Há nove anos 60 milhões de brasileiros iam às urnas rejeitar as restrições às armas

Lucas Silveira é presidente do Instituto DEFESA.

O dia 23 de Outubro de 2005 foi um dos dias mais importantes da História do Brasil. Pouco mais de dois anos após a outorga da Lei 10.826/03 (Estatuto do Desarmamento), brasileiros foram chamados às urnas em um Referendo, cujo objetivo, na imaginação arrogante dos desarmamentistas, era corroborar a proibição de armas no país.

A verdade, contudo, não poderia ser mais distante. Em todas as unidades da federação, os governantes receberam um enorme NÃO AO DESARMAMENTO, um brado de 59.109.265 pessoas contra o totalitarismo, um chamado para a necessidade de defesa, um repúdio aos legisladores que se distanciam do interesse público.

Na época, vários países, a exemplo da Inglaterra, que tinham experimentado restrições às armas já haviam admitido fracasso da medida no combate à violência, a suposta motivação dos desarmamentistas. Assim, não se sustentava mais nenhuma justificação para a implantação da norma.

Não me lembro de ter visto as zonas de votação com cidadãos tão decididos. Lembro-me perfeitamente de ver as pessoas saindo das cabines e comentando o quanto foi bom votar naquele dia, o quanto estavam seguras do que estavam fazendo.

Um resultado tão expressivo deveria ser suficiente para envergonhar os propositores das restrições, e colocar um ponto final no debate sobre armas no Brasil.

Infelizmente a conhecida falta de caráter dos nossos legisladores desconhece este limite ético, e não sabe o significado da palavra “vergonha”. Assim, mesmo após o histórico Referendo de 2005, medidas restritivas – e sempre fracassadas – a armas continuaram a ser mantidas e implementadas, contra a vontade do povo.

Em 2011, o Sen. Cristovam Buarque (PDT/DF), a título exemplificativo, chegou ao absurdo de propor um projeto de lei que anulava o resultado do referendo (PLS 176/2011), destruindo a democracia no Brasil, apenas para fazer valer sua ambição desarmamentista.

Foi neste contexto que nasceu o Instituto DEFESA. Ao ver a grande nação brasileira ser tomada por aqueles que não têm compromisso com a liberdade ou com a democracia, criamos esta enorme entidade, que busca, entre outras coisas, fazer valer este referendo, ignorado há quase uma década.

Não vamos nos omitir frente aos desmandos autocráticos dos desarmamentistas. Vamos lutar e, mais do que isso, vamos vencer. Nada pode parar o coração de um homem livre e nenhum político pode vencer um povo unido.

Junte-se a nós. Unidos somos invencíveis.

Justiça Eleitoral
Referendo 2005
O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?
Apuração realizada no TSE até as 10h29min do dia 25 de outubro de 2005
Resultado Nacional
Não Sim Em Branco Nulos Comparecimento Abstenção
 Brasil 59.109.265
(63,94%)
33.333.045
(36,06%)
1.329.207
(1,39%)
1.604.307
(1,68%)
95.375.824
(78,15%)
26.666.791
(21,85%)

Resultado por Região
Não Sim Em Branco Nulos Comparecimento Abstenção
CENTRO-OESTE 4.308.155
(68,60%)
1.971.506
(31,40%)
77.222
(1,20%)
84.354
(1,31%)
6.441.237
(75,38%)
2.103.766
(24,62%)
NORTE 4.232.295
(71,13%)
1.718.131
(28,87%)
54.106
(0,89%)
65.419
(1,08%)
6.069.951
(72,10%)
2.348.997
(27,90%)
NORDESTE 13.735.686
(57,51%)
10.147.793
(42,49%)
341.464
(1,38%)
446.868
(1,81%)
24.671.811
(74,78%)
8.319.598
(25,22%)
SUL 11.812.085
(79,59%)
3.028.661
(20,41%)
184.090
(1,21%)
157.011
(1,03%)
15.181.847
(81,78%)
3.382.267
(18,22%)
SUDESTE 25.021.044
(60,31%)
16.466.954
(39,69%)
672.325
(1,56%)
850.655
(1,98%)
43.010.978
(80,36%)
10.512.163
(19,64%)

