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O que é um ”PMC”?

Lucas Parrini

Parrini é diretor estadual do Instituto DEFESA no RJ, estudante de criminologia e segurança pública e admirador de assuntos relacionados a combate.

Private Military Contractor parece ser a nova profissão que quase ninguém sabe exatamente o que é (mas é!), ou simplesmente a hashtag que está na moda pra ser usada nas fotos bonitas que todo mundo gosta – e não há problema algum – de postar nas redes sociais.

Nos últimos anos, especialmente em meses, percebemos no Brasil o uso crescente deste termo por diversas pessoas, com as diversas profissões, com diferentes graus de seriedade e treinamento, e mesmo assim a maioria delas sequer sabe o que é isso. Muitos consideram isso até mesmo um ato (crime nos EUA) de Stolen Valor, que será um assunto abordado em um futuro artigo.

Com certeza esse aumento está relacionado ao crescimento deste nicho de mercado pelo mundo afora em especial depois da notícia que duas empresas, uma da Rússia (1) e outra dos EUA que enviariam mais de 5000 PMC’s para a Venezuela (2), cada uma servindo a um cliente, um contratante. Uma verdadeira guerra feita por empresas, não por Estados.

 

Mas afinal de contas, o qué um PMC? O que faz? Como trabalhar na área?

PMC é na verdade a sigla para Private Military Company, que em tradução livre fica algo como “Empresa de Militares Privados”. Todo mercado possui denominações e o mercado de segurança privada não é diferente. PMC não é a única sigla que existe, ainda existe a CPO – Close Protection Officer, tem a PSC – Private Security Company, ou a MPF – Military Provider Firm, etc.

Entretanto, de forma mais comum, a sigla é muito usada para apontar o funcionário em si, não a empresa, que é chamado de “Private Military Contractor”, ou popularmente “Militar ou Soldado privado”. Neste último caso, o PMC é uma pessoa que trabalha pra uma empresa, existe um contrato de trabalho, um processo seletivo, cursos de formação, cargos, salários, benefícios, carga horária, enfim, é um trabalho como qualquer outro. No caso do PMC, é um trabalho na área de segurança privada.

É a mesma coisa que mercenário né?

Não. É muito parecido, mas não. Existem críticas a forma de atuação dessas empresas e seus funcionários e com isso, o termo “mercenário” vem a tona. Historicamente, forças armadas estatais, ou seja, os exércitos regulares, sempre dividiram em algum momento o campo de batalha com mercenários, pessoas que estavam ali na campanha apenas pelos espólios e pelo pagamento.

Isso nos tempos de hoje não é necessariamente algo ruim, o próprio termo mercenário evoluiu e hoje pode se referir pra qualquer profissão exercida cujo o objetivo seja apenas o ganho financeiro. Afinal de contas, quem não conhece pelo menos uma pessoa que trabalha apenas pra ter seu salário no final do mês?

É preciso ter cuidado para não desvalorizar um funcionário de uma empresa, com suas respectivas formações acadêmicas e técnicas, atuando sob fortes regras e registros financeiros legalizados daqueles lunáticos que recebem um pagamento de origem desconhecida que agem livremente, sem nenhum protocolo ou contrato que define exata e legalmente o que pode e como fazer. Este último perfil foi banido em 1949 na Convenção Internacional de Geneva. (3) Portanto, o PMC e o mercenário trabalham por dinheiro, porém, somente o PMC possui regras de engajamento, laços jurídicos com a empresa, contrato de trabalho com empresas legalmente constituídas e reconhecidas pelas autoridades do mundo inteiro e passam por rigorosos processos seletivos e constantes programas de aperfeiçoamento. Mercenários não pessoas desconhecidas, treinadas ou não em sabe-se lá que tipo de função, que são contratadas da noite pro dia, sem nenhuma documentação, limite ou reconhecimento legal.

E não se engane, não são apenas empresas privadas que são alvos dessa confusão de termos, até mesmo exércitos regulares eventualmente recebem este título pejorativo, o exemplo clássico é a Legião Estrangeira Francesa.

Outra diferença também são os recursos. Como trabalham para empresas, conseguem ter um trabalho de inteligência tão bom quanto e em alguns casos até superior ao dos melhores governos do mundo, coisa que no Brasil seria burocraticamente inviável e ainda possuem todo um arsenal disponível para suas operações, como as melhores armas e anexos, blindados, helicópteros, drones e até aviões como Boeing 767, enquanto mercenários geralmente recebem apenas armas de fogo portáteis como sub-metralhadoras e fuzis.

Para se ter idéia do poder crescente dessas empresas que está causando preocupações em governos no mundo todo, 500 PMC’s foram contratados pela Rússia para uma operação na Síria. Os EUA responderam usando Delta Force, Rangers, Green Berets e Marines que tinham a disposição e usaram até aviões bombardeiros B-52, aviões caça F-22 Raptor, o lendário caça F-15 Eagle e helicóptero Apache, drones e pasmem – usaram até o AC-130. Acha que foi fácil? Negativo, mesmo com tudo isso levaram 4 horas de conflito intenso para repelir os PMC. (4)

 

O que faz um PMC?

Pela definição já apresentada já é possível termos uma idéia. Um militar privado fará, praticamente, o mesmo serviço que militar do Exército Brasileiro, ou da Força Aérea Francesa, ou da Marinha Japonesa.

