A arma conduz à civilização

As pessoas só possuem duas maneiras de lidar umas com as outras: pela razão e pela força. Se você quer que eu faça algo para você, você tem a opção de me convencer via argumentos ou me obrigar a me submeter à sua vontade pela força. Todas as interações humanas recaem em uma dessas duas categorias, sem exceções. Razão ou força, só isso. Em uma sociedade realmente moral e civilizada, as pessoas somente interagem pela persuasão.

A força não tem lugar como método válido de interação social e a única coisa que remove a força da equação é uma arma de fogo (de uso pessoal), por mais paradoxal que isso possa parecer.

Quando eu porto uma arma, você não pode lidar comigo pela Força. Você precisa usar a Razão para tentar me persuadir, porque eu possuo uma maneira de anular suas ameaças ou uso da Força.

A arma de fogo é o único instrumento que coloca em pé de igualdade uma mulher de 50 Kg e um assaltante de 105 Kg; um aposentado de 75 anos e um marginal de 19, e um único indivíduo contra um carro cheio de bêbados com bastões de baseball.

A arma de fogo remove a disparidade de força física, tamanho ou número entre atacantes em potencial e alguém se defendendo. Há muitas pessoas que consideram a arma de fogo como a causa do desequilíbrio de forças. São essas pessoas que pensam que seríamos mais civilizados se todas as armas de fogo fossem removidas da sociedade, porque uma arma de fogo deixaria o trabalho de um assaltante (armado) mais fácil. Isso, obviamente, somente é verdade se a maioria das vítimas em potencial do assaltante estiver desarmada, seja por opção, seja em virtude de leis – isso não tem validade alguma se a maioria das potenciais vítimas estiver armada.

Quem advoga pelo banimento das armas de fogo opta automaticamente pelo governo do jovem, do forte e dos em maior número, e isso é o exato oposto de uma sociedade civilizada. Um marginal, mesmo armado, só consegue ser bem sucedido em uma sociedade onde o Estado lhe garantiu o monopólio da força.

Há também o argumento de que as armas de fogo transformam em letais confrontos os que de outra maneira apenas resultariam em ferimentos. Esse argumento é falacioso sob diversos aspectos. Sem armas envolvidas, os confrontos são sempre vencidos pelos fisicamente superiores, infligindo ferimentos seríssimos sobre os vencidos.

Quem pensa que os punhos, bastões, porretes e pedras não constituem força letal, estão assistindo muita TV, onde as pessoas são espancadas e sofrem no máximo um pequeno corte no lábio. O fato de que as armas aumentam a letalidade dos confrontos só funciona em favor do defensor mais fraco, não do atacante mais forte. Se ambos estão armados, o campo está nivelado.

A arma de fogo é o único instrumento que é igualmente letal nas mãos de um octogenário quanto de um halterofilista. Elas simplesmente não funcionariam como equalizador de Forças se não fossem igualmente letais e facilmente empregáveis.

Quando eu porto uma arma, eu não o faço porque estou procurando encrenca, mas por que espero ser deixado em paz. A arma na minha cintura significa que eu não posso ser forçado, somente persuadido. Eu não porto arma porque tenho medo, mas porque ela me permite não ter medo. Ela não limita as ações daqueles que iriam interagir comigo pela razão, somente daqueles que pretenderiam fazê-lo pela força. Ela remove a força da equação. E é por isso que portar uma arma é um ato civilizado.

Por Marko Kloos

Gun carry


Publicado em Artigos, Destaque

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47 comentários sobre “A arma conduz à civilização
  1. Ronaldo disse:

    Porque nao nos reunirmos e vamos para as ruas reenvindicar o direito ao porte de arma? Poderíamos marcar um encontro tal dia em tal lugar através do face e fazer essa passeata !

    ATT.

    • Daniel Ribeiro disse:

      Ronaldo, estamos trabalhando para que isso seja possível um dia.

    • Pedro Soares disse:

      Com certeza, seria um ótima ideia nos mobilizarmos indo para as ruas em forma de passeata.
      Texto excelente, muito informativo e perfeito para mudar a ignorância na mente daqueles que, influenciados pela mídia, marginalizam o seu próprio direito à legítima defesa.

    • Aquilino de Almeida Carneiro disse:

      Não queremos fazer uso para mostrar arma e sim para defesa pessoal, todos sabem o risco que corremos sem arma, queremos fazer uso do nosso direito que já adquirimos anteriormente, vamos lutar ou não votar mais..

  2. Marlon Ebert disse:

    Quando eu vejo um país onde as armas são perfeitamente legais, na maioria das vezes é um país desenvolvido.

  3. Alexandre flores disse:

    Concordo piamente que a violencia diminuiria com os cidadaos de bem armados, porem sou da opiniao que deveria ser exigido dos tais no minimo um curso de vigilante e ter bons antecedentes para portar arma!

    • Daniel Ribeiro disse:

      Alexandre, o curso de manuseio de arma já é obrigatório hoje em dia e provavelmente continuará sendo caso o porte seja aprovado.
      As pessoas também podem fazer cursos de táticas de segurança caso queiram… são importantes. Mas o mais importante mesmo é o bandido saber que não é só ele que tem armas.

      Seja bem vindo!

      • Marcos disse:

        Concordo com tudo. Porém me deu estalo quando você disse que o mais importante é que o bandido saiba que não é so ele que tem arma.. Agora a questão, será que dessa forma, o bandido não se tornará mais intolerante e irá matar a troco de nada? Qualquer furto será um latrocínio?

        • Daniel Ribeiro disse:

          Dificilmente, já que o disparo de arma de fogo – já no início do assalto – vai causar alarde em uma grande distância, o que irá voltar todas as atenções a cena do crime.

          Em uma sociedade armada, dificilmente o bandido escaparia ileso.

        • Reinaldo disse:

          Mas é isso o que acontece hoje em dia! Olhe os noticiarios! E aquela dentista que foi incendiada a troco dr nada? E teve aquele rapaz morto por um “de menor” no portão de casa, com um tiro na cabeça. Nenhum reagiu. A verdade é que hoje temos apenas o direito de morrer, porque o de viver os governos tiraram e o povo faz passeata por R$0,20.

          • Brunno disse:

            Bandido tambem tem medo de morrer, o “fator supresa” do bandido acaba virando contra ele, quem esta sendo assaltado não precisa e nem deve reagir, mas quem esta de fora e perceber a situação é que vai agir, pegando o bandido de surpresa, os bandidos hoje tem a certeza de que vão cometer delitos e nada vai lhe acontecer, se formos comparar a situação de hoje para um futuro com armas é que vamos esta todos iguais, não vai ser so um lado q vai ter arma, se vamos morrer, vamos morrer se defendendo

          • Thiago Habib disse:

            Claro que ninguém reagiu, Reinaldo! Se a população está totalmente desarmada e indefesa contra os bandidos!