Resultado por Estado
Não Sim Em Branco Nulos Comparecimento Abstenção
 Acre 221.828
(83,76%)
43.025
(16,24%)
2.233
(0,83%)
3.328
(1,23%)
270.414
(69,49%)
118.723
(30,51%)
 Alagoas 690.448
(54,86%)
568.083
(45,14%)
15.214
(1,17%)
22.757
(1,76%)
1.296.502
(73,05%)
478.412
(26,95%)
 Amazonas 839.007
(69,16%)
374.090
(30,84%)
9.697
(0,79%)
12.336
(1,00%)
1.235.130
(73,16%)
453.157
(26,84%)
 Amapá 181.764
(73,48%)
65.593
(26,52%)
1.782
(0,71%)
2.334
(0,93%)
251.473
(75,61%)
81.116
(24,39%)
 Bahia 3.448.907
(55,45%)
2.770.718
(44,55%)
91.424
(1,42%)
140.867
(2,18%)
6.451.916
(72,07%)
2.500.207
(27,93%)
 Ceará 2.090.103
(54,70%)
1.730.922
(45,30%)
57.806
(1,47%)
58.271
(1,48%)
3.937.102
(76,53%)
1.207.414
(23,47%)
 Distrito Federal 695.328
(56,83%)
528.169
(43,17%)
16.249
(1,29%)
16.434
(1,31%)
1.256.180
(80,29%)
308.320
(19,71%)
 Espírito Santo 952.056
(56,38%)
736.510
(43,62%)
28.458
(1,64%)
22.512
(1,29%)
1.739.536
(77,19%)
513.908
(22,81%)
 Goiás 1.776.072
(67,90%)
839.508
(32,10%)
36.281
(1,35%)
41.675
(1,55%)
2.693.536
(74,39%)
927.432
(25,61%)
 Maranhão 1.565.845
(61,13%)
995.849
(38,87%)
31.505
(1,19%)
48.188
(1,82%)
2.641.387
(70,72%)
1.093.744
(29,28%)
 Minas Gerais 6.155.748
(61,28%)
3.889.398
(38,72%)
174.127
(1,67%)
208.241
(2,00%)
10.427.514
(78,28%)
2.893.108
(21,72%)
 Mato Grosso do Sul 820.467
(73,33%)
298.372
(26,67%)
11.016
(0,96%)
12.007
(1,05%)
1.141.862
(75,87%)
363.196
(24,13%)
 Mato Grosso 1.016.288
(76,89%)
305.457
(23,11%)
13.676
(1,01%)
14.238
(1,05%)
1.349.659
(72,78%)
504.818
(27,22%)
Pará Pará 1.894.619
(67,12%)
928.006
(32,88%)
27.414
(0,95%)
31.452
(1,09%)
2.881.491
(72,04%)
1.118.372
(27,96%)
 Paraíba 1.183.463
(63,14%)
690.751
(36,86%)
28.348
(1,47%)
31.481
(1,63%)
1.934.043
(78,34%)
534.590
(21,66%)
 Pernambuco 2.296.510
(54,49%)
1.918.048
(45,51%)
64.458
(1,48%)
68.283
(1,57%)
4.347.299
(76,85%)
1.309.371
(23,15%)
 Piauí 925.883
(62,91%)
545.828
(37,09%)
21.065
(1,38%)
33.377
(2,19%)
1.526.153
(76,65%)
464.840
(23,35%)
 Paraná 3.988.689
(73,15%)
1.463.776
(26,85%)
72.281
(1,29%)
65.217
(1,17%)
5.589.963
(80,45%)
1.358.474
(19,55%)
 Rio de Janeiro 5.124.572
(61,89%)
3.155.897
(38,11%)
147.610
(1,71%)
212.872
(2,46%)
8.640.951
(81,17%)
2.004.229
(18,83%)
 Rio Grande do Norte 938.514
(61,98%)
575.783
(38,02%)
18.492
(1,19%)
24.354
(1,56%)
1.557.143
(76,99%)
465.473
(23,01%)
 Rondônia 519.425
(78,28%)
144.117
(21,72%)
6.043
(0,89%)
6.326
(0,94%)
675.911
(70,83%)
278.397
(29,17%)
 Roraima 132.928
(85,00%)
23.453
(15,00%)
1.079
(0,68%)
1.297
(0,82%)
158.757
(73,49%)
57.265
(26,51%)
 Rio Grande do Sul 5.353.854
(86,83%)
812.207
(13,17%)
72.184
(1,15%)
55.090
(0,88%)
6.293.335
(82,88%)
1.300.172
(17,12%)
 Santa Catarina 2.469.542
(76,64%)
752.678
(23,36%)
39.625
(1,20%)
36.704
(1,11%)
3.298.549
(82,01%)
723.621
(17,99%)
 Sergipe 596.013
(62,88%)
351.811
(37,12%)
13.152
(1,34%)
19.290
(1,97%)
980.266
(78,68%)
265.547
(21,32%)
 São Paulo 12.788.668
(59,55%)
8.685.149
(40,45%)
322.130
(1,45%)
407.030
(1,83%)
22.202.977
(81,32%)
5.100.918
(18,68%)
 Tocantins 442.724
(75,99%)
139.847
(24,01%)
5.858
(0,98%)
8.346
(1,40%)
596.775
(71,15%)
241.967
(28,85%)


