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Vagas de emprego

Lucas Parrini

Parrini é diretor estadual do Instituto DEFESA no RJ, estudante de criminologia e segurança pública e admirador de assuntos relacionados a combate.

O Instituto DEFESA ajudará o operador a encontrar emprego e ao empresário a encontrar funcionário. Como não somos uma consultoria de RH, nem trabalhamos com banco de dados, cadastraremos e divulgaremos as vagas existentes de maneira simples, apenas facilitando a divulgação e contato, sendo a empresa responsável pelas informações das vagas e contratações. O interessado na vaga correrá atrás de maiores informações por conta própria diretamente com a empresa. Empresas de segurança privada, lojas de armas, clubes de tiro, PMC, todas relacionadas as armas podem anunciar.

Para o mecanismo funcionar, algumas regras bem simples devem ser seguidas:

1) Você enviará os dados para o e-mail parrini@defesa.org e elas serão publicadas. O e-mail deve conter:

1.1) Nome da empresa que oferece a vaga;
1.2) Nome da função anunciada;
1.3) Estado e Cidade da vaga;
1.4) Telefone e E-mail pra contato;
1.5) Nos reescrever avisando quando a vaga for preenchida para apagarmos.

O serviço é gratuito. Não lhe cobraremos para divulgar. Mas se acha nosso trabalho justo, considere ajudar a mantê-lo e faça uma doação.

Na esperença deste pequeno ato ser útil a nossos cidadãos, conto com o apoio de todos.
Unidos somos invencíveis!

Mais uma chacina numa escola

Lucas Silveira é presidente do Instituto DEFESA e Instrutor-chefe da Academia Brasileira de Armas

Antes mesmo de concluírem as investigações sobre os homicídios acontecidos hoje, 13 de março, numa escola no interior paulista, não demorou para que os mesmos urubus da grande mídia pairassem sobre os corpos das crianças procurando pautar o trágico evento de acordo com a sua ideologia perniciosa.

Abismado, recebi no Instagram do Instituto DEFESA a interpelação do usuário João Paulo Acatauassú: “Gostaria de saber se irão escrever um post aobre a chacina em um colégio hj…” (SIC).

Honestamente, fico enojado ao ver esse debate político permeando os cadáveres de inocentes, pautado por emoções ardilosas. Foi, contrariado, entretanto, dando continuidade à afronta do Sr. Acatauassú, que percebi: ainda precisamos esclarecer o óbvio!

Perdoem-me os familiares das vítimas desta barbárie, mas eu vou ter que, portanto, elencar alguns pontos direcionados ao confrontante e àqueles que mantêm linhas tão rasas de raciocínio, notadamente da nossa degradante classe política.

  1. O crime aconteceu no Brasil, um país com uma das legislações mais draconianas sobre armas do mundo.

Não adianta propor restringir as armas para evitar incidentes como este, que acontecem, por exemplo, aqui no país do Estatuto do Desarmamento e também na Noruega, país com alta restrição a armas.

Nenhuma lei em vigor impediria que isso tivesse acontecido.

 

  1. O estudo Mass Shootings in America: Moving Beyond Newtown, Homicide Studies, 2013 reafima o que todos já sabem intuitivamente: se houver alguém armado para responder à ameaça, o número de vitimas é menor. Em Português claro: apenas um homem bom com uma arma pode parar um homem mau com uma arma.
  2. Quando um incidente desta natureza acontece, qual é o primeiro procedimento? Sim, chamar a polícia, armada.
  3. Ainda que por um milagre qualquer uma lei tivesse impedido o acesso destes assassinos ao revólver utilizado, um efeito muito parecido poderia ter sido causado com uma faca ou com uma chave de fenda. Como instrutor de Combate com Facas há mais de 10 anos, tenho incontáveis horas de teste com instruendos em cenários que simulam isso. Em regra, o sujeito armado com uma faca (ou chave de fenda, ou pedaço de vidro, ou espeto de churrasco, ou vergalhão de construção, ou qualquer objeto perfurocortante) nos treinamentos consegue acertar mais de 10 pessoas antes de ser parado. Quando o grupo está armado este número raramente passa de 1.
  4. As informações sobre o atentado, no momento em que eu escrevo este texto, ainda são bastante inconsistentes. Especula-se, contudo, que os assassinos fossem reincidentes, que já tinham uma vida pregressa de infrações. Talvez se na primeira experiência deles com o crime a vítima tivesse reagido com força letal, as vítimas de hoje estaria salvas.
  5. Ainda que as leis realmente pudessem ter evitado este massacre de hoje, é preciso lembrar que a maior causa de morte no século XX foi o DEMOCÍDIO – A morte pelo Estado. Ainda assim, seria não apenas justificável como absolutamente necessário que todo cidadão tivesse o direito de ter e portar suas armas.