  4. Herberth Amaral disse:

    Excelente argumentação. Parabéns.

  5. Olandim Sueth disse:

    A consciência, a responsabilidade, a formação intelectual e moral e a conduta de alguns perante a sociedade pode ser um argumento plausível para que eu pudesse militar a favor dessa campanha.

    Acontece que nem todos (arrisco a dizer que a maioria) têm preparo e bom senso para portar uma arma de fogo. Em uma sociedade pobre intelectualmente e vingativa como a nossa, qualquer motivo será motivo para empunhar uma arma de fogo e disparar. E àqueles que, mesmo se o porte de armas for legalizado não tiverem a intenção de aprender a manusear uma seja lá por qualquer motivo, ficará, no mínimo, receoso nas ruas. Eu ficarei. Vários ficarão. E estarão expostos à troca de tiros, até então exclusiva entre polícia x bandido.

    Essa equiparação proposta pelo texto é um retorno ao olho por olho e dente por dente, onde aqueles que não aderirem à campanha, estarão de fato, jogados à margem, totalmente acuados, como eu estarei, como vários estarão. Sinceramente, ainda não encontrei argumentação forte a favor do armamento civil.

    Obrigado pela reflexão.

    Um abraço.

    • Daniel Ribeiro disse:

      Olandim, eu não sei de qual pesquisa você tirou essa informação (de que a maioria das pessoas não tem preparo).

      O que a experiência e as estatísticas mostram é que acontece exatamente o contrário. Em países armados, em geral, a taxa de homicídios e outros crimes praticados com armas é bem mais baixa do que a nossa. Aqui mesmo no Brasil – um dos países mais desarmados do mundo – os estados com maior número de armas legais em geral são também os que apresentam as menores taxas de crimes com armas, e os estados mais desarmados, as maiores.

      Se hoje – com os bandidos armados – você anda na rua com tranquilidade, não há motivo para pensar que com pessoas de bem armadas a situação seria pior. Pessoas de bem não são homicidas, não querem problemas, não querem ir presas e não querem carregar o remorso de ter matado um inocente.

      • Olandim Sueth disse:

        Daniel, boa noite.

        Se você voltar a ler o meu comentário verá que eu não fiz nenhuma afirmação contundente. Disse que ARRISCARIA a dizer. E quando eu me referi às pessoas despreparadas, não disse àqueles que já manuseiam uma arma. Me referi à grande massa manipulada, pobre intelectualmente (não é discriminação, ok? São fatos) e vingativa sim. É só acompanhar as campanhas que a maioria vem aderindo: redução da maioridade penal, pena de morte, como se elas fossem medidas que reduziriam efetivamente o índice de criminalidade.

        Mesmo quando você trouxe suas “experiências e estatísticas”, esqueceste de citar as fontes para que eu faça uma melhor análise sobre. Quem sabe você não consegue convencer-me do contrário? Eu não sou cabeça dura (eheheh) e posso perfeitamente ser convencido do contrário, desde que haja argumentos plausíveis e convincentes, como disse anteriormente. Por enquanto, acredito que há outras formas de redução da criminalidade e dos homicídios.

        Um abraço.

        • Daniel Ribeiro disse:

          Olandim, vamos lá:

          No “The Guardian”, mapa mundi com quantidade de armas por país e quantidade de homicídios por país.

          http://www.theguardian.com/news/datablog/interactive/2012/jul/22/gun-ownership-homicides-map

          Se quiser uma análise mais clara destes dados, encontrará aqui
          http://www.psmag.com/culture/the-correlation-between-gun-ownership-and-homicide-rate-55467/

          Ou, ainda mais simples: http://www.defesa.org/posse-de-armas-vs-homicidios-no-mundo/

          Ou esta notícia da Folha de São Paulo: Estados com maior índice de violência tem menos armas registradas.
          http://www.defesa.org/estados-com-maior-indice-de-violencia-tem-menos-armas-legalizadas/

          Brasil lidera ranking de mortes por arma de fogo (claro, afinal as armas estão nas mãos erradas). Reportagem do Jornal Metro.
          http://www.defesa.org/brasil-lidera-ranking-de-mortes-por-armas-de-fogo/

          Se tiver alguma dúvida, não deixe de perguntar. Estamos aqui para solucionar todas.
          Até mais!

          • Olandim Sueth disse:

            Daniel, foi proposital o pedido de fontes, pois eu saberia que viria um turbilhão delas. Mas vamos lá.

            Percebi em duas fontes (‘Falha’ de São Paulo e do Jornal Metro, também de SP) que os países que lideram o ranking de mortes por arma de fogo têm algo em comum: a deseducação. No ranking estão Brasil, México, Nigéria, Filipinas, Indonésia e Paquistão. Tá de sacanagem né? Inglaterra, Alemanha, Finlândia, Holanda e outros países europeus não podem servir de parâmetro. Lá a educação é prioridade e consequentemente, o índice de violência é muito mais baixo. Lembra que eu falei que a grande massa aqui não é preparada para portar armas devido à pobreza intelectual? Pois é. É a isso que me referi.

            Quero lhe dizer pode não adiantar só a legalidade do armamento civil. É preciso, paralelo ao armamento, o investimento em educação (note que agora não estou totalmente contra o armamento civil, pois eu disse “paralelo ao armamento”). Nos países desenvolvidos, quanto maior a instrução do seu povo, menor o índice de criminalidade e mortes por arma de fogo. A Holanda estuda a possibilidade de implodir suas penitenciárias por falta de criminosos e troca de tiros, seja entre polícia e bandidos, seja entre civis.

            O site ‘Falha’ de São Paulo informa que no Amapá, que possui apenas dois portes autorizados, é o quinto estado mais violento e que Alagoas é o campeão, tendo só 49 portes legalizados. Percebe o índice de analfabetismo nesses dois estados? Horrível. E depois, para confirmar minha tese, o mesmo site informa que no RS o índice é menor e credita esse fato a um dos maiores índices de porte de arma. Não é. É o nível de instrução que o estado gaúcho possui.

            Portanto, repito, quanto maior o nível de instrução, menor o índice de violência e mortes por arma de fogo. A lógica é clara: povo instruído possui maiores chances no mercado de trabalho e de ter uma vida digna. Você disse aqui uma coisa muito importante que reproduzo a seguir:

            “Pessoas de bem não são homicidas, não querem problemas, não querem ir presas e não querem carregar o remorso de ter matado um inocente”.

