Estados com maior índice de violência têm menos armas legalizadas

Notícia veiculada pela Folha de São Paulo, em 04/02/2013.

Estados com maior índice de violência têm menos armas legalizadas

Link para a notícia original: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1225379-estados-com-maior-indice-de-violencia-tem-menos-armas-legalizadas.shtml


Publicado em Estatística e Ciência
17 comentários sobre “Estados com maior índice de violência têm menos armas legalizadas
  1. RHER disse:

    Interessante.

    Mas qual é a intenção dessa matéria e desses dados estatísticos? Quer dizer que tendo mais armas legais haverá menos violência? Afinal a violência desses estados pode ser devido a outros fatores. Nada confirma a ligação de uma coisa com a outra. Isso não serve de argumento. Além disso, por que tão poucas estatísticas? Omitiu algo? Enfim, acho que isso não significa nada.

    Gostaria que tivessem mais dados e estudos relacionados a isso. Inclusive foi mencionado no final do texto que maior parte das armas apreendidas são nacionais, muitas tornando-se ilegais por roubo de um autorizado e desvio dessas armas legais do poder da polícia. Muito bom, meus parabéns aos dados estatísticos, eles que paradoxalmente foram usados para defender as armas legalizadas.

    Para piorar, quando um homem armado é pego de surpresa por bandidos que encontram-o portando uma arma, sua probabilidade de sobrevivência não é grande. Isso não é segredo para ninguém. Bandido não gosta de cidadão armado. Há muitas inúmeras possibilidades de acontecimentos consequentes da liberação das armas, sejam boas ou ruins. A ideia é perigosa e requer mais estudo, isso eu afirmo, reafirmo e tenho certeza do que estou afirmando. Só se deve legalizar com a certeza de que vale a pena e essa certeza, ao menos ainda, não existe!

    Pode não ser qualquer um que tem autorização para portar armas, mas será que há testes psicológicos rígidos e realistas o bastante para avaliar a maturidade do portador antes de sua autorização? Isso não é trivial. Nada garante que somente gente honesta vai pegar numa arma legalizada e utilizá-la corretamente, sem egoísmo doentio.

    http://www.youtube.com/watch?v=I0Qw6FiPjro

    Já viram este vídeo? Podem afirmar que é babaquice do chapa que fez a pegadinha, mas armas foram feitas para isso? Será que dá para garantir que a autorização será dada a gente competente? Não sei como funciona a avaliação, mas mesmo que mostrem, tem que provar que é uma avaliação psicológica perfeita. Ainda assim, será que precisa de tudo isso?

    O que falta não são armas. Mais competência da polícia, mais atividade, menos impunidade, menos hipocrisia e vagabundagem dos governadores, menos babaquice de Direitos Humanos para bandidos, leis melhores… enfim, mais rigidez é necessária para desmotivar a bandidagem a andar por aí. Quando policiais podiam matar bandidos no meu bairro e eles realmente agiam, meu pai ficava de madrugada sentado nas calçadas conversando (meu pai era bem jovem na época).

    Não há dados estatísticos indicando o índice de criminalidade de regiões com PMs ativos e inteligentes com apresentações de casos práticos que mostram os porquês das coisas serem daquele jeito? Cadê esses estudos? Procurem por dados pertinentes, não isso. Por que só querem defender o uso de armas sem reais argumentos quando poderiam estudar as consequências de outras melhorias e lutar por elas? É tão difícil assim? Os interesses nisso são tão grandes?

    Em locais onde a periculosidade está crescendo, acho correto a polícia, sem prévio aviso, invadir casas para apreender drogas, armas e outras coisas. A mesma região e as vizinhas, por um tempo, recebem um aumento de viaturas para tentar prender mais chapas que desavisadamente não mudaram sua área de atuação. Isso sim vai diminuir o número de bandidos. Policiais seguindo ordens inteligentes e bem intencionadas. Risco de vida dos bandidos nas mãos da polícia. Garantia de punição. Leis pesadas. É disso que precisamos para desmotivar os imorais e desativar os malucos atrevidos que ainda arriscam.

    Com segurança de verdade, cidadão honesto não precisa andar armado. Pai de família não precisa ter medo de distrações eventuais que vão permitir que seu filho pegue a arma. Comerciante não precisa ter o desespero de guardar uma arma consigo para proteger seu ganha-pão e sua vida. Isso sem mencionar que a ilegalização das armas para cidadãos dá ao policial o luxo de prender qualquer manézinho que anda armado sem provas de que é militar ou algo do tipo, assim facilitando o trabalho da polícia e dando menos dúvidas ao cidadão de bem que por um acaso encontra um portador de armas.

    Sim, proibição de armas identificam melhor os maus elementos e efetiva mais o trabalho da polícia, que se é bom fica ainda melhor. Pode ser que muitos cidadãos armados faça os bandidos pensarem duas vezes antes de se meterem nessa, mas ninguém provou que os efeitos colaterais justificam mais o uso das armas por cidadãos do que a melhoria da segurança. O problema está é na impunidade e na defesa dos bandidos por parte da lei e dos direitos humanos.

    Argumentos? Se eu tiver errado em algum ponto, peço que aponte e argumente, mas não me venham com falácias. Não sou trouxa. Dependendo do que disser, pode levar uma lição de moral inesquecível!

    • Daniel Ribeiro disse:

      Amigo “RHER”, vou responder a todos os seus argumentos abaixo, um a um. Espero que entenda que o que estou fazendo é apenas refutar seus argumentos com outros argumentos… não é um ataque pessoal. Espero que tenha humildade para tentar compreender, pesquisar e contra-argumentar se achar necessário. Vamos lá:

      Interessante.

      Mas qual é a intenção dessa matéria e desses dados estatísticos? Quer dizer que tendo mais armas legais haverá menos violência? Afinal a violência desses estados pode ser devido a outros fatores. Nada confirma a ligação de uma coisa com a outra. Isso não serve de argumento.

      A intenção é uma só: Provar que população armada está mais segura do que população desarmada. Embora as armas não sejam o único fator a influenciar as estatísticas de violência, elas são um dos que mais pesam. De um modo geral, a relação entre número de armas legais e crimes é inversamente proporcional, como demonstra a pesquisa.

      Além disso, por que tão poucas estatísticas? Omitiu algo? Enfim, acho que isso não significa nada.

      Você “acha” que isso não significa nada porquê? Acha que os dados estão incorretos? Você conhece alguma outra pesquisa que apresentou dados que provam o contrário? Esteja livre para citar esta pesquisa aqui. Do contrário, o que você “acha” não passa de uma opinião, sem embasamento técnico e estatístico.

      Gostaria que tivessem mais dados e estudos relacionados a isso.

      Você é livre para fazer os estudos que achar necessários. Nós somos um grupo a favor do acesso legal a armas de fogo, você provavelmente só encontrará aqui estudos que vão nessa direção. Se você quer ver dados que demonstrem o contrário, pode procurar a ONG Viva Rio… Só não espere confiabilidade nos dados deles… Eles não demonstram a origem das estatísticas mirabolantes deles.

      Inclusive foi mencionado no final do texto que maior parte das armas apreendidas são nacionais, muitas tornando-se ilegais por roubo de um autorizado e desvio dessas armas legais do poder da polícia. Muito bom, meus parabéns aos dados estatísticos, eles que paradoxalmente foram usados para defender as armas legalizadas.

      O Brasil é o segundo maior fabricante de armas leves do mundo. O fato de a arma apreendida ser de origem nacional não quer dizer muito, pois quase toda a produção de armas do Brasil é exportada. O que é mais comum de acontecer é a arma ser exportada para algum país vizinho (Argentina e Paraguai em especial), e então voltar para o Brasil contrabandeada. Eu pessoalmente já fui ao Paraguai algumas vezes, e lá a oferta de armas da Taurus é enorme… Lá a arma é legal, ela só se torna ilegal quando cruza a fronteira de volta para o Brasil.