As funções de um PMC são amplas, elas vão além de simplesmente ser um guarda-costa ou controlador de acesso em eventos. Em uma operação de campo necessita-se de soldados, literalmente, o “pessoal bom de tiro”, pois numa incursão pode haver conflitos. Apesar do treinamento geral, alguém numa determinada equipe pode ser o especialista em explosivos para ajudar a detectar e identificar IED’s (bombas e minas improvisadas) no percurso e ajudar a traçar novas rotas por exemplo. Pode-se ter alguém com especialidade em eletrônica para operar gadgets e transmitir informações criptografadas. Essa equipe será transportada por terra? Precisamos de motorista. Será por ar? Piloto. Perceba que o universo de trabalho entendido como PMC é muito além do comumente imaginado que é o de escolta/combate. Envolve trabalho de inteligência, geo-política, todo um conjunto operacional, logística, engenharia,  diplomacia… Ou seja, a coisa não é tão simples como colocar uma pistola na cintura e escoltar um político, por exemplo.

 

Ou seja, a coisa não é tão simples como colocar uma pistola na cintura e escoltar um político, por exemplo.

 

Posso me tornar um PMC no Brasil?

Nesta altura já deu para entender o motivo de não termos empresas nem funcionários PMC no Brasil. A legislação não permite. É bem simples de entender:

Enquanto não for noticiado em algum tele-jornal que está havendo uma operação numa favela do RJ para resgatar um mega-empresário do petróleo que foi sequestrato, o helicóptero blindado da Prosegur abre fogo com sua .50 acoplada nos telhados onde bandidos disparam de volta, enquanto esquadrões da Protege progridem nas ruas com seus RPG’s e M249 com dispositivos de mira 12x e visão nortuna e seus AK-47 em 762, todas automáticas e com supressores de ruídos e outro esquadrão da Sunset explode com C4 a porta da boca de fumo, tudo isso graças a documentos públicos foram legalmente cedidos para acesso e estudados e até mesmo satélites alugados para mapear a área, não existe PMC no Brasil. Obviamente o exemplo foi exagerado, mas serve para ilustrar e contrastar a segurança oferecida por uma ou mais empresa de PMC com a segurança que a lei permite que empresas do Brasil ofereçam.

… não existe PMC no Brasil.

Pode-se fazer o curso, treinamento até certo ponto pois a falta de recursos causada pela legislação te impedirá em certo momento de fazer o treinamento completo, mas trabalhar, ser um PMC, não. Qualquer um que diga isso está confundindo as coisas, ou está mentindo. Usar um colete III-A e portar uma pistola .380 pra proteger um deputado, carregar uma mochila com dinheiro ou fazer a segurança de algum evento não faz da pessoa um PMC. Como já dito, este nicho da segurança privada vai muito além disso.

Em outros países, onde existe de fato o trabalho de PMC, cada empresa possui sua seleção.
Em primeiro lugar é preciso começar a conhecer o mercado, saber quais são as empresas que contratam esta função e as práticas mais comuns. Alguns grandes exemplos atuais são ACADEMI (antiga Blackwater), Aegis Defense Service, DynCorp, ICTS International, dentre outras.

Depois disso o processo funciona como qualquer outra empresa: qualificação eexperiência. Cada empresa pede um conjunto de fatores no processo seletivo, mas falar mais de uma língua, estar em plena forma física e principalmente ter experiência em combate como por exemplo, ser um ex-policial ou já ter servido em alguma Força Armada são as principais. Outras formações podem acabar sendo exigidas, como experiência em mecatrônica para manutenção e operação de drones, formação em química ou experiência na profissão de blaster para a área de explosivos e técnico ou engenheiro mecânico para os veículos podem ser fatores que farão diferença no seu currículo.

Sabendo o que é capaz de fazer, o terceiro passo é correr atrás: espalhe currículos e como todo emprego, conseguir uma recomendação talvez ajude.

 

O Instituto DEFESA entrevistará um PMC

Vamos correr atrás de um militar privado disposto a nos ceder uma entrevista, em texto ou no próprio Café com Pólvora para conhecer melhor esta função que cresce a cada dia no mundo inteiro, que ganha a admiração de jovens e re-conquista os sonhos de mais velhos, mas que também aterroriza bandidos e terroristas e tira o sono de políticos corruptos.

Enquanto isso, se quiser ler um pouco mais sobre o assunto, a revista eletrônica DefesaTV lançou em Janeiro deste ano um artigo sobre, confere lá: https://www.defesa.tv.br/como-se-tornar-um-pmc-private-military-contractor/

 

1 – https://www.theguardian.com/world/2019/jan/25/venezuela-maduro-russia-private-security-contractors

2 – https://www.defesa.tv.br/empresa-de-pmc-oferece-5-mil-homens-para-atuar-na-venezuela-contra-maduro/

3 – https://www.linkedin.com/pulse/pmcpscmercenary-whats-name-daniel-heydenrych-1

4 – https://www.trtworld.com/americas/are-private-military-contractors-any-different-from-mercenaries-20680

O que é “Difusão da Responsabilidade”?

Lucas Parrini

Parrini é diretor estadual do Instituto DEFESA no RJ, estudante de criminologia e segurança pública e admirador de assuntos relacionados a combate.

Em grupo todo mundo é “brabo”! Mas quando está sozinho… “Não Sr.!”

Copiando o estilo do presidente do Instituto DEFESA, Lucas Silveira, vamos começar pelo básico:

Difundir significa irradiar, propagar, alastrar, espalhar. (1)
Difusão significa multiplicação, propagação. (2) Algo que se difunde é algo que vai se espalhando por aí.

Responsabilidade significa responder pelos seus próprios atos. (3) É saber que suas ações criam efeitos em si mesmo e no ambiente a sua volta e que o culpado é você.