            Para fortalecer sua inteligente observação, acrescento: pessoas bem INSTRUÍDAS, COM GRAU DE ESCOLARIDADE EM NÍVEL SUPERIOR (DEVER DO ESTADO E NOSSO DE COBRAR!) TAMBÉM NÃO QUEREM PROBLEMAS, NÃO QUEREM IR PRESAS. Creditar o baixo nível de mortes só pelo armamento civil é um erro. Há outras nuances mais contundentes no entorno.

            Um projeto que busca essa escolarização que o povo brasileiro tanto necessita é a FEDERALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO DE BASE, proposta pelo excelente Senador da República, Cristovam Buarque. Ele entende que um povo educado, a economia melhora, a política melhora, a ciência melhora, a tecnologia melhora e a vida social melhora. Basta olhar os países desenvolvidos já citados.

            Mas um país como o nosso, com milhares de analfabetos natos e funcionais, o armamento pode ser nocivo, pois as estatísticas que você me mostrou são claras: os índices baixos de mortes por arma de fogo não se deve somente ao armamento civil. Deve-se, PRIMORDIALMENTE ao grau de instrução de seu povo.

            Somente o armamento civil ainda não me é convincente…

          • Daniel Ribeiro disse:

            Amigo Olandim, vamos lá.

            Em momento algum eu disse que o armamento civil é a solução para todos os problemas. Ele é parte da solução, e não a solução completa. É claro que a educação e a saúde também contribuem para uma sociedade mais justa, que por sua vez, contribui para a redução na taxa de crimes. Não há dúvida nisso.

            Porém, aqui somos a DEFESA.ORG, somos uma organização que luta pelo direito de acesso às armas. Existem diversas outras organizações que lutam pela melhora da educação e algumas delas fazem trabalhos excelentes. Porém este não é o foco da DEFESA.ORG. Nosso foco é educação sobre armas, cidadania, democracia e liberdades individuais.

            Eu não sei qual razão você tem para fazer chacota com a Folha de São Paulo – um grande veículo de imprensa no Brasil. Neste caso específico, entendo menos ainda, já que a reportagem se resumiu a apresentar dados obtidos diretamente da polícia federal. Você acha que os dados estão incorretos? É por isso que faz chacota? Acho que se você tem dúvidas quanto a credibilidade da informação, o melhor é apontar o problema em vez de simplesmente fazer chacota.

            O Senador Cristóvam Buarque, o qual você julga “excelente”, não passa de um ditador imbecil. É dele o PLS 176/2011 (veja aqui), que basicamente joga no lixo o resultado do referendo de 2005, onde democraticamente os Brasileiros decidiram pela NÃO proibição do comércio de armas de fogo e munição. Se um Senador quer jogar o resultado de um referendo no lixo, já que acha que a opinião dele é melhor do que a opinião de 64% dos Brasileiros, então ele não merece o meu respeito.

            Eu pessoalmente fico ainda mais indignado com esse Pulha, pois eu votei nele nas eleições de 2006. Esse imbecil conseguiu me enganar com o discurso “pela educação” dele… E hoje sei que a educação, embora importantíssima, está sendo “vendida” de maneira errada aos Brasileiros.

            Quanto aos “deveres do estado”, percebo que eu e você temos claramente opiniões diferentes. Enquanto você acha que a educação superior é um “dever do estado” (e nós devemos cobrar), eu já penso o contrário. Penso que o estado (consequentemente, o dinheiro público) não deve pagar pela educação superior de todos. A minha faculdade eu tive que pagar, trabalhei muito para isso. Não foi o estado quem pagou. Eu acho que, quando muito, o estado deve oferecer a educação básica, e daí para frente, cada cidadão que procure o que achar melhor para si. Se o sujeito não quer fazer faculdade, não faça, se quer, que faça… O mercado de trabalho é quem vai decidir quem vai ocupar quais profissões no futuro.

            Já que você toca no dever do estado… Veja os EUA. Lá as faculdades não são públicas, são privadas. As melhores são concorridíssimas, e caríssimas, e ainda assim, lá é um país educado, extremamente armado, e mata-se 5x menos do que aqui no Brasil.

            Quanto mais “responsabilidades” o estado tem, pior é, pois ele se infla, e ele não é eficiente. No fim, qualquer serviço que o estado preste é sempre pior e mais caro do que um serviço em que o mercado é livre para prestar. Serviços como saúde, educação, transporte, segurança, comunicações… Todos eles seriam melhores se o estado simplesmente tirasse a mão e deixa-se que o mercado atuasse sozinho.

            Enfim, para concluir, é impossível falar sobre desarmamento sem falar em liberdades individuais. Nós na DEFESA.ORG mostramos que a ausência de armas não apenas causa a insegurança pública, com assaltos, roubos, sequestros, estupros, invasão de residências e outros, como também faz com que o povo não seja soberano em seu próprio país. DEMOCRACIA = DEMO + CRACIA, DEMO é POVO, CRACIA é PODER. Democracia significa “O poder com o povo”. Que poder o povo Brasileiro tem hoje? Desarmado e entregue a qualquer inimigo, inclusive os internos.

            Veja o que aconteceu na Alemanha em 1939. Um país moderno, educado, decidiu que desarmar a população seria melhor… Em ai todos sabemos o que aconteceu com o povo, que não podia nem mesmo se defender de seu próprio governo.

            O mesmo aconteceu com a Turquia em 1911, com a União Soviética em 1939, com o Camboja a menos de 40 anos atrás… Você acha que no Brasil não pode acontecer? Pois nós achamos… e estamos lutando para evitar mais um Genocídio.

        • Reinaldo Cesar disse:

          Olandim,

          Sinto muito ter que discordar de voce, em partes, pois seu argumento com relação a educação foi muito bom mas….
          A experiencia de vida em cidades pobres e a historia mostra o contrario. Volto nos tempos dos meus bisavós, que sequer sabiam assinar o nome. Não tinham educação na época pois foi antes do MOBRAL, mas eles sabiam que era ERRADO, roubar e matar, alem de os indices de criminalidade serem muito baixos em cidades menores. Ninguem se arriscava tanto a roubar pois quase todos andavam com uma espingarda ou um 38. Hoje se joga a alta criminalidade nas costas da fslta de condições sociais melhores… MENTIRA, o cara ta no crime porque é vagabundo mesmo. E o grau de instrução não é o medidor correto dos crimes. Vide os ilustres Dirceu Delubio, Genoíno… ladrões safados. Pimenta Neves, o casal Nardoni, todos esses citados, entre outros engravatados, tem em comum o ALTO GRAU DE INSTRUÇÃO e nem por isso deixaram de praticar o crime. Então chegamos a conclusão de que o que define se um cidadão é de bem ou não é o nivel de escolaridade e sim o CARÁTER, não se pode julgar todos pela falta de caráter de alguns.

