Guia sobre armas para jornalistas

Daniel RibeiroDaniel Ribeiro é Webmaster e diretor estadual de São Paulo no Instituto DEFESA.

Historicamente a imprensa comete erros aos noticiar fatos relacionados a armas de fogo. É plenamente compreensível que a maioria das pessoas não seja expert quando o assunto são as armas de fogo, principalmente no Brasil, onde as armas são tratadas como objetos amaldiçoados que têm vontade própria.

Para ajudar jornalistas leigos em armas, elaboramos um rápido guia sobre o assunto. Encontrará aqui o conhecimento básico necessário para noticiar fatos de forma correta e precisa, além de conhecer as principais gafes e dicas de como evita-las.

Armas de fogo não atiram sozinhas

A não ser que esteja com algum defeito, a arma não atira sozinha. Para que a arma atire é necessário que alguém aperte o gatilho. Esta premissa básica derruba a tese de que a arma é responsável pelo crime. Não é! A arma é a ferramenta. O responsável pelo crime é sempre o criminoso.

Então aquela manchete do tipo “Homem morre vítima de arma de fogo” já está incorreta desde o início, afinal o sujeito morreu vítima de seu assassino, não da arma.

american-dad

Calibres

Os calibres são os NOMES dos variados tipos de munição que podem ser usadas nas armas de fogo. Quando falamos em calibres geralmente (mas não necessariamente) nos referimos ao diâmetro do projétil, juntamente com uma forma de identificar o tipo do projétil e o tamanho do estojo, embora isso não seja uma regra.

O diâmetro do projétil pode estar representado em milímetros ou em polegadas. Se, por exemplo, alguém fala em “revolver calibre 38”, na verdade estamos nos referindo ao calibre .38 (ponto trinta e oito). O ponto indica que o diâmetro é uma fração de polegada, ou seja, 0.38 polegada. Com o .380 é igual, indica que o calibre tem 0.380 polegada de diâmetro.

Mas o nome não necessariamente condiz com o diâmetro do projétil. O exemplo é o próprio calibre .38, que na verdade, tem 0.357 polegada de diâmetro, e que diferencia-se do calibre .357 Magnum apenas pelo tamanho do estojo (maior no caso do .357 Mag).

Alguns calibres são representados em milímetros, como é o caso, por exemplo, do 9mm. Indica que o diâmetro do projétil é 9 milímetros. O famoso calibre 5.56 (cinco cinco meia), do fuzil AR-15, tem 5.56 milímetros de diâmetro.

Então noticiar “uma pistola calibre 380 mm” é um grande erro. Armas capazes de atirar projéteis de 380mm geralmente são instaladas em navios.

380 mm/45 Modèle 1935

380 mm/45 Modèle 1935

Ao noticiar o calibre, é importante também lembrar que os calibres tem nome e sobrenome, portanto noticiar apenas o diâmetro do projétil significa dar a notícia de forma incompleta. Um exemplo clássico é confundir o calibre .50 AE (Action Express) com o .50 BMG (Browning Machine Gun). Embora ambos os projéteis tenham meia polegada de diâmetro, eles são bem diferentes, como se nota a seguir:
50bmg-50ae
O primeiro é usado na pistola IMI Desert Eagle e é praticamente inútil contra qualquer alvo além de 150 metros e incapaz de penetrar blindagem de qualquer tipo, e o segundo é usado em um fuzil de precisão e longo alcance (acima de 2 km), ou como arma anti-material (capaz de penetrar blindagens de carro-forte ou aeronaves em voo baixo).

Outro exemplo clássico é com os calibres de 7.62 (sete meia dois). 7.62 é o diâmetro do projétil, mas existem diversos calibres com este diâmetro, seja para pistola, revólver ou fuzil. Geralmente ao falar em “7.62” estamos falando do calibre 7.62x51mm NATO, usado no fuzil FN-FAL ou IA-2, ou no calibre 7.62x39mm, usado no fuzil AK-47.

Alguns calibres são conhecidos por diversos nomes diferentes. Por exemplo: O calibre conhecido popularmente por “380”, refere-se ao .38 AUTO, que também é conhecido como .380 ACP, 9mm curto, 9mm Browning ou 9x17mm. São todos nomes que identificam o mesmo calibre.