Publicado em Artigos
33 comentários sobre “Há nove anos 60 milhões de brasileiros iam às urnas rejeitar as restrições às armas
  1. Daniel Peixoto disse:

    Bela matéria. Nos todos temos o dever de devolver a real democracia ao povo.

  2. Felipe disse:

    O Nordeste é sempre o contra regra do Brasil…

    • Rocha Silva disse:

      Por favor não fale assim do meu Nordeste, eu pessoalmente sou a favor da legítima defesa com armas de fogo, e da sua defesa também.

      Você não sabe o que fala, é preconceituosa sua afirmação.

      Aqui tem muitas pessoas como eu que anelam pelo porte de arma, para defender sua famílias, ao próximo, e a si mesmo,como você!

      • Felipe disse:

        Me desculpe mas não foi este meu posicionamento, favor ler novamente, só afirmei que o Nordeste sempre vai contra o restante dos estados, em decisões importantes para toda nação.

    • Alexandre Assis disse:

      Sou Nordestino, e compreendi o seu comentário Felipe. Mas, infelizmente não é só e somente a região Nordeste que é o contra regra do Brasil, é o Brasil inteiro mesmo! :(

    • jarbas Queiroz disse:

      Felipe estamos lutando por uma democracia, nao seja xenofobico, sou nordestino sim, baiano, soteropolitano com muito orgulho então cara se nao tem nada a dizer que venha a aumentar a grandeza dessa luta, cala a boca e nao fala besteira. a âncora está no seu pensamento.

    • Alex disse:

      Ta… mas sejamos realistas, tirando o chororo e o mimimi, o que esta escrito ali nos numeros?

      Nao deixa de ser verdade a visão de Felipe, apesar dessa coisa de “preconceito” que esta pairando no ar ultimamente (Com um pouco e razao, mas com muito exagero e vitimes também).

      Felipe não deixa de estar certo. É claro que isso não reflete a opinião de todos nordestinos, mas por ser a área mais afetada ,digamos assim financeiramente, muitos não tem acesso a informação e se mantem na ignoracia, sendo facilmente manipulados por propaganda enganosa. Por isso que o resultado sempre acaba sendo este no nordeste. Mas isso não esta apenas lá, esta em todo o país, porém lá eiste uma concentração grande da falta de recursos. E isso tudo é culpa dos politicos que querem manter assim, qt mais ignorante uma população melhor para eles e o nordeste é o bode expiatório deles, a massa de manobra formada por pessoas com poucos recurso e acesso à informação.

      Mas deixando esse assunto de lado, se todos buscarem informação, abrirão os olhos e o país deixara de ser manipulado por politicos demagogos e exploradores, para isso temos esse ótimo artigo, nunca devemos nos esquecer do que o Brasil quer e o que o governo fez com a democracia. Estão lutando em causa própria e não a favor do povo.

  3. Lucas Parrini disse:

    Como é lindo rever que em TODOS os estados, a maioria dos cidadãos votaram contra esse absurdo.

    Registro aqui, o meu agradecimento atrasado para esta época, 2003~2005, onde sem saber nada do que estava acontecendo, fui protegido por todos vocês que votaram contra o desarmamento.

    O meu sincero “muito obrigado!”

