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Qual a diferença entre caçar e pescar?

Lucas Silveira é presidente do Instituto DEFESA.

Lucas Silveira é presidente do Instituto DEFESA.

 

Se você já viu uma notícia sobre “caça de baleias” certamente já se perguntou por que o termo usado é “caça” e não “pesca”. Ora, o animal é aquático, portanto, dever-se-ia dizer “pesca”. Certo?

Algo semelhante acontece com os patos. Aves que passam parte significativa da vida na água. Pesca-se patos?

Veremos a seguir.

Primeiramente é necessário fazer um breve estudo etimológico dos verbos em pauta:

O termo “pescar“, vem do latim “piscare“, que vem de “piscis“, que significa peixe.

Caçar“, por outro lado, vem to latim “captiare“, que significa capturar.

Compreende-se portanto que o termo “pescar” aplica-se exclusivamente a peixes, ao passo que o termo “caçar”, é mais genérico, aplicando-se a quaisquer classes. Ou seja, pesca é um tipo de caça aplicada exclusivamente a peixes.

 

A pesca está contida entre os tipos de caça.

A pesca está contida entre os tipos de caça.

 

Assim, é correto o termo “caça” aplicado às baleias citado no começo do texto. Sendo as baleias mamíferos e não peixes, não há que se falar em “pesca” a baleias.

A hierarquia da classificação científica dos seres vivos.

A hierarquia da classificação científica dos seres vivos.

Estão errados aqueles que advogam que a diferença entre os termos está na metodologia utilizada. De acordo com esses teóricos, a caça diferenciar-se ia da pesca devido ao fato de a pesca ser feita atraindo os animais à isca com base na sua necessidade de se alimentar, ao passo que a caça consistiria em rastrear o animal.

Para quem efetivamente caça ou pesca isto não faz o menor sentido, pois é possível, por exemplo, se caçar “na espera”em barreiros ou rios, bem como é possível se fazer a pesca submarina com arpão.

Pesca submarina com arpão

Pesca submarina com arpão

Caça com arco "na espera".

Caça com arco “na espera”.

A história já seria polêmica não existisse no Brasil o IBAMA. O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente foi criado em 1989, com as atribuições de:

“…exercer o poder de polícia ambiental; executar ações das políticas nacionais de meio ambiente, referentes às atribuições federais, relativas ao licenciamento ambiental, ao controle da qualidade ambiental, à autorização de uso dos recursos naturais e à fiscalização, monitoramento e controle ambiental; e executar as ações supletivas de competência da União de conformidade com a legislação ambiental vigente.” (NR). Conforme Lei nº 11.516, de 28 de agosto de 2007.”

Grosso modo, o IBAMA – ao menos em tese – é quem regula a caça no Brasil. Ele acrescenta o termo abate à mesa, diferenciando, entre outros, a pesca com a devolução do peixe à água ou a caça por meio de armadilhas que não tiram a vida do animal capturado. Utiliza também a expressão “controle de espécie invasora”, um eufemismo para caça.

Leia também:

O curioso é que o termo “caça”, parece incomodar mais os ecochatos que o termo “pesca”, o que é bastante interessante, já que a caça com arma de fogo me parece proporcionar um abate muito mais rápido se comparado à pesca com anzol.

Observa-se profunda falta de capacitação técnica, tanto teórica quanto prática, àqueles que influenciam a prática da caça ou da pesca no Brasil, desde os formadores de opinião até aqueles que têm, por força do cargo de ocupam, poder normativo, A difusão da informação de qualidade sobre o tema deve pautar as atividades dos conservacionistas e daqueles que admiram a vida ao ar livre.

 

 

 

 

“Caçar não é questão de vida ou morte. É muito mais importante que isso.” Torcedora belga na Copa do Mundo, de 17 anos, que ganhou um contrato para modelar pela L’Oreal é uma caçadora.

Traduzido por Lucas Parrini a partir da matéria original no Daily Mail.
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Axelle Despiegelaere, de 17 anos, roubou a atenção do mundo depois de ter alvo de várias fotos enquanto animava a torcida do seu time no Grupo H, na partida contra a Rússia, quando essas fotos circularam por toda a internet.
Mas essas imagens na torcida tiveram vida curta, pois seu sucesso público se dá agora, graças a uma recente revelação registrada em uma nova imagem, onde a adolescente está posando com um rifle perante um animal morto na África.
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“Caçar não é questão de vida ou morte. É muito mais importante que isso.” Foi o que ela disse em sua página, segundo o site “The Sydney Morning Herald”.
A L’Oreal não se pronunciou em relação a isso, mas parece se preocupar com o bem estar dos animais – em 2012, a empresa doou aproximadamente 1.2 milhões de dólares para o US Environmental Protection Agency (Agência Nacional de Proteção ao Meio Ambiente) com o intuito de melhorar os ambientes de testes e a segurança de produtos químicos.
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Na foto que garantiu o contrato para Axelle, durante uma partida do seu time no Brasil, ela está com o rosto pintado de preto, amarelo e vermelho, cores de sua nação, e usando um chapéu de chifres.
Com suas fotos circulando por toda a internet, Axelle criou uma página de divulgação no Facebook ao retornar pra sua casa na Bélgica, e com isso, conseguiu mais de 200.000 curtidas.
Ela anunciou que aceitou a proposta da L’Oreal e até postou um vídeo dela usando alguns dos produtos da marca.
Enquanto Axelle saiu vitoriosa desta copa, seu time não teve a mesma sorte. Depois de ganhar dos EUA, acabou perdendo para a Argentina.
Infelizmente para Axelle, a sorte durou pouco, três dias depois de sua decisão de aceitar a proposta da L’Oreal, a empresa cancelou o contrato.

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