Posse e Porte de armas

Outro erro comum é confundir a POSSE e o PORTE de arma, e por consequência, os crimes de Posse Ilegal e Porte Ilegal de arma.

POSSE – É o fato de ter uma arma, dentro de casa ou local de trabalho onde o autor é o responsável.

PORTE – É o fato de ter a arma em locais públicos, como na rua, em algum comércio, ou local de trabalho onde o autor é simples funcionário sem responsabilidade pelo estabelecimento.

Para ter a POSSE legal de uma arma, basta que a arma seja registrada e tenha seu registro dentro da validade.

Já para o PORTE legal, é preciso uma autorização específica para esta atividade.

Se uma pessoa que possui uma arma em situação ilegal é autuada em sua casa, o crime que ela cometeu é o de POSSE irregular de arma de fogo (Art. 12º da Lei 10.826/2003), cuja pena é de 1 a 3 anos de detenção, e multa.

Já uma pessoa que autuada armada em local público sem a devida autorização de porte cometeu o crime de PORTE ilegal de arma de fogo (Art. 14º da Lei 10.826/2003), com pena de 2 a 4 anos de detenção, e multa.

Escopetas e espingardas, rifles e fuzis

Escopeta não existe no Brasil. Escopeta é uma palavra espanhola para definir Espingarda, logo, na Espanha, na Argentina, e em outros países onde se fala o idioma Espanhol, se diz “Escopeta”, no Brasil e em outros países onde se fala o português, o correto é “Espingarda”.

Espingarda

O mesmo acontece com Rifle. Rifle é o nome em inglês para a arma que nós conhecemos como Fuzil.

Ar-15

Assault Rifle é a arma que conhecemos como “Fuzil de assalto”. E quando falamos em assalto não é do crime de render vítimas e tomar-lhe os pertences. Assalto neste contexto é o ato de uma equipe de soldados adentrar uma edificação de forma repentina para neutralizar os oponentes que nela estão, de modo a evitar que vítimas inocentes sejam agredidas. O Fuzil de assalto tem este nome porquê é a arma ideal para este tipo de ação, já que é pequena suficiente para poder ser operada em ambientes confinados, precisa suficiente para atingir alvos a média distância, e com autonomia suficiente para atingir diversos alvos.

Door breach

Tipos das armas de fogo

Pode não parecer, mas alguns jornalistas não sabem nem mesmo diferenciar um revólver de uma pistola. Para sanar de vez este tipo de dúvida, abaixo uma relação dos principais tipos de armas e suas características básicas.

Revólver
revolver
Arma de mão dotada de um tambor onde as munições são acomodadas. É das armas mais simples existentes. É uma arma de repetição (não é semi-automática, nem automática), e normalmente tem capacidade para 5 a 8 munições.

Pistola
pistola
Arma de mão de funcionamento semi-automático. Possui capacidade de 7 a 20 munições. Carregadores adicionais podem ser usados para estender a autonomia da arma.

Espingarda
Espingarda
Arma longa que tem como principal característica o cano liso (ou seja, sem as estrias de raiamento existentes nas demais armas). Elas podem ser mono-tiro, de repetição, semi-automáticas ou automáticas. Algumas possuem dois canos paralelos (lado a lado ou sobrepostos).

Espingardas podem utilizar uma variedade enorme de munições, desde “balotes” (única peça de chumbo), até “bird shots” (centenas de pequenas esferas de chumbo), munição de borracha (menos-letal), munição de sal, de pimenta, incendiária (Dragon’s Breath), e centenas de outros tipos. Um artigo sobre munições exóticas para espingardas pode ser visto neste link.

Submetralhadora
Submetralhadora
Arma portátil de funcionamento automático que utiliza munição de armas curtas (pistolas). Usada principalmente na atividade policial.

Metralhadora
M249
Arma portátil de funcionamento automático que utiliza munição de armas longas (fuzil). Possui grande autonomia, podendo acomodar muitas munições em seu carregador ou pode ser alimentada por cinturão de munições (Belt Fed Machine Gun). Usada principalmente em guerra.