  4. Azuir Stolf Júnior disse:

    O cidadão desarmado e o bandido com arma de contrabando e de forças armadas e auxiliares. Pode isso Arnaldo?

  5. antonio elton disse:

    eu tambem participei da democracia do brasil em votar contra tambem a esse maldito referendo,que foi rejeitado por 64% de todo o povo do brasileiro,e isso so contribuiu para o aumento super significativo da violencia no pais,se essa lei nao tivesse ido contra o cidadao e sim a favor do cidadao eu estaria hoje muito feliz,esta acontecendo um grande problema na minha vida,tive meu unico irmao morto por um bandido e ele é envolvido com 5 homicidios e so responde a somente 3,responde por tentativas de homicidios,porte ilegal de armas,roubos,assaltos a mao armada e furtos,ele passou somente 8 anos preso e hoje ja esta solto e vive me jurando de morte,se essa lei estivesse do lado do cidadao seria uma boa para mim,mais infelizmente esses politicos do carai ignoraram nossas opnioes e pior ainda nossos votos,e hoje esta a i essa palhaçada no brasil todo,o vagabundo tem mais direitos de que um cidadao de bem,isso so faz com que o cidadao mais e mais se torne um fora da lei de um geito ou de outro,lamentavel essas nossas leis que nao sao cumpridas adequadamentes.

  6. Leandro Ferreira guimaraes disse:

    Quero dizer aqui que estamos juntos! Vamos fazer valer nossos direitos! Grande abraço a todo pessoal do Instituto.

  7. marcio jose de moraes disse:

    Eu gostei,e estou ao lado dos que defendem o direito do porte de arma legal , hoje é sempre.

  8. Davy de Oliveira Dias disse:

    É hora de irmos às ruas reivindicar o nosso direito

  9. carlos santos disse:

    sou a favor da legitima defesa e pena de morte

  10. Renato disse:

    Bom o artigo! Mas não se esqueçam que, esse governo não respeita á democracia, pelo contrario, são socialistas, comunistas, bolivarianistas… E um dos seus meios de ação é, justamente o desarmamento. Primeiro passo é tirarmos esses PTralhas do poder. Se não conseguirmos tira-los de lá, acho que nossos objetivos se tornarão quase impossíveis.

    • Val Moreira disse:

      Parabéns ao Defesa. Org. pela luta incansável durante todo este tempo a favor do armamento em nosso País. Esses desarmamentistas nojentos, inescrupulosos, nos fizeram engolir guela abaixo esse absurdo chamado Estraburro do Desarmamento. Fomos intimados a comparecer a uma eleição, da qual eles já sabiam do resultado, e mais uma vez a vontade popular não foi respeitada. Num País sério jamais aconteceria um fato dessa natureza. Desarmou somente o cidadão que cumpre com sua obrigações, enquanto os bandidos deitam, e rolam, com armamento sofisticado, de última geração, com poder de fogo muito além das Forças Armadas. As estatísticas estão aí, a cada dia pessoas de bem morrendo esmagadas igual baratas, nas mãos desses marginais. Porque quanto mais indefesa a vítima, mais violentos, e covardes eles são. Mais alimentamos a esperança, que um dia isso mudará. Talvez eu, entre outros, não estaremos presentes para comemorar, mais servirá para futuras gerações. Parar para pensar sim, retroceder jamais…Fica a dica!!!

  11. Paulo Machado disse:

    E o que nossos congressistas estão fazendo para acabar com este estatuto do desarmamento fajuto, que só desarma o cidadão de bem? E quem está lutando para descriminalizar o porte de armas? Vamos nos unir para eleger políticos a favor do armamento dos cidadãos de bem!

  12. Acácio Duarte disse:

    Sou totalmente contra essa porcaria de desarmamento, alguém sabe me informar se consigo comprar uma arma hoje totalmente legalizada no brasil, porte e tudo mais dentro da Lei, sinceramente eu não consigo essas informações, entro em contato com fornecedores legais e não retornam, parece que eu sou um bandido querendo comprar uma arma legalizada. abraço a todos. um ultimo recado a todos. FORA PT.

  13. rodrigo disse:

    Estatuto do desarmamento nao, Estatuto do desgraçamento.
    Q piada esse estatuto.
    So falta criar o Estatuto do marginal folgado.

    Povo sempre armado..