Sendo assim, grosseiramente falando, a difusão é o famoso “vai passando de um em um”. Doenças ideológicas como o fascismo e comunismo, se difundem a partir de animais infectados, contaminando as pessoas boas a colocando em seus cérebros o pensamento que se converte em postura no dia-a-dia, de que a sua responsabilidade na verdade não é só sua. Com o tempo essas posturas viram costumes, cultura.

Toda a mecânica envolvida no ambiente, na ecologia, tem alguma (ou toda) participação, ou seja, é culpada junto com o agente. O marxista joga a responsabilidade no capitalismo (roubou por falta de oportunidade), o comunista na sociedade (bando de ignorantes que não dividem o que conseguiram), o fascista joga no Estado (isso aí é problema das autoridades). Sempre a responsabilidade, a culpa, é de alguém, é de outro.

No âmbito da criminalidade, é impossível a esta altura ninguém ter lembrando de exemplos monstruosos deste fenômeno. Quem ainda não lembrou de algum assaltante de apenas 12 anos? (4) Ou quando esfaqueou o motorista de um ônibus? (5) O culpado não é só o jovem que não tinha um celular, nem o perturbado que não aceitou a traição da companheira (6), o culpado também é o Ambiente, isto é, a sociedade.

Ao defender a idéia de que uma pessoa faz algo por causa ou sob efeito da pressão externa (estímulos) do meio em que vive, cria-se a idéia de que a culpa “é disso” ou “daquilo”. A responsabilidade é dividida e isso é um alívio para o criminoso em muitos casos, pois quando é pego, recebe tratamento de diversas fontes que visa sua defesa e impunidade. (7)

Neste ponto, assumir a responsabilidade de seus próprios atos se transforma numa mochila pesada demais onde o conteúdo é dividido entre os membros de certos grupos sociais, até mesmo algum no qual o agente faça parte, onde por motivos políticos pois é notória a indignação seletiva desses grupos, é usada para promover suas pautas de privilégios ou até mesmo para disfarçar um discurso de ódio ou algo mais grave, como o racismo (8).

Fora do âmbito das políticas racistas que estes grupos promovem, este fenômeno é prejudicial em nosso dia a dia e está conectado ao Efeito Espectador (9), pois quando algo de ruim acontece com outra pessoa, citando como exemplo rotineiro e comumente conhecido o de acidentes e assaltos, terceiros apenas observam ou travam, ficam sem saber o que fazer.

Perceba em vídeos pela internet, isso se já não ter lembrado neste momento algum caso que tenha visto com seus próprios olhos, que é muito comum em um acidente as pessoas em volta ficarem vários segundos, e não muito raro até minutos, olhando, resmungando “Nossa”, “Ó meu Deus”, “Coitado”, “Que absurdo”, enquanto este tempo deveria ser usado para já se aproximar do acidentado, fazer uma análise rápida para identificar possível ajuda imediata de primeiros socorros e em seguida já realizar as ligações ou demais atitudes relacionadas ao ato de pedir ajuda, pedir literalmente o socorro dos paramédicos.

Percebemos que ambos os fenômenos estão conectados, mas um deles que é a Difusão da Responsabilidade é usada como ferramenta política: quando as vozes que difamam e acusam infundadamente são anônimas, são de muitos, espalhados, fica difícil responsabilizarmos o indivíduo criminoso. Ora, sabemos que para penalizarmos alguém precisamos saber quem é esse alguém, caso contrário, o anonimato divide essa responsabilidade entre o grupo tornando muito mais leve o peso do erro, até mesmo do crime como homicídio. (10)

Quando cada indivíduo de um grupo se identifica com seu próximo, mais fácil fica cometer crimes e dividir a culpa de seus atos. A multidão sempre tem efeito encorajador. Esse elo facilita atos criminosos e a formação de manifestantes profissionais. Conforme foi muito bem observado pelo oficial francês e teórico militar Ardante du Picq e citado por Dave Grossman: “Quatro homens corajosos, mas que não se conhecem, não ousarão atacar um leão. Quatro homens menos valentes, mas que se conhecem bem e confiam uns nos outros e no consequente apoio mútuo, atacarão resolutamente. Nisso reside, em síntese, a ciência de organizar exércitos.” (11)

Essa observação que facilmente podemos realizar é o exemplo prático daquilo que profissionais de saúde mental, criminólogos, estudiosos e todas as áreas conectadas ao tema definem como Difusão da Responsabilidade, onde “pessoas que estão em algum grupo se sentem menos responsáveis pelos seus próprios atos em comparação a como se sentiriam se estivessem sozinhas.” (12), pois “as pressões que atuam sob as pessoas em grupos em comparação a indivíduos sozinhos fazem com que a ajuda necessária a alguém que precise tenha menos chance de ser produzida, pois a responsabilidade é dividida entre todos não sendo específica de ninguém”. (13)

Aqui entramos numa teoria do crime muito conhecida por defensores de bandidos, aqueles que querem sumir com o estuprador, por exemplo, pois o mesmo não sabe viver em sociedade ao mesmo  tempo que gritam aos quatro cantos que cadeia não resolve. Esta teoria se chama Teoria Radical do Crime, que pasmem (ou não), é de origem Marxista. (14)

Ela fomenta muito bem a idéia da Difusão da Responsabilidade, quando ignora a vontade do indivíduo criminoso e joga a culpa de seus atos na sociedade. A sociedade é a culpada, o capitalismo, a opressão,  o sistema é culpado por aquilo que o bandido fez. Perceba que ela faz algo parecido com o fenômeno deste artigo: ela divide a responsabilidade. Os mais inocentes, para não chamar de ignorantes, acabam comprando esta idéia. Os mais burros a defendem.

