República Tcheca ensina a seus cidadãos como se defenderem de terroristas: Atirem neles vocês mesmos!

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Tradução livre de: https://goo.gl/GE2Lyp
Tradutor: Parrini

Algum tempo atrás, o presidente da República Tcheca, Milos Zeman, fez uma solicitação incomum: Ele pediu para os cidadãos se armarem contra um possível “super holocausto” dirigido pelos terroristas muçulmanos.

Não esqueçam que há por volta de 4000 muçulmanos para um total de 10 milhões de cidadãos. E assim as vendas de armas foram nas alturas. Uma única loja de armas em East Bohemia, uma região no centro-norte do país, disse a um jornal local que as pessoas estavam apavoradas com a “onde de islamitas”.

Agora, o ministro do interior do país está tentando uma mudança constitucional que permitirá cidadãos usarem armas contra terroristas. Ativistas pró-armamento dizem que isso poderá salvar muitas vidas se um ataque acontecer e a polícia estiver ocupada ou intencionalmente atrasada para chegar no local do ataque. Para a mudança legislativa, o parlamento precisa aprovar a proposta que será votada nos próximos meses.

A República Tcheca possui uma das mais brandas legislações de armas na Europa. Em seu território, estima-se por volta de 800.000 armas de fogo registradas para 300.000 pessoas com autorizações e licenças. Conseguir uma arma legalmente é relativamente fácil. Por lei, seus cidadãos podem usar armas de fogo para protegerem suas propriedade ou quando estão em perigo iminente, porém, após o ocorrido, eles precisam provar que o perigo existia. (1)

Isso coloca o país na contra mão da Europa, que ano após ano, intensifica as restrições e cerca a liberdade de acesso as armas de seus cidadãos. No início de 2015, quando ocorreram aqueles ataques horríveis em Paris, a França ao invés de permitir seus cidadãos de protegerem suas vidas e de entes queridos, o país resolveu apoiar ainda mais essas restrições. As primeiras de muitas propostas da European Commission foi de proibir armas como AK’s e AR-15’s que seriam de uso exclusivo dos militares e limitar os carregadores em 20 munições.

A República Tcheca se opôs fortemente a estas diretivas. Oficiais alertaram que esta medida impediria que a nação sustentasse um “sistema de segurança interno” e tornaria o treinamento das Forças Armadas praticamente inviável.  O banimento desse tipo de arma, com capacidade de efetuar vários disparos, jogaria na ilegalidade as milhares de armas já existentes e registradas por seus cidadãos, estimulando o mercado negro e o tráfico. Finlândia e Alemanha ofereceram suas próprias reservas e grupos pró-armamento se mobilizaram pela Europa se opondo a estas diretrizes com o apoio de várias fontes, inclusive políticas.

Depois de meses de negociação, mês passado a EU aprovou um compromisso: o Council of Ministers confirmará as ações nesta primavera. Todos os Estados membros terão 15 meses para aceitar as novas restrições sobre as armas. A última ação para banir as armas consiste em proibir a venda de armas no estilo militar e requer que todos os compradores passem por avaliações psicológicas antes da compra. Se alguém falhar na avaliação em qualquer estado da União Européia, a informação será registrada e repassada para todos os outros países através de um banco de dados internacional, que proibirá este cidadão de comprar armas em qualquer outro país. Vendas on-line estão enquadradas no mesmo sistema. A República Tcheca foi o único país a se opor contra essas medidas por serem muito restritivas e perigosas. Luxemburgo também votou contra, mas somente para alegar que elas são muito fracas.

Este cenário nos mostra que por mais que o parlamento Tcecho seja a favor de medidas anti-terroristas e a favor da liberdade de seus cidadãos de protegerem suas vidas, as leis sobre armas de fogo no país se tornarão mais tiranas em breve. Todos os compradores de armas serão obrigados a realizarem o psicotécnico, além de jogar na obscuridade se quem já possui armas será considerado um bandido por ter uma arma não condizente com as novas leis (2). A ambiguidade estimulou um dos jornais do país a sugerir que as ações do ministro do interior estão mais voltadas para segurança política do que segurança contra o terrorismo.

 

1 – Nota do tradutor: Reparem a diferença do legislador: Lá, o cidadão primeiro defende sua vida, para depois apresentar explicações. Aqui no Brasil, os legisladores e todos os envolvidos n no Estáburro do Desarmamento, assim comos os agentes que o seguem, fazem o contrário: primeiro temos que escapar várias vezes da morte e rezar para que nossa filhas e esposas consigam sugir do estuprador, (pois somente uma vez não é suficiente para os Delegados de Polícia Federal), para só depois, TALVEZ emitirem a autorização de compra.

2 – Nota do tradutor: Não conheço os princípios contidos na constituição do país nem os que regem a coalização que é a União Européia, porém, pela notícia, percebemos que o princípio da retroatividade não existe, pois com as medidas anti-armas aprovadas, aqueles que já possuem as referentes armas serão considerados bandidos. Aparentemente na União Européia a “lei pode retroagir” para prejudicar.

Colaborador do Instituto DEFESA e curioso em criminologia e assuntos relacionados a combate e segurança.


Publicado em Notícias, Sem categoria

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3 comentários sobre “República Tcheca ensina a seus cidadãos como se defenderem de terroristas: Atirem neles vocês mesmos!
  1. Everton Debus disse:

    Muito bom, realmente é uma noticia o do The Washington Post, porém tem muito erros na edição, favor corrigir que compartilho instantaneamente… ARMAMENTO JÁ!

  2. Vanderson maximiano disse:

    Concordo inteiramente, não à lei do desarmamento aqui no Brasil. Em vez de desarmar o cidadão de bem deveriam modificar as leis e torná-las mais rígidas pra quem comete crime e não pra quem se defende dele….

  3. Ronaldo Corrêa disse:

    Interessante observar que a mesma patota pró-liberação da maconha, é contra a liberação do uso de armas…

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