Fuzil de assalto
AR-15
Arma portátil que pode ser usada apoiada no ombro, que pode ser de funcionamento semi-automático ou automático. Pode ter uso policial, uso defensivo e uso esportivo. Munição de média potência, maior que armas curtas e menor que fuzis tradicionais. Alcance efetivo mínimo de 300 metros.

Fuzil de precisão
SniperRifle
Arma longa, que pode ser mono-tiro, de repetição (manual), semi-automático ou automático. Pode ter uso policial, militar ou esportivo. Geralmente dotada de uma luneta, e capaz de acertar alvos a longa distância (acima de 800 metros, podendo chegar a mais de 2 km em alguns casos).

Carabina

Carabina

A definição de carabina por vezes é confusa. No Brasil, Carabinas são armas longas com canos entre 14 e 24 polegadas que utilizam munições de armas curtas (pistola ou revólver) e possuem sistema de repetição manual ou semi-automático. Em outros países, um Fuzil de assalto com cano curto (menos de 12 polegadas) é considerado uma carabina.

Armas de uso restrito

Esta é provavelmente a campeã entre as gafes jornalísticas. No Brasil a bizarra legislação separou as armas em duas grandes categorias: Uso permitido e Uso restrito. As armas de uso permitido são aquelas que o cidadão civil – sendo autorizado pelo governo – pode adquirir. Em geral as armas de uso permitido são as de calibre .22LR, .25 Auto (6,35mm), .32 Auto (7,65mm), .32 S&W, .38 Special, .380 ACP e as espingardas de calibre 12, 16, 20, 24 e 36, entre diversos outros calibres (sempre inferiores a estes citados).

Já as armas de uso restrito são aquelas que as forças armadas (polícias e exército) usam. No entanto este conceito não é 100% correto, pois o cidadão civil PODE SIM comprar armas de uso restrito de forma legal, desde que seja um “Atirador”, “Colecionador” ou “Caçador” (CAC) devidamente registrado junto ao Exército.

Veja bem: O sujeito não é um militar! Ele é um civil comum que registrou-se no exército e, portanto, tem o direito de comprar armas de uso restrito.

Existem algumas regras mais específicas que cada SFPC (Seção de Fiscalização de Produtos Controlados) define, como por exemplo a carência de 2 anos para o calibre .40 ACP ou .357 Magnum na 2ª RM (Região Militar), e outras mais específicas para outros calibres. Cada SFPC define suas próprias regras, então nem sempre uma restrição se aplica a todos os estados Brasileiros. Mas de um modo geral, o fato da arma ser de uso restrito não quer dizer que ela é de uso exclusivo das forças armadas, como se costuma noticiar.

Antes de noticiar se a arma é ou não de uso restrito, convém consultar o Decreto 3.665/2000, que diz exatamente quais são os calibres de uso permitido. Nós temos um artigo sobre isso aqui.

Armas automáticas e semi-automáticas

Existem 4 tipos de sistema de funcionamento para armas: Mono-tiro, Repetição, Semi-automático e Automático.

A diferença entre uma arma automática e uma semi-automática é que a primeira faz tiros em rajada e a segunda não. Pistolas são quase sempre semi-automáticas, revólveres nunca são automáticos ou semi-automáticos, e fuzis podem se enquadrar em qualquer um dos 4 tipos.

Nas raríssimas vezes em que uma pistola é “automática” de verdade, ela foi convertida (modificada) para que funcione desta forma. No entanto, são raros os casos em que um bandido optaria por uma pistola modificada desta forma pois ela causa mais problemas do que vantagens: A munição é gasta de forma extremamente rápida e sem controle. O bandido talvez acerte o primeiro tiro, mas certamente erraria todos os demais devido ao recuo da arma. E tudo o que um bandido não quer é uma arma vazia na mão.

As armas automáticas de qualquer calibre são consideradas restritas no Brasil e não podem ser adquiridas pela maioria dos Civis (incluindo os Atiradores e Caçadores registrados junto ao exército). Apenas as forças armadas e os colecionadores podem ter armas automáticas.

Alto poder de fogo

Quando se fala em “alto poder de fogo”, é preciso pensar sobre o que isso realmente significa. Poder derrubar um helicóptero é “alto poder de fogo” ? Nem sempre. Se a aeronave estiver voando baixo, até mesmo um tiro de .357 Magnum no lugar certo é capaz de comprometer o funcionamento do aparelho, forçando-o a pousar nem sempre da melhor maneira.