  14. Cristóvão Mendonça disse:

    Parabéns pelas informações do site ,e parabenizar tdos aqueles q lutam por seus direitos inclusive o de defesa

  15. Rocha Silva disse:

    MEU CAROS COLEGAS ASSOCIADOS DO DEFESA.ORG, NADA ESTÁ PERDIDO!

    PODEMOS FAZER VALER NOSSOS DIREITOS SIM.

    SUGIRO AO DEFESA.ORG QUE DEVEMOS IR PARA AS RUAS, E ASSIM GANHAR O APOIO DA POPULAÇÃO QUE COM CERTEZA APOIARÁ PORQUE NÃO AGUENTA MAIS VIOLÊNCIA.

    ESTOU DISPOSTO A IR PARA AS RUAS E ORGANIZAR NO MEU ESTADO PROTESTOS.

    ESTOU A DISPOSIÇÃO DO DEFESA.ORG E LUCAS SILVEIRA.

    ATT: ROCHA SILVA

  16. henzellima disse:

    Tá na hora da gente sair na rua e protestar contra esse absurdo. Sou a favor e concordo com o instituto defesa. Parabéns por lutar em prol da população de bem.

  17. gavilan augusto de lima disse:

    eu,sou totamente a favor ao armamento para cidadao de bem,como na epoca dos militares.!!

  18. adeilson disse:

    temos que continuar para mudar essa porra de lei

  19. luiz roberto dos santos disse:

    eu sou a favor do armamento para civis e militres e policias

  20. David Vieira disse:

    PT NOVAMENTE…BAIXEM AS ARMAS AMIGOS! VAMOS TREINAR ARCO E FLECHA !

