atitude heróica: foi até o local que a SAMU salvava os bandidos, entrou na ambulância e cancelou o CPF dos dois lixos. Obrigado Rogério!

O engraçado que é que a polícia “para conter” Rogério, atirou nele! P*** que P***! E não para por aí! O Ministério Público processou o herói por Homicídio Qualificado, mas quebrou a cara quando o Júri inocentou Rogério, que agora está livre.

Segundo esta notícia – https://bit.ly/2zTw7uc – o nome do promotor é José Olavo de Passos e os nomes dos dois vagabundos que tiveram o CPF cancelado são Élder e Wagner. Infelizmente a mídia divulga o nome completo da vítima, mas dos bandidos só colocam o primeiro. nome.

Sargento De Souza e Soldado Amaral

Estes dois cidadãos que trabalham na PMSP contiveram a ação macabra de um degenerado chamado Euler Fernando Grandolpho, que entrou numa igreja e abriu fogo contra inocentes. Este maldito matou 6 pessoas, e graças a De Souza e Amaram que o pararam, evitaram que mais vítimas fossem feitas.

O ato terrorista aconteceu na cidade de Campinas – SP, durante uma missa, e o criminoso assassino tinha consigo uma pistola e um revólver. Agora, dois detalhes chamam atenção: O primeiro é que a pistola é da marca CZ, importada, sendo assim ela não vende fácil no Brasil devido ao controle do Exército e a maldita “similaridade”, onde uma arma não pode ser importada se tiver uma nacional parecida. O segundo detalhe é a foto do bandido morto que circula em jornais com a arma na mão, e podemos ver a numeração de série raspada! Que coisa hein, Estatuto do Desarmamento? Não impediu que 1) uma pistola fora do mercado nacional chegasse nas mãos de 2) um maluco, que 3) não tinha antecedente criminal e que 4) usou para algo macabro.

Leis de controle de armas são inúteis, pois malucos e bandidos não obedecem leis. Só pessoas boas fazem, se são boas, essas leis são desnecessárias.

Aposentado-Herói de 81 anos salva-se graças a sua arma de fogo com registro vencido

https://www.defesa.org/aposentado-heroi-de-81-anos-salva-se-gracas-a-sua-arma-de-fogo-com-registro-vencido/

Diretrizes do Instituto DEFESA a partir de 2019

Lucas Parrini

Parrini é diretor estadual do Instituto DEFESA no RJ, estudante de criminologia e segurança pública e admirador de assuntos relacionados a combate.

“Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.”

Seguindo as características apresentadas pelas últimas publicações do nosso presidente Lucas Silveira, adotaremos e incentivaremos várias formas de atuação a partir de 2019.

1) O compromisso básico que esperamos que o novo governo, assim como os demais daqui pra frente, é de que cumpram suas promessas e sirvam ao povo, não ao contrário. Político é empregado do povo. Cabe a cada um de nós pressionar, cobrar, publicar e fiscalizar. O preço da paz é a eterna vigilância.

2) Todo o direito é associado a deveres e responsabilidades. Precisamos ao mesmo tempo que exigimos nossa liberdade de acesso as armas e o direito de legítima defesa – e ao PORTE de armas -, demonstrar que temos condições e responsabilidade para tal. Daremos o exemplo e mostraremos o que é um cidadão consciente de sua liberdade e também de sua responsabilidade.

3) Encorajamos como nunca antes que tenhamos o maior entendimento possível da legislação que rodeia a legítima defesa, a responsabilidade no manuseio das armas, treinamento constante, o preparo psicológico para um momento de estresse. Passaremos a tratar o tema com a seriedade que ele merece, portanto a disseminação de brincadeiras que envolvam irresponsabilidade com armas de fogo devem ser evitadas ao extremo.

4) Nosso povo precisa de ajuda e não serão políticos nem nenhum outro agente do governo, de qualquer classe que seja, que fará alguma coisa. Se essa frase doeu, “passa Gelol que passa”. A iniciativa deve partir da menor célula existente em uma sociedade e maior classe de uma Nação: o indivíduo, da classe cidadão.