 

1)      – https://www.dicio.com.br/difundir/

2)      – https://michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/busca/portugues-brasileiro/difus%C3%A3o/

3)      – https://michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/busca/portugues-brasileiro/responsabilidade/

4) https://videos.band.uol.com.br/15477817/sp-menino-de-12-anos-participa-de-dois-assaltos-em-24-horas.html

5) https://jornaldebrasilia.com.br/cidades/adolescente-de-12-anos-e-apreendida-apos-esfaquear-motorista-de-onibus/

6) https://g1.globo.com/sp/sorocaba-jundiai/noticia/homem-mata-amante-de-companheira-com-golpes-de-violao-na-cabeca.ghtml

7) https://videos.band.uol.com.br/13013562/garoto-de-12-anos-e-detido-pela-quarta-vez-ao-assaltar-taxis.html

8) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2017/12/1943569-movimentos-negros-repetem-logica-do-racismo-cientifico-diz-antropologo.shtml

9)      https://www.defesa.org/o-que-e-o-efeito-espectador/

10) https://www.oantagonista.com/sociedade/morre-mulher-que-inalou-fumaca-durante-protesto-contra-a-reforma-da-previdencia/

11) Matar: um estudo sobre o ato de matar, página 205

12)      https://facultystaff.richmond.edu/~dforsyth/pubs/forsythzyzniewskigiammanco2002.pdf

13)      Darley and Latané em 1968

14) Manual Esquemático de Criminologia do autor Nestor Sampaio Penteado Filho, página 94

 

O que é o fenômeno “Suicide by Cop”?

Lucas Parrini

Parrini é diretor estadual do Instituto DEFESA no RJ, estudante de criminologia e segurança pública e admirador de assuntos relacionados a combate.

Muitos já devem ter visto situações onde um indivíduo parte pra cima de um policial onde nitidamente será abatido, parecendo “um maluco”, como se fosse um suicídio.

Como se fosse não, é. O fenômeno “Suicide by Cop” que em tradução livre é algo como “Suicídio pela polícia” é o acontecimento onde um indivíduo sabe que suas ações obrigarão a polícia a abrir fogo, e mesmo assim ele age. Por isso é chamado de suicídio, ao provocar a reação do agente, mesmo sabendo que acabará morto, o indivíduo elimina do policial todas as alternativas não-letais e deixa apenas uma que é o uso da força letal: terá que matá-lo. Os motivos são muitos para determinado ato, mas geralmente o indivíduo em questão deseja se matar mas não consegue fazer isso por conta própria, então provoca o agente e o obriga a fazer o trabalho sujo, o que muitas vezes causa problemas no policial – que neste fenômeno também é vítima – que não queria matar mas foi obrigado. (1)

Mas como esse indivíduo faz isso? Bom, de várias formas, uma bem comum é apontar uma arma de brinquedo de aparência real (simulacro) ou então sem munição para a viatura, onde os ocupantes reagirão instintivamente em legítima defesa. (2) Outra maneira comum é atacar um agente usando objetos como facas, como o recente e viral vídeo (3). Outro fato interessante é que como grande parte dos suicidas, as vezes o indivíduo deixa em seus pertences um bilhete pedindo desculpas ao policial. (4)

De acordo com a “Police Firearms Officers Association” e o estudo publicado em seu site existem 15 sinais que indicam este fenômeno, sendo alguns deles: (5)

  1. a)O indivíduo se recusa a negociar;
  2. b)O indivíduo perdeu (divorcio, óbito, etc.) ou matou alguém querido, como mãe, esposa ou filho, preenchendo-se do sentimento de culpa e anseio para que o mesmo pare.
  3. c)Caso haja negociação com a polícia, o indivíduo não menciona a opção de sua própria liberdade ou dá sinais de fuga
  4. d)Demonstra comportamento de uma morte corajosa, repudiando covardia/fuga
  5. e)Expressamente diz que deseja morrer, demonstra sentimento de desesperança
  6. f)Exige ser morto

Caso o histórico psico-social do indivíduo seja conhecido, facilita bastante ao negociador/policial identificar o tipo de perfil que está lidando, como abuso de substâncias, registro de problemas mentais, ruptura em sua estabilidade emocional (divórcio, óbito, etc.) e antecendentes criminais. (6)

O assunto é interessantíssimo e muito mais complexo do que este simples artigo, que serve apenas para nos alertar de uma realidade que muitas vezes passa despercebida e para apresentar o assunto.

É importante que políticas de segurança pública comecem a se atentar para este fenômeno, pois com os devidos estudos e protocolos adequados, nossos órgãos públicos perceberão que isso é mais comum do que percebemos e poderemos ter maior qualidade na preservação de vidas inocentes, da saúde emocional do próprio agente policial e no combate a esta situação: identificar quem está cometendo mesmo um crime doloso ou quem está em tamanho sofrimento e desespero que perdeu completamente o controle e surtou.

1 – https://www.admboard.org/Data/Sites/25/Assets/pdfs/cit/6-Suicide-Prevention/6-9-SuicidebycopfactsheetAAS2013.pdf

2 – http://www.suicide.org/suicide-by-cop.html

3 – https://www.youtube.com/watch?v=9NwWado4SVY

4 – https://www.psychologytoday.com/us/blog/shadow-boxing/201210/suicide-notes

5 – https://www.pfoa.co.uk/articles/suicide-by-cop

6 – https://www.admboard.org/Data/Sites/25/Assets/pdfs/cit/6-Suicide-Prevention/6-9-SuicidebycopfactsheetAAS2013.pdf

MP mostra as garras mais uma vez. Dr. Maranhão responde.