 

Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada. (Edmund Burke)

 

 

Qual é a definição de desarmamentista?

Lucas Silveira
Presidente do Instituto DEFESA
Instrutor-chefe da Academia Brasileira de Armas

Numa conversa recente com um grande amigo, em determinado momento de divergência, ele afirmou: “depende da sua definição de desarmamentista”.  Foi então que me dei conta que, embora pra mim fosse extremamente claro o que é um desarmamentista, talvez para outros não fosse.

Em todos esses anos a frente do Instituto DEFESA, como maior organização pró-armas da América Latina, nunca escrevemos uma definição de quem são esses personagens que habitam o local político e ideológico oposto ao nosso.

Vamos resolver isso já!

Desarmamentista: Aquele que cria ou defende  restrições a armas; aquele que, tendo a atribuição legal de legislar ou decidir, se omite frente às normas restritivas ao direito de acesso às armas.

A definição de desarmamentista não deve levar em consideração a intensidade ou a justificativa da restrição criada, defendida ou mantida. Não importa quão nobre possa parecer o discurso, é importante que sejamos claros: nenhuma restrição a armas é moralmente defensável.

Assim, por exemplo, o general que tem o poder de decidir sobre a (des)burocratização dos processos para concessão de Certificado de Registro e Produtos Controlados, mas prefere manter o status quo deve ser classificado como desarmamentista, assim como o parlamentar que no fechar das portas do Congresso tenta colocar um cavalo de troia em uma MP para proibir totalmente a importação de armas (quem se lembra dessa? o Instituto DEFESA foi o único a expor e combater essa perfídia).

É também desarmamentista aquele que não legisla, mas no campo das ideias defende o desarmamento em grau igual ou maior que o atual.

Também não se pode ignorar o desarmamentista ardiloso. Aquele que se faz de pró-armas, mas no fundo, defende uma ou outra restrição. Afinal, de acordo com ele, “não se pode liberar pra qualquer um”, apenas para ele, que do ponto de vista dele próprio, é super especial e mais preparado que os demais “cidadãos comuns”.

Há alguns anos fizemos uma série de imagens de humor, traçando o perfil de alguns desses personagens, no dossiê desarmamentistas. Vamos encerrar este texto revendo e rindo um pouco.

 

Será mesmo que bandido bom é bandido morto?

Lucas Parrini

Parrini é diretor estadual do Instituto DEFESA no RJ, estudante de criminologia e segurança pública e admirador de assuntos relacionados a combate.

Ditado muito conhecido porém de origem desconhecida. Muitos atribuem a escuderia Le Cocq, que atuava no Rio de Janeiro nos anos 80/90.

Mas o que é um bandido? Por definição, é o indivíduo que age fora da lei. Mas e na prática?

Obviamente esta expressão é serve muito bem para transmitir a notória mensagem sobre o estuprador, o lacrocida, o corrupto, dentre vários outros energúmenos nojentos que atuam no mundo do crime. É excelente num comentário superficial, num debate político, numa argumentação, numa brincadeira, enfim, quando a mensagem é rápida. Mas se por algum motivo precisarmos irmos mais a fundo, com maiores informações, esta expressão se mostra imprecisa. Vamos parar um pouco e refletir um pouco neste sentido:

Será mesmo que aquela criança, em sua inocência dos seus 4 ou 5 anos de idade, rebeldia por não ter ganho o brinquedo da mãe, ou pela simples falta de educação, merece morrer por ter jogado papel de bala no chão? Pois o costume – base de toda hierarquia legislativa – de jogar lixo na lixeira foi quebrado. Uma lei foi violada, logo, a criança por um breve momento se torna uma marginal. Ela deve morrer por isso?