Devido ao sucesso dos testes realizados em 2018 que nos deu o resultado de possibilidade de ser muito maior, de 2019 em diante todos os participantes de eventos do Instituto DEFESA serão fortemente encorajados a doarem alimentos ou outros itens para como fraldas geriátricas ou brinquedos. Ajudaremos na medida do possível com nossas próprias mãos nossos compatriotas necessitados.

5) Nesta mesma pegada, continuaremos a promover doações de sangue por todo o Brasil. Esta ação dispensa maiores explicações, o Instituto DEFESA já realiza estas ações desde 2016.

6) Depois do Mural da Comédia (https://bit.ly/2RVsAm7), criamos o Mural da Esperança (https://bit.ly/2RW6jEC), espaço onde colocaremos atitudes exemplares que enche nossos peitos de esperança e o Mural dos Heróis (https://bit.ly/2GfAZPL). Espaço destinado a pessoas que notoriamente se sacrificaram para salvar outras. Verdadeiros heróis que foram esquecidos (nós lembremos!) e desconhecidos (nós apresentaremos). Se falta algum na lista, envie nome, foto e notícia para parrini@defesa.org e publicaremos.

7) Ativismo político é crucial. Nossas ações nunca foram tão fortes. Estamos crescendo. Estamos em todos os lugares. Em 2019 seremos mais ativos ainda e prometeremos ser, mais do que nunca, uma pedra no sapato dos políticos malandrões e principalmente dos corruptos. A participação de cada cidadão é imprescindível, portanto, precisamos nos fazer presentes e ocupar espaço. Nossa bandeira jamais será vermelha. Nem melancia.

UNIDOS SOMOS INVENCÍVEIS!

Cordialmente,
Instituto DEFESA

O crime nunca vai acabar.

Lucas Parrini

Parrini é diretor estadual do Instituto DEFESA no RJ, estudante de criminologia e segurança pública e admirador de assuntos relacionados a combate.

Toda pessoa, principalmente político, que diz “Para acabar com o crime, devemos…” está mentindo.

Duvide de toda fórmula mágica e soluções milaborantes que apresentam em palestras, discursos, artigos, respostas e comentários em redes sociais, postagens com teorias e mais teorias copiadas e coladas. Duvide especialmente em épocas de eleição. Duvide de todos, inclusive de mim mesmo ao reler o título deste artigo. Talvez acabe com a extinção da raça humana, reconheço.

Apesar de chacoalhar algumas falas que eram na verdade apenas força de expressão, única exceção honesta ao que afirmo aqui, a frase inicial é ácida porém verdadeira. O crime é uma ação humana antes de qualquer coisa: antes de algum ordenamento jurídico de um país, costumes de um povo, dogmas religiosos, enfim, qualquer conjunto de regras que diga o que um indivíduo pode ou não fazer, não existe crime sem ação.

Sendo assim, o crime é algo que uma pessoa faz e tem como pré-requisito a atitude da pessoa, ou seja, só existe crime se alguém agir, atuar, fizer alguma coisa, querendo ou não, sabendo ou não que aquilo é reprovado no meio em que vive (culpa e dolo). Enquanto nós humanos existirmos como seres pensantes, existirá o crime. De alguém urinando no muro de uma casa que o dono não permite esta atitude até um tirar a vida de uma pessoa que não permitiu isso.

Obviamente que isso não excluiu o esforço de melhorarmos e evoluirmos mais rápido que a criminalidade todo o conjunto de prevenções e repressões, visando sempre a redução ao máximo possível de cada crime, tanto aqueles com menor potencial lesivo como o furto de um chinelo de R$ 15,00, que pode ser facilmente ressarcido, até os que possuem maiores potenciais lesivos que costumam causar danos irreparáveis, ou seja, por mais que se penalize o autor, “as coisas jamais voltarão a ser como antes”, que é o caso de um homicídio.

Não vou analisar todas as cabeças desta Hidra chamada crime, que cospe seu fogo e carboniza os camponeses (cidadãos) repetidas vezes, mas pegarei como exemplo nosso nicho que é a segurança pública para fazer mais uma afirmação: tudo o que foi feito até agora para reduzir a criminalidade deu errado, conforme mostram os indicadores como o de +60.000 homicídios violentos ao ano (registrados, sem contar Cifra Negra).