      Para piorar, quando um homem armado é pego de surpresa por bandidos que encontram-o portando uma arma, sua probabilidade de sobrevivência não é grande. Isso não é segredo para ninguém. Bandido não gosta de cidadão armado.

      Se o sujeito decidiu andar armado, ele tomou a decisão por si só. Ninguém o obrigou a isso e não cabe ao estado decidir por ele. O sujeito é livre para fazer o que quiser. Cidadão armado sabe da responsabilidade que tem e portanto, deve estar sempre alerta. Se ele não está atento, é uma falha dele e é ele quem vai pagar pelo erro. É importante ressaltar que ele deve ter o direito de tomar a decisão que achar melhor. É uma decisão pessoal de cada cidadão, e o estado não deve interferir nisso.

      Há muitas inúmeras possibilidades de acontecimentos consequentes da liberação das armas, sejam boas ou ruins. A ideia é perigosa e requer mais estudo, isso eu afirmo, reafirmo e tenho certeza do que estou afirmando. Só se deve legalizar com a certeza de que vale a pena e essa certeza, ao menos ainda, não existe!

      Então faz o seguinte: Cita para mim um único país no mundo onde o desarmamento causou a redução nos crimes. Exemplos em contrário eu tenho dezenas.

      Pode não ser qualquer um que tem autorização para portar armas, mas será que há testes psicológicos rígidos e realistas o bastante para avaliar a maturidade do portador antes de sua autorização?

      Bom, nós aqui acreditamos que o teste psicológico simplesmente não é necessario, e comprar uma arma deveria ser tão trivial quanto comprar um carro. Mas, para ater-se a legislação atual, sim, o teste psicológico é rigoroso, técnico e não tem nada de subjetivo como pode parecer em um primeiro momento. Eu fiz o meu recentemente, levou 3 horas e é extremamente cansativo. O psicólogo tem total possibilidade de reconhecer se o sujeito é ou não “apto” a ter uma arma de fogo a partir dos exames realizados.

      Mas como falei, nós acreditamos que isso é simplesmente desnecessário. No Texas, não há teste psicológico, e o estado ostenta uma das menores taxas de crime dos EUA. No Canada, desde 2012 as armas leves não precisam nem mesmo ser registradas, você compra uma pistola da mesma forma que compra uma faca. E não há sinais de aumento na criminalidade.

      Isso não é trivial. Nada garante que somente gente honesta vai pegar numa arma legalizada e utilizá-la corretamente, sem egoísmo doentio.

      Nada garante… Nada na vida é garantido. Hoje vivemos em um país onde as armas são proibidas, e nada garante que um bandido não vai te apontar uma arma para a cabeça. É importante lembrar que NADA NA VIDA É GARANTIDO. Mas coloque-se no lugar do egoísta doentio. Você sacaria a arma para alguém se soubesse que esse alguém também poderia estar armado? Ou se soubesse que as pessoas em volta também podem estar armadas? O cara pode ser egoísta, mas não é burro. Ninguém quer ir preso ou ser alvejado.

      http://www.youtube.com/watch?v=I0Qw6FiPjro
      Já viram este vídeo? Podem afirmar que é babaquice do chapa que fez a pegadinha, mas armas foram feitas para isso?

      Esse vídeo é a maior piada que pode existir. Primeiramente porque ele, por si só, é uma pegadinha. Ninguém morreu neste vídeo. O sujeito estava armado com uma pistola com munição de festim… Se o sujeito tivesse morrido mesmo, esse video não teria ido ao ar da forma como foi. Se a história fosse mesmo real, estaria então o assassino identificado e preso. Outra: Na Rússia, onde esse vídeo foi gravado, as armas são ilegais… Se fosse uma história real, seria apenas mais um caso de pessoa portando arma ilegal matando… O que já estamos cheios por aqui.

      Será que dá para garantir que a autorização será dada a gente competente? Não sei como funciona a avaliação, mas mesmo que mostrem, tem que provar que é uma avaliação psicológica perfeita. Ainda assim, será que precisa de tudo isso?

      Não dá para garantir. Dá para minimizar o erro. Você deveria conhecer a avaliação antes de opinar sobre ela, de fato ela realmente exclui os inaptos… Mas no fim das contas ela não é necessário, pois se o sujeito realmente quer uma arma, ele vai comprar a ilegal… Ele não vai deixar de se armar.

      O que falta não são armas. Mais competência da polícia, mais atividade, menos impunidade, menos hipocrisia e vagabundagem dos governadores, menos babaquice de Direitos Humanos para bandidos, leis melhores… enfim, mais rigidez é necessária para desmotivar a bandidagem a andar por aí. Quando policiais podiam matar bandidos no meu bairro e eles realmente agiam, meu pai ficava de madrugada sentado nas calçadas conversando (meu pai era bem jovem na época).

      Para as pessoas que aceitam delegar a responsabilidade pela sua segurança, depender da polícia pode parecer uma boa ideia. Mas nem todos aceitam ter a sua vida, a de sua família, e de seus bens, confiados a outra pessoa. A polícia não pode estar em todos os lugares, e ela não é invencível, nem infalível… Em nenhum país do mundo ela é, e no Brasil a situação é ainda pior devido a corrupção.

      Pessoalmente, eu acho uma irresponsabilidade enorme confiar a sua vida a polícia… Existem atividades que simplesmente não devem ser delegadas, e uma delas é a segurança. Essa é a minha opinião e você tem todo o direito de discordar dela e confiar sua vida à polícia… É uma decisão de cada cidadão… Cada um decide o que é melhor para si e você provavelmente nunca vai ver ninguém do Defesa.org obrigando alguém a ter armas para sua própria defesa.

      Não há dados estatísticos indicando o índice de criminalidade de regiões com PMs ativos e inteligentes com apresentações de casos práticos que mostram os porquês das coisas serem daquele jeito? Cadê esses estudos?

      Eu não entendi essa pergunta. Você quer um “dado estatístico” da criminalidade onde os PMs são mais inteligentes? Que isso? Vai separar as regiões de atuação dos batalhões por pontuação de QI média dos políciais?

      Procurem por dados pertinentes, não isso. Por que só querem defender o uso de armas sem reais argumentos quando poderiam estudar as consequências de outras melhorias e lutar por elas? É tão difícil assim? Os interesses nisso são tão grandes?

      Como falei, nosso interesse é na liberação das armas… Existem outras organizações que lutam por mais saúde, mais educação, mais esporte, pela presenvação das tartarugas marinhas, contra a transposição do Rio São Francisco… Você é livre para se juntar a qualquer organização caso acredite que o trabalho delas é importante. Você é livre inclusive para fundar a sua própria organização se achar que deve. Nós aqui somos a favor das armas, e nossos membros nos apoiam exatamente por isso.

      Em locais onde a periculosidade está crescendo, acho correto a polícia, sem prévio aviso, invadir casas para apreender drogas, armas e outras coisas. A mesma região e as vizinhas, por um tempo, recebem um aumento de viaturas para tentar prender mais chapas que desavisadamente não mudaram sua área de atuação. Isso sim vai diminuir o número de bandidos.

      Isso é uma afronta a liberdade e a privacidade. Imagine-se em sua casa, sentado vendo TV, quando de repente a porta explode e entra uma fila de policiais apontando armas para a sua cabeça e revirando suas coisas. Apenas para constatar que você é um cidadão honesto e não deve nada a justiça. Você acha certo? Então você tem algum problema… Pois essa ideia é inconcebível para a maioria da população.

      Policiais seguindo ordens inteligentes e bem intencionadas. Risco de vida dos bandidos nas mãos da polícia. Garantia de punição. Leis pesadas. É disso que precisamos para desmotivar os imorais e desativar os malucos atrevidos que ainda arriscam.

      Amigo, veja bem, nós não temos nada contra a polícia… Nós aqui só queremos o direito de não depender dela. Queremos o direito de não ter que delegar nossa segurança ao estado.

      Com segurança de verdade, cidadão honesto não precisa andar armado.

      Pode não “precisar”, mas ainda assim deve ter o direito, caso queira.