Outro exemplo que é real, já aconteceu – então pode acontecer de novo – e muitas pessoas foram mortas por esta obediência cega a lei, é quando o governo cria uma lei absurda, grotesca, satânica. Se desobedecer, é bandido. Sofrerá. Se obedecer, permitirá que o governo decida o que fazer com sua integridade física e com a vida de sua família. Sofrerá. O amigo leitor conseguirá, sem dúvida, lembrar de alguns exemplos famosos. Fica a pergunta para reforçar a reflexão aqui apresentada: Quem desobedece uma lei absurda e tirana é bandido ou herói?

Quem desobedece uma lei absurda é bandido ou herói?

O exagero dos exemplos foi para ilustrar o perigo de pensar de modo simplista, que acaba colocando pessoas ruins no mesmo saco de pessoas boas, que por descuido, azar ou até mesmo por um desconhecimento inocente, cometeram uma infração. Deve-se ficar atento a diferença entre pessoas que erram por variados motivos, e pessoas que constroem uma carreira criminal. No geral, pessoas que erram merecem segundas chances. Como essa segunda chance será dada foge do escopo deste artigo, mas também é importantíssimo que sua mecânica seja muito bem elaborada para que injustiças não sejam cometidas: chances dadas a quem não merece.

Desta reflexão é natural surgir um ditado parecido, que é “Bandido bom é bandido que não existe”. É o indivíduo que foi educado e tem caráter para não cometer transgressões e se cometer, que seja penalizado ou segregado, ou seja, afastado, tirado, da sociedade. Mas não confunda essa reflexão com pena. Matar também é segregar. No caso de um indivíduo cometer o erro de ameaçar sua vida, defenda-se da maneira necessária. Se isto ocasionar a morte do bandido, cante-mos aquela música “Tô nem aí, tô nem aí!”. O problema agora é do IML.

O crime tem diversas origens, uma delas é a própria lei. Quando se cria uma lei, cria-se algo que é permitido e algo que é proibido. Quanto mais leis, mais crimes. O legislador precisa ter cuidado na hora de criá-las, para que ao invés das regras ajudarem na manutenção da paz e no desenvolvimento social e individual, elas não atrasem a vida dos cidadãos e ajudar a fomentar mais crimes.

Mural da Esperança

Lucas Parrini

Parrini é diretor estadual do Instituto DEFESA no RJ, estudante de criminologia e segurança pública e admirador de assuntos relacionados a combate.

Espaço onde colocaremos atitudes exemplares que enchem nossos peitos de esperança e nos inspiram com orgulho. Se souver de algum caso, escreva para parrini@defesa.org com as informações e publicaremos.

Rogério Grimm

Este cidadão sofreu um assalto violentíssimo e foi forçado a usar seu direito legal de legítima defesa. Aitrou nos bandidos e os feriu, que após ameaçar ele e sua família, fugiram. Disseram que se fossem presos, saíriam e matariam toda sua família. Rogério acionou a polícia e foi informado que os desgraçados haviam caído da moto usada no assalto quando em fuga e estavam sendo socorridos pela SAMU. Desesperado e temendo pela vida de sua família, sabendo que a Justiça protege bandidos e ferra com a vida do cidadão, ele tomou uma atitude heróica: foi até o local que a SAMU salvava os bandidos, entrou na ambulância e cancelou o CPF dos dois lixos. Obrigado Rogério!

O engraçado que é que a polícia “para conter” Rogério, atirou nele! P*** que P***! E não para por aí! O Ministério Público processou o herói por Homicídio Qualificado, mas quebrou a cara quando o Júri inocentou Rogério, que agora está livre.

Segundo esta notícia – https://bit.ly/2zTw7uc – o nome do promotor é José Olavo de Passos e os nomes dos dois vagabundos que tiveram o CPF cancelado são Élder e Wagner. Infelizmente a mídia divulga o nome completo da vítima, mas dos bandidos só colocam o primeiro. nome.

Sargento De Souza e Soldado Amaral

Estes dois cidadãos que trabalham na PMSP contiveram a ação macabra de um degenerado chamado Euler Fernando Grandolpho, que entrou numa igreja e abriu fogo contra inocentes. Este maldito matou 6 pessoas, e graças a De Souza e Amaram que o pararam, evitaram que mais vítimas fossem feitas.