É muito preocupante que no cenário que este artigo é escrito, políticos que se elegeram prometendo fazer diferente, prometendo “combater” e “acabar” com o crime, estejam cometendo os mesmos erros de seus opositores, tão criticados anteriormente.

Acorde, brasileiro. O poder emana do povo.

CACs: quem somos nós – uma autocrítica

Lucas Silveira
Presidente do Instituto DEFESA
Instrutor-chefe da Academia Brasileira de Armas

Um dos atos mais fabulosos que uma pessoa pode realizar em busca do crescimento pessoal é a autocrítica. Uma análise sincera, humilde e criteriosa do seu comportamento e características, em busca das suas fraquezas e defeitos, com o objetivo de contorná-los e evoluir.

O texto de hoje é ácido, desagradável e, infelizmente, sincero. É a minha autocrítica no que tange à minha posição como CAC na sociedade. Os CACs, pra quem não sabe, são os Colecionadores, Atiradores e Caçadores, uma “classe” de cidadãos cuidadosamente dividida do restante da sociedade, favorecendo, claro, àqueles que desejam conquistá-la.

Muitos de nós atiradores nos achamos especiais por termos acesso a uma série de objetos que deveriam ser direito de todos os cidadãos. Na realidade, somos grandes vilões dessa história. Muitos de nós trocamos a defesa de uma sociedade livre por um carinho no próprio ego. Como é bom ser especial, não é? Ao sermos completos imbecis e cumprirmos uma série infindável de obrigações desarrazoadas, algumas oriundas da Lei, outras das portarias do Exército, fortalecemos o desarmamento no Brasil.

Somos nós, CACs, os covardes relativizadores de direito a porte de arma. Muitos de nós acham que deve-se defender o porte para os CACs, e não para “qualquer cidadão”. Como se o processo burocrático idiota pelo qual passamos nos tornasse mais aptos a alguma coisa coisa. Não para por ai!  Relativizamos o próprio porte. Tem gente que até discute se pode sair do carro pra ir fazer uma necessidade fisiológica e diz que não pode nem dar uma desviadinha no trajeto – do jeito que a esquerda manda. Somos patéticos!

Somos nós, os CACs, quem muita vezes financiamos confederações desarmamentistas que vão até Brasília defender mais restrições, como a de competir e dar mais dinheiro para as confederações, que criam mais restrições, formando um infindável círculo vicioso de corrupção. Somos ridículos!

Somos nós, os CACs, que acreditamos estarmos aptos a alguma coisa enquanto os “demais cidadãos” não, como se nossa vida valesse mais que a de quem não lambeu as botas dos generais. Sim, nosso único diferencial é lamber bota de burocrata. Somos arrogantes!

Somos nós, CACS, que aceitamos que nossas armas não servem para defesa e só para o esporte, como qualquer ditador poderia sonhar. Que palhaços nós somos!

É triste me enxergar como um problema numa sociedade que sufoca pela falta de liberdade. Agora, contudo, já sei quais são meus defeitos e vou procurar contorná-los.

Não vou mais me achar especial e nem lutar por um privilégio para uma categoria específica. Entendi que a liberdade é um direito de todos e qualquer burocracia e divisão de classes deve ser combatida.

Unidos – e sem distinção de classes – somos invencíveis.

Teste de capacidade técnica para uso de armas é ineficaz

Lucas Silveira é presidente do Instituto DEFESA e Instrutor-chefe da Academia Brasileira de Armas

Para adquirir uma arma de fogo no Brasil a legislação outorgou como obrigação ao proponente a comprovação de capacidade técnica para manuseio.

Assim como o teste psicológico, o laudo emitido por instrutor credenciado deve estar anexado ao processo de aquisição de armas e na renovação de registro, em regra.

Analisemos agora a motivação da exigência, como ela é aplicada no plano operacional e suas respectivas externalidades.

Primeiro, vamos às perguntas de praxe:
1. Você acredita que apenas pessoas consideradas “preparadas” devam ter acesso às armas de fogo?
2. O que você acha da realização de um teste, como uma prova para carteira de motorista, para verificar se o pretenso comprador está apto ou não ao uso de arma?