Quando falamos em “alto poder de fogo”, estamos falando em um calibre que possui alguma capacidade especial e em uma autonomia suficiente para causar grande estrago. Por exemplo: Um fuzil calibre 7.62 x 51mm com capacidade para 30 munições (como o FN-FAL ou o Imbel IA-2). É um calibre capaz de perfurar coletes balísticos e causar grande dano ao alvo. Um criminoso em posse de um fuzil como este certamente tem “alto poder de fogo”, ainda mais se possuir carregadores extras. No entanto, o sujeito que tem uma pistola calibre 9mm Luger, ainda que modificada para ter seu funcionamento automático, não tem “alto poder de fogo”, já que é um calibre típico de armas curtas, incapaz de penetrar qualquer tipo de blindagem ou veste balística.

Informações irrelevantes sobre a arma

É muito comum noticiar “o tamanho” (comprimento) da arma, ou o peso dela (em quilos), ou ainda, dizer o país onde ela foi fabricada (Se é dos EUA, da Áustria ou da Eslováquia), além de outras características como a cor da arma ou o material de que ela é feita.

A não ser que essa informação seja extremamente relevante para contextualizar o fato, noticiar tais características não agrega muito a matéria. Por exemplo: dizer que “O criminoso foi preso com uma pistola Glock, de fabricação Austríaca, na tarde desta sexta-feira”… O fato da arma ser de fabricação Austríaca não acrescenta nada a matéria, já que a arma é importada de forma regular para todos os países do mundo e não é mais difícil de conseguir do que qualquer outra arma – inclusive as nacionais. É mais ou menos como dizer “O sujeito fez uma ligação de seu telefone celular, fabricado na China, para avisar a polícia sobre o crime.”

Silenciadores e supressores de ruído

Como abordado neste artigo sobre o tema, os supressores de ruído (mais conhecidos como “Silenciadores”) são equipamentos criados para reduzir o barulho dos disparos da arma, sendo mais comuns em pistolas.

O equipamento não é capaz de remover completamente o barulho do disparo. Ainda que o barulho seja bem reduzido, ele continua muito alto e fácil de ouvir pelas pessoas próximas e até vizinhos em outras edificações. O barulho de um tiro sem o acessório pode gerar mais de 160 decibéis (o que é BEM alto), e um tiro com um supressor de ruído e munição convencional dificilmente consegue fazer menos do que 70 decibéis (o que ainda é bem alto, embora não mais deixe o atirador surdo).

Além disso, o barulho do tiro é apenas um dos sons gerados durante o tiro. O movimento das peças mecânicas da arma, por si só, já produz bastante ruído também.

Silenciadores são acessórios restritos de acordo com a legislação vigente no Brasil… O que é uma incoerência, pois ele facilitaria muito o trabalho policial e o uso defensivo.

Conte com o Instituto Defesa!

Se você é jornalista e tem alguma dúvida a respeito de armas, precisa de detalhes mais técnicos ou de uma avaliação mais precisa a respeito de algum fato ou informação, conte conosco! Entre em contato e teremos enorme prazer em ajudar.

Nota do Editor:
Este artigo será constantemente atualizado e não pretende ser um guia definitivo, então é uma boa ideia passar de vez em quando por aqui para conferir possíveis novidades. Se você acha que tem algo a acrescentar, deixe um comentário!


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Publicado em Artigos
61 comentários sobre “Guia sobre armas para jornalistas
  1. Fábio disse:

    Só para ajustar uma coisa, a munição utilizada no AK 47 é o 7,62X39, não o 7,62X54 que é utilizado por outra arma Russa, o Dragunov.

  2. André Luis disse:

    Excelente texto! Percebi apenas uma informação equivocada:

    O calibre usado pelos fuzis AK-47 e similares é o 7.62x39mm. O calibre 7.62x54mm era usado no armamento principal dos soldados da Rússia somente até a 2ª guerra. Hoje em dia ele é utilizado apenas em metralhadoras e fuzis para tiro de precisão, como os Dragunov SVD.