O ato terrorista aconteceu na cidade de Campinas – SP, durante uma missa, e o criminoso assassino tinha consigo uma pistola e um revólver. Agora, dois detalhes chamam atenção: O primeiro é que a pistola é da marca CZ, importada, sendo assim ela não vende fácil no Brasil devido ao controle do Exército e a maldita “similaridade”, onde uma arma não pode ser importada se tiver uma nacional parecida. O segundo detalhe é a foto do bandido morto que circula em jornais com a arma na mão, e podemos ver a numeração de série raspada! Que coisa hein, Estatuto do Desarmamento? Não impediu que 1) uma pistola fora do mercado nacional chegasse nas mãos de 2) um maluco, que 3) não tinha antecedente criminal e que 4) usou para algo macabro.

Leis de controle de armas são inúteis, pois malucos e bandidos não obedecem leis. Só pessoas boas fazem, se são boas, essas leis são desnecessárias.

Aposentado-Herói de 81 anos salva-se graças a sua arma de fogo com registro vencido

https://www.defesa.org/aposentado-heroi-de-81-anos-salva-se-gracas-a-sua-arma-de-fogo-com-registro-vencido/

Fidélis Júnio Marra Santos

Obs.: Texto autorizado a ser publicado pelo autor. Parabéns pela reação responsável, Fidélis!

Me chamo Fidélis Júnio Marra Santos, sou inscrito no Instituto Defesa, e tenho muita admiração e respeito pelo Trabalho de vocês (este ano, se Deus quiser, me tornarei Assinante Premium!). Mas, voltando ao assunto, gostei muito do Mural da Esperança e considerando que vocês, gentilmente, abriram o espaço para o compartilhamento de fatos que corroboram a Importância básica da ferramenta ARMA DE FOGO para a Segurança e manutenção da Vida do Cidadão de Bem, aquele que respeita as Leis e não vive em prol de atacar covardemente o seu semelhante, eu gostaria de compartilhar a minha rápida experiencia que proporcionou-me ainda mais Admiração e enxergar o Valor de uma ARMA DE FOGO na mão correta. Não é uma história de cinema, com tiroteio e tudo mais, mas sim, uma historia que reflete o simples fato de estar de posse de uma ARMA DE FOGO na hora certa.

Sem mais delongas, sou morador em Goiânia – GO, cidade falida e sem a mínima segurança devido aos respectivos governos municipais esquerdistas, que destruíram o que outrora foi uma bela cidade. Quase um ano e meio atrás, outubro de 2017, após retornar de uma jornada trabalho em campo (sou biólogo), fizemos um churrasco em casa e ao final do dia, permaneceram alguns familiares e amigos. Por volta das 21 horas da noite, três familiares (uma senhora, uma jovem e um jovem) despediram-se e antes que saíssem com o carro, solicitei que aguardassem um instante, entrei em casa e peguei meu rifle 7022, devidamente registrado e legalizado,  (é… a Violência em Goiânia ta braba mesmo, mas não divulgam de verdade nos noticiários). Pois bem, despediram-se todos, e eu ainda dentro de casa, posicionando-me lá dentro mesmo, atrás do muro mas com vista ampla para os dois lados da rua então, saíram com o carro de ré e, no inicio da rua veio uma moto, lenta, e enquanto manobravam o carro na rua, o motoqueiro acelerou e posicionou na frente do carro, travando a saída do carro e anunciando o assalto… eram dois na moto. Rapaz, eu sou Cristão e acredito que foi o próprio Criador que colocou esse rifle na minha mão aquele dia… eles estavam totalmente seguros e confiantes que aquela noite estava “ganha”… o caso foi que eu não dei tempo de ação à eles e tão rápido quanto os dois VAGABUNDOS fecharam o carro dos meus familiares, foi a fração de tempo que se deram frente a frente, coisa de dois metros, com o cano do meu rifle… Rapaz, dois VERMES BASTARDOS que foram tão espertos no manejo com uma moto a noite pra fechar o carro dos meus familiares, na frente do cano da arma, começaram a falar fino… eu pra te dizer a verdade, nem ouvi o resmungo deles, com o rifle destravado e apontado pra eles, tranquilamente mas, firme, eu disse: “VAZA”. Por segundos, continuaram “estrebuchando” em cima da moto, então eu apontei pro vagabundo que pilotava e mais uma vez, eu disse “VAZA”. Saíram em disparada numa moto velha, barulhenta.
Bom, Parrini. Conforme eu comentei com você antes, minha experiência com Defesa Armada com Arma de Fogo foi esta. Não chegou ao ponto extremo, mas foi a simples visão de uma Arma de Fogo que dissuadiu dois indivíduos, que por livre e espontânea vontade, decidiram ser dois vermes imundos e saírem naquela noite para fazer apenas o Mal contra cidadãos indefesos. Porém, não naquela noite, rs…
Atualmente, dentro dos meus Princípios e nas considerações que valorizo na minha Vida até o meu último suspiro, estão as Armas de Fogo.
Foi este o meu relato. Caso você julgue-o conveniente, da minha parte será uma enorme Satisfação vê-lo no Mural da Esperança.
Obrigado pela oportunidade.
Abraço,
Fidélis