Se você respondeu “sim” a uma dessas perguntas, lamento informar mais uma vez: você ainda não entende nada sobre o desarmamento. Calma, não se desespere nem xingue este que vos escreve de arrogante. Eu vou explicar:

É claro que ninguém quer que pessoas que não saibam sequer empunhar uma arma de fogo saiam pelas ruas brasileiras como um potencial risco de acidente por imperícia ou negligência. Ninguém discute isso.

É evidente que quem pretende ter, usar ou portar armas de fogo, deve ter também, no mínimo, noções de funcionamento e manuseio.

Ocorre que, na prática, a tentativa de limitar o acesso às armas, por lei ou regulamento, com base nessas premissas, é absolutamente ineficaz, pelas razões que seguem:

I) O teste hoje aplicado é dividido em duas fases: teoria e prática. A teoria exige noções de legislação, partes das armas, balística básica e segurança. A prática consiste em disparos estáticos a curta distância contra silhueta humanoide vertical, parada, bem iluminada. Em outras palavras, o extremo oposto daquilo que você vai precisar quando estiver numa situação de combate.

O cenário no qual mais provavelmente exigirá de você sua habilidade no manuseio da arma deve envolver movimentação dos dois lados, uso de abrigo ou cobertura, coordenação de equipe – que para a maior parte das pessoas vai ser a sua família -, ocasionalmente baixa luminosidade, tempo limitado e muito, muito estresse. Então, afinal, o que estamos testando?

E, se no fim das contas, a arma que eu estou comprando destina-se à coleção e não ao combate. Qual é a relevância desse teste?

E se for a minha arma de caça, como é que vamos testar o proponente?

E se for uma arma de tiro esportivo? O IDSC é totalmente diferente do trap, por exemplo. Um teste para cada modalidade?

É fácil concluir que o teste não testa nada e que, portanto, o laudo não atesta nada.

II) Segundo, e mais importante: ainda que o teste funcionasse perfeitamente, ele impediria que os bandidos, aqueles que estão determinados a praticar o mal, comprassem e portassem suas armas? Ele seria suficiente para impedir que os crimes acontecessem? O Brasil com seus testes exagerados e sem fundamento, é a maior prova de que isso não ajuda em nada no combate ao crime, com o título nada honroso de país mais violento do mundo.

III) Reflita ainda: você realmente teria coragem de tirar à força a espingarda de um idoso de 90 anos, com histórico imaculado, residente da zona rural, seu legítimo proprietário nos últimos 60 anos, porque ele não conseguiu acertar um alvo ou meia dúzia de questões? Você realmente conseguiria colocar a cabeça no travesseiro e dormir tentando se convencer de que você ajudou a proteger este senhor hipotético contra a criminalidade, deixando-o desarmado?

E mais: se os testes práticos, como o da Carteira Nacional de Habilitação, realmente funcionam, por que o trânsito é assim?

A exigência de comprovação de aptidão técnica para manuseio de armas de fogo é mais uma forma de controlar a população que não alcança os objetivos a que se propõe. Não se reduz o crime impedindo que as vítimas tenham acesso às armas, não importa quão românticos sejam os prolegômenos que enfeitam a sua justificativa inicial.

A importância do laudo psicotécnico na aquisição de armas

Lucas Silveira é presidente do Instituto DEFESA e Instrutor-chefe da Academia Brasileira de Armas

Entre as inúmeras exigências impostas à força àqueles que desejam comprar armas de fogo no Brasil, figura a necessidade de laudo emitido por psicólogo atestando a aptidão para compra e/ou porte de armamento.

Vi um post do meu amigo Nelson Assis Brasil acerca desse tema no Facebook e resolvi aproveitar a onda para, mais uma vez, apagar o fogo com gasolina, e elencar alguns apontamentos relacionados.