          • rafael pereira disse:

            mas a quantidade de bandidos é enorme ,será que a evoluçao genetica está levando a isso,ou é a justiça leve que tem no brasil está compensando ser ladrao ?a onde eu moro acho que metade do bairro vizinho aki é de bandidos a falta de carater é espelho da educaçao que seus pais receberam e que eles recebem , para voçe ter uma ideia o sonho dos mulekes aki é ir preso!!a pressao para ele se tornar um bandido no seu sub quonciente é grande só para ser igual os outros ou ter historia pra se vangloriar depois pegar umas minas etc porque a justiça solta mesmo,nao tem investigaçao de crimes mesmo a policia civil nao faz nada eu cresci vendo isso acontecer conheço bandido e policia só pensam no dinheiro, olha a merda que viro nao podemos aceitar mais isso saio 2 horas da manha para carregar uma van com muito medo nao tenho seguro do carro e no momento minha familia depende dele tenho um filho de 6 meses depois que ele nasceu começei a pensar em armas vou comprar uma e andar na ilegalidade ,mas meu carro ninguem vai levar.. alias já foi roubado mas recuperado graças aos bandidos! fazer oq desculpe o desabafo

      • felipe disse:

        Como identificar as tais “pessoas de bem” pela teoria do lombroso?

    • rafael pereira disse:

      pelo preço das armas e do porte cursos e balas nao vai sair menos de 8.000 para se ter uma arma,e a pessoa que investe nesse tipo de coisa na maioria das vezes nao vai ser tao pobre intelectualmente vai ter em media 30 anos para mais sem antecedentes criminais nos dias de hoje já é um começo e nao vai querer arriscar tudo por causa de uma fechada no transito ,pessoas vao morrer , bandidos vao morrer ,mas depois a coisa vai começar a entrar nos eixos… o governo e a midia faz as pessoas se acostumarem com tudo , nao nao é normal isso que a gente vive aki no brasil

  6. Ronaldo disse:

    Eu entendo sua consepçao, porém para um civil conseguir comprar uma armar ele tem que levar inúmeros documentos para PF , ele tem que fazer um curso de manuseio da armar e exame pisicologico . Eu comprei e posso afirmar que o gasto para fazer o curso , exame , encargos, e com a documentação sao altos , contando ainda que a pessoa nao pode ter nenhuma restri çao penal e no final a PF vai analizar tudo se ela julgar procedente , ainda vai te enrolar quase 1 ano para de conceder o registro! Conclusão, não é só chegar na loja e comprar a arma e sair portando na rua…..

  7. Eduardo disse:

    Refletindo sobre os últimos comentários…
    O único (único mesmo – comentários adiante) propósito de se desarmar o civil ou limitar o calibre das armas para estes é evitar que este se vire contra o estado. Por isso logo após a primeira emenda da constituição americana:

    “O congresso não deve fazer leis a respeito de se estabelecer uma religião, ou proibir o seu livre exercício; ou diminuir a liberdade de expressão, ou da imprensa; ou sobre o direito das pessoas de se reunirem pacificamente, e de fazerem pedidos ao governo para que sejam feitas reparações por ofensas”

    Vem a segunda maior preocupação com a manutenção da democracia:

    “Sendo necessária à segurança de um Estado livre a existência de uma milícia bem organizada, o direito do povo de possuir e usar armas não poderá ser infringido”

    Veja bem. este era um EUA com poucos intelectuais e muitos ignorantes e analfabetos.

    Educação não define nada. No canadá, quando a polícia entrou em greve no final da década de 90, a capital Toronto virou um caos. por mais educado que o povo seja. Com saques e invasão à residências.

    Porte de arma tudo bem mas o registro de arma só permite que o cidadão de bem seja desarmado pelo estado quando bem interessar. Isso é histórico.
    Sou contra restrição de calibre mas a favor de uma classificação de porte de arma para que: quanto maior o calibre a ser adquirido, mais treinamento seja exigido. Restrição de calibre e de venda de armas adianta alguma coisa? O menor de idade que estuprou uma mulher no ônibus aqui no RJ este ano comprou uma 9mm no lixão. O maníaco de realengo comprou um revólver do vizinho e carregadores rápidos em site de leilão online.

    Isso é uma baita injustiça! O Vagabundo entra na minha casa com uma arma de poder de parada de mais de 90% e eu tenho uma com uns 72%. Se eu não abrir a vantagem de um tiro, é bem possível que ele, com sua arma do lixão, me mate. Mesmo o Estado permitindo que eu “porte” uma arma. no Site da Glock americana a melhor opção de primeira compra é justamente uma 9mm.

    Minha irmã, que é psiquiatra me disse que arma em casa aumenta a chance de suicídio. se você der um tiro na cabeça tem grande chance de morrer ou se sequelar (sei disso pois sou médico) mas também sei que se você tomar 6 comprimidos de Paracetamol 750mg voce vai morrer em, praticamente, 100% dos casos (a não ser que seja feito um transplante hepático de emergência). Vai restringir venda de paracetamol também?

    Minha geração teve um grave desvio de bases de ensino que, ao invés de serem neutras, sempre nos tendenciaram para a esquerda: quero aprender e não ter opinião implantada! Lembro que me falavam da queda da Bastilha na revolução francesa, que era para soltar presos políticos. Quando converso com amigos meus que são historiadores a versão é outra: a Bastilha também era um Paiol! Assim se conduz uma revolução. Onde há vontade, há armas! Tanto é que a previdência Francesa tem que ser sempre exemplar para não despertar desgosto público (isso é dado em aula de direito previdenciário) porque ninguém é louco de mexer com um povo que cortou cabeça de Monarca…

    Estamos discutindo isso de nossos apartamentos ou casas com muro, cachorro, portaria etc. Eu me preocupo muito com as famílias que estão em fazendas e sítios onde a polícia nunca chegaria em tempo. É muito pouco noticiado mas os bandidos estupram as mulheres, matam o pai de família e roubam tratores e máquinas. Qual a única chance de defesa dessa gente? se unir e formar grupos de vigília (o que acontece nos EUA) com o que? .380? espingarda? enquanto o bandido tem 9mm, sub-metralhadoras, 7.62…

    Sou Pai de família, tenho instrução e muito, mas muito a perder. Acha que vou colocar uma arma na cintura e bancar o Cisco Kid? é isso que as campanhas de desarmamento pregam. Só quero o DIREITO DE DEFESA. só isso! Vivo em um país que o estado não garante minha segurança pois o investimento nas polícias e na inteligência contra o crime nunca (mas nunca, nunca mesmo!) foram prioridades.

