A realidade da relação entre a necessidade do armamento civil e o monopólio estatal da força – Parte 1

Entusiasta de história militar e Atirador

Sabe-se a mais de 300 anos que o monopólio estatal da força reside em controle de armas, controle das fronteiras e de seus cidadãos. O Estado lhe “vende” a ideia que ele proverá segurança interna (pública) e externa(contra invasões). Nos tempos antigos essa promessa ia da segurança ao trabalho, passando pelo alimento. Note-se ai a visceral relação entre esses fatores que mantém em pé ou derrubam civilizações. Porém, com o advento dos Estados Unidos da América, e sua Segunda Emenda, que diz: “Sendo necessária à segurança de um Estado livre a existência de uma milícia bem organizada, o direito do povo de possuir e usar armas não poderá ser infringido”, a população deu um salto evolutivo civilizatório que colocou cada indivíduo como senhor da própria vida, buscando sua própria segurança, e daí seu bem estar entre seus pares.

Após esse breve apanhado histórico, lancemos um olhar ao caso comum das sociedades em que houve predominância de pensamentos de matriz esquerdista, social-democratas ou inclusive socialistas.

Nessas sociedades, assim que esses grupos chegaram ao poder, em primeiro lugar buscaram desarmar o cidadão como meio de buscar a paz social. Depois forçaram programas sociais compensatórios, por fim inclusive confisco de bens e terras. Felizmente alguns lugares conseguiram reverter essa tendência, como o Paraguai, porém a Europa, praticamente desarmada, hoje sofre diariamente com motins e ataques terroristas, sem falar o banditismo urbano que não se ouvia falar. Austrália quase foi por esse caminho, e está em processo de reversão também. E a população continua confiando no monopólio da força, e o bandido também.

Veja que não se trata de grau de serviços públicos de alto investimento, nem grau de desenvolvimento. Apenas a liberdade individual de adquirir, manter, portar e usar suas armas. O caso do Brasil é emblemático pois temos uma escalada de repressão ao comércio e uso de armamento por civis, e o desmantelamento das forças de segurança pública, e uma transformação das forças armadas em uma guarda nacional de grande orçamento. O motim da Polícia Militar do Espírito Santo mostrou o quanto o cidadão de bem tem a perder confiando numa segurança que o Estado não pode lhe prover. Em algumas horas centenas de estabelecimentos comerciais arrombados, furtados. E na grande Vitória apenas uma única loja passou incólume por esse teste sangrento: Uma loja de armas.

Você, leitor, pode estar se perguntando por que o Brasil não está em chamas ainda se a situação é tão ruim. Na realidade, já estamos nas cinzas, pois mais de 60 mil vidas são perdidas anualmente, e não tenho medo de errar em apontar que pelo menos ⅔ desse número monstruoso é composto de cidadãos de bem e suas famílias, entregues como gado na mão de uma política de desarme e desmonte da segurança.

A lição que EUA, Paraguai entre outros tem a nos ensinar é:

Arme-se hoje, Proteja-se amanhã e Viva pra sempre, seja em seus filhos, seja em sua nação.

Colaborador do Instituto DEFESA e curioso em criminologia e assuntos relacionados a combate e segurança.


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2 comentários sobre “A realidade da relação entre a necessidade do armamento civil e o monopólio estatal da força – Parte 1
  1. Cleyton Ferreira disse:

    Bom texto, mas o autor se equivoca ao atribuir ao espectro político de esquerda a responsabilidade pelas políticas de desarmamento da população o que é um inverdade, visto que existem muitos casos onde os defensores da corrente política de direita também pregam o controle de armas.

    Como exemplo recente cito o Firearms (Amendment) (No. 2) Act 1997, que desarmou a população do Reino Unido sobre o patrocínio de grande parte da direita inglesa e do conservador Sir John Major!

    Os espectros políticos são heterogêneos, sendo em alguns casos compostos de muitas pessoas que tem opiniões diversas. Logo ser de esquerda não significa que a pessoa ser contra o desarmamento civil assim como ser de direita não significa que a pessoa seja a favor do direito de defesa.

    Tenta impor um espectro ideológico ao direito de defesa, somente empobrece o diálogo pois cria um ambiente tóxico, antidemocrático e polarizado onde as demagogias e as imbecilidades suplantam o real entendimento da sociedade e o bom-senso!

    Sou de esquerda e apoio o direito de defesa e saúdo os colegas de direita para que lutemos juntos por esse direito universal!

    • Lucas Parrini disse:

      Excelente constatação, Cleyton!

      Gostaria também de parabenizá-lo pela elegância do comentário. Isso é raro hoje em dia em debates quando se trata de posições “políticas” diversas e até inversas.

      O autor do artigo não pode responder agora, mas me pediu para fazer o favor de postar sua resposta, que segue:

      “Quando citei no texto o caso das sociedades de matriz esquerdista, coloquei em perspectiva o passo a passo do projeto de dominação de uma população que é enganada, e em virtude de todo um sistema de governo também é desarmada.

      O caso inglês é interessante, pois ainda que o governo vigente fosse dito conservador, o desarmamentismo atingiu e causa danos até hoje naquela nação.

      Agradeço o seu empenho em ler meu texto, e ficaria mais ainda lisonjeado notando que o cerne da questão é: seja controle social, seja banditismo urbano, nada justifica o desarme da população.

      A liberdade de auto defesa é em si o tipo de garantia constitucional que valida todos os outros artigos, como direito ao ir e vir, propriedade privada e ao direito fundamental da vida.”

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