    • Daniel Ribeiro disse:

      Obrigado! Já ajustei.

      • André Luis disse:

        Tem mais dois detalhes, um importante e outro menos importante:

        importante: tu citou o calibre “.40 ACP” ao falar da carência de 2 anos. Se não me engano, é o .45 ACP que sofre de mais essa restriçãozinha besta (.40 ACP acho que nem existe na real).

        menos importante: os cartuchos de espingarda que atiram fogo.

        O fogo produzido não vem da queima de gasolina ou qualquer outro líquido, mas sim de compostos de zircônio que estão misturados à munição ou ao propelente (não sei ao certo), que quando atingem altas temperaturas na presença de oxigênio fazem aquele fogaréu bonito. Só bonito mesmo, pois aquilo não serve pra queimar ninguém de maneira eficaz.

        • Costa Telles Major disse:

          Assistindo um programa na TV fechada, disseram que tal Munição contém fósforo, o que provocaria as chamas do “Bafo de Dragão”. Servem contra pequenas pragas, como ratos e cobras, para tiros a curta distância ou para “tiros de alerta”, principalmente em áreas rurais.

        • Mauricio disse:

          O certo é .40S&W (Smith & Wesson)

  3. Luiz disse:

    “Esta é provavelmente a campeã entre as gafes jornalísticas. No Brasil a bizarra legislação separou as armas em duas grandes categorias: Uso permitido e Uso restrito. As armas de uso permitido são aquelas que o cidadão civil – sendo autorizado pelo governo – pode adquirir. Em geral as armas de uso permitido são as de calibre .22LR, .32 S&W, .38 Special, .380 ACP e as espingardas de calibre 12, 16, 20, 24 e 36, entre diversos outros calibres (sempre inferiores a estes citados).”

    Existe uma aberração na legislação 10.826/2003, que faz a pessoa portadora/possuidora de arma de uso permitido incorrer na mesma pena de quem porta/possui arma de uso restrito, conforme paragrafo único e seus incisos do art.16. Muitas vezes, o jornalista recebe a informação de que o individuo foi indiciado por porte de arma de fogo de uso restrito, porém estava portando uma pistola .380 com numeração suprimida.
    Assim ao noticiar a sua reportagem diz: “criminoso” é preso em flagrante delito por estar portando arma de uso restrito.
    Ocorre que os jornalistas muitas das vezes desconhecem da lei e não sabem distinguir que a arma portada era de uso permitido, contudo, por estar com a numeração suprimida o “criminoso” foi indiciado por porte irregular de arma de fogo de uso permitido.

  4. Arlindo Junior disse:

    Muito boa, e em tempo essa abordagem do editor sobre armas, deveria ser matéria obrigatória para todos os jornalistas e políticos também, os mesmos que vivem a dizer bobagens em reportagens na TV e Jornais, como instrutor de tiro e policial por mais de 25 anos, ainda não sei tudo sobre armas, o que dizer então de um jornalista ou um político, que não se informam apenas vão lendo o que está escrito no papel e falando para milhares na TV, vivo lendo e ouvindo porcarias, que as vezes não sei se é sensacionalismo ou burrice mesmo.
    Parabéns ao editor pela iniciativa.

  5. joão disse:

    o calibre 7.62X54mm não é usado na ak-47, ele é usado no mosin nagant e no dragunov. Vale ressaltar que o calibre do ak-47 é o 7.62X39mm

    abraço

  6. Douglas Zanin de Jesus disse:

    Boa tarde, parabéns pela iniciativa, será de grande utilidade (esperamos) pois o que há de matérias por aí com esses erros são grandes.

    Apenas uma correção. No trecho Nota do Editor:
    “então é uma boa ideia passar de VEZ em quando por aqui para conferir possíveis novidades.”

    Onde não seria de VEZ em quando ao invés de VEM em quando?

    Abraços.

  7. Wesley Braz disse:

    Ajeita ae 7.62x39mm é o da AK 47 e não x54

  8. Edelberto Neto disse:

    O AK-47 usa o 7.62x39mm, não o 7.62x54mm como foi dito.

  9. clerton disse:

    parabens pelo artigo. ate eu que gosto de armas e ja li bastante aprendi alguma coisa nova. imagine então nossos jornalistasrsrss

  10. Leandro Tessuto disse:

    Boa tarde!