Dr. Luiz Maranhão, Advogado, empresário, pecuarista

Mais uma vez, sob os falacioso argumentos de preocupação com a população, o MPF – Ministério Público Federal no Distrito Federal ajuizou – Mais uma – ação judicial perante a 17a Vara Federal com o escopo de suspender os efeitos do Decreto 9.785/2019, decreto este que versa sobre o porte de armas de fogo.

As aparências das atitudes do MPF, conforme noticiado anteriormente por nós, denota, salvo melhor juizo, um ataque orquestrado às liberdades individuais civis e coletivas, mais precisamente no direito legítimo da defesa da vida é da propriedade.

O Instituto Defesa continua na defesa desses direitos, e atuando de perto para fazer valer a soberania popular e o desejo legítimo de possuir meios adequados de sua vida ou de outrem.

Assim, o Departamento Jurídico do Instituto Defesa, na pessoa do Dr. Luiz Maranhão, vem atuando junto a esses processos, solicitando a intervenção do Instituto Defesa como terceiro interessado, de modo que a nossa voz, a sua voz, a voz das urnas, que desde 2005 manifestou sua vontade, seja respeitada.

Unidos Somos Invencíveis

Vagas de emprego

Lucas Parrini

Parrini é diretor estadual do Instituto DEFESA no RJ, estudante de criminologia e segurança pública e admirador de assuntos relacionados a combate.

O Instituto DEFESA ajudará o operador a encontrar emprego e ao empresário a encontrar funcionário. Como não somos uma consultoria de RH, nem trabalhamos com banco de dados, cadastraremos e divulgaremos as vagas existentes de maneira simples, apenas facilitando a divulgação e contato, sendo a empresa responsável pelas informações das vagas e contratações. O interessado na vaga correrá atrás de maiores informações por conta própria diretamente com a empresa. Empresas de segurança privada, lojas de armas, clubes de tiro, PMC, todas relacionadas as armas podem anunciar.

Para o mecanismo funcionar, algumas regras bem simples devem ser seguidas:

1) Você enviará os dados para o e-mail parrini@defesa.org e elas serão publicadas. O e-mail deve conter:

1.1) Nome da empresa que oferece a vaga;
1.2) Nome da função anunciada;
1.3) Estado e Cidade da vaga;
1.4) Telefone e E-mail pra contato;
1.5) Nos reescrever avisando quando a vaga for preenchida para apagarmos.

O serviço é gratuito. Não lhe cobraremos para divulgar. Mas se acha nosso trabalho justo, considere ajudar a mantê-lo e faça uma doação.

Na esperença deste pequeno ato ser útil a nossos cidadãos, conto com o apoio de todos.
Unidos somos invencíveis!

Mais uma chacina numa escola

Lucas Silveira é presidente do Instituto DEFESA e Instrutor-chefe da Academia Brasileira de Armas

Antes mesmo de concluírem as investigações sobre os homicídios acontecidos hoje, 13 de março, numa escola no interior paulista, não demorou para que os mesmos urubus da grande mídia pairassem sobre os corpos das crianças procurando pautar o trágico evento de acordo com a sua ideologia perniciosa.

Abismado, recebi no Instagram do Instituto DEFESA a interpelação do usuário João Paulo Acatauassú: “Gostaria de saber se irão escrever um post aobre a chacina em um colégio hj…” (SIC).

Honestamente, fico enojado ao ver esse debate político permeando os cadáveres de inocentes, pautado por emoções ardilosas. Foi, contrariado, entretanto, dando continuidade à afronta do Sr. Acatauassú, que percebi: ainda precisamos esclarecer o óbvio!

Perdoem-me os familiares das vítimas desta barbárie, mas eu vou ter que, portanto, elencar alguns pontos direcionados ao confrontante e àqueles que mantêm linhas tão rasas de raciocínio, notadamente da nossa degradante classe política.

  1. O crime aconteceu no Brasil, um país com uma das legislações mais draconianas sobre armas do mundo.

Não adianta propor restringir as armas para evitar incidentes como este, que acontecem, por exemplo, aqui no país do Estatuto do Desarmamento e também na Noruega, país com alta restrição a armas.

Nenhuma lei em vigor impediria que isso tivesse acontecido.

 

  1. O estudo Mass Shootings in America: Moving Beyond Newtown, Homicide Studies, 2013 reafima o que todos já sabem intuitivamente: se houver alguém armado para responder à ameaça, o número de vitimas é menor. Em Português claro: apenas um homem bom com uma arma pode parar um homem mau com uma arma.
  2. Quando um incidente desta natureza acontece, qual é o primeiro procedimento? Sim, chamar a polícia, armada.
  3. Ainda que por um milagre qualquer uma lei tivesse impedido o acesso destes assassinos ao revólver utilizado, um efeito muito parecido poderia ter sido causado com uma faca ou com uma chave de fenda. Como instrutor de Combate com Facas há mais de 10 anos, tenho incontáveis horas de teste com instruendos em cenários que simulam isso. Em regra, o sujeito armado com uma faca (ou chave de fenda, ou pedaço de vidro, ou espeto de churrasco, ou vergalhão de construção, ou qualquer objeto perfurocortante) nos treinamentos consegue acertar mais de 10 pessoas antes de ser parado. Quando o grupo está armado este número raramente passa de 1.
  4. As informações sobre o atentado, no momento em que eu escrevo este texto, ainda são bastante inconsistentes. Especula-se, contudo, que os assassinos fossem reincidentes, que já tinham uma vida pregressa de infrações. Talvez se na primeira experiência deles com o crime a vítima tivesse reagido com força letal, as vítimas de hoje estaria salvas.
  5. Ainda que as leis realmente pudessem ter evitado este massacre de hoje, é preciso lembrar que a maior causa de morte no século XX foi o DEMOCÍDIO – A morte pelo Estado. Ainda assim, seria não apenas justificável como absolutamente necessário que todo cidadão tivesse o direito de ter e portar suas armas.