    É apenas a minha opinião. mas fica registrado.

  8. rhlparis disse:

    Desculpe se alguém já comentou, mas como fica o fator surpresa do assaltante?…

    • Rodrigo disse:

      rhlparis , sempre é dito pelas ongs desarmamentistas que o cidadão comum armado leva desvantagem em relação ao bandido pois este teria preparo com a arma e o elemento surpresa ao seu lado, nada mais falso, normalmente bandido não pratica tiro, em um assalto aqui na minha cidade o bandido tentou atirar oito vezes na vitima, só que não sabia soltar a trava da pistola, o fator surpresa raramente esta com o marginal, você percebe a aproximação dele e tem condições de se precaver, provavelmente sem chegar ao confronto(bandido raramente é tão idiota de entrar em uma situação onde onde pode acabar morto), o fato é que comumente pessoas resistem a assaltos mesmo com armas inferiores(vemos sempre na impressa donos de loja expulsando bandidos armados a porretadas) justamente usando o elemento surpresa.

    • Thiago Habib disse:

      rhlparis, numa sociedade armada, qualquer bandido que se ache esperto o bastante para tentar um fator surpresa contra sua vítima, terá que lidar com todo o resto da população armada das redondezas que, após o primeiro disparo, estará alerta.
      Quando desarmamentistas falarm em fator surpresa, só pensam no “um contra um”. Se esquecem de todas as outras pessoas da cidade. Ou de casa.

      • Gilter disse:

        Exatamente Thiago Habib, ótima colocação, vemos quantidades exorbitantes de latrocínios registrados por câmeras, onde claramente se vê um ou vários meliantes matando cruelmente o pai de família (até com facas) em quanto vários espectadores assistem sem reação, pois, desarmados estarão em desvantagem. “É disso que o diabo gosta”. Na grande e esmagadora maioria dos casos, é evidente que o cidadão de bem teria triunfado se estivesse armado como é seu direito.
        Apoio a ideia de que o cidadão de bem(maioria),com todos requisitos ok, mesmo não pretendendo adquirir uma arma no momento, deveria ir a um estande de tiro, conhecer algumas armas e praticar, pois, todo conhecimento só pode lhe beneficiar. Esta simples atitude abre a mente, e talvez salve a vida de muitos cidadão de bem e seus entes queridos.
        Devemos pensar “fora da caixa” e nos darmos a oportunidade de acertar.

      • rhlparis disse:

        Thiago Habib, concordo c vc caso tivéssemos uma sociedade armada, mas, na realidade atual, não temos. Logo, volto a questionar o seguinte: compensa eu arrumar uma arma e andar c ela, levando-se em conta que o fator surpresa está com quem assalta? Claro que podemos treinar e nos disciplinar p evitar a surpresa, óbvio. Porém, não é inevitável. Há diversas situações em q podemos ser abordados e nem sequer percebemos a pessoa, e aí como fica? Além de ele levar meus pertences ele ainda leva minha arma. Talvez até leve um tiro pelo fato de estar armado…

        • Thiago Habib disse:

          Não temos uma sociedade armada e nunca teremos enquanto reproduzirmos esse pensamento. Até quando aceitaremos viver indefesos?

          É óbvio que, por mais que seja investido em “segurança pública”, é impossível cada cidadão possuir o seu próprio policial armado de plantão 24h, para guardar a sua família.

          Impressionante como o cidadão brasileiro confia no Estado…
          Como se os governantes fossem os anjos protetores do povo!

          Sobre a sua pergunta, se compensa andar armado, acredito que quem deva decidir isso é cada indivíduo. Lutar contra o desarmamento não significa obrigar a todo cidadão possuir e portar uma arma! O que queremos é esse liberdade de escolha. Você não pode dizer que fez uma escolha voluntária e racional de não portar arma. Você é OBRIGADO a isso, no Brasil.

        • Gilter disse:

          rhlparis, primeiramente parabéns por estar discutindo o tema, isso é muito importante, se todos fizessem como você, hoje as coisas estariam muito melhores.
          Agora ao assunto, você já se respondeu no inicio de seu comentário, exatamente por isso muitos como nós lutamos para mudar a realidade de nossa sociedade e por uma sociedade armada(pessoas de bem é claro).
          Agora pensemos: O fator surpresa dessa forma que você mencionou seria algo bem mais raro, a possibilidade de isso acontecer cairia drasticamente pelos motivos ja mencionados acima. Ai que entra o bom senso, é necessário que vejamos as armas como um direito nosso e uma ferramenta A MAIS para nossa segurança, não somos prepotentes como muitos pensam, a arma é uma garantia a mais, aliás, muito eficiente, mas ainda assim é preciso bom senso e não sair se arriscando por ai sozinho em lugares desertos… A palavra SE sempre vai existir: se meu avião cair, se meu carro perder o freio, se um poste cair em minha cabeça, tudo é possível é claro, mas não podemos deixar de fazer nossa parte. A FÉ e confiança na proteção divina ajudam, mas nada disso faz sentido se não fizermos nossa parte: Evitar riscos eminentes e não abrirmos mão de nossos direitos a defesa.
          Eu sem dúvidas nenhuma prefiro uma chance a mais de continuar vivo.
          Sei que foi impregnado em nossa cultura varias inverdades sobre as armas, mas pessoas como você, que questionam e analisam e refletem acabam abrindo suas mentes e em algum momento concluindo espontaneamente que as armas SALVAM vidas e são nosso direito.
          Abraço.

  9. Felipp disse:

    Quem fez este texto foi um oficial-general dos fuzileiros navais dos EUA (USMC).