Se você já viu uma das minhas palestras nos encontros do Instituto DEFESA, provavelmente, o texto a seguir não apresenta uma argumentação inédita. Para os demais, respondam, por favor, as perguntas:

  1. Você acredita que as pessoas loucas, que os malucos, que os psicopatas devam ter direito de acesso às armas?
  2. É razoável que haja a exigência legal de um teste, a ser realizado por profissional capacitado, para assegurar que o pretenso comprador ou portador de uma arma esteja psicologicamente apto ao emprego deste equipamento?

Bem, se você respondeu “sim” à segunda pergunta, preciso lhe dar uma péssima notícia: você ainda não entendeu NADA sobre o controle de armas. Não se desespere, vou explicar:

  • É claro que ninguém de boa fé deseja que pessoas desequilibradas por quaisquer motivos tenham acesso às armas;
  • É evidente que todos desejamos que quem porta armas esteja emocionalmente equilibrado para que não reaja com excesso ou cometa crimes com elas;
  • Ocorre, contudo, que:

I) Não existem evidências científicas suficientes para se afirmar categoricamente que o exame psicotécnico realmente filtra perfis potencialmente perigosos para aquisição de armas. Se você já fez um exame destes, você deve saber como é fácil fazer papel de bonzinho nos questionários e lembrar de colocar o chão na casinha desenhada no meio da folha de papel.

II) Segundo e mais importante: ainda que o teste psicotécnico fosse preciso e insuscetível a erros e falsos negativos, nada disso impede que os verdadeiros criminosos – aqueles que não se preocupam em pedir autorização para a PF ou EB, que não têm certidões negativas de antecedentes criminais, que pretendem usar as armas para roubos, homicídios ou latrocínios -, entre os quais se incluem os “malucos”, comprem suas armas de forma ilegal, tornando todo o processo, portanto, absolutamente ineficaz.

Embora embrulhada com uma cobertura nobre e absolutamente justa, a exigência do exame psicotécnico torna o processo moroso, desnecessariamente burocrático e, principalmente, é um exercício de futilidade porque, como todas as outras tentativas de controle de armas, não impede que um bandido coloque as mãos numa arma de fogo.

 

Você sabe o que é Mil Dot?

Lucas Silveira
Presidente do Instituto DEFESA
Instrutor-chefe da Academia Brasileira de Armas

Em  maio de 2017 publiquei um artigo para o portal do DEFESA intitulado “Você sabe o que é MoA?“, que foi muto acessado desde então. Todavia, o texto absolutamente resumido e sem a intenção de esgotar o tema, deixou, obviamente,  muitas lacunas para aquele que pretende entender melhor o uso dos retículos dos dispositivos de pontaria.

Uma destas lacunas é a compreensão dos tais “Mil dots”, que ocasionalmente são citados e pouco compreendidos pelos neófitos. Vamos estudá-los?

Bom, se você se propôs a ser um atirador de precisão, eu espero que você tenha prestado atenção nas aulas de matemática da época da escola. Elas vão fazer muita falta. Os conceitos de MoAs e Miliradianos são apenas a superfície.

– O que você disse, Silveira? Miliradianos? O texto não era sobre Mil dots? 

Pois é, vamos direto ao assunto!

Primeiro passo: entender o que são os miliradianos.

Se você não jogou aviõezinhos de papel durante a explicação desta matéria pelo professor na sexta-série, ótimo. Pode pular esta parte.

Se você achou esperto e deduziu que esta era uma daquela matéria que você nunca iria usar, agora é hora de ralar pra consertar essa bobagem.

Você sabe que existem  os metros e os milímetros. Os litros e os mililitros. Os gramas e  os miligramas. Então é fácil concluir que os miliradianos são uma unidade equivalente a 0,001 desse tal Radiano.  Meio caminho andado. Agora o que é o Radiano?

Para chegarmos lá é preciso entender três conceitos básicos de qualquer círculo: o raio,  o diâmetro e a circunferência.

