Os dois inimigos do povo

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“Thomas Jefferson (Shadwell13 de abril de 1743 – Charlottesville4 de julho de 1826)1 foi o terceiro presidente dos Estados Unidos (1801-1809), e o principal autor da declaração de independência (1776) daquele país. Jefferson foi um dos mais influentes Founding Fathers (os “Pais Fundadores” da nação), conhecido pela sua promoção dos ideais do republicanismo nos Estados Unidos. Visualizava o país como a força por trás de um grande “Império de Liberdade2 que promoveria o republicanismo e poderia combater o imperialismo do Império Britânico.” (Wikipedia)

O ex-presidente tentou deixar seu aviso às próximas gerações. Até hoje ainda existem pessoas que defendem um ou outro dos inimigos apontados por ele.


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Um comentário sobre “Os dois inimigos do povo
  1. Geraldo Azevedo Siqueira disse:

    Se Thomas Jefferson, homem honesto que era, tivesse vislumbrado no que daria a república, obviamente desfigurada pelas emendas à constituição, ele próprio a teria abortado em prol da monarquia, como fizeram Canada, Austrália, e Nova Zelândia, que até o presente reconhecem a Corôa Britânica como chefe de Estado. No Brasil, que ao contrária dos EUA não fora fundado como república, o legado histórico revela a rapidez com que ela fez naufragar um Império que à época era uma das três maiores potências do planeta – e contava com a segunda maior marinha de guerra e mercante do globo -, por um importante republicano, aquele que redigiu a primeira e única constituição honesta e verdadeiramente republicana do Brasil (1891), Ruy Barbosa, honesto que era, deixou registrado nos anais do Senado o seu arrependimento. Eis alguns exemplos:
    “O Parlamento do Império era uma escola de estadistas, o Congresso da República transformou-se em uma praça de negócios.” – Ruy Barbosa (Senado/1910).
    “O regime constitucional na Monarquia, tinha, entre nós, dois largos pulmões, o parlamento e a imprensa, por onde a vida nacional se oxigenava livremente. O nome do Senado não desdizia, ali, das tradições da majestade antiga, não repugnava as grandezas consulares da casa de Cícero e Catão. A tribuna legislativa era gloriosa arena, onde as ideias e as virtudes se batiam pelas aspirações da honra e do civismo”. (Obras Completas de Ruy Barbosa. V. 46, t. 1, 1919. p. 21).
    “A falta de justiça, Srs. Senadores, é o grande mal da nossa terra, o mal dos males, a origem de todas as nossas infelicidades, a fonte de todo nosso descrédito, é a miséria suprema desta pobre nação. De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto. Essa foi a obra da República nos últimos anos. No outro regime [na Monarquia], o homem que tinha certa nódoa em sua vida era um homem perdido para todo o sempre, as carreiras políticas lhe estavam fechadas. Havia uma sentinela vigilante [Dom Pedro II], de cuja severidade todos se temiam e que, acesa no alto, guardava a redondeza, como um farol que não se apaga, em proveito da honra, da justiça e da moralidade.” (Ruy Barbosa, discurso no Senado/1914).

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