  10. Gilter disse:

    Todo e qualquer argumento contra o direito de auto defesa armada do cidadão de bem, é, antes de tudo, COMPLETAMENTE INCONSTITUCIONAL, pois,O artigo 5° da constituição federal de 1988 é muito claro:”Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a INVIOLABILIDADE do DIREITO À VIDA, À LIBERDADE, à IGUALDADE, à SEGURANÇA e à PROPRIEDADE…” Ou seja, essa unica restrição tem o poder de VIOLAR todos itens do artigo 5° que são direitos universais e básicos.
    Realmente, a principio, defender esse tema, para alguns, soa meio extremista, irracional a estilo Hammurabi. Isso na verdade é uma má consequência da influencia da mídia brasileira, que por rasões e interesses políticos, usa de deu poder para formar opiniões da maneira que melhor detêm o cidadão submisso ao estado.
    Na verdade, a genialidade nada mais é do que um pensamento a principio absurdo aplicado para gerar resultados lógicos(dos poucos gênios da humanidade, muitos foram contrariados até muito depois de sua morte).
    Parece estranho para muitos, mas o acesso mais fácil às armas geraria uma atmosfera de muito mais respeito.Ainda que a cultura do brasileiro seja inferior a dos países desenvolvidos, se raciocinar chegará a conclusão: Da forma como está as armas estão acessíveis exatamente à escória da população , os bandidos, e eles não têm peso de consciência e nada a perder. Cidadão comum, que passar pelo processo de aquisição de arma cumprirá requisitos como não ter antecedentes criminais etc, isso já é um filtro.
    Muitos problemas secundários, como falta de educação no transito, iriam acabar pois haveria maior respeito e maior igualdade em todos os aspectos.
    Já cansei de injustiça, como 89% da população. Eu defendo essa bandeira com consciência limpíssima como cidadão e cristão.

  11. Marcelo disse:

    Excelente artigo, porém faltou a citação do autor verdadeiro: “Maj. L. Caudill USMC”.

    Abraço a todos!

  12. Leonardo M. Pieper disse:

    Armas e liberdade

    por Lew Rockwell e Ron Paul, terça-feira, 12 de abril de 2011

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    Recentemente aconteceu algo em Buffalo, Nova York, que contradiz a propaganda daqueles que apóiam o “controle de armas” — isto é, o controle de cidadãos cumpridores da lei que desejam apenas ter uma arma para se proteger dos vários elementos nefastos deste mundo. Um cidadão de fato usou uma arma, uma espingarda, para defender sua casa e sua família de invasores armados. E, de acordo com a manchete, ele já havia sido vítima de outras invasões domiciliares.

    Não, sua arma não lhe foi tomada e usada contra ele — essa seria a conseqüência inevitável de se possuir uma arma, dizem os defensores do desarmamento. Não, sua arma também não foi roubada. Não, ele não teve tempo de esperar pela polícia, não obstante esta tivesse chegado minutos depois, tendo também atirado nos invasores, ferindo um deles. Sim, ele foi capaz de pegar sua arma a tempo. Sim, ele apontou, mirou e acertou os alvos maléficos. De acordo com a propaganda desarmamentista, as pessoas raramente — quase nunca — usam armas para a auto-defesa.

    O desarmamento é uma daquelas idéias que, na superfície, parecem fazer sentido; uma idéia que as pessoas sensatas inicialmente estão inclinadas a aceitar; uma idéia que parece oferecer uma solução fácil para um problema difícil. E esse é o problema com o controle de armas. Não passa de uma auto-ilusão, um pensamento baseado no desejo; é simplista, ingênuo e até mesmo infantil. É um pensamento tipicamente esquerdista: achar que problemas sociais podem ser resolvidos colocando-se palavras num papel e transformando-as em estatutos federais e estaduais.

    Sempre que você ouvir que esse ou aquele tipo de arma foi banido, lembre-se que palavras escritas num papel jamais mudaram a natureza humana. Existem pessoas ruins lá fora que irão se aproveitar das pessoas boas. Elas não serão impedidas por palavras em um papel, seja onde for. As pessoas boas, por outro lado, desejosas de obedecer a lei, serão. E é por isso que assaltantes, estupradores e assassinos sabem que em paraísos desarmamentistas — isto é, qualquer lugar em que saibam que as potenciais vítimas estão desarmadas — os cidadãos estão totalmente indefesos contra eles.

    Nos EUA, em particular, acontece um fenômeno interessante. Sempre que o congresso ameaça aprovar novas regulamentações anti-armas, o povo americano responde comprando e estocando a maior quantidade de armas possível.

    Em 1989, o congresso aprovou restrições sobre as chamadas “armas de ataque” (assault weapons), tais como a Colt AR-15, a H&K G36E, a TEC-9, todos os AK-47s, e as Uzis. Esse fato provocou uma explosão na venda de armas. Após uma breve folga da máquina legislativa, surgiu a Brady Bill em 1993, um projeto de lei que impunha a checagem do histórico do comprador. Os políticos alegaram estar apenas atrás dos criminosos. Mas o principal efeito da lei foi o de convencer as pessoas de que o governo federal estava mesmo era determinado em desarmar o público.

    Os políticos, é claro, sempre dizem que estão atrás apenas dos criminosos, e não de caçadores e de pessoas que apenas desejam a auto-proteção. Mas, por definição, os criminosos não ligam muito para regulações. Restrições legais sobre a venda de armas só servem para fazer com que as pessoas que escrupulosamente seguem a lei não consigam se defender daqueles que não a seguem.

    Esse ponto pode ser demasiado complicado para os políticos entenderem, mas as pessoas comuns entendem. Após a aprovação da Brady Bill houve mais uma explosão na venda de armas, com a população aumentando seus estoques, antecipando-se a mais regulamentações futuras.

    As percepções da população provaram-se certeiras. Sem perder tempo, os federais baniram a fabricação doméstica de armas de estilo militar e de pentes com capacidade para mais de 10 projéteis. O resultado foi o maior tiro pela culatra da história das regulamentações. O limitado número de “armas de ataque” ainda em circulação passou a ser vendido pelo dobro do preço pré-banimento. E como era necessário ter mais balas para poder se igualar ao poder de fogo antigo, os fabricantes de munições passaram a desfrutar de lucros recordes, de acordo com dados reunidos pelo Wall Street Journal.

    E, por fim, o que levou o mercado à velocidade total de operação foi a ameaça de que os fabricantes de armas seriam levados à falência por conta de ações judiciais. As pessoas viram o que os tribunais fizeram com as empresas de tabaco e o que aconteceu com os preços do cigarro como conseqüência. Ao contrário dos cigarros, armas não são perecíveis, e assim as pessoas perceberam que poderiam – aliás, deveriam – começar a estocar o mais rápido possível, antes que os juízes fizessem com os fabricantes de armas o mesmo que fizeram com os fabricantes de cigarro.