    Primeiramente gostaria de parabenizar a matéria. Acredito que isso ajudará muito os jornalistas.

    Sei que pode parecer muito “básico”, mas por pertencer aos dois mundos, ser militar e jornalista (sou Oficial de Comunicação Social do Exército), acredito que seria interessante colocar um tópico bem simples explicando também a diferença entre Pistolas e revólveres e talvez armas longas e curtas.

    Faço este comentário pois noto que no meio jornalístico existem muitas mulheres e nem este básico ainda não chegou à informação de algumas delas. Pode parecer exagero, mas acredite: Não é.

    Espero ter contribuído e mais uma vez parabéns pela matéria.

  11. Alex disse:

    Impecável Daniel.

    Muito bom mesmo!

  12. Gregor Smal disse:

    Parabens pelo artigo,o texto esta excelente. So achei que a definiçao de assaulto ficou muito restrito ao contexto policial, seria interessante acrescentar que uma definiçao militar mais completa para assauto e uma carga (ataque) de infantaria contra uma posiçao inimiga,que pode ser uma trincheira, uma casa, um bunker, etc. Nesta situaçao, a arma deve ser capaz de fogo automatico para possibilitar maior eficiencia no ataque.
    Um abraço.

  13. Karl Friedrich disse:

    “Nas raríssimas vezes em que uma pistola é “automática” de verdade, ela foi convertida (modificada) para que funcione desta forma.”

    Não necessariamente as pistolas precisam ser “convertidas” para funcionarem em regime automático. Algumas pistolas já saem de fábrica com essa característica. Exemplos disso são a Glock 18 e a CZ75, ambas no calibre 9mm.

  14. Victor disse:

    Muito bom o artigo. Espero que os jornalistas leiam isto antes de falar asneira. Só uma pergunta(não muito a ver com o post). Você acha que se as empresas de armamento Brasileiras comportassem da mesma forma que as empresas Americanas, o desarmamento no Brasil seria tão forte?

    Por exemplo, quando “baniram” o .50 BMG da Califórnia, A Barrett disse que não mais vender ou reparar qualquer de seus rifles na posse de qualquer órgão do governo da Califórnia. Se tivéssemos mais pessoas como o Ronnie Barrett no Brasil, você acha que este tanto de restrições gigantescas e estúpidas que temos no Brasil não existiriam?

    Fonte : http://www.thegunzone.com/rkba/rkba-50.html

    • Daniel Ribeiro disse:

      Victor, eu não conheço os detalhes da história da Barrett, mas penso que essa abordagem pode acabar nos tribunais, e, por consequência, sempre com ganho de causa por parte do governo (afinal o tribunal sempre julga em favor do governo).

      Se eu sou um orgão público e eu quero comprar fuzis Barrett, eu vou incluir no contrato de compra uma cláusula de manutenção de pelo menos 5 anos, assim o fabricante seria obrigado por contrato a dar manutenção nas armas que vendeu.

      O mesmo acontece aqui no Brasil com a Taurus e Imbel… O governo obviamente exige esse tipo de garantia quando negocia com essas empresas.

      Mas independente disso, eu acredito que a Taurus e a Imbel não tem “força” suficiente para fazer esse tipo de abordagem… Se a Taurus decide simplesmente não dar mais manutenção nas armas do governo, não vender peças de reposição nem armas para o governo também, o governo poderia rapidamente mudar a legislação e permitir a importação de armas… Ou pior: fechar ainda mais o mercado e forçar a falência dessas empresas.

  15. José Borges disse:

    Para um leigo, baseado nas explicações dadas, fica difícil distinguir entre fuzil, metralhadora e fuzil de assalto. Até mesmo distinguir um fuzil de uma espingarda não é tão imediato.

    A famosa “escopeta calibre 12” tão ao gosto dos jornalistas é, afinal, um fuzil ou uma espingarda?

    • Daniel Ribeiro disse:

      Escopeta é espingarda… São duas palavras que definem a mesma arma.

      Fuzil é um tipo de arma longa. Ele pode ser convencional, fuzil de assalto (mais curto e leve) ou de fuzil de precisão (mais longo, geralmente – mas não necessariamente – dotado de uma luneta).

