Camboja, 1975

O exército Khmer Rouge, liderado por Pol Pot, tomou o poder do país.

De 1975 a 1977, 1 milhão de cidadãos foram exterminados pelo governo simplesmente porque eram alfabetizados.

Camboja

O Camboja, oficialmente Reino do Camboja, é um país localizado na porção sul da Ásia, na Península Indochina, no Sudeste Asiático.
Essa região pertenceu à França, no contexto imperialista,e durante a Segunda Guerra foi dominada pelos japoneses. Em 1955, ele tornou-se independente, instalando-se em suas fronteiras uma Monarquia Constitucional. Esse país passou por uma história muito triste e muito recente e que explica a razão de vermos tantas crianças órfãs na rua e tantas pessoas mutiladas.

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O território do Camboja (também conhecido internacionalmente, durante alguns anos, como Kampuchea), situado na fértil bacia do Rio Mekong, no sudeste asiático, é coberto por florestas tropicais e cortado por três grandes cadeias de montanhas. Diversos conflitos causaram a morte de milhões de cambojanos nas últimas décadas. O mais sangrento deles ocorreu durante o domínio da facção de Pol Pot.

Em 17 de abril de 1975, Phnom Pehn foi tomada pelo Khmer Rouge, um exército comunista liderado por um assassino e ditador comunista chamado de Pol Pot. Não se pode
chamá-lo por um adjetivo que signifique menos do que monstro. Em um curto período de tempo Pol Pot tentou implantar um sistema radical socialista e mandou toda a
população da cidade para os campos, separando milhares de famílias e obrigando as pessoas a cumprirem longas jornadas de trabalho, mais de 12h por dia, não importando se estavam doentes ou velhas.

Bones

O ditador Pol Pot engendrou e executou um plano para desarmar a população ordeira. De 1975 a 1977, um milhão de pessoas “instruídas”, impossibilitadas de se defenderem, foram caçadas e exterminadas.

Muitas pessoas morriam de fome ou por doenças. Monges, Professores, Intelectuais e cidadãos de bem foram perseguidos, torturados e mortos. Pelo simples fato de falarem outra língua ou de usar óculos era motivo para se matar alguém. Uma simples denúncia falsa podia ser motivo para se suspeitar de que a pessoa era contra o regime e matá-la.

Crianças também eram mortas como forma de se evitar que elas vingassem a família algum dia. Pol Pot espalhava minas terrestres pelo país, segundo ele, eram seus “soldados perfeitos” e ao mesmo tempo a Guerra do Vietnã começou a invadir parte do Camboja espalhando mais minas terrestres ainda.

O Killing Fields era mais um dos inúmeros campos de concentração espalhados pelo país, construídos para matar pessoas. Quando alguém visita o lugar, vê um lugar tranquilo, que transmite paz, cheio de árvores, de verde e de crianças correndo por ali com um lindo memorial erguido no meio. Difícil é imaginar que toda essa paz de agora foi um lugar de sofrimento e morte. guarda os crânios e ossos dos cadáveres das mais de 8.000 vítimas que foram encontradas ali.

Pol Pot, líder do Khmer Vermelho no Camboja, antes de iniciar seu plano de paz, implantou um rígido controle para o porte de armas. A eficácia de tal estratégia na busca pela paz pode ser comprovada pelos números: Em 3 anos, o Camboja teve 14% de sua população exterminada.

O dia da raiva

No Camboja assinala-se na segunda-feira o Dia da Raiva, dia em que se presta homenagem às vítimas do Khmer Vermelho.

Dia da raiva no camboja

Estima-se que tenham morrido 1,7 milhões de pessoas nas mãos do regime comunista que liderou o país entre 1975 e 79. Sobreviventes e familiares das vítimas assistiram a uma representação da execução e tortura dos civís pelo Khmer Vermelho, liderada por Pol Pot, na década de 1970.

Pesquisa histórica e artigo por Eli Pacheco – colaborador da Defesa.org.

Fontes de referência
https://peaceaccords.nd.edu/matrix/status/13/disarmament – Acessado em 03 de Julho de 2013
http://www.cdc-crdb.gov.kh/cdc/ngo_statement/disarmament_demobilization.htm – Acessado em 03 de Julho de 2013
http://www.mercyseat.net/gun_genocide.html – Acessado em 03 de Julho de 2013
http://www.onu.org.br/tribunal-apoiado-pela-onu-para-julgar-genocidio-no-camboja-divulga-mais-de-1-700-documentos/ – Acessado em 03 de Julho de 2013


Publicado em História
3 comentários sobre “Camboja, 1975
  1. Eli Pacheco disse:

    Todas as ditaduras Socialistas tiveram como objetivo desarmar a população para que não houvesse reação da população contra o mal que as oprimia No Brasil atual, esse modelo tenta ser implantado a qualquer custo, em detrimento da ordem e engendrado por esses mesmos idiotas comunistas que se aproveitam de uma sociedade burra, serviçal e intelectualmente atrasada e bestial.

    No Brasil de hoje, falar em fraudes nas urnas eleitorais parece banal e absurdo, mas é assim que todo o estratagema funciona, inclusive com o conluio da “grande mídia”.

    E ademais, existe uma espécie de apologia e promocão da criminalidade nessas terras tupiniquins, terras essas, governadas por outros tantos tupiniquins, que além de instaurarem uma desordem evidente e que se impõe a cada dia, não são contrariados com nenhuma reação popular de credibilidade e impacto real.

    o PT e o foro de São Paulo estão por trás dessa balbúrdia. Simples dessa maneira.

  2. Alex disse:

    Comunistas não gostam de seres pensantes, pois isso segundo sua ideologia cria “desigualdades”.

  3. Wesley Assenheimer disse:

    A esquerda só conta a história, ou parte da história que lhe interessa.que lhe interessa. a esquerda só fala do pós 1964,mas nunca vai falar os reais motivos que levaram o Brasil à intervenção Constitucional Militar. Nas universidades os estudantes são todos catequizados por professores de esquerda que certamente seriam eliminados no regime de POL POT, no Camboja.Seria só uma questão de tempo.Olhem o Camboja hoje onde está POL POT? deposto em 1979,por uma facção contraria dentro do seu partido, mais de Um milhão de mortos,é isto que o PT quer para o Brasil.

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