 

Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada. (Edmund Burke)

 

 

Qual é a definição de desarmamentista?

Lucas Silveira
Presidente do Instituto DEFESA
Instrutor-chefe da Academia Brasileira de Armas

Numa conversa recente com um grande amigo, em determinado momento de divergência, ele afirmou: “depende da sua definição de desarmamentista”.  Foi então que me dei conta que, embora pra mim fosse extremamente claro o que é um desarmamentista, talvez para outros não fosse.

Em todos esses anos a frente do Instituto DEFESA, como maior organização pró-armas da América Latina, nunca escrevemos uma definição de quem são esses personagens que habitam o local político e ideológico oposto ao nosso.

Vamos resolver isso já!

Desarmamentista: Aquele que cria ou defende  restrições a armas; aquele que, tendo a atribuição legal de legislar ou decidir, se omite frente às normas restritivas ao direito de acesso às armas.

A definição de desarmamentista não deve levar em consideração a intensidade ou a justificativa da restrição criada, defendida ou mantida. Não importa quão nobre possa parecer o discurso, é importante que sejamos claros: nenhuma restrição a armas é moralmente defensável.

Assim, por exemplo, o general que tem o poder de decidir sobre a (des)burocratização dos processos para concessão de Certificado de Registro e Produtos Controlados, mas prefere manter o status quo deve ser classificado como desarmamentista, assim como o parlamentar que no fechar das portas do Congresso tenta colocar um cavalo de troia em uma MP para proibir totalmente a importação de armas (quem se lembra dessa? o Instituto DEFESA foi o único a expor e combater essa perfídia).

É também desarmamentista aquele que não legisla, mas no campo das ideias defende o desarmamento em grau igual ou maior que o atual.

Também não se pode ignorar o desarmamentista ardiloso. Aquele que se faz de pró-armas, mas no fundo, defende uma ou outra restrição. Afinal, de acordo com ele, “não se pode liberar pra qualquer um”, apenas para ele, que do ponto de vista dele próprio, é super especial e mais preparado que os demais “cidadãos comuns”.

Há alguns anos fizemos uma série de imagens de humor, traçando o perfil de alguns desses personagens, no dossiê desarmamentistas. Vamos encerrar este texto revendo e rindo um pouco.

 

Será mesmo que bandido bom é bandido morto?

Lucas Parrini

Parrini é diretor estadual do Instituto DEFESA no RJ, estudante de criminologia e segurança pública e admirador de assuntos relacionados a combate.

Ditado muito conhecido porém de origem desconhecida. Muitos atribuem a escuderia Le Cocq, que atuava no Rio de Janeiro nos anos 80/90.

Mas o que é um bandido? Por definição, é o indivíduo que age fora da lei. Mas e na prática?

Obviamente esta expressão é serve muito bem para transmitir a notória mensagem sobre o estuprador, o lacrocida, o corrupto, dentre vários outros energúmenos nojentos que atuam no mundo do crime. É excelente num comentário superficial, num debate político, numa argumentação, numa brincadeira, enfim, quando a mensagem é rápida. Mas se por algum motivo precisarmos irmos mais a fundo, com maiores informações, esta expressão se mostra imprecisa. Vamos parar um pouco e refletir um pouco neste sentido:

Será mesmo que aquela criança, em sua inocência dos seus 4 ou 5 anos de idade, rebeldia por não ter ganho o brinquedo da mãe, ou pela simples falta de educação, merece morrer por ter jogado papel de bala no chão? Pois o costume – base de toda hierarquia legislativa – de jogar lixo na lixeira foi quebrado. Uma lei foi violada, logo, a criança por um breve momento se torna uma marginal. Ela deve morrer por isso?

Outro exemplo que é real, já aconteceu – então pode acontecer de novo – e muitas pessoas foram mortas por esta obediência cega a lei, é quando o governo cria uma lei absurda, grotesca, satânica. Se desobedecer, é bandido. Sofrerá. Se obedecer, permitirá que o governo decida o que fazer com sua integridade física e com a vida de sua família. Sofrerá. O amigo leitor conseguirá, sem dúvida, lembrar de alguns exemplos famosos. Fica a pergunta para reforçar a reflexão aqui apresentada: Quem desobedece uma lei absurda e tirana é bandido ou herói?

Quem desobedece uma lei absurda é bandido ou herói?

O exagero dos exemplos foi para ilustrar o perigo de pensar de modo simplista, que acaba colocando pessoas ruins no mesmo saco de pessoas boas, que por descuido, azar ou até mesmo por um desconhecimento inocente, cometeram uma infração. Deve-se ficar atento a diferença entre pessoas que erram por variados motivos, e pessoas que constroem uma carreira criminal. No geral, pessoas que erram merecem segundas chances. Como essa segunda chance será dada foge do escopo deste artigo, mas também é importantíssimo que sua mecânica seja muito bem elaborada para que injustiças não sejam cometidas: chances dadas a quem não merece.

Desta reflexão é natural surgir um ditado parecido, que é “Bandido bom é bandido que não existe”. É o indivíduo que foi educado e tem caráter para não cometer transgressões e se cometer, que seja penalizado ou segregado, ou seja, afastado, tirado, da sociedade. Mas não confunda essa reflexão com pena. Matar também é segregar. No caso de um indivíduo cometer o erro de ameaçar sua vida, defenda-se da maneira necessária. Se isto ocasionar a morte do bandido, cante-mos aquela música “Tô nem aí, tô nem aí!”. O problema agora é do IML.