  21. Acácio Duarte disse:

    Novamente PT, pessoal o Brasil está perdido. Caminhamos firmemente para virar uma Venezuela, Bolívia e outros países que não respeitam ninguém…. Como Sempre o Nordeste sempre dando alegria a nação. Teimando com Lulismo…. Precisamos pedir muito a Deus para ajudar. Segue alguns links abaixo. Não sei se esse campo ira suportar o numero de letras, mas….
    De repente todo mundo virou economista, olhando os números e comparando governos…Pessoas fazem mestrados e doutorados sobre economia no governo FHC e Lula e de repente, você leigo com uns números mixurucas, fica contando número de voos pro exterior no governo Dilma, inflação galopante no FHC sem sequer entender os mecanismos da inflação e nem de cenários econômicos, aumento do PIB no Dilma e acha que o Brasil tá maravilhoso e que o governo anterior é um demônio ou o atual esta levando o país a bancarrota…Você tem um problema que merece tratamento chamado maniqueísmo ou dicotomização. Você que é petista e não consegue assumir que há pessoas e ideias boas no partido “oposto” e você que é peessedebista e não consegue assumir que há petistas com ideias boas, vocês tem problema também. Essa polarização só tem beneficiado a quem pensa em plano de poder e àqueles que não querem governar para o povo que somos todos nós, direita, esquerda, centro, empresários, funcionários públicos, ricos, pobres, negros, índios, mestiços, brancos, homens e mulheres de diferentes orientações sexuais, evangélicos, católicos, umbandistas, judeu, todos os credos. Somos um país diversificado. Há uma grande responsabilidade sobre nossos representantes para que eles assim possam ser chamados, por isso não podemos nos dar o luxo de execrar um bom plano para o país só porque não foi você quem teve a ideia. Isso é arrogância, inveja e vaidade juntas. Temos que ter consciência do que é prioritário em nosso país e escolher aquele governante que tem o plano mais alinhado a isso. Sem paixões partidárias. Quando se assume o governo não existe partido, só existe o país e o povo. Não se governa para um partido e sim para um país.
    Já que querem comparar com governos anteriores, seguem alguns dados relevantes (não os de números de passagens pro exterior ou números de show do Paul McCartney) e notem que ao mostrar alguns deles, o governo PT é melhor que o antigo PFL em certos pontos, e vice-versa. Acho que mostrar o todo e não omitir onde há derrota é mais honesto que só mostrar a parte boa. Lembrem-se sempre, a estatística é a arte de torturar os números até eles falarem o que você quer…Pelo menos aqui, deixa-se claro os instrumentos de tortura. Brincadeiras à parte, seguem os dados e as fontes oficiais e um gráfico que sintetiza os valores das fontes:
    Índice de Desenvolvimento Humano
    De 1995 a 2000 (FHC) cresceu 0,056 (0,0112 ao ano), em uma variação percentual de 7,62% (1,48% ao ano)
    De 2000 a 2007 (Lula) cresceu 0,023 (0,0033 ao ano), em uma variação percentual de 2,91% (0,41% ao ano)
    http://hdr.undp.org/en/data
    Acesso à Rede de água
    De 1993 a 2002 (FHC) cresceu 6,9% (0,77% ao ano), em uma variação percentual de 9,2% (0,98% ao ano)
    De 2002 a 2009 (Lula) cresceu 3,4% (0,49% ao ano), em uma variação percentual de 4,15% (0,58% ao ano)
    http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/trabalhoerendimento/pnad2009/tabelas_pdf/sintese_serie_1.pdf
    Acesso à Rede de esgoto
    De 1993 a 2002 (FHC) cresceu 7,4% (0,82% ao ano), em uma variação percentual de 18,97% (1,95% ao ano)
    De 2002 a 2009 (Lula) cresceu 6,9% (0,99% ao ano), em uma variação percentual de 14,87% (2,00% ao ano)
    http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/trabalhoerendimento/pnad2009/tabelas_pdf/sintese_serie_1.pdf
    Acesso à Energia elétrica
    De 1993 a 2002 (FHC) cresceu 6,6% (0,73% ao ano), em uma variação percentual de 7,33% (0,79% ao ano)
    De 2002 a 2009 (Lula) cresceu 2,5% (0,36% ao ano), em uma variação percentual de 2,59% (0,37% ao ano)
    http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/trabalhoerendimento/pnad2009/tabelas_pdf/sintese_serie_1.pdf
    Porcentagem de Domicílios com geladeira
    De 1993 a 2002 (FHC) cresceu 14,8% (1,64% ao ano), em uma variação percentual de 20,61% (2,10% ao ano)
    De 2002 a 2009 (Lula) cresceu 7,3% (1,04% ao ano), em uma variação percentual de 8,43% (1,16% ao ano)
    http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/trabalhoerendimento/pnad2009/tabelas_pdf/sintese_serie_1.pdf
    Porcentagem de Domicílios com televisão
    De 1993 a 2002 (FHC) cresceu 14,1% (1,57% ao ano), em uma variação percentual de 18,60% (1,91% ao ano)
    De 2002 a 2009 (Lula) cresceu 6,1% (0,87% ao ano), em uma variação percentual de 6,79% (0,94% ao ano)
    http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/trabalhoerendimento/pnad2009/tabelas_pdf/sintese_serie_1.pdf
    Porcentagem de Domicílios com telefone
    De 1993 a 2002 (FHC) cresceu 41,8% (4,64% ao ano), em uma variação percentual de 211,11% (13,44% ao ano)
    De 2002 a 2009 (Lula) cresceu 23,3% (3,33% ao ano), em uma variação percentual de 37,82% (4,69% ao ano)
    http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/trabalhoerendimento/pnad2009/tabelas_pdf/sintese_serie_1.pdf
    Mortalidade infantil
    De 1997 a 2002 (FHC) caiu 7 pontos (1,4 ponto ao ano), em uma variação percentual de -21,94% (-4,83% ao ano)
    De 2002 a 2006 (Lula) caiu 4,2 pontos (1,05 ponto ao ano), em uma variação percentual de -16,87% (-4,51% ao ano)
    http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/idb2008/c01a.htm
    Taxa de pobreza
    De 1993 a 2002 (FHC) a taxa de extrema pobreza caiu 6,28% (0,70% ao ano), em uma variação percentual de -30,98% (-4,04% ao ano)
    De 2002 a 2009 (Lula) a taxa de extrema pobreza caiu 6,71% (0,96% ao ano), em uma variação percentual de -47,96% (-8,91% ao ano)