Diretrizes do Instituto DEFESA a partir de 2019

Lucas Parrini

Parrini é diretor estadual do Instituto DEFESA no RJ, estudante de criminologia e segurança pública e admirador de assuntos relacionados a combate.

“Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.”

Seguindo as características apresentadas pelas últimas publicações do nosso presidente Lucas Silveira, adotaremos e incentivaremos várias formas de atuação a partir de 2019.

1) O compromisso básico que esperamos que o novo governo, assim como os demais daqui pra frente, é de que cumpram suas promessas e sirvam ao povo, não ao contrário. Político é empregado do povo. Cabe a cada um de nós pressionar, cobrar, publicar e fiscalizar. O preço da paz é a eterna vigilância.

2) Todo o direito é associado a deveres e responsabilidades. Precisamos ao mesmo tempo que exigimos nossa liberdade de acesso as armas e o direito de legítima defesa – e ao PORTE de armas -, demonstrar que temos condições e responsabilidade para tal. Daremos o exemplo e mostraremos o que é um cidadão consciente de sua liberdade e também de sua responsabilidade.

3) Encorajamos como nunca antes que tenhamos o maior entendimento possível da legislação que rodeia a legítima defesa, a responsabilidade no manuseio das armas, treinamento constante, o preparo psicológico para um momento de estresse. Passaremos a tratar o tema com a seriedade que ele merece, portanto a disseminação de brincadeiras que envolvam irresponsabilidade com armas de fogo devem ser evitadas ao extremo.

4) Nosso povo precisa de ajuda e não serão políticos nem nenhum outro agente do governo, de qualquer classe que seja, que fará alguma coisa. Se essa frase doeu, “passa Gelol que passa”. A iniciativa deve partir da menor célula existente em uma sociedade e maior classe de uma Nação: o indivíduo, da classe cidadão.

Devido ao sucesso dos testes realizados em 2018 que nos deu o resultado de possibilidade de ser muito maior, de 2019 em diante todos os participantes de eventos do Instituto DEFESA serão fortemente encorajados a doarem alimentos ou outros itens para como fraldas geriátricas ou brinquedos. Ajudaremos na medida do possível com nossas próprias mãos nossos compatriotas necessitados.

5) Nesta mesma pegada, continuaremos a promover doações de sangue por todo o Brasil. Esta ação dispensa maiores explicações, o Instituto DEFESA já realiza estas ações desde 2016.

6) Depois do Mural da Comédia (https://bit.ly/2RVsAm7), criamos o Mural da Esperança (https://bit.ly/2RW6jEC), espaço onde colocaremos atitudes exemplares que enche nossos peitos de esperança e o Mural dos Heróis (https://bit.ly/2GfAZPL). Espaço destinado a pessoas que notoriamente se sacrificaram para salvar outras. Verdadeiros heróis que foram esquecidos (nós lembremos!) e desconhecidos (nós apresentaremos). Se falta algum na lista, envie nome, foto e notícia para parrini@defesa.org e publicaremos.

7) Ativismo político é crucial. Nossas ações nunca foram tão fortes. Estamos crescendo. Estamos em todos os lugares. Em 2019 seremos mais ativos ainda e prometeremos ser, mais do que nunca, uma pedra no sapato dos políticos malandrões e principalmente dos corruptos. A participação de cada cidadão é imprescindível, portanto, precisamos nos fazer presentes e ocupar espaço. Nossa bandeira jamais será vermelha. Nem melancia.