Circunferência é uma curva plana cujos pontos são eqüidistantes de um mesmo ponto denominado de centro. ¹

  • raio – segmento de reta que une um ponto da circunferência ao centro.
  • diâmetro – segmento de reta que une dois pontos da circunferência passando pelo centro.
  • arco – porção da circunferência limitada por dois pontos
  • corda – segmento de reta que dois pontos da circunferência.
  • flecha – segmento de reta que une o ponto médio da corda ao ponto médio do arco correspondente.¹

 

 

 

 

 

 

Agora que você já entendeu estas medidas, faça o seguinte exercício: imagine um arco de medida idêntica ao raio de determinada circunferência. Veja como seria:

 

Um arco de circunferência cujo comprimento é igual ao raio r (em vermelho) corresponde a um ângulo de 1 radiano (em verde). A metade da circunferência corresponde a π radianos e uma circunferência completa a 2π.²

 

Muito bem. Entendemos  o que é o Radiano, e descobrimos que se o dividirmos em mil partes encontraremos um miliradiano. E os mil dots?

Segundo passo: entender o que são os mil dots.

Quem explica é a Trijicon (tradução nossa):

“O retículo MIL-Dot refere-se um  padrão de crosshairs duplex com 4 pequenos pontos de 0,25 mil de diâmetro ao longo de cada eixo. Esses pontos são organizados para permitir a estimativa de distância. Um usuário experiente pode predizer a distância até objetos de tamanho conhecido, o tamanho de objetos a distância conhecida e compensar a queda do projétil e o arrasto do vento a distâncias conhecidas com uma luneta equipada com um retículo com MIL-Dot”.³

É claro que é preciso experiência atrás da soleira (ou da luneta de espotagem) para chegar lá.  Mas vamos dar um exemplo:

Em uma luneta Zeiss com retículo 43, a distância entre duas marcações nos eixos, quando ajustada para 12x, equivale a 10 cm, a 100 m. Por consequência, se um objeto que eu sei que está a 100 m ocupa a distância de três pontos no meu retículo, ele necessariamente mede 20cm ou, por outro lado, se o objeto que eu sei que mede 20cm aparece no tamanho exato da distância entre dois pontos no meu retículo, posso concluir que ele está a 200m de distância.

Atiradores de precisão utilizam seus Dope Books e equipamentos eletrônicos para não precisarem fazer todos os cálculos no estresse do momento do disparo, mas é importante conhecer os fundamentos para fazer o melhor uso da tecnologia.

Veterano Sniper Navy Seal Rich Graham explica conceitos matemáticos aplicados ao tiro em um curso de Marksmanship da Titanium Tactical e Academia Brasileira de Armas

 

REFERÊNCIAS:

 

¹ http://objetoseducacionais2.mec.gov.br/bitstream/handle/mec/10396/geo0500.htm – Acesso em 11 de agosto de 2018, 12h.

² https://pt.wikipedia.org/wiki/Radiano – Imagem extraída em 11 de agosto de 2018, 12h.

³ https://www.trijicon.com/na_en/support/how_to_use_mil_dot.php – Acesso em 11 de agosto de 2018, 12:30

 

 

GOSTOU DESTE TEXTO? Ele apenas é possível graças aos nossos associados de carteirinha e doadores. Por cerca de 50 centavos por dia você ajuda a financiar o ativismo pró-armas no Brasil. Filie-se.

A Academia Brasileira de Armas oferece cursos de precisão com desconto para membros de carteirinha do Instituto DEFESA.

Vídeoteca do Café com Pólvora

Lucas Parrini

Lucas Parrini é colaborador do Instituto DEFESA e curioso em criminologia e assuntos relacionados a combate e segurança.

Perdeu algum Café com Pólvora ao vivo? Aqui você tem o histórico de todos os vídeos e seus respectivos assuntos do programa.

Tem alguma sugestão de tema? Quer participar do programa? Quer fazer um Café com Pólvora na sua cidade?
Escreva para parrini@defesa.org e vamos fazer acontecer!

Informação: A tag “Recorde de audiência” considera apenas o pico de pessoas on-line no programa na página oficial. Não contabiliza visualizações nem espectadores em transmissões espelhadas.