      Exemplos de Fuzil de assalto:
      AR-15, AK-47, TAR-21

      Exemplos de Fuzil convencional:
      FN-FAL, FN-SCAR

      Exemplos de Fuzil de precisão:
      Dragunov, McMillan Tac-50

  16. RODOLFO MAIRHOFER BERGMANN disse:

    QUANDO A POLICIA DIZ QUE FOI PRESO UM CIDADAO ARMADO, O JORNALISTA
    JA ACRESENTA O TIPO, O CALIBRE, E OUTROS COMENTARIOS IMBECIS.
    OS TAIS DE EXPERTS EM ARMAS, SAO NO MINIMO UMA PIADA.
    UM FALOU QUE A ARMA QUE DA 400 TIROS POR SEGUNDO, TEM UM CARREGADOR
    DE 400???, QUERO UM PARA MIM.
    E MUITO SIMPLES: O CIDADAO TINHA UMA “ARMA” E NAO INVENTAR
    ASNEIRAS ENCIMA DO FATO.
    ISSO SE CHAMA S E N S A C I O N A L I S M O. ABRAÇOS

  17. Adriano José Maragna disse:

    muito bom ,e muito bem explicado,parabens.

  18. Umberto disse:

    Daniel,

    Não seria interessante incluir também alguma coisa referente a lunetas e silenciadores, já que estes equipamentos são considerados demoníacos na maioria das vezes?

  19. Umberto disse:

    Daniel:

    Boa noite.

    Em primeiro lugar, parabéns pela matéria e rápidos ajustes.

    Gostaria de sugerir a inclusão de itens como lunetas e silenciadores, já que estes são, na maioria das vezes, considerados como demoníacos e criminosos?

    Um abraço,

  20. Gabriel C. disse:

    Qual o episodio de American Dad referenciado pela tirinha acima?

  21. Alexandre Assis disse:

    Daniel, sou leitor assíduo do (quase morto rsrs) MotosBlog, e agora também do Defesa.org! Excelente artigo! Parabéns! Estamos juntos nessa luta!

  22. Celso Matsubara Nobuyasu disse:

    Bom resumo para jornalistas, estagiários, leigos ou iniciantes.
    Algumas ressalvas,

    Calibre 38, na verdade tem 0,355-7 de polegada de diâmetro.

    Muitos calibres tem duas ou mais denominações, ex: 380 ACP ou 38 Auto ou 9mm Browning ou 9x17mm ou 9mm short ou curto ou korto ou kurtz. Geralmente uma medida britânica (americana) e outra real ou métrica.
    Outros exemplos: 7,65mm ou 32ACP, 6,35mm ou 25ACP, 4,5mm ou .177,
    5,5mm ou .22, etc.

    Escopeta é termo popular para espingarda, geralmente de cano curto, 24 polegadas ou menos. Ou usado em Portugal.

    Fuzil de assalto:
    Portátil para ser atirado apoiado no ombro,
    Fogo seletivo, intermitente e automático,
    Munição de média potência, maior que armas curtas e menor que fuzis tradicionais,
    Carregador em caixa,
    E alcance efetivo mínimo de 300m.

    Existem espingardas de alma raiada.

    Dragon’s breath não é gasolina! É Magnésio.

  23. Pretorius disse:

    Excelente artigo. Parabéns.

    Se puder ser útil, informo que “espingarda” é o termo técnico para essa arma na língua portuguesa. Se alguém estiver falando em espanhol, chamará a espingarda de “escopeta”. Mas, se estiver falando em inglês, espingarda será “shotgun”. Grande abraço.

  24. Matheus disse:

    Muito bom texto !

  25. Vagner disse:

    Parabéns pelo excelente texto.

  26. Jefferson disse:

    Excelente matéria!
    Parabéns pelas explicações do diferentes tipo de armas, principalmente ao que se refere aos fuzis (rile em inglês) e espingardas (escopeta em espanhol) Só fiquei com a duvida em relação ao termo carabina. Onde este terno se enquadra aqui no Brasil?

  27. Júlio Nogueira disse:

    Acho que faltou um ponto crucial. É muito comum jornalistas confundirem os termos Posse e Porte, que são completamente diferentes.