    De 1993 a 2002 (FHC) a taxa de pobreza caiu 8,58% (0,95% ao ano), em uma variação percentual de -19,96% (-2,44% ao ano)
    De 2002 a 2009 (Lula) a taxa de pobreza caiu 12,98% (1,85% ao ano), em uma variação percentual de -37,73% (-6,54% ao ano)
    http://www.ipeadata.gov.br/
    Evasão escolar
    De 1993 a 2002 (FHC) caiu 19,6% (2,18% ao ano), em uma variação percentual de -51,44% (-7,71% ao ano)
    De 2002 a 2007 (Lula) caiu 0,80% (0,16% ao ano), em uma variação percentual de -4,32% (-0,88% ao ano)
    http://seriesestatisticas.ibge.gov.br/series.aspx?vcodigo=SEE15&t=abandono-escolar-nivel-ensino-serie-encerrada (as outras séries você precisa digitar educação na busca do ibge e vai aparecer uma lista, escolha abandono)
    Acesso ao ensino superior
    De 1995 a 2002 (FHC) o número de matrículas em universidades federais aumentou em 147.224 (21.032 ao ano), em uma variação percentual de 41,68% (5,10% ao ano)
    De 2002 a 2008 (Lula) o número de matrículas em universidades federais aumentou em 100.313 (16.719 ao ano), em uma variação percentual de 20,044% (3,09% ao ano)
    De 1995 a 2002 (FHC) o número de matrículas em universidades aumentou em 1.022.727 (146.104 ao ano), em uma variação percentual de 90,67% (9,66% ao ano)
    De 2002 a 2008 (Lula) o número de matrículas em universidades aumentou em 534.969 (89.162 ao ano), em uma variação percentual de 24,87% (3,77% ao ano)
    De 1995 a 2002 (FHC) o número de matrículas em instituições federais aumentou em 164.103 (23.443 ao ano), em uma variação percentual de 44,65% (5,42% ao ano)
    De 2002 a 2008 (Lula) o número de matrículas em instituições federais aumentou em 111.467 (18.578 ao ano), em uma variação percentual de 20,97% (3,22% ao ano)
    De 1995 a 2002 (FHC) o número total de matrículas em instituições de ensino superior aumentou em 1.720.210 (245.744 ao ano), em uma variação percentual de 97,76% (10,23% ao ano)
    De 2002 a 2008 (Lula) o número total de matrículas em instituições de ensino superior aumentou em 1.600.143 (266.691 ao ano), em uma variação percentual de 45,98% (6,50% ao ano)
    http://www.inep.gov.br/superior/censosuperior/sinopse/default.asp
    Índice de analfabetismo
    De 1993 a 2002 (FHC) caiu 4,56% (0,51% ao ano), em uma variação percentual de -27,77% (-3,55% ao ano)
    De 2002 a 2007 (Lula) caiu 1,85% (0,37% ao ano), em uma variação percentual de -15,60% (-3,33% ao ano)
    http://www.ipeadata.gov.br/
    Taxa de crescimento econômico
    Crescimento mundial durante governo FHC: 24,27% ou 2,75% ao ano
    Crescimento mundial durante governo Lula: 74,46% ou 8,27% ao ano
    Crescimento do Brasil no governo FHC: 19,74% ou 2,28% ao ano ou 82,77% da média mundial
    Crescimento do Brasil no governo Lula: 27,66% ou 3,55% ao ano ou 42,91% da média mundial
    Durante o governo Lula, o Brasil cresceu muito menos que o resto do mundo
    Durante o governo FHC, o Brasil cresceu apenas um pouco abaixo da taxa média do resto do mundo
    Crescimento no governo Collor/Itamar: 6,75% ou 1,31% ao ano
    Evolução no governo FHC em relação à média anterior: 73,33%
    Evolução no governo Lula em relação à média anterior: 55,88%
    Note que as vezes mesmo havendo maior crescimento absoluto, a TAXA anual média de crescimento da economia pode CRESCER muito mais.
    https://www3.bcb.gov.br/sgspub/
    http://www.imf.org/external/pubs/ft/weo/2010/01/weodata/weorept.aspx?pr.x=80&pr.y=9&sy=1989&ey=2009&scsm=1&ssd=1&sort=country&ds=.&br=1&c=512%2C941%2C914%2C446%2C612%2C666%2C614%2C668%2C311%2C672%2C213%2C946%2C911%2C137%2C193%2C962%2C122%2C674%2C912%2C676%2C313%2C548%2C419%2C556%2C513%2C678%2C316%2C181%2C913%2C682%2C124%2C684%2C339%2C273%2C638%2C921%2C514%2C948%2C218%2C943%2C963%2C686%2C616%2C688%2C223%2C518%2C516%2C728%2C918%2C558%2C748%2C138%2C618%2C196%2C522%2C278%2C622%2C692%2C156%2C694%2C624%2C142%2C626%2C449%2C628%2C564%2C228%2C283%2C924%2C853%2C233%2C288%2C632%2C293%2C636%2C566%2C634%2C964%2C238%2C182%2C662%2C453%2C960%2C968%2C423%2C922%2C935%2C714%2C128%2C862%2C611%2C716%2C321%2C456%2C243%2C722%2C248%2C942%2C469%2C718%2C253%2C724%2C642%2C576%2C643%2C936%2C939%2C961%2C644%2C813%2C819%2C199%2C172%2C184%2C132%2C524%2C646%2C361%2C648%2C362%2C915%2C364%2C134%2C732%2C652%2C366%2C174%2C734%2C328%2C144%2C258%2C146%2C656%2C463%2C654%2C528%2C336%2C923%2C263%2C738%2C268%2C578%2C532%2C537%2C944%2C742%2C176%2C866%2C534%2C369%2C536%2C744%2C429%2C186%2C433%2C925%2C178%2C746%2C436%2C926%2C136%2C466%2C343%2C112%2C158%2C111%2C439%2C298%2C916%2C927%2C664%2C846%2C826%2C299%2C542%2C582%2C967%2C474%2C443%2C754%2C917%2C698%2C544&s=PPPGDP&grp=0&a=
    Inflação ao consumidor
    Inflação acumulada de 1990 a 1994 (Collor/Itamar): 41.941.718,61%
    Inflação acumulada de 1995 a 2002 (FHC): 114,43%, ou 0,00028% do acumulado anterior. Queda de 99,99972% em relação ao governo anterior.
    Inflação acumulada de 2003 a 2010 (Lula): 47,72%, ou 41,71% do acumulado anterior. Queda de 58,29% em relação ao governo anterior.
    https://www3.bcb.gov.br/CALCIDADAO/jsp/index.jsp
    Dívida pública federal
    Dívida pública federal ao final do governo FHC (12/2002): R$ 560.828.810.000,00
    Dívida pública federal ao final do governo Lula (10/2010): R$ 985.808.530.000,00
    http://www.ipeadata.gov.br/ipeaweb.d…&SERID=32090_1
    O mapa a seguir indica o desempenho relativo dos governos Fernando Henrique Cardoso e Lula em todos os quesitos levantados até o momento pelo Governo Brasil Wiki. Os valores foram normalizados para melhor visualização, através da fórmula:
    Nota do governo=Indicador do governo x (10/[somatório de 1 a k do Indicador k])
    Isto significa que a nota máxima – no caso, 10 – é determinada pelo avanço total na área, sendo somados os valores de todos os governos. A nota é, assim, um reflexo da proporção do avanço total em uma determinada área alcançado pelo governo em questão.