UNIDOS SOMOS INVENCÍVEIS!

Cordialmente,
Instituto DEFESA

O crime nunca vai acabar.

Lucas Parrini

Parrini é diretor estadual do Instituto DEFESA no RJ, estudante de criminologia e segurança pública e admirador de assuntos relacionados a combate.

Toda pessoa, principalmente político, que diz “Para acabar com o crime, devemos…” está mentindo.

Duvide de toda fórmula mágica e soluções milaborantes que apresentam em palestras, discursos, artigos, respostas e comentários em redes sociais, postagens com teorias e mais teorias copiadas e coladas. Duvide especialmente em épocas de eleição. Duvide de todos, inclusive de mim mesmo ao reler o título deste artigo. Talvez acabe com a extinção da raça humana, reconheço.

Apesar de chacoalhar algumas falas que eram na verdade apenas força de expressão, única exceção honesta ao que afirmo aqui, a frase inicial é ácida porém verdadeira. O crime é uma ação humana antes de qualquer coisa: antes de algum ordenamento jurídico de um país, costumes de um povo, dogmas religiosos, enfim, qualquer conjunto de regras que diga o que um indivíduo pode ou não fazer, não existe crime sem ação.

Sendo assim, o crime é algo que uma pessoa faz e tem como pré-requisito a atitude da pessoa, ou seja, só existe crime se alguém agir, atuar, fizer alguma coisa, querendo ou não, sabendo ou não que aquilo é reprovado no meio em que vive (culpa e dolo). Enquanto nós humanos existirmos como seres pensantes, existirá o crime. De alguém urinando no muro de uma casa que o dono não permite esta atitude até um tirar a vida de uma pessoa que não permitiu isso.

Obviamente que isso não excluiu o esforço de melhorarmos e evoluirmos mais rápido que a criminalidade todo o conjunto de prevenções e repressões, visando sempre a redução ao máximo possível de cada crime, tanto aqueles com menor potencial lesivo como o furto de um chinelo de R$ 15,00, que pode ser facilmente ressarcido, até os que possuem maiores potenciais lesivos que costumam causar danos irreparáveis, ou seja, por mais que se penalize o autor, “as coisas jamais voltarão a ser como antes”, que é o caso de um homicídio.

Não vou analisar todas as cabeças desta Hidra chamada crime, que cospe seu fogo e carboniza os camponeses (cidadãos) repetidas vezes, mas pegarei como exemplo nosso nicho que é a segurança pública para fazer mais uma afirmação: tudo o que foi feito até agora para reduzir a criminalidade deu errado, conforme mostram os indicadores como o de +60.000 homicídios violentos ao ano (registrados, sem contar Cifra Negra).

É muito preocupante que no cenário que este artigo é escrito, políticos que se elegeram prometendo fazer diferente, prometendo “combater” e “acabar” com o crime, estejam cometendo os mesmos erros de seus opositores, tão criticados anteriormente.

Acorde, brasileiro. O poder emana do povo.

CACs: quem somos nós – uma autocrítica

Lucas Silveira
Presidente do Instituto DEFESA
Instrutor-chefe da Academia Brasileira de Armas

Um dos atos mais fabulosos que uma pessoa pode realizar em busca do crescimento pessoal é a autocrítica. Uma análise sincera, humilde e criteriosa do seu comportamento e características, em busca das suas fraquezas e defeitos, com o objetivo de contorná-los e evoluir.

O texto de hoje é ácido, desagradável e, infelizmente, sincero. É a minha autocrítica no que tange à minha posição como CAC na sociedade. Os CACs, pra quem não sabe, são os Colecionadores, Atiradores e Caçadores, uma “classe” de cidadãos cuidadosamente dividida do restante da sociedade, favorecendo, claro, àqueles que desejam conquistá-la.

Muitos de nós atiradores nos achamos especiais por termos acesso a uma série de objetos que deveriam ser direito de todos os cidadãos. Na realidade, somos grandes vilões dessa história. Muitos de nós trocamos a defesa de uma sociedade livre por um carinho no próprio ego. Como é bom ser especial, não é? Ao sermos completos imbecis e cumprirmos uma série infindável de obrigações desarrazoadas, algumas oriundas da Lei, outras das portarias do Exército, fortalecemos o desarmamento no Brasil.