    Fanáticos anti-armas viram toda essa estocagem como uma catástrofe, uma vez que sua meta era o desarmamento completo da população. Mas eles estavam em um dilema. Costurar o processo legislativo para implantar o desarmamento completo toma mais tempo do que os períodos de espera e as barreiras regulatórias já aprovadas e transformadas em lei. As janelas de liberdade existentes permitiram às pessoas desafiar as intenções dos desarmamentistas enquanto ainda havia tempo.

    A estocagem que passou a ocorrer em todo o país provavelmente animou até mesmo as pessoas que não tinham interesse em ter uma arma. Isso porque uma posse de armas amplamente difundida por toda a sociedade confere aquilo que os economistas chamam de “externalidades positivas” sobre as pessoas que não planejam ter armas. Por exemplo, mesmo que você não possua uma arma, ainda assim você se beneficiará da percepção de que você ainda pode vir a ter uma, uma percepção que só vai durar enquanto a realidade da posse difusa de armas continuar existindo. O temor de que as pessoas estejam dispostas a reagir é o que mantém os criminosos acuados.

    Uma literatura maciça e detalhada já comprovou, seguidamente, que quanto mais armas uma comunidade possui, menor é a criminalidade que essa comunidade tem de aturar. Os dados são tão devastadores que nenhuma pessoa sensata poderia negá-los. (A “planilha de fatos das armas de fogo” deveria estar na lista de favoritos de cada ser pensante). Por que, então, o lobby desarmamentista continua a dizer que as restrições às armas são a chave para diminuir a criminalidade?

    Um livro altamente elogiado pelos desarmamentistas — o Arming America: The Origins of a National Gun Culture, escrito por Michael A. Bellesiles, professor da Emory University — foi inteiramente desacreditado por ser baseado em fatos fajutos — para não dizer fraudulentos —, e o autor foi forçado a se demitir de seu posto. Bellesiles tentou contestar a sabedoria convencional e argumentou que no período colonial os americanos tinham poucas armas e muitas delas não funcionavam. (Joe Stromberg já refeutou devidamente tal asserção).

    Ele parecia não estar ciente de que a Revolução Americana foi originada por uma tentativa de desarmamentistas britânicos de confiscar armas americanas em Concord. Na batalha de Lexington e Concord, esses americanos supostamente mal armados de alguma forma conseguiram infligir 273 baixas no mais bem treinado exército do mundo, os Redcoats.

    Um bom antídoto para o livro de Bellesiles é o livro Guns and Violence, escrito por Joyce Lee Malcolm, professor de história do Bentley College. Malcolm argumenta que na Inglaterra a taxa de crimes violentos vinha declinando por séculos à medida que mais armas iam se tornando disponíveis. Foi só começarem a aprovar leis anti-armas e a taxa começou a subir.

    Já um estudo do economista John R. Lott, Jr. — Ph.D. e autor dos livros Mais Armas, Menos Crimes e O Preconceito Contra as Armas — mostra que em 1985 apenas oito estados tinham leis que permitiam às pessoas andarem armadas livremente — as leis permitiam que uma pessoa automaticamente conseguisse uma licença, desde que ela tivesse seu histórico aprovado e completasse um curso de treinamento. Atualmente existem quarenta estados que apresentam alguma versão dessas leis. O exame que Lott fez dos dados mostrou que “de 1977 a 1999, os estados que adotaram leis que permitiam o porte livre de armas apresentaram uma queda de 60% nos ataques contra indivíduos e uma queda de 78% nas mortes em conseqüência de tais ataques”.

    Já é hora de a orientação ideológica desses confiscadores de armas ser examinada mais minuciosamente. Observe que a teoria deles sobre a posse de armas não aparece isolada; ela é parte de um pacote maior, um pacote de crenças políticas sobre o papel do governo na sociedade. Quase sem exceções, eles defendem toda a agenda estatista típica do politicamente correto. O que eles querem não é uma sociedade desarmada, mas uma sociedade onde o governo tem o monopólio da posse de armas.

    O que nos leva ao dia 11 de setembro de 2001. Nesse dia, descobrimos que todo o aparato de $400 bilhões do governo federal dos EUA não foi capaz de proteger os americanos contra um catastrófico ataque terrorista, ao passo que uns poucos revólveres nas cabines de comando dos aviões — medida essa que há muito havia sido desencorajada pela polícia federal americana — poderiam ter salvado o dia. E, apesar disso, a idéia de que pilotos tenham permissão para estar armados contra invasores ainda é controversa, após quase 7 anos e duas guerras sangrentas que já mataram muitos milhares.

    O propósito principal da Segunda Emenda é fornecer a todos os cidadãos os meios para se defenderem contra a tirania governamental. No século XX, muitos governos por todo o mundo mataram milhões de seus próprios cidadãos, que estavam desarmados espontânea ou compulsoriamente. Isso ocorreu na União Soviética, na Alemanha Nazista, na China Comunista, na China Nacionalista, no Camboja, na Coréia do Norte, em Cuba e em vários outros lugares.

    Nesse quesito, devemos ser muito gratos ao que restou do livre mercado de armas, que tornou possível às pessoas responderem à ameaça de regulamentação de armas comprando e estocando. Se realmente valorizamos a liberdade e a segurança, precisamos não de mais restrições sobre a propriedade privada, mas da revogação das restrições existentes. E com os recentes eventos no Iraque, já deveria estar claro que o congresso precisa aprovar restrições muito severas é na liberdade de burocratas e políticos belicistas adquirirem e usarem armas.

    O perigo para a existência de uma sociedade livre não está nas armas em posse dos cidadãos, mas em um governo que é livre para agir, especialmente um que está mais bem armado do que o povo. Uma sociedade armada é uma sociedade autônoma e independente, assim como um povo desarmado está vulnerável a poderes arbitrários de todo tipo.

    Cidadãos armados resultam em menos crime e mais segurança, e ainda faz com que o governo seja constantemente lembrado de que seus burocratas não são os únicos com poderes.

    E é exatamente por isso que a matança horrível e sem sentido ocorrida em abril de 2007 na Universidade de Virginia Tech serviu para reforçar esse sentimento inquietante ao qual muitos americanos se acostumaram após o 11 de setembro: o sentimento de que o governo não pode protegê-los. Não importa quantas leis sejam aprovadas, não importa quantos policiais ou agentes federais sejam colocados nas ruas, um indivíduo ou um grupo de indivíduos decididos ainda podem causar grandes danos. Talvez o único bem que ainda pode advir dessa matança terrível é um reforço na compreensão de que nós como indivíduos é que somos responsáveis por nossa segurança e pela segurança das nossas famílias.