    • Lucas Parrini disse:

      Mesmo triste com a vitória da Dilma, pois eu não tenho partido mas me tornei anti-PT, gostei muito do seu comentário. Obrigado pela participação e pelo trabalho em disponibilizar tantos links e comparações! :)

      • Acácio Duarte disse:

        É Lucas também não defendo Partido politico, mas eleger novamente o PT por mais 4 anos com essa administração ruim é de mais, mas vamos lá, temos que Orar muito a Deus para dar forças, abraço a todos.

  22. wenes disse:

    Interessante q o não ao desarmamento ganho em todos os estados e pq ai da esta tão difícil para podermos porta uma arma para nossa defesa

  23. joão marcio faligurski disse:

    interessante, a população foi contra o desarmamento, e num ato de democracia eles burocratizaram o sistema para vc conseguir ter uma arma, que tipo de democracia é esta, nao consigo entender, se alguem poder me explicar. sera que o voto da maioria da população nao tem valor nenhum…ladrao e vagabundo tem medo de cidadão de bem armado, sera que o governo tambem tem medo, e por que sera?

  24. Odilon Gonçalves disse:

    Acredito que um homem de verdade tem o direito de defender a si e sua familia, aqueles que pregam o contrario normalmente são pessoas sem a menor capacidade de fazê-lo, ou seja, verdadeiros bundões.

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