O crime tem diversas origens, uma delas é a própria lei. Quando se cria uma lei, cria-se algo que é permitido e algo que é proibido. Quanto mais leis, mais crimes. O legislador precisa ter cuidado na hora de criá-las, para que ao invés das regras ajudarem na manutenção da paz e no desenvolvimento social e individual, elas não atrasem a vida dos cidadãos e ajudar a fomentar mais crimes.

Mural da Esperança

Lucas Parrini

Parrini é diretor estadual do Instituto DEFESA no RJ, estudante de criminologia e segurança pública e admirador de assuntos relacionados a combate.

Espaço onde colocaremos atitudes exemplares que enchem nossos peitos de esperança e nos inspiram com orgulho. Se souver de algum caso, escreva para parrini@defesa.org com as informações e publicaremos.

Rogério Grimm

Este cidadão sofreu um assalto violentíssimo e foi forçado a usar seu direito legal de legítima defesa. Aitrou nos bandidos e os feriu, que após ameaçar ele e sua família, fugiram. Disseram que se fossem presos, saíriam e matariam toda sua família. Rogério acionou a polícia e foi informado que os desgraçados haviam caído da moto usada no assalto quando em fuga e estavam sendo socorridos pela SAMU. Desesperado e temendo pela vida de sua família, sabendo que a Justiça protege bandidos e ferra com a vida do cidadão, ele tomou uma atitude heróica: foi até o local que a SAMU salvava os bandidos, entrou na ambulância e cancelou o CPF dos dois lixos. Obrigado Rogério!

O engraçado que é que a polícia “para conter” Rogério, atirou nele! P*** que P***! E não para por aí! O Ministério Público processou o herói por Homicídio Qualificado, mas quebrou a cara quando o Júri inocentou Rogério, que agora está livre.

Segundo esta notícia – https://bit.ly/2zTw7uc – o nome do promotor é José Olavo de Passos e os nomes dos dois vagabundos que tiveram o CPF cancelado são Élder e Wagner. Infelizmente a mídia divulga o nome completo da vítima, mas dos bandidos só colocam o primeiro. nome.

Sargento De Souza e Soldado Amaral

Estes dois cidadãos que trabalham na PMSP contiveram a ação macabra de um degenerado chamado Euler Fernando Grandolpho, que entrou numa igreja e abriu fogo contra inocentes. Este maldito matou 6 pessoas, e graças a De Souza e Amaram que o pararam, evitaram que mais vítimas fossem feitas.

O ato terrorista aconteceu na cidade de Campinas – SP, durante uma missa, e o criminoso assassino tinha consigo uma pistola e um revólver. Agora, dois detalhes chamam atenção: O primeiro é que a pistola é da marca CZ, importada, sendo assim ela não vende fácil no Brasil devido ao controle do Exército e a maldita “similaridade”, onde uma arma não pode ser importada se tiver uma nacional parecida. O segundo detalhe é a foto do bandido morto que circula em jornais com a arma na mão, e podemos ver a numeração de série raspada! Que coisa hein, Estatuto do Desarmamento? Não impediu que 1) uma pistola fora do mercado nacional chegasse nas mãos de 2) um maluco, que 3) não tinha antecedente criminal e que 4) usou para algo macabro.

Leis de controle de armas são inúteis, pois malucos e bandidos não obedecem leis. Só pessoas boas fazem, se são boas, essas leis são desnecessárias.

Aposentado-Herói de 81 anos salva-se graças a sua arma de fogo com registro vencido

https://www.defesa.org/aposentado-heroi-de-81-anos-salva-se-gracas-a-sua-arma-de-fogo-com-registro-vencido/

Fidélis Júnio Marra Santos

Obs.: Texto autorizado a ser publicado pelo autor. Parabéns pela reação responsável, Fidélis!

Me chamo Fidélis Júnio Marra Santos, sou inscrito no Instituto Defesa, e tenho muita admiração e respeito pelo Trabalho de vocês (este ano, se Deus quiser, me tornarei Assinante Premium!). Mas, voltando ao assunto, gostei muito do Mural da Esperança e considerando que vocês, gentilmente, abriram o espaço para o compartilhamento de fatos que corroboram a Importância básica da ferramenta ARMA DE FOGO para a Segurança e manutenção da Vida do Cidadão de Bem, aquele que respeita as Leis e não vive em prol de atacar covardemente o seu semelhante, eu gostaria de compartilhar a minha rápida experiencia que proporcionou-me ainda mais Admiração e enxergar o Valor de uma ARMA DE FOGO na mão correta. Não é uma história de cinema, com tiroteio e tudo mais, mas sim, uma historia que reflete o simples fato de estar de posse de uma ARMA DE FOGO na hora certa.