  28. Alexandre Reis disse:

    Excelente matéria, especialmente para o cidadão comum.

  29. Jefferson disse:

    Estou gostando muito da matéria, como as atualizações vai ficando cada vez melhor. Obrigado Daniel Ribeiro.

  30. Victor disse:

    Fuzil de assalto é somente de funcionamento automático.
    O FAL é considerado um fuzil de batalha:Calibre grosso.

  31. Marcio Aloysio disse:

    Parabenizo pela iniciativa…!
    Alguns AJUSTES:

    Calibres de revolveres normalmente em centesimos de polegada DO ESTOJO:
    0.38 exemplo..

    NO Caso do .357 ase refere ao DIAMETRO DO PROJETIL..sim o estojo do 357 magnum é um 38 alongado e mais espesso INTERNAMENTE UM POUCO e 2.5 mm mais longo( se bem me recor

  32. Alfredo Cardozo disse:

    Boa tarde, Daniel! Belo texto! Parabéns!

    Sou jornalista e sempre tive algumas dúvidas. Uma que não sei se foi feita aqui no fórum é a seguinte:
    Se eu tenho posse de arma e preciso me deslocar com ela de uma residência para outra (ambas minhas casas). Como proceder? Se eu for parado pela polícia com certeza terei problemas.

    • Daniel Ribeiro disse:

      Alfredo, boa tarde.

      Toda arma tem um endereço em seu registro, e esta arma deve permanecer no endereço onde está registrada.

      Se você tem duas casas, e quer estar armado em ambas, então você precisará ter duas armas, cada uma registrada em um endereço.

      Infelizmente a legislação atual é esta.

    • Lucas Parrini disse:

      Boa tarde Alfredo, tudo bem?

      Primeiramente obrigado pela participação e parabéns pelo interesse!

      A pergunta foi direcionada ao Daniel, mas posso te ajudar dizendo que este procedimento se chama “Transporte de arma de fogo”, que consiste em um documento chamado Guia de Tráfego. A GT, como é mais conhecida, permite que o proprietário da arma de fogo a transporte de um local para outro, desde que desmontada e desmuniciada. Note que esta é a diferença para o porte, no qual o proprietário pode carregar a arma pronta para uso (montada, municiada, destravada e na cintura!).

      Sugiro a leitura: https://www.defesa.org/posse-porte-ou-transporte-de-arma-de-fogo/

      Espero ter ajudado!

  33. Rádio Cidade Jundiaí Ltda. disse:

    Agradecemos suas informações”

    RÁDIO CIDADE JUNDIAÍ LTDA.
    Péricles Barranqueiros

  34. Ricardo disse:

    Lucas Silveira, nos EUA todos os organismos pró-armas evitam o nome Fuzil de Assalto, preferindo o termo Modern Sporting Rifle (http://en.wikipedia.org/wiki/Modern_sporting_rifle), para todos os modelos não totalmente-automáticos.

    A conotação do assalto vem do Sturmgewehr, o fuzil “de assalto” verdadeiro criado na 2a Guerra. Até entendo que uma M-16 poderia ser considerada “de assalto” ao passo que um AR-15 não.

    Adicionalmente, observe que o termo assalto possui uma conotação negativa que é reforçada pela esquerda americana.

  35. Dáwison Barros disse:

    Forças Armadas são a marinha, o Exército e a Aeronáutica; as Policias Militares e os Bombeiros Militares são Forças Auxiliares. As outros polícias são apenas administrativas ou judiciárias.

  36. Kaio Coimbra disse:

    Seria muito interessante se este guia abordasse questoes sobre as ADP. Afinal é ou nao é um tipo intermediario entre Smt e a carabina? E a pistola FN57… De acordo com este manual ela seria um fuzil ja que usa o tipo de muniçao rimless bottleneck 5.7x28mm?

  37. Kaio Coimbra disse:

    Esqueci de mencionar que a IMBEL produz o modernissimo IA2 (wikipedia) na versão carabina, entao o termo carabina nao se restringe ao uso de muniçao de pistola ou tiro de repetiçao e sim determina se pelo comprimento do cano em relaçao ao fuzil quando usam muniçoes de mesmo tipo?

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