 

 

 

 

EP 001 – 27/12/2017 – Lançamento das lives
https://www.facebook.com/campdoarmamento/videos/1820367744703429/

 

EP 002 – 10/01/2018 – Arma do CAC para defesa?
https://www.facebook.com/campdoarmamento/videos/1840815849325285/

 

EP 003 – 24/01/2018 – Preparo do atirador esportivo – Convidado Rildo Anjos, presidente do clube Calibre 12
https://www.youtube.com/watch?v=v1x8ns1uqHY&t=1332s

 

EP 004 – 31/01/2018 – Dr. Mireles (México) e Oscar Perez (Venezuela)
https://www.facebook.com/campdoarmamento/videos/1869152243158312/

 

EP 005 – 07/02/2018 – III% e Oathkeepers
https://www.facebook.com/campdoarmamento/videos/1878398105567059/

 

EP 006 – 21/02/2018 – Defesa Armada para motociclistas
https://www.youtube.com/watch?v=vAZMCf-j46k&t=1404s

 

EP 007 – 07/03/2018 – Bate-papo livre. Convidados: Eduardo Azeredo do IDBA/Domínio Pilotagem e Tigonha do Rearme
https://www.youtube.com/watch?v=iSMydkW18Rg

 

EP 008 – 14/03/2018 – O que esperarmos da Nova Bancada da Bala? Entrevista com Alexandre Knoploch (Parte 1)
https://youtu.be/rKSCE6lugMI

 

EP 009 – 28/03/2015 – Bate-papo livre.
https://www.youtube.com/watch?v=jNQSvj5M4S0

 

EP 010 – 04/04/2018 – Alternativas as armas de fogo para legítima defesa
Parte 1: https://www.facebook.com/campdoarmamento/videos/1958799117526957/
Parte 2: https://www.facebook.com/campdoarmamento/videos/1958821654191370/

 

EP 011 – 11/04/2018 –  O que esperarmos da Nova Bancada da Bala? Entrevista com Alexandre Knoploch (Parte 2)
https://www.facebook.com/campdoarmamento/videos/1969210169819185/

 

EP 013 – 19/04/2018 – Escolta armada – Verdades, mentiras e absurdos (parte 2)
https://www.youtube.com/watch?v=XD6msKRRZdc&t=2107s

Obs.: A parte 1 desde episódio foi a transmissão feita no FB um dia antes, 18/04, que infelizmente ficou com qualidade extremamente comprometida Como abordamos todo o tema novamente, deixei apenas o link da parte 2. O canal da Campanha do Armamento no Youtube estava bloqueado e tentamos pelo FB, sem sucesso. A parte 2 foi feita quando o canal foi novamente liberado.

 

EP 014 – 25/04/2018 – Entrevista com Moisés Queiroz (parte 1)
https://www.youtube.com/watch?v=QDM_71UsRAE&t=1s

 

EP 015 – 02/05/2018 – CACs e suas obrigações: Convidado entrevistado é Marcelo Danfenback – RECORDE de audiência!
https://www.youtube.com/watch?v=OmiXMJjh07E&t=7s

 

EP 016 – 09/05/2018 – Entrevista com Moisés Queiroz (parte 2)
https://www.youtube.com/watch?v=Nd9GOf52dxo

 

EP 017 – 16/05/2018 – Como “tirar” CR de CAC Convidado: Marcos Xavier
https://www.youtube.com/watch?v=n2LA3V8XKy0

 

EP 018 – 23/05/2018 – Entrevista com Pimenta, pré-candidato a nominata do TSE a Deputado Estadual no RJ pelo PSL.
https://www.youtube.com/watch?v=e7yPWjaiAUE

 

EP 019- 30/05/2018 – Entrevista com Maurizio Spinelli, pré-candidato a Deputado Federal no RJ pelo Novo.
https://www.youtube.com/watch?v=e7yPWjaiAUE


EP 020 – 06/06/2018 – Entrevista com Saulo Vieira, pré-candidato a Deputado Estadual no SE pelo PMN

https://youtu.be/vLPh5-ddm_M

 

EP 021 – 13/06/2018 – Campeonato Regional CBC/Taurus com Marcelo Danfenback, membro da comissão técnica e Beraldo, gestor técnico do campeonato.
https://youtu.be/-JuX2Mie0kM

 

EP 022 – 20/06/2018 – Entrevista com Rodrigo Marinho, pré-candidato a Deputado Federal no CE pelo Novo.
https://www.youtube.com/watch?v=e7yPWjaiAUE