Sem mais delongas, sou morador em Goiânia – GO, cidade falida e sem a mínima segurança devido aos respectivos governos municipais esquerdistas, que destruíram o que outrora foi uma bela cidade. Quase um ano e meio atrás, outubro de 2017, após retornar de uma jornada trabalho em campo (sou biólogo), fizemos um churrasco em casa e ao final do dia, permaneceram alguns familiares e amigos. Por volta das 21 horas da noite, três familiares (uma senhora, uma jovem e um jovem) despediram-se e antes que saíssem com o carro, solicitei que aguardassem um instante, entrei em casa e peguei meu rifle 7022, devidamente registrado e legalizado,  (é… a Violência em Goiânia ta braba mesmo, mas não divulgam de verdade nos noticiários). Pois bem, despediram-se todos, e eu ainda dentro de casa, posicionando-me lá dentro mesmo, atrás do muro mas com vista ampla para os dois lados da rua então, saíram com o carro de ré e, no inicio da rua veio uma moto, lenta, e enquanto manobravam o carro na rua, o motoqueiro acelerou e posicionou na frente do carro, travando a saída do carro e anunciando o assalto… eram dois na moto. Rapaz, eu sou Cristão e acredito que foi o próprio Criador que colocou esse rifle na minha mão aquele dia… eles estavam totalmente seguros e confiantes que aquela noite estava “ganha”… o caso foi que eu não dei tempo de ação à eles e tão rápido quanto os dois VAGABUNDOS fecharam o carro dos meus familiares, foi a fração de tempo que se deram frente a frente, coisa de dois metros, com o cano do meu rifle… Rapaz, dois VERMES BASTARDOS que foram tão espertos no manejo com uma moto a noite pra fechar o carro dos meus familiares, na frente do cano da arma, começaram a falar fino… eu pra te dizer a verdade, nem ouvi o resmungo deles, com o rifle destravado e apontado pra eles, tranquilamente mas, firme, eu disse: “VAZA”. Por segundos, continuaram “estrebuchando” em cima da moto, então eu apontei pro vagabundo que pilotava e mais uma vez, eu disse “VAZA”. Saíram em disparada numa moto velha, barulhenta.
Bom, Parrini. Conforme eu comentei com você antes, minha experiência com Defesa Armada com Arma de Fogo foi esta. Não chegou ao ponto extremo, mas foi a simples visão de uma Arma de Fogo que dissuadiu dois indivíduos, que por livre e espontânea vontade, decidiram ser dois vermes imundos e saírem naquela noite para fazer apenas o Mal contra cidadãos indefesos. Porém, não naquela noite, rs…
Atualmente, dentro dos meus Princípios e nas considerações que valorizo na minha Vida até o meu último suspiro, estão as Armas de Fogo.
Foi este o meu relato. Caso você julgue-o conveniente, da minha parte será uma enorme Satisfação vê-lo no Mural da Esperança.
Obrigado pela oportunidade.
Abraço,
Fidélis

Diretrizes do Instituto DEFESA a partir de 2019

Lucas Parrini

Parrini é diretor estadual do Instituto DEFESA no RJ, estudante de criminologia e segurança pública e admirador de assuntos relacionados a combate.

“Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.”

Seguindo as características apresentadas pelas últimas publicações do nosso presidente Lucas Silveira, adotaremos e incentivaremos várias formas de atuação a partir de 2019.

1) O compromisso básico que esperamos que o novo governo, assim como os demais daqui pra frente, é de que cumpram suas promessas e sirvam ao povo, não ao contrário. Político é empregado do povo. Cabe a cada um de nós pressionar, cobrar, publicar e fiscalizar. O preço da paz é a eterna vigilância.

2) Todo o direito é associado a deveres e responsabilidades. Precisamos ao mesmo tempo que exigimos nossa liberdade de acesso as armas e o direito de legítima defesa – e ao PORTE de armas -, demonstrar que temos condições e responsabilidade para tal. Daremos o exemplo e mostraremos o que é um cidadão consciente de sua liberdade e também de sua responsabilidade.

3) Encorajamos como nunca antes que tenhamos o maior entendimento possível da legislação que rodeia a legítima defesa, a responsabilidade no manuseio das armas, treinamento constante, o preparo psicológico para um momento de estresse. Passaremos a tratar o tema com a seriedade que ele merece, portanto a disseminação de brincadeiras que envolvam irresponsabilidade com armas de fogo devem ser evitadas ao extremo.

4) Nosso povo precisa de ajuda e não serão políticos nem nenhum outro agente do governo, de qualquer classe que seja, que fará alguma coisa. Se essa frase doeu, “passa Gelol que passa”. A iniciativa deve partir da menor célula existente em uma sociedade e maior classe de uma Nação: o indivíduo, da classe cidadão.

Devido ao sucesso dos testes realizados em 2018 que nos deu o resultado de possibilidade de ser muito maior, de 2019 em diante todos os participantes de eventos do Instituto DEFESA serão fortemente encorajados a doarem alimentos ou outros itens para como fraldas geriátricas ou brinquedos. Ajudaremos na medida do possível com nossas próprias mãos nossos compatriotas necessitados.

5) Nesta mesma pegada, continuaremos a promover doações de sangue por todo o Brasil. Esta ação dispensa maiores explicações, o Instituto DEFESA já realiza estas ações desde 2016.

6) Depois do Mural da Comédia (https://bit.ly/2RVsAm7), criamos o Mural da Esperança (https://bit.ly/2RW6jEC), espaço onde colocaremos atitudes exemplares que enche nossos peitos de esperança e o Mural dos Heróis (https://bit.ly/2GfAZPL). Espaço destinado a pessoas que notoriamente se sacrificaram para salvar outras. Verdadeiros heróis que foram esquecidos (nós lembremos!) e desconhecidos (nós apresentaremos). Se falta algum na lista, envie nome, foto e notícia para parrini@defesa.org e publicaremos.

7) Ativismo político é crucial. Nossas ações nunca foram tão fortes. Estamos crescendo. Estamos em todos os lugares. Em 2019 seremos mais ativos ainda e prometeremos ser, mais do que nunca, uma pedra no sapato dos políticos malandrões e principalmente dos corruptos. A participação de cada cidadão é imprescindível, portanto, precisamos nos fazer presentes e ocupar espaço. Nossa bandeira jamais será vermelha. Nem melancia.

UNIDOS SOMOS INVENCÍVEIS!

Cordialmente,
Instituto DEFESA