Somos nós, CACs, os covardes relativizadores de direito a porte de arma. Muitos de nós acham que deve-se defender o porte para os CACs, e não para “qualquer cidadão”. Como se o processo burocrático idiota pelo qual passamos nos tornasse mais aptos a alguma coisa coisa. Não para por ai!  Relativizamos o próprio porte. Tem gente que até discute se pode sair do carro pra ir fazer uma necessidade fisiológica e diz que não pode nem dar uma desviadinha no trajeto – do jeito que a esquerda manda. Somos patéticos!

Somos nós, os CACs, quem muita vezes financiamos confederações desarmamentistas que vão até Brasília defender mais restrições, como a de competir e dar mais dinheiro para as confederações, que criam mais restrições, formando um infindável círculo vicioso de corrupção. Somos ridículos!

Somos nós, os CACs, que acreditamos estarmos aptos a alguma coisa enquanto os “demais cidadãos” não, como se nossa vida valesse mais que a de quem não lambeu as botas dos generais. Sim, nosso único diferencial é lamber bota de burocrata. Somos arrogantes!

Somos nós, CACS, que aceitamos que nossas armas não servem para defesa e só para o esporte, como qualquer ditador poderia sonhar. Que palhaços nós somos!

É triste me enxergar como um problema numa sociedade que sufoca pela falta de liberdade. Agora, contudo, já sei quais são meus defeitos e vou procurar contorná-los.

Não vou mais me achar especial e nem lutar por um privilégio para uma categoria específica. Entendi que a liberdade é um direito de todos e qualquer burocracia e divisão de classes deve ser combatida.

Unidos – e sem distinção de classes – somos invencíveis.

Teste de capacidade técnica para uso de armas é ineficaz

Lucas Silveira é presidente do Instituto DEFESA e Instrutor-chefe da Academia Brasileira de Armas

Para adquirir uma arma de fogo no Brasil a legislação outorgou como obrigação ao proponente a comprovação de capacidade técnica para manuseio.

Assim como o teste psicológico, o laudo emitido por instrutor credenciado deve estar anexado ao processo de aquisição de armas e na renovação de registro, em regra.

Analisemos agora a motivação da exigência, como ela é aplicada no plano operacional e suas respectivas externalidades.

Primeiro, vamos às perguntas de praxe:
1. Você acredita que apenas pessoas consideradas “preparadas” devam ter acesso às armas de fogo?
2. O que você acha da realização de um teste, como uma prova para carteira de motorista, para verificar se o pretenso comprador está apto ou não ao uso de arma?

Se você respondeu “sim” a uma dessas perguntas, lamento informar mais uma vez: você ainda não entende nada sobre o desarmamento. Calma, não se desespere nem xingue este que vos escreve de arrogante. Eu vou explicar:

É claro que ninguém quer que pessoas que não saibam sequer empunhar uma arma de fogo saiam pelas ruas brasileiras como um potencial risco de acidente por imperícia ou negligência. Ninguém discute isso.

É evidente que quem pretende ter, usar ou portar armas de fogo, deve ter também, no mínimo, noções de funcionamento e manuseio.

Ocorre que, na prática, a tentativa de limitar o acesso às armas, por lei ou regulamento, com base nessas premissas, é absolutamente ineficaz, pelas razões que seguem:

I) O teste hoje aplicado é dividido em duas fases: teoria e prática. A teoria exige noções de legislação, partes das armas, balística básica e segurança. A prática consiste em disparos estáticos a curta distância contra silhueta humanoide vertical, parada, bem iluminada. Em outras palavras, o extremo oposto daquilo que você vai precisar quando estiver numa situação de combate.

O cenário no qual mais provavelmente exigirá de você sua habilidade no manuseio da arma deve envolver movimentação dos dois lados, uso de abrigo ou cobertura, coordenação de equipe – que para a maior parte das pessoas vai ser a sua família -, ocasionalmente baixa luminosidade, tempo limitado e muito, muito estresse. Então, afinal, o que estamos testando?

E, se no fim das contas, a arma que eu estou comprando destina-se à coleção e não ao combate. Qual é a relevância desse teste?

E se for a minha arma de caça, como é que vamos testar o proponente?