 

EP 023 – 21/06/2018 –  Como funciona a caça no Brasil? Entrevista com Rafael Salerno do Aqui tem Javali
https://www.youtube.com/watch?v=e7yPWjaiAUE

 

EP 024 – 27/06/2018 –  Bate papo livre com os amigos BMGA10MM, PAPO DE ATIRADOR e EL KABONG!
https://www.youtube.com/watch?v=e7yPWjaiAUE

 

EP 025 – 04/07/2018 –  Bate papo livre
https://www.youtube.com/watch?v=e7yPWjaiAUE

 

EP 026 – 11/07/2018 – Bate papo livre
https://youtu.be/2do1msBjZhk

 

EP 027 – 18/07/2018 – Portaria 28 – Entrevista com o advogado criminalista Dr. Joabs Sobrinho
https://youtu.be/qV7g75DYLAs

 

EP 028 – 25/07/2018 – Bate papo livre
https://youtu.be/–M9pkEp5oI

 

EP 029 – 01/08/2018 – Ofício da portaria 28
https://www.youtube.com/watch?v=yBXwxzfx7q8

Convidados:
Lucas Silveira, presidente do Instituto DEFESA
Moisés Queiroz, pré-candidato a Deputado Federal pelo NOVO RJ
Joabs Sobrinho, advogado criminalista
José Paulo, pré-candidato a Deputado Estadual pelo PSC RJ

 

EP 030 – 08/08/2018 – Entrevista com Lívia Bonates, pré-candidata a deputada Estadual pelo NOVO RJ
https://www.youtube.com/edit?o=U&video_id=nXVgWXdiFac

 

EP 031 – 15/08/2018 – Entrevista com Marcelo Danfenback – Novos clubes no Regional CBC/TAURUS
https://www.youtube.com/edit?o=U&video_id=uhObLBISSwc

 

EP 032 – 22/08/2018 – Entrevista com Heitor Freire, candidato a Deputado Federal PSL CE
https://www.youtube.com/edit?o=U&video_id=96eRJlY-p8I

 

EP 033 – 29/08/2018 – Entrevista com Solange Lopes, representante do Instituto DEFESA no MS e candidata a Deputada Estadual PSL MS
https://www.youtube.com/watch?v=j5sUxb5J7wI&t=2s

 

EP 034 – 05/09/2018 – Entrevista com Douglas Lacerda, candidato a Deputado Estadual PSL RJ
https://www.youtube.com/watch?v=azH-neUx8Bw&t=600s

 

EP 035 – 12/09/2018 – Entrevista com Damaceno, candidato a Deputado Estadual REDE SP
https://www.youtube.com/watch?v=P_tewDZ1t7k&t=1193s

 

EP 036 – 19/09/2018 – Entrevista com Emerson Vilanova, candidato a Deputado Federal NOVO PR
https://www.youtube.com/watch?v=ToTC1Ny0gg0

 

EP 037 – 26/09/2018 – Entrevista com Diego Dusol, candidato a Deputado Federal NOVO PB
https://www.youtube.com/watch?v=AraYKoO40e0

EP 038 – 27/09/2018 – Entrevista com Flávio Pacca, candidato Deputado Federal PSC RJ 
https://www.youtube.com/watch?v=WdLZ3uTKaGI

 

EP 039 – 03/10/2018 – Homenagem as vítmas dos homicídios e Heróis da FEB
https://www.youtube.com/watch?v=iFT01EBKrUc&t=2038s

EP 040 – 04/10/2018 – Entrevista com Alexandre Lima – Candidato Deputado Federal NOVO MG
https://www.youtube.com/watch?v=wNa2pWPd7YI&t=9s

EP 041 – 10/10/2018 – Bate papo livre
https://www.youtube.com/watch?v=EEFiPpvOm3Q

EP 042 – 17/10/2018 – Entrevista com Matheus Lisboa, idealizador do projeto TC3 Brasil
https://www.youtube.com/watch?v=8-A374yG5Bg

Poder, força, armas e democracia

Datafolha diz que maioria é contra porte de armas (fake news)