    Apesar de o estado da Virginia de fato permitir que indivíduos possam portar armas ocultas caso eles tenham antes obtido uma licença, os campi universitários do estado estão especificamente excluídos dessa lei. A Virginia Tech, assim como todas as outras faculdades da Virginia, são zonas livres de armas, ao menos para civis. E como pudemos ver, não importou quantas armas a polícia tinha. Apenas os indivíduos presentes na cena poderiam ter impedido ou ao menos diminuído a tragédia. A proibição de armas no campus fez com que os estudantes da Virginia Tech ficassem menos seguros, e não mais.

    Você se sentiria seguro se pusessem um aviso na frente da sua casa dizendo: “Essa casa é uma zona livre de armas, seus moradores NÃO possuem arma de fogo”? Cidadãos cumpridores da lei poderiam ficar satisfeitos com tal aviso, mas para criminosos ele seria um convite irresistível. Aliás, por que será que ninguém entra atirando nas reuniões da National Rifle Association?

    Também de acordo com John Lott, antes de 1995 era permitido a professores levar armas para as universidades em vários estados e “a erupção de tiroteios estudantis nas escolas começou em outubro de 1997, na cidade de Pearl, Mississipi, após a proibição”.

    Já dá pra ouvir a gritaria: “E se um professor for psicótico e decidir atirar nos seus alunos?” Ora, se um professor for emocionalmente instável não há absolutamente nada que o impeça de levar uma arma para a universidade e cometer este ato covarde e patético hoje.

    Ademais, se tivéssemos um livre mercado para a educação, aqueles pais que não confiassem em professores armados mandariam seus filhos para escolas livres de armas e aqueles que sentissem que uma escola com professores armados pudesse fornecer um ambiente mais seguro iriam recompensar com seu dinheiro as escolas que oferecessem esse serviço. O treinamento e a avaliação dos professores poderiam ser feitos por instituições do setor privado.

    É válido também mencionar que Israel e Tailândia têm sido citados como exemplos de como armas nas escolas podem salvar vidas.

    A tragédia da Virgina Tech pode não necessariamente levar a mais controles e regulamentações sobre a venda de armas, mas provavelmente irá levar a mais controle sobre as pessoas. Graças à mídia e a muitos funcionários do governo, as pessoas ficaram acostumadas a ver o estado como seu protetor e como a solução para todos os problemas. Sempre que algo terrível acontece, principalmente quando se torna notícia nacional, as pessoas reflexivamente exigem que o governo faça alguma coisa. Esse impulso quase sempre leva a leis ruins e à perda de mais liberdade. Isso está em completo desacordo com as melhores tradições individualistas, como a auto-confiança e a austeridade.

    Será que realmente queremos viver em um mundo repleto de postos policiais, câmeras de vigilância e detectores de metal? Será que realmente acreditamos que o governo pode fornecer segurança total? Será que queremos involuntariamente encarcerar todo indivíduo descontente, perturbado ou alienado que tenha fantasias sobre violência? Ou será que podemos aceitar que a liberdade é mais importante do que a ilusão de uma segurança fornecida pelo estado?

    É bem possível que o Congresso ainda venha a usar esse evento terrível para tentar implementar mais programas obrigatórios de saúde mental. O estado-babá terapêutico só sabe estimular os indivíduos a se enxergarem como vítimas, e a rejeitar qualquer responsabilidade pessoal por seus atos. Certamente existem doenças mentais legítimas, mas é função de médicos e da família, não do governo, diagnosticar e tratar tais doenças.

    A liberdade não é definida pela segurança. A liberdade é definida pela capacidade que os cidadãos têm de viver sem interferência governamental. O governo não pode criar um mundo sem risco, e nem nós iríamos querer viver em ambiente tão fictício. Apenas uma sociedade totalitária poderia alegar a segurança absoluta como um ideal válido, porque isso iria requerer um controle total do estado sobre a vida de seus cidadãos. A liberdade só tem sentido se ainda acreditamos nela quando coisas terríveis acontecem e um falso manto de segurança governamental nos acena.

    Lew Rockwell e Ron Paul

    Lew Rockwell é o presidente do Ludwig von Mises Institute, em Auburn, Alabama, editor do website LewRockwell.com, e autor dos livros Speaking of Liberty e The Left, the Right, and the State.

    Ron Paul é médico e ex-congressista republicano do Texas. Foi candidato à nomeação para as eleições presidenciais de 2012. Seu website: http://www.ronpaulcurriculum.com/ (FONTE:http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=140 )

  13. IRIS ROSA disse:

    SI NAO TEMOS DIREITO DE DEFENDER NOSSAS FAMILIAS E NEM A NOS MESMOS ENTAO O GOVERNO Q PONHA UM POLICIAL PRA DEFENDER CADA UM DE NOS

  14. Lucas Cordeiro disse:

    Excelente texto. Realmente fantástico!
    Aproveito o espaço para compartilhar o pensamento de um dos maiores escritores populares modernos:

    “Civilized men are more discourteous than savages because they know they can be impolite without having their skulls split, as a general thing.”
    ― Conan The Barbarian, por Robert E. Howard

    Ou seja: enquanto muitos possam pensar que a arma nos torna selvagens, na verdade o efeito deve ser pensado como sendo o oposto, pois a presença da arma impõe a civilidade, da forma mais elementar, mais primordial possível. É claro que em uma sociedade moderna e desenvolvida é preciso de mais do que de armas nas mãos de civis para a manutenção das leis, da ordem e da segurança pública, mas isso não torna as armas nas mãos da população obsoletas. Enquanto houver crime e violência, elas nunca serão obsoletas, pois são elas que, em última instância, tornam a população protegida contra esse tipo de mal, algo que, por si só, já serve para prevenir que o próprio mal aconteça.

  15. Paulo Santos disse:

    O texto é do próprio Samuel Colt, Por Marko Kloos??

  16. CELSO LUIZ LACERDA disse:

    Concordo que o cidadão deva possuir sua arma de defesa pessoal, ainda deveria receber treinamento subsidiado pelo governo,
    para exercer seu direito constitucional de legitima defesa,

  17. Fábio da Silva disse:

    Cada vez que penso que este país tirou o básico direito da livre, plena e legítima defesa de seus cidadãos, mais abatido e inconformado eu fico.

    O sistema de segurança pública não é eficiente e as prisões não punem nem reeducam ninguém.

    Mas eu tenho que levantar a cabeça e apoiar todas as iniciativas que devolvam o nosso direito de se defender.

  18. Hildeberto Costa Leite disse:

    A maior arma, e maior defesa contra a violência está na Educação, a verdadeira educação é aquela em que cada indivíduo aprