A importância do “Faça você mesmo” no sobrevivencialismo.

Márcio Batata é sobrevivencialista editor do Guia do sobrevivente e colunista de sobrevivencialismo no Instituto DEFESA.

Márcio Batata é sobrevivencialista editor do Guia do sobrevivente e colunista de sobrevivencialismo no Instituto DEFESA.

A importância do “Faça você mesmo” no sobrevivencialismo.

Essa postagem vem trazer um pouco de luz para aqueles que não entenderam muito bem os princípios do sobrevivencialismo que é baseado 70 % em habilidades pessoais. Você acha que basta ter uma faca ou equipamentos caríssimos? Pra muitas pessoas não! Você precisa ler isso!

Ao chegar no universo do sobrevivencialismo você vai encontrar diversos tipos de pessoas e uma infinidade de discussões aplicadas a estratégias de sobrevivência em cenários variados.

Terminologias como Preppers urbanos, sobrevivencialistas, primitivistas, ruralistas, milicos, religiosos vão permear suas pesquisas por se tratarem de segmentos de pessoas mais ou menos documentados. Mas isso realmente não importa para o sobrevivencialista “generalista” (outra categoria) que é o cara cuja estratégia e modelo não se enquadra em grupo nenhum, ele estuda sobrevivência urbana e técnicas outdoor, faz um bunker e uma mochila BOB, enfim segue a regra do PATO.

Independente da segmentação a polêmica relação homem x habilidade x equipamento aparece de forma gritante, ora pelos estudantes e suas características humanas de vaidade, ora pelo marketing que ilustra seus produtos como milagres, ora pelo grupo e sua influencia. Em todos os segmentos a relação entre homem, equipamento e habilidade parecem ser o único equalizador no aspecto de sobreviver ou não a um evento.

Obvio, ninguém quer imaginar, mesmo entre os sobrevivencialistas, os fatores aleatórios do evento, homens super treinados e bem equipados já morreram porque uma pedra estúpida desabou do nada, ou o chão se abriu sobre seus pés.

Para muitos ter um equipamento caríssimo soa como um milagre, a arma que atira sozinha ou a faca que concede poderes mágicos, isso é culpa do efeito Excalibur, a famosa espada mágica que fazia seu portador Rei da coisa toda. Sabemos que só o item, sem treino não presta pra nada.

Acontece que muita gente resolveu ir além, passar o estágio de só ter e saber usar determinadas coisas e resolveram esmiuçar o DNA de sua construção, ou seja, fazer, ter, usar.

Considere isso um minuto e não pense só em facas e armas. O “faça você mesmo” ou o artesanal engloba tantas coisas ou habilidades quanto o conhecido pelo homem e algumas são trabalhos de uma vida.

Os aspectos clássicos do artesanal  mais próximo aos processos sobrevivencialistas estão ligados a autossuficiência de aspectos básicos da vida, como plantar alimentos, fazer ferramentas, transformar coisas, e sobretudo fugir um pouco do sistema.

Quanto maior a gama de conhecimentos de produção dos itens essenciais a vida, mais garantias de suprimento em um cenário de privação, e isso extrapola a relação do homem com seus itens e implode na base o Efeito Excalibur da mente, mais liberdade do sistema e geralmente mais qualidade.

A família que colhe tomates orgânicos no quintal está muito mais garantida que aquela que compra tomates nos mercados. Quem faz a própria faca sabe exatamente onde ela pode ir, o quanto resiste e suporta e além disso, sofre automaticamente o efeito do arqueiro. Um arqueiro sempre será um arqueiro, não importa se ele tem um arco e flechas ou não, algo como andar de bicicleta, dê um arco a ele e ele saberá o que fazer, entenderá o funcionamento e o comportamento do equipamento.

Quando você treina e domina o faça você mesmo, você de certa forma sempre terá consigo aquilo que produziu, o hortelão sempre terá tomates, o cuteleiro a faca, o armeiro fará armas do nada e o arqueiro vai se virar no improviso, e não importa o tanto de gambiarras necessárias para conseguir, se alguém as conhece é quem já dominou o processo de criação. O homem que faz cestos de vime, saberá como fazer de palha, cipó, casca de árvore…

Estudar mecanismos de “faça você mesmo”, e ter os insumos básicos para as atividades necessárias para a sobrevivência é como mergulhar no estudo do DNA do sobrevivencialismo, está muito além do ter, do saber usar, é o principio máximo da autossuficiência, envolve estudo, tempo, dedicação e coragem pra começar, o resultado da artesania, além de gratificante e útil para a vida, é a retomada do ser humano a suas origens e uma ampliação exponencial de suas capacidades de sobreviver.

O que é que você está esperando pra iniciar aquele projeto de fim de semana? Envolva sua família, os vizinhos, crie algo útil do zero, você só tem a ganhar com isso!

Deixo a todos o convite para conhecer nossas mídias no YouTube e no Face que estão repletas de informações para ajudar você a dar os primeiros passos rumo a autossuficiência, acessem o Guia do sobrevivente e vamos nos encontrar por lá.

Abraços


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