E se for uma arma de tiro esportivo? O IDSC é totalmente diferente do trap, por exemplo. Um teste para cada modalidade?

É fácil concluir que o teste não testa nada e que, portanto, o laudo não atesta nada.

II) Segundo, e mais importante: ainda que o teste funcionasse perfeitamente, ele impediria que os bandidos, aqueles que estão determinados a praticar o mal, comprassem e portassem suas armas? Ele seria suficiente para impedir que os crimes acontecessem? O Brasil com seus testes exagerados e sem fundamento, é a maior prova de que isso não ajuda em nada no combate ao crime, com o título nada honroso de país mais violento do mundo.

III) Reflita ainda: você realmente teria coragem de tirar à força a espingarda de um idoso de 90 anos, com histórico imaculado, residente da zona rural, seu legítimo proprietário nos últimos 60 anos, porque ele não conseguiu acertar um alvo ou meia dúzia de questões? Você realmente conseguiria colocar a cabeça no travesseiro e dormir tentando se convencer de que você ajudou a proteger este senhor hipotético contra a criminalidade, deixando-o desarmado?

E mais: se os testes práticos, como o da Carteira Nacional de Habilitação, realmente funcionam, por que o trânsito é assim?

A exigência de comprovação de aptidão técnica para manuseio de armas de fogo é mais uma forma de controlar a população que não alcança os objetivos a que se propõe. Não se reduz o crime impedindo que as vítimas tenham acesso às armas, não importa quão românticos sejam os prolegômenos que enfeitam a sua justificativa inicial.

A importância do laudo psicotécnico na aquisição de armas

Lucas Silveira é presidente do Instituto DEFESA e Instrutor-chefe da Academia Brasileira de Armas

Entre as inúmeras exigências impostas à força àqueles que desejam comprar armas de fogo no Brasil, figura a necessidade de laudo emitido por psicólogo atestando a aptidão para compra e/ou porte de armamento.

Vi um post do meu amigo Nelson Assis Brasil acerca desse tema no Facebook e resolvi aproveitar a onda para, mais uma vez, apagar o fogo com gasolina, e elencar alguns apontamentos relacionados.

Se você já viu uma das minhas palestras nos encontros do Instituto DEFESA, provavelmente, o texto a seguir não apresenta uma argumentação inédita. Para os demais, respondam, por favor, as perguntas:

  1. Você acredita que as pessoas loucas, que os malucos, que os psicopatas devam ter direito de acesso às armas?
  2. É razoável que haja a exigência legal de um teste, a ser realizado por profissional capacitado, para assegurar que o pretenso comprador ou portador de uma arma esteja psicologicamente apto ao emprego deste equipamento?

Bem, se você respondeu “sim” à segunda pergunta, preciso lhe dar uma péssima notícia: você ainda não entendeu NADA sobre o controle de armas. Não se desespere, vou explicar:

  • É claro que ninguém de boa fé deseja que pessoas desequilibradas por quaisquer motivos tenham acesso às armas;
  • É evidente que todos desejamos que quem porta armas esteja emocionalmente equilibrado para que não reaja com excesso ou cometa crimes com elas;
  • Ocorre, contudo, que:

I) Não existem evidências científicas suficientes para se afirmar categoricamente que o exame psicotécnico realmente filtra perfis potencialmente perigosos para aquisição de armas. Se você já fez um exame destes, você deve saber como é fácil fazer papel de bonzinho nos questionários e lembrar de colocar o chão na casinha desenhada no meio da folha de papel.

II) Segundo e mais importante: ainda que o teste psicotécnico fosse preciso e insuscetível a erros e falsos negativos, nada disso impede que os verdadeiros criminosos – aqueles que não se preocupam em pedir autorização para a PF ou EB, que não têm certidões negativas de antecedentes criminais, que pretendem usar as armas para roubos, homicídios ou latrocínios -, entre os quais se incluem os “malucos”, comprem suas armas de forma ilegal, tornando todo o processo, portanto, absolutamente ineficaz.

Embora embrulhada com uma cobertura nobre e absolutamente justa, a exigência do exame psicotécnico torna o processo moroso, desnecessariamente burocrático e, principalmente, é um exercício de futilidade porque, como todas as outras tentativas de controle de armas, não impede que um bandido coloque as mãos numa arma de fogo.