      Pai de família não precisa ter medo de distrações eventuais que vão permitir que seu filho pegue a arma.

      Acidentes com armas de fogo são raros, raríssimos… Os que resultam em morte então são ainda mais raros. No Brasil não temos estatísticas quanto a isso, mas nos EUA, são 274 MILHÔES de armas legais nas mãos de civís, e em 2007 apenas 600 pessoas morreram em acidentes com armas. Ou UMA morte acidental para cada 457 MIL armas. Aqui no Brasil são 1,2 milhões de armas legais… Mantendo a mesma taxa americana, seriam apenas 3 mortes acidentais por ano… Comparando com as outras 38 mil mortes por armas de fogo, eu acho essas 3 bem insignificantes.

      Ah, link para a fonte: http://www.thedailybeast.com/articles/2013/02/20/why-does-the-gun-lobby-fear-science-and-safety.html

      Comerciante não precisa ter o desespero de guardar uma arma consigo para proteger seu ganha-pão e sua vida.

      Não há “desespero” em guardar arma… A arma não atira sozinha… Qualquer pessoa que tenha recebido o treinamento básico sabe manusear e guardar uma arma com segurança. Armas de fogo não são objetos místicos e amaldiçoados… São simplesmente partes mecânicas.

      Isso sem mencionar que a ilegalização das armas para cidadãos dá ao policial o luxo de prender qualquer manézinho que anda armado sem provas de que é militar ou algo do tipo, assim facilitando o trabalho da polícia e dando menos dúvidas ao cidadão de bem que por um acaso encontra um portador de armas. Sim, proibição de armas identificam melhor os maus elementos e efetiva mais o trabalho da polícia, que se é bom fica ainda melhor.

      Bom, o porte de armas já é ilegal no Brasil a quase 10 anos, e ainda estamos ai, infestados de armas ilegais nas mãos dos bandidos. Se isso funcionasse realmente, não haveriam mais assaltos com armas.

      Não funciona por um simples motivo: É fácil esconder uma arma. Ela é pequena, não chama a atenção. O policial só vai ver o sujeito armado na hora em que ele sacar a arma… Do contrário, a arma permanecerá velada.

      Pode ser que muitos cidadãos armados faça os bandidos pensarem duas vezes antes de se meterem nessa, mas ninguém provou que os efeitos colaterais justificam mais o uso das armas por cidadãos do que a melhoria da segurança. O problema está é na impunidade e na defesa dos bandidos por parte da lei e dos direitos humanos.

      Ninguém provou? Olha isso então:

      Países mais armados ostentam a menor taxa de homicídios.
      Fonte? Que bom que perguntou: http://www.breitbart.com/Big-Government/2013/02/12/U-N-Maps-Show-U-S-High-In-Gun-Ownership-Low-In-Homicides

      Argumentos? Se eu tiver errado em algum ponto, peço que aponte e argumente, mas não me venham com falácias. Não sou trouxa. Dependendo do que disser, pode levar uma lição de moral inesquecível!

      Eu não pensaria em questão de “certo ou errado”. Eu acho que devemos lutar pelo que acreditamos e embasar isso com dados estatísticos, argumentos válidos e coerentes. Eu, até 2 anos atrás, também defendia o desarmamento… Mas eu defendia apenas por achar que uma sociedade desarmada era mais justa. Hoje eu sei que é simplesmente IMPOSSÍVEL desarmar a sociedade. Se as armas legais faltarem, apenas as ilegais estarão presentes. Eu fui humilde, aceitei o desafio, estudei os dados estatísticos, aceitei ouvir os argumentos, e me convenci que eu estava enganado… Era apenas mais um papagaio repetindo o que o governo me dizia.

      Hoje estou aqui, lutando CONTRA o desarmamento, mostrando dados, argumentos e aceitando toda e qualquer discussão enriquecedora sobre o assunto. Se você tiver mais argumentos, por favor envie, terei prazer em pesquisar mais sobre o assunto para poder refutar… E se o argumento for bom, quem sabe não me convenço a mudar de lado novamente? :-)

      • RHER disse:

        Bacana. Segue a resposta.

        (1) Você “acha” que isso não significa nada porquê? Acha que os dados estão incorretos?

        >> Achar que não significa nada não implica a achar os dados incorretos. Acho a conclusão incorreta. E o texto apresentou três casos. Não é pouco? Ainda que haja muitos dados, eles só apresentam tendências em certas ocasiões, ou seja, pode haver algo que favoreça tal resultado como a própria cultura da região. Dizer que as tendências de todas as partes do mundo são sempre essas é como dizer que negros são todos iguais. As conclusões tiradas dessa pesquisa não são cuidadosas.

        Estatísticas não são perfeitas, ainda que infelizmente tenhamos que nos basear nelas algumas vezes. Sim, as vezes são boas referências e as únicas que temos, mas nem sempre o resultado delas é bom. Eu gostaria de ter condições de fazer pesquisas do tipo para talvez mostrar contraexemplos que provam que essas estatísticas não provam genericamente.

        (2) A intenção é uma só: Provar que população armada está mais segura do que população desarmada. Embora as armas não sejam o único fator a influenciar as estatísticas de violência, elas são um dos que mais pesam. De um modo geral, a relação entre número de armas legais e crimes é inversamente proporcional, como demonstra a pesquisa.

        >> Vide resposta de (1), as pesquisas se baseiam em casos específicos, não gerais. Estatísticas não provam, elas mostram grandes tendências quando há grande cuidado na elaboração delas. Quando proponho mais estudos, não é exatamente para acabar com armas legais e sim para verificar se há uma combinação melhor de direitos. Mudanças das condições além das legalizações é algo que a galera parece ter preguiça de verificar. É bem mais fácil jogar as armas nas mãos da população. Faltam estudos!

        (3) O que é mais comum de acontecer é a arma ser exportada para algum país vizinho (Argentina e Paraguai em especial), e então voltar para o Brasil contrabandeada.

        >> Muito estranho o texto não mencionar isso já que é uma informação pertinente, mas pesquisadores e escritores erram. Tendo os dados ou não, mencionei o “paradoxo” (e também mais adiante a falta de dados sobre a inteligência da polícia contra a violência) tentando mostrar o que mostrei anteriormente neste texto: estatísticas apontam muitos lados porque nenhum é genérico, sendo assim é melhor a gente verificar o máximo de possibilidades de acontecimentos (já que não sabemos tudo) e desenvolver medidas para tratá-las, não ficar nos focando nas estatísticas que nos parecem mais maneiras.

        Então, pois é, armas fogem do nosso controle ao serem exportadas e isto é um problema. Precisaríamos de armas legais dentro do Brasil se a polícia fosse mais inteligente e não deixasse muitas coisas como esse comércio ilegal (que convenhamos, é excelente para o governo em vários pontos)? Eu acharia maravilhoso os policiais se disfarçando, negociando com marginais e abatendo-os de surpresa. Se isso vira moda, só maluco tenta contrabandear armas ilegais. Acho que lutar contra o governo será bom.

        (4) Então faz o seguinte: Cita para mim um único país no mundo onde o desarmamento causou a redução nos crimes. Exemplos em contrário eu tenho dezenas.

        >> Nos mapas que você apresentou, tem países de baixa violência com baixo armamento autorizado, porém ele mostra quando os países estão (des)armados e não a diferença provocada pelo início do (des)armamento quando isso ocorre. Ainda assim, ok, me equivoquei. Se o armamento reduziu a violência na situação atual de uma região, só deve ser desfeito se as coisas mudarem de modo que o desarmamento produza ainda mais redução.

        (5)a. Se o sujeito decidiu andar armado, ele tomou a decisão por si só. Ninguém o obrigou a isso e não cabe ao estado decidir por ele. O sujeito é livre para fazer o que quiser. Cidadão armado sabe da responsabilidade que tem e portanto, deve estar sempre alerta. Se ele não está atento, é uma falha dele e é ele quem vai pagar pelo erro. É importante ressaltar que ele deve ter o direito de tomar a decisão que achar melhor. É uma decisão pessoal de cada cidadão, e o estado não deve interferir nisso.

        (5)b. Bom, nós aqui acreditamos que o teste psicológico simplesmente não é necessario, e comprar uma arma deveria ser tão trivial quanto comprar um carro.

        >> Não é simples assim. “Cidadão armado sabe da responsabilidade” é mentira. Preconceito generalizante. Equívoco. Há pessoas que acham que só de ter uma arma está tudo tranquilo e tal ingenuidade dá em merda. Tem que haver autorização, instrução e preparo. Maturidade e conhecimento, mesmo em adultos, não é o forte de todos, daí essa de decisão e liberação geral não é argumento.

        Num mundo de criminalidade quase extinta, não acha que pode compensar mais desconfiar na responsabilidade do cidadão armado mesmo que reduza os homicídios numa baixa taxa? Isto é uma possibilidade. Eu acho melhor lutar pela melhoria da segurança independente de armas nas mãos de cidadãos para algum dia não precisarmos disso, mesmo que até lá seja liberado.

        A decisão humana é o exato causador da violência e da marginalidade, mesmo que seja devido às circunstâncias. O estado tem que intervir sim, decidindo o que será liberado com o critério de compensação. Se vale a pena confiar no cidadão, beleza, mas se não vale, proíbe. É questão de ordem. E mais, não é só o portador que sofre as consequências. Por que gente inocente tem que pagar por uma arma nas mãos erradas? Sempre poderá ter um mané que fará merda, mantenha isso em mente ao decidir. Liberar para os casos gerais e tratar as exceções ou proibir devido ao peso e a dificuldade delas?

        E eu gostaria de passar por esse teste psicológico só para ver como é.

        (6) Eu não entendi essa pergunta. (Não há dados estatísticos indicando o índice de criminalidade de regiões com PMs ativos e inteligentes com apresentações de casos práticos que mostram os porquês das coisas serem daquele jeito? )

        >> Me refiro à qualificação profissional e ação estratégica. A intenção da pergunta foi mencionado na resposta de (3). Aqui somente vejo dados estatísticos favoráveis ao uso de armas. É como se somente as considerassem nas decisões dos associados ao defesa.org e preferissem omitir as que vão contra, o que acho desonesto (não estou afirmando que é o caso). Além disso, apenas dados estatísticos sem análises do que ocorre na prática não é bom.

        É bom mencionar fatos que vão contra suas crenças (quando já mencionam, nem precisa, mas se o que mencionam não for fato, nada de se calar) para depois justificar o porque de ainda assim pensar de tal jeito… e não foi isso que vi nesse site. Pareceu ter intenções persuasivas, enfraquecendo a confiabilidade. Até sugiro ao pessoal da defesa.org que melhore seu conteúdo e não fale como se eles fossem anjos e os que discordam deles, demônios (é isso que pensei ao ler as tirinhas).

        Fechando parênteses para as críticas…

        Se a polícia desenvolver técnicas, táticas, associar elas a casos, treinar para uso de armas mais efetivas me certas ocasiões, otimizar suas sindicâncias e rondas, aumentar o número de policiais e muitas outras possíveis melhorias, vencer a polícia será um desafio e ela será trocentas vezes mais confiável que o cidadão comum armado. Esse aumento de policiais pode, por exemplo, ocorrer com a criação de uma categoria menor de profissional armado, um policial a paisana a nível de cidadão comum mas preparado e autorizado pela polícia, com salário menor mas flexibilidade em sua agenda de modo que possa ter sua vida cotidiana e sendo pago para manter a ordem onde estiver. Claro que a flexibilidade em sua agenda não deve ser total e é requerido um controle cuidadoso deles.

        A melhoria do trabalho da polícia provavelmente torna mais compensadora a proibição do porte de armas por parte de quem não é profissional da segurança, gerando inúmeros benefícios como a redução de acidentes com armas, a facilidade de apreensão de marginais e outras que talvez nem imaginemos. Por isso defendo mais a pressão em cima dos governadores, inclusive se necessário com protestos não pacíficos, do que porte de armas.

        (7) Imagine-se em sua casa, sentado vendo TV, quando de repente a porta explode e entra uma fila de policiais apontando armas para a sua cabeça e revirando suas coisas. Apenas para constatar que você é um cidadão honesto e não deve nada a justiça. Você acha certo? Então você tem algum problema… Pois essa ideia é inconcebível para a maioria da população.

        >> Julgo isso uma medida válida em situações já caóticas de alta violência. Eu prefiro isso do que viver preso em casa por conta da bandidagem. Uma coisa considerada errada, quando muito necessária, pode na verdade ser certa de tão necessária. Foi equívoco seu crer que tenho problemas por conta da minha crença. Foi uma rotulação infeliz.

        Além disso, não precisa ser exatamente como você disse. O policial pode solicitar permissão e, se é a segunda visita da polícia que recusam, que a população esteja avisada que nessa hora a polícia invade. Qualquer coisa, que se faça um agendamento na primeira visita. Não precisa apontar armas por qualquer coisa, mas na necessidade, que seja feito. Enfim, acho válido fazer isso mesmo que considerem um desafio ao direito do cidadão à privacidade e liberdade, afinal quem não contribui para a redução da criminalidade está a favorecendo e não podemos pegar leve demais com possíveis marginais e cúmplices que não querem mostrar sua casa.

        (8)a. Amigo, veja bem, nós não temos nada contra a polícia… Nós aqui só queremos o direito de não depender dela. Queremos o direito de não ter que delegar nossa segurança ao estado.

        (8)b. Pode não “precisar”, mas ainda assim deve ter o direito, caso queira.

        >> Sim. Eu reparei nesse desejo de direitos. Mas não vejo base na afirmação (8)b., inclusive pelo que mencionei em resposta à (5). Se não precisa de arma, para quê vai querer uma? Isso só aumenta a possibilidade de tragédias, por mais que as ache remotas.

        (9) Acidentes com armas de fogo são raros, raríssimos…

        >> Ok. Fale isso para uma vítima ou um parente dela.

        Considere o contexto da afirmação.

        Quando podemos escolher entre liberar ou não quando não há a necessidade, mais vale o gosto de uns pelas armas ou uma ou outra vida humana? Pense bem nisso.

        Confiar demais em humanos não é boa ideia. Estamos dando ou tirando liberdade para uma nação inteira. Muito tipo de gente terá arma legalizada.

        (10) Não há “desespero” em guardar arma…

        >> Obter uma arma é de certa forma uma medida desesperada. Isso quando é para se proteger. O cara está disposto a matar para sobreviver. Quer mais desespero que isso? Acho que não precisa.

        (11) Bom, o porte de armas já é ilegal no Brasil a quase 10 anos, e ainda estamos ai, infestados de armas ilegais nas mãos dos bandidos.

        >> Quando eu disse que isso resolveria o problema do armamento ilegal?

        Mais inspeções imprevisíveis da polícia pode pegar marginais de surpresa. Será que ocorrem o bastante para efetivar isso? E você tem certeza de que essas apreensões não acontecem? Se o bandido passa dentro do ônibus com a arma na cintura escondida e alguém a sente, isso não pode mudar algo? Enfim, inúmeros detalhes. Você não tem certeza da sua afirmação.

        Também devo ter falado de modo que ficasse claro que isso dá uma leve ajuda, pois é esperado que o cara vai tomar cuidado para esconder a arma. Ainda assim, sempre pode haver um vacilo. São muitas possibilidades de casos que, em uma situação específica, a legalidade pode decidir a vida de uma pessoa.

        Eis um problema, as pessoas procuram soluções óbvias que resolvem a maioria dos casos e esquece os outros quando poderia ao menos tentar pensar em algo que pode um pouco mais. Tem que valorizar os casos remotos também. Vide (9).

        (12) Nada garante… Nada na vida é garantido. Hoje vivemos em um país onde as armas são proibidas, e nada garante que um bandido não vai te apontar uma arma para a cabeça. É importante lembrar que NADA NA VIDA É GARANTIDO. Mas coloque-se no lugar do egoísta doentio. Você sacaria a arma para alguém se soubesse que esse alguém também poderia estar armado? Ou se soubesse que as pessoas em volta também podem estar armadas? O cara pode ser egoísta, mas não é burro. Ninguém quer ir preso ou ser alvejado.

        >> Achei este trecho horroroso. Deixei para o final para pensar na melhor resposta.

        1 ) Nada na vida é garantido. Ok. Isso significa que vamos fazer as coisas pelas coxas? Pensar sem detalhes pertinentes? Vamos deixar a coisa ser ainda mais caótica do que a própria vida já é por si só? Infeliz. Isso não é argumento. É bom sim de uma forma ou de outra ao menos tentar reduzir o número de babacas armados. Quando não há a necessidade de liberar armas, que não haja liberação. Quando há, que o controle seja rígido. Entendeu agora? Não confie demais nas pessoas ao pensar em direitos.

        2 ) Se eu sacaria sendo um desses? Hora, com a arma na cabeça do cara e as mãos dele a vista, quem garante por ele? Vai dizer que eu seria um burro nesse caso? Nada na vida é garantido, certo? As possíveis circunstâncias são diversas. Não se feche demais.

        Finalmente, eu acho que é mais válida a facilitação (com certo controle) da integração de profissionais para as tropas policiais da forma que expliquei em (6) do que a liberação total das armas. Os mapas foram boas referências, mas prova se consegue logicamente. Estatísticas são falhas. Conclusões indutivas delas também. Elas são inspiradoras para as provas logicas que, convenhamos, muitas vezes são complexas e aí ninguém consegue definitivamente provar certas coisas, no máximo demonstrar alta probabilidade das coisas serem de tal jeito segundo condições previstas ou em que se encontram as amostras das pesquisas. Os países de fora são os países de fora. Não sabemos o que ocorrerá por aqui. Pode haver melhoria no saldo total com a liberação das armas, mas eu prefiro outras medidas.

        Enfim, parcialmente argumentei e parcialmente opinei. Espero que não me entenda mal em algum ponto. O que mais quero é expulsar o governador bandido que está no Espírito Santo e acabar com a repressão da tropa de choque para ganharmos força e aos poucos melhorar o trabalho da polícia. É nisso que realmente acredito, uma tão necessária revolução.

        • Daniel Ribeiro disse:

          Vou responder novamente por partes, vamos lá:

          Bacana. Segue a resposta.

          (1) Você “acha” que isso não significa nada porquê? Acha que os dados estão incorretos?

          >> Achar que não significa nada não implica a achar os dados incorretos. Acho a conclusão incorreta. E o texto apresentou três casos. Não é pouco? Ainda que haja muitos dados, eles só apresentam tendências em certas ocasiões, ou seja, pode haver algo que favoreça tal resultado como a própria cultura da região. Dizer que as tendências de todas as partes do mundo são sempre essas é como dizer que negros são todos iguais. As conclusões tiradas dessa pesquisa não são cuidadosas.

          Então… Pesquisas e dados estatísticos servem justamente para responder a perguntas gerais. A pergunta foi “Estados com maior índice de violência têm menos armas legalizadas?”, e a resposta é: “SIM, são, de acordo com os dados coletados, os estados mais violentos são os que tem menos armas legais.”. A pergunta é simples, e a resposta também. A pesquisa pode não responder a SUA pergunta, mas ela responde a pergunta a qual deu origem a ela.

          Até onde sei, não existe uma pesquisa que tenha coletado dados suficientes para traçar um perfil tão detalhado. Se você conhecer uma pesquisa do tipo, por favor me mostre.

          Estatísticas não são perfeitas, ainda que infelizmente tenhamos que nos basear nelas algumas vezes. Sim, as vezes são boas referências e as únicas que temos, mas nem sempre o resultado delas é bom. Eu gostaria de ter condições de fazer pesquisas do tipo para talvez mostrar contraexemplos que provam que essas estatísticas não provam genericamente.

          Então amigo, estatística hoje é a única forma de medir os indicadores de uma população. Como falei, elas servem para responder perguntas específicas. Se você perguntar “Qual a idade média dos proprietários de armas por estado”, uma nova pesquisa teria que ser feita, pois hoje também não existe uma pronta neste sentido. Tudo depende da pergunta, para então obter-se os dados.

          Dizer “Estatísticas não são perfeitas” não é correto. Como falei, elas respondem a perguntas específicas. Se você tem uma pergunta, deve procurar um estudo que responda a esta pergunta, e não criticar um estudo que NÃO foi feito para responder a essa pergunta.

          (2) A intenção é uma só: Provar que população armada está mais segura do que população desarmada. Embora as armas não sejam o único fator a influenciar as estatísticas de violência, elas são um dos que mais pesam. De um modo geral, a relação entre número de armas legais e crimes é inversamente proporcional, como demonstra a pesquisa.

          >> Vide resposta de (1), as pesquisas se baseiam em casos específicos, não gerais. Estatísticas não provam, elas mostram grandes tendências quando há grande cuidado na elaboração delas. Quando proponho mais estudos, não é exatamente para acabar com armas legais e sim para verificar se há uma combinação melhor de direitos. Mudanças das condições além das legalizações é algo que a galera parece ter preguiça de verificar. É bem mais fácil jogar as armas nas mãos da população. Faltam estudos!

          Esta pesquisa se baseia em toda a população Brasileira, e não é uma amostragem. Todas as 1.2 milhões de armas foram contabilizadas, todos os homicidios de todos os estados foram contabilizados. Dizer “as pesquisas se baseiam em casos específicos” é um erro, pois neste caso elas se baseiam em todos os dados nacionais. Esses dados são de conhecimento público, disponíveis através de consulta direta a Polícia Federal.

          (3) O que é mais comum de acontecer é a arma ser exportada para algum país vizinho (Argentina e Paraguai em especial), e então voltar para o Brasil contrabandeada.

          >> Muito estranho o texto não mencionar isso já que é uma informação pertinente, mas pesquisadores e escritores erram. Tendo os dados ou não, mencionei o “paradoxo” (e também mais adiante a falta de dados sobre a inteligência da polícia contra a violência) tentando mostrar o que mostrei anteriormente neste texto: estatísticas apontam muitos lados porque nenhum é genérico, sendo assim é melhor a gente verificar o máximo de possibilidades de acontecimentos (já que não sabemos tudo) e desenvolver medidas para tratá-las, não ficar nos focando nas estatísticas que nos parecem mais maneiras.

          Eu não entendi absolutamente nada desse parágrafo… Não entendi o que quis dizer.

          Então, pois é, armas fogem do nosso controle ao serem exportadas e isto é um problema. Precisaríamos de armas legais dentro do Brasil se a polícia fosse mais inteligente e não deixasse muitas coisas como esse comércio ilegal (que convenhamos, é excelente para o governo em vários pontos)? Eu acharia maravilhoso os policiais se disfarçando, negociando com marginais e abatendo-os de surpresa. Se isso vira moda, só maluco tenta contrabandear armas ilegais. Acho que lutar contra o governo será bom.

          Policial, assim como qualquer pessoa, não gosta de entrar em confronto. Ainda mais armado. Esse negócio de “policial infiltrado” é utópico. Até nos EUA isso é “coisa de filme”. Aqui são raríssimos os casos onde a investigação parte para este lado. A verdade é uma só: Nossa fronteira é muito extensa e é simplesmente impossível impedir a importação ilegal de armas. É uma guerra perdida. Não há contingente no mundo capaz de resolver isso.

          (4) Então faz o seguinte: Cita para mim um único país no mundo onde o desarmamento causou a redução nos crimes. Exemplos em contrário eu tenho dezenas.

          >> Nos mapas que você apresentou, tem países de baixa violência com baixo armamento autorizado, porém ele mostra quando os países estão (des)armados e não a diferença provocada pelo início do (des)armamento quando isso ocorre. Ainda assim, ok, me equivoquei. Se o armamento reduziu a violência na situação atual de uma região, só deve ser desfeito se as coisas mudarem de modo que o desarmamento produza ainda mais redução.

          Bom, você não citou um país onde o desarmamento reduziu a população. Os mapas que eu mostrei não respondem a essa pergunta (e nem deveriam, não é esse o propósito deles, o propósito deles é mostrar que regiões mais armadas tem menos homicídios). Continuo aguardando um exemplo de país que efetivamente reduziu a criminalidade ao implantar uma política de desarmamento civil.

          (5)a. Se o sujeito decidiu andar armado, ele tomou a decisão por si só. Ninguém o obrigou a isso e não cabe ao estado decidir por ele. O sujeito é livre para fazer o que quiser. Cidadão armado sabe da responsabilidade que tem e portanto, deve estar sempre alerta. Se ele não está atento, é uma falha dele e é ele quem vai pagar pelo erro. É importante ressaltar que ele deve ter o direito de tomar a decisão que achar melhor. É uma decisão pessoal de cada cidadão, e o estado não deve interferir nisso.

          (5)b. Bom, nós aqui acreditamos que o teste psicológico simplesmente não é necessario, e comprar uma arma deveria ser tão trivial quanto comprar um carro.

          >> Não é simples assim. “Cidadão armado sabe da responsabilidade” é mentira. Preconceito generalizante. Equívoco. Há pessoas que acham que só de ter uma arma está tudo tranquilo e tal ingenuidade dá em merda. Tem que haver autorização, instrução e preparo. Maturidade e conhecimento, mesmo em adultos, não é o forte de todos, daí essa de decisão e liberação geral não é argumento.

          Num mundo de criminalidade quase extinta, não acha que pode compensar mais desconfiar na responsabilidade do cidadão armado mesmo que reduza os homicídios numa baixa taxa? Isto é uma possibilidade. Eu acho melhor lutar pela melhoria da segurança independente de armas nas mãos de cidadãos para algum dia não precisarmos disso, mesmo que até lá seja liberado.

          Então… nós na Defesa.org acreditamos nas pessoas. Acreditamos que as pessoas devem ter o poder de decidir por elas mesmas o que é melhor. Não queremos que o estado decida por nós se nós devemos ou não nos armar. A decisão deve ser individual e é por isso que lutamos. O estatuto do desarmamento tirou a possibilidade do cidadão decidir se quer ou não uma arma para a sua defesa, e impôs que todo cidadão agora esteja desarmado. Com o PL 3722/12, o qual apoiamos embora não seja exatamente o nosso ideal, o porte de arma volta a ser permitido, mas para tal, será imposta a necessidade de treinamento técnico e aptidão psicológica, logo o receio de quem acha que vai ter muita gente inapta armada acaba sendo mitigado.

          A decisão humana é o exato causador da violência e da marginalidade, mesmo que seja devido às circunstâncias. O estado tem que intervir sim, decidindo o que será liberado com o critério de compensação. Se vale a pena confiar no cidadão, beleza, mas se não vale, proíbe. É questão de ordem. E mais, não é só o portador que sofre as consequências. Por que gente inocente tem que pagar por uma arma nas mãos erradas? Sempre poderá ter um mané que fará merda, mantenha isso em mente ao decidir. Liberar para os casos gerais e tratar as exceções ou proibir devido ao peso e a dificuldade delas?

          Nós lutamos exatamente pelo contrário: Para que o ESTADO não interfira nas questões civis. O estado, no fim das contas, é o grande causador da marginalidade. As pessoas esperam que o estado lhes providencie tudo: Segurança, Saúde, Trabalho, Felicidade… Quando na verdade tudo isso depende apenas delas próprias. O estado está ai apenas para onerar e aprisionar o cidadão. Nós acreditamos que, se o estado não confia no cidadão, então o cidadão não deve confiar no estado. Isso sim é questão de ordem. Do contrário, o estado é apenas o pastor, e a população, o gado.

          E eu gostaria de passar por esse teste psicológico só para ver como é.

          Faça o processo para comprar uma arma de fogo… Um dos passos é o teste psicológico. Para saber como proceder, veja este link:
          http://www.defesa.org/como-comprar-uma-arma-legalmente/

          (6) Eu não entendi essa pergunta. (Não há dados estatísticos indicando o índice de criminalidade de regiões com PMs ativos e inteligentes com apresentações de casos práticos que mostram os porquês das coisas serem daquele jeito? )

          >> Me refiro à qualificação profissional e ação estratégica. A intenção da pergunta foi mencionado na resposta de (3). Aqui somente vejo dados estatísticos favoráveis ao uso de armas. É como se somente as considerassem nas decisões dos associados ao defesa.org e preferissem omitir as que vão contra, o que acho desonesto (não estou afirmando que é o caso). Além disso, apenas dados estatísticos sem análises do que ocorre na prática não é bom.

          Nós não “omitimos” dados que vão contra… Nós só não conhecemos esses dados. Se você apresentar uma pesquisa confiável para nós, teremos prazer em verificar a validade dela e, sendo válida, publicaremos. É como um desafio: Se alguém conseguir provar que uma população armada é mais criminosa do que uma população desarmada, nós simplesmente encerraremos nossas atividades, pois ai não haverá pelo que lutar.

          É bom mencionar fatos que vão contra suas crenças (quando já mencionam, nem precisa, mas se o que mencionam não for fato, nada de se calar) para depois justificar o porque de ainda assim pensar de tal jeito… e não foi isso que vi nesse site. Pareceu ter intenções persuasivas, enfraquecendo a confiabilidade. Até sugiro ao pessoal da defesa.org que melhore seu conteúdo e não fale como se eles fossem anjos e os que discordam deles, demônios (é isso que pensei ao ler as tirinhas).

          Fechando parênteses para as críticas…

          Mais um paragrafo que eu não entendi… Você estava criticando a Defesa.org? Eu não entendi a crítica.

          Se a polícia desenvolver técnicas, táticas, associar elas a casos, treinar para uso de armas mais efetivas me certas ocasiões, otimizar suas sindicâncias e rondas, aumentar o número de policiais e muitas outras possíveis melhorias, vencer a polícia será um desafio e ela será trocentas vezes mais confiável que o cidadão comum armado. Esse aumento de policiais pode, por exemplo, ocorrer com a criação de uma categoria menor de profissional armado, um policial a paisana a nível de cidadão comum mas preparado e autorizado pela polícia, com salário menor mas flexibilidade em sua agenda de modo que possa ter sua vida cotidiana e sendo pago para manter a ordem onde estiver. Claro que a flexibilidade em sua agenda não deve ser total e é requerido um controle cuidadoso deles.

          Se a polícia… se as técnicas e táticas… se otimizar as sindicancias… se criar uma categoria menor de profissional armado… se, se, se, se… Muitos “ses”… Muita coisa tem que melhorar para, talvez, apresentar algum um impacto positivo… E o custo disso é inflar ainda mais o estado, aumentar o número de servidores, aumentar o pagamento de salários e indenizações, custo com equipamentos… É muita coisa a fazer, muito tempo para ficar pronto, muito dinheiro público para isso… Sinceramente, eu não vejo nada disso simplesmente funcionando.

          Como falei, não temos NADA contra a polícia. Inclusive achamos que ela é necessária e útil enquanto instituição de segurança pública e braço do poder executivo. Nós aqui só queremos ter o direito de não depender dela… Tem a polícia? Ótimo! Acho ótimo mesmo… Mas só por precaução, quero ter aqui no meu armário a minha arma, para o caso da polícia demorar quando eu chamar. Será que o estado vai confiar em mim?

          A melhoria do trabalho da polícia provavelmente torna mais compensadora a proibição do porte de armas por parte de quem não é profissional da segurança, gerando inúmeros benefícios como a redução de acidentes com armas, a facilidade de apreensão de marginais e outras que talvez nem imaginemos. Por isso defendo mais a pressão em cima dos governadores, inclusive se necessário com protestos não pacíficos, do que porte de armas.

          Como já mostrei, acidentes são raros. Esse argumento não é válido.

          (7) Imagine-se em sua casa, sentado vendo TV, quando de repente a porta explode e entra uma fila de policiais apontando armas para a sua cabeça e revirando suas coisas. Apenas para constatar que você é um cidadão honesto e não deve nada a justiça. Você acha certo? Então você tem algum problema… Pois essa ideia é inconcebível para a maioria da população.

          >> Julgo isso uma medida válida em situações já caóticas de alta violência. Eu prefiro isso do que viver preso em casa por conta da bandidagem. Uma coisa considerada errada, quando muito necessária, pode na verdade ser certa de tão necessária. Foi equívoco seu crer que tenho problemas por conta da minha crença. Foi uma rotulação infeliz.

          Eu realmente acho isso absurdo… Não admitiria em hipotese alguma ter meu lar invadido por quem quer que seja. Não conheço ninguém que aceitaria isso. Mas se para você essa situação é aceitável, eu sugiro que você se mude para a China. Lá o governo não te deixa nem mesmo escolher os sites que você pode acessar, lá você não vota, não tem acesso a armas e os dados estatísticos apontam que a criminalidade é baixa (só não confie nestes dados, pois ninguém conferiu). Lá a polícia tem o direito de invadir qualquer casa, levar qualqer pessoa presa por qualquer razão, não há segurança jurídica, ninguém é julgado de forma séria. Você conhece algum advogado chinês? Pois é, não tem… É esse o país em que quer viver?

          Além disso, não precisa ser exatamente como você disse. O policial pode solicitar permissão e, se é a segunda visita da polícia que recusam, que a população esteja avisada que nessa hora a polícia invade. Qualquer coisa, que se faça um agendamento na primeira visita. Não precisa apontar armas por qualquer coisa, mas na necessidade, que seja feito. Enfim, acho válido fazer isso mesmo que considerem um desafio ao direito do cidadão à privacidade e liberdade, afinal quem não contribui para a redução da criminalidade está a favorecendo e não podemos pegar leve demais com possíveis marginais e cúmplices que não querem mostrar sua casa.

          Ah meu amigo… Faça me o favor… Quer dizer então que a polícia vai tocar a minha campainha e dizer “Senhor, estamos aqui para inspecionar a sua casa, o senhor pode nos receber?” Ai eu digo “Não, estou ocupado.” e então a polícia me diz “Ok senhor, sem problema. Mas saiba que na próxima vez que viermos, não pediremos permissão, vamos invadir!”… Faz favor né? Se eu fosse um criminoso, bastaria eu me livrar de qualquer ilegalidade que tivesse em casa, para esperar então pela segunda visita policial… Que ideia é essa?

          (8)a. Amigo, veja bem, nós não temos nada contra a polícia… Nós aqui só queremos o direito de não depender dela. Queremos o direito de não ter que delegar nossa segurança ao estado.

          (8)b. Pode não “precisar”, mas ainda assim deve ter o direito, caso queira.

          >> Sim. Eu reparei nesse desejo de direitos. Mas não vejo base na afirmação (8)b., inclusive pelo que mencionei em resposta à (5). Se não precisa de arma, para quê vai querer uma? Isso só aumenta a possibilidade de tragédias, por mais que as ache remotas.

          Eu não “acho” que os acidentes são raros. Eles são de fato raros, e eu coloquei um link de um estudo que demonstra isso. O que defendemos aqui é o direito do cidadão escolher o que quer para sua vida… Isso não é um argumento, é um ideal, é a nossa causa. Nos lutamos para que o direito seja reestabelecido, que possamos decidir o que é melhor para nós mesmos. Os argumentos foram expostos ao longo de todo o texto.

          (9) Acidentes com armas de fogo são raros, raríssimos…

          >> Ok. Fale isso para uma vítima ou um parente dela.

          Falo sim, sem problema… 3 acidentes por ano? Posso ir pessoalmente a casa de cada um deles e dizer “Então, sabe que a culpa por este acidente foi do DONO da arma né? A arma não disparou sozinha… A culpa foi dele em não ter o cuidado necessário com a arma.

          Esse seu argumento é o mesmo que pedir para o dono da auto-escola ir consolar a família de uma pessoa atropelada por um carro.

          Considere o contexto da afirmação.

          Quando podemos escolher entre liberar ou não quando não há a necessidade, mais vale o gosto de uns pelas armas ou uma ou outra vida humana? Pense bem nisso.

          Confiar demais em humanos não é boa ideia. Estamos dando ou tirando liberdade para uma nação inteira. Muito tipo de gente terá arma legalizada.

          Armas salvam vidas… E mais importante: Salvam as vidas certas. Armas enquanto inibidoras de crimes são ótimas ferramentas, e na hora que a conversa acaba, ela mantém as pessoas certas vivas. Bandido e vagabundo não tem o mesmo direito de viver do que uma família honesta que só está defendendo sua vida e sua propriedade. Hoje só os bandidos estão armados, então quem estão morrendo são as pessoas erradas, ou seja, o cidadão honesto. A hora que as armas estiverem nas mãos certas, o jogo se inverte, e quem passa a morrer são os vagabundos.

          (10) Não há “desespero” em guardar arma…

          >> Obter uma arma é de certa forma uma medida desesperada. Isso quando é para se proteger. O cara está disposto a matar para sobreviver. Quer mais desespero que isso? Acho que não precisa.

          É melhor estar disposto a matar para sobreviver, do que se entregar para a morte certa. Morrer como um covarde ou lutar e ter a chance de viver? É uma decisão de cada um… O estado não pode decidir por você.

          (11) Bom, o porte de armas já é ilegal no Brasil a quase 10 anos, e ainda estamos ai, infestados de armas ilegais nas mãos dos bandidos.

          >> Quando eu disse que isso resolveria o problema do armamento ilegal?

          Mais inspeções imprevisíveis da polícia pode pegar marginais de surpresa. Será que ocorrem o bastante para efetivar isso? E você tem certeza de que essas apreensões não acontecem? Se o bandido passa dentro do ônibus com a arma na cintura escondida e alguém a sente, isso não pode mudar algo? Enfim, inúmeros detalhes. Você não tem certeza da sua afirmação.

          Também devo ter falado de modo que ficasse claro que isso dá uma leve ajuda, pois é esperado que o cara vai tomar cuidado para esconder a arma. Ainda assim, sempre pode haver um vacilo. São muitas possibilidades de casos que, em uma situação específica, a legalidade pode decidir a vida de uma pessoa.

          Acontece sim… As vezes a polícia apreende algum sujeito com uma arma ilegal… Mas o número é obviamente muito pequeno, pois estamos ai com a sociedade infestada de armas ilegais nas mãos dos bandidos. Funciona? Raramente…

          Eis um problema, as pessoas procuram soluções óbvias que resolvem a maioria dos casos e esquece os outros quando poderia ao menos tentar pensar em algo que pode um pouco mais. Tem que valorizar os casos remotos também. Vide (9).

          São 38 mil homicidios com armas de fogo no Brasil, 3 homicidios acidentais, uns 30 passionais, uns 30 suicídios e mais alguns poucos roubos, furtos, sequestros… Enfim, vamos supor que são 1000 mortes por armas legais… Cara, se eu conseguir reduzir metade dos 37 mil homicidios restantes, eu não vou me importar com esses 1000. O que você está tentando fazer é tratar as exessões, quando a regra é o que importa… Preocupe-se em acabar com a maior parte dos crimes, e no futuro, você pensa em uma forma de reduzir os crimes excepcionais.

          (12) Nada garante… Nada na vida é garantido. Hoje vivemos em um país onde as armas são proibidas, e nada garante que um bandido não vai te apontar uma arma para a cabeça. É importante lembrar que NADA NA VIDA É GARANTIDO. Mas coloque-se no lugar do egoísta doentio. Você sacaria a arma para alguém se soubesse que esse alguém também poderia estar armado? Ou se soubesse que as pessoas em volta também podem estar armadas? O cara pode ser egoísta, mas não é burro. Ninguém quer ir preso ou ser alvejado.

          >> Achei este trecho horroroso. Deixei para o final para pensar na melhor resposta.

          1 ) Nada na vida é garantido. Ok. Isso significa que vamos fazer as coisas pelas coxas? Pensar sem detalhes pertinentes? Vamos deixar a coisa ser ainda mais caótica do que a própria vida já é por si só? Infeliz. Isso não é argumento. É bom sim de uma forma ou de outra ao menos tentar reduzir o número de babacas armados. Quando não há a necessidade de liberar armas, que não haja liberação. Quando há, que o controle seja rígido. Entendeu agora? Não confie demais nas pessoas ao pensar em direitos.

          O seu problema é justamente não confiar nas pessoas. Eu não vejo problema em meus vizinhos, meus amigos, minha família e todo mundo estar armado. Não será um banho de sangue, pois eu não vejo ninguém querendo ser melhor que ninguém… Repito: No mundo inteiro é assim, porque é que no Brasil seria diferente?

          2 ) Se eu sacaria sendo um desses? Hora, com a arma na cabeça do cara e as mãos dele a vista, quem garante por ele? Vai dizer que eu seria um burro nesse caso? Nada na vida é garantido, certo? As possíveis circunstâncias são diversas. Não se feche demais.

          Se você chegar ao extremo de sacar a arma para alguém sem justa necessidade, você só tem duas opções: Atirar e ser preso por homicidio, ou guardar a arma e ser preso por ter ameaçado a vida de alguém com a arma. Ninguém quer ser preso, e por mais babaca que seja, ninguém gosta de carregar o peso de ter matado alguém nas costas.

          Vão haver loucos? É claro que vão… Nunca disse o contrário. Porém eles são a excessão, e eles já estão armados atualmente com armas ilegais.
          A regra ainda é a mesma: Cidadão de bem não é um homicida em potencial.

          Finalmente, eu acho que é mais válida a facilitação (com certo controle) da integração de profissionais para as tropas policiais da forma que expliquei em (6) do que a liberação total das armas. Os mapas foram boas referências, mas prova se consegue logicamente. Estatísticas são falhas. Conclusões indutivas delas também. Elas são inspiradoras para as provas logicas que, convenhamos, muitas vezes são complexas e aí ninguém consegue definitivamente provar certas coisas, no máximo demonstrar alta probabilidade das coisas serem de tal jeito segundo condições previstas ou em que se encontram as amostras das pesquisas. Os países de fora são os países de fora. Não sabemos o que ocorrerá por aqui. Pode haver melhoria no saldo total com a liberação das armas, mas eu prefiro outras medidas.

          Eu não entendi esse parágrafo também… “Estatísticas são falhas… Mas são inspiradoras para as provas lógicas” ? Que raios quer dizer com isso?

          Enfim, parcialmente argumentei e parcialmente opinei. Espero que não me entenda mal em algum ponto. O que mais quero é expulsar o governador bandido que está no Espírito Santo e acabar com a repressão da tropa de choque para ganharmos força e aos poucos melhorar o trabalho da polícia. É nisso que realmente acredito, uma tão necessária revolução.

          Eu não entendo mal não… Eu entendi que você “acha” que armar as pessoas não é a solução, e entendi que o seu “achismo” não é baseado em dados técnicos, estatísticos ou qualquer estudo minimamente reconhecido. Você simplesmente “acha” porque “acha”… é só o seu sentimento.

  2. João Paulo Gomes disse:

    Caro Daniel Ribeiro gostaria de parabeniza – lo por seu conhecimento fundamentado, sua educação e por sua paciência tremenda, Jó perdeu feio. Quase não consegui ler o texto todo. Um grande abraço. DVC

    • Eduardo disse:

      Ouvi um “perdeu feio”? Não vi isso foi uma disputa pra ver quem parecia ter mais razão. Os dois têm suas bases, um deles é a base lógica e o outro é a confiança nos dados nos quais quis acreditar, cada um com suas falhas humanas. Agora vir um falando como se fosse uma disputa e dizendo que um “perdeu feio” é ridículo. Dá para respeitar os dois? Você não os conhece para falar como se fossem tão baixos a ponto de ficarem debatendo visando a vitória e não seus ideais, falando o que é preciso para ficar com uma imagem superior mesmo sendo desonesto.

      Inclusive tanto “RHER” quanto Daniel apontaram os achismos um do outro, cada um do seu jeito. Mas o que achei feio foi o Daniel falar do achismo do outro como se o próprio Daniel não tivesse achismos e ter fosse fraqueza. Achei muito, muito desonesto. Fica a dica, Daniel, não faça isso. Foi muita hipocrisia mesmo. Mesmo assim, meus parabéns aos dois. Ouvi muita coisa interessante de ambos. Mas desinteressantes também. Sim, de ambos.

      • Daniel Ribeiro disse:

        “Inclusive tanto “RHER” quanto Daniel apontaram os achismos um do outro, cada um do seu jeito.”
        Que achismo? Favor destacar o meu texto onde eu “acho” alguma coisa sem demonstrar concretamente.

        Apenas lembrando: Opinião é diferente de informação.

        • Eduardo disse:

          Gente desonesta é foda. Removeu minhas mensagens que não convinham e manteve as suas que te convinham. Depois o “defesa.org” diz que tem compromisso com a verdade.

        • Eduardo disse:

          E não vou apontar nos textos de novo. Já o fiz mas a desonestidade levou as mensagens a serem removidas. Isso tem que acabar! Eu estou de saco cheio, gente do “defesa.org” bancando o defensor dos fracos mas usando desses métodos para defender opiniões favoráveis a eles.

        • Eduardo disse:

          E mais, gente opinando e que ainda desrespeita a opinião alheia chamando de achismo, como se o próprio não estivesse opinando. O significado do mapa que você disse foi opinião sua e foi uma opinião equivocada. Fale o real significado das estatísticas antes de falar besteiras.

          • Guto de Foz ou DAGC disse:

            Controle de armas nao se trata de controle de armas… se trata de CONTROLE, apenas CONTROLE, adivinha do que e para quem?

            se a lista de PAISES para voce é ruim, que tal diminuir o tamanho da amostra e avaliar Estado por Estado, digo, UNIDADE FEDERATIVA dos EUA?

  3. Eduardo disse:

    Engraçado ainda dizer que não se considera certo ou errado e que devemos lutar pelo que acreditamos… MAAAS ainda assim diz coisas como opinião é diferente de informação, tacha as falas dos outros como achismos e disfarça os seus achismos como se fossem verdades absolutas e comprovadas quando não são e outras coisas mais. Está faltando honestidade aqui.

  4. Eduardo disse:

    E mais uma coisa. O mapa não prova nada!

  5. Eduardo disse:

    Dá muito desgosto vir aqui e ver que da última vez que vim removeram minhas mensagens. Me censuraram. Cadê o compromisso com a verdade? Remoção de mensagens por conveniência é censura e manipulação.

    • Lucas Parrini disse:

      Desgosto é ter uma pessoa infeliz como você tratando os outros com pré-conceito. Suas mensagens não foram removidas, elas são postadas mediante aprovação da moderação, ou seja, não adianta floodar (digitar uma mensagem atrás da outra) pois elas não irão aparecer instantaneamente. Se foram removidas, foi porque você não sabe ser educado, não sabe conversar.

      Inclusive, não adianta postar usando vários nomes pra parecer diferentes pessoas como você fez, (revoltado, carlos, etc.) quando se tem o mesmo IP. E ainda quer ofender o Instituto Defesa de pessoas desonestas? Volta pra caverna, pois viver em sociedade não é o seu lugar.

      Liberdade é o que mais se tem aqui, mas sua liberdade termina quando começa de outra pessoa. Não confunda liberdade com direito de praticar desordem e falta de respeito.

  6. Ilana disse:

    Ai gente, eles sao assim?

  7. Pedro disse:

    Aqui não existe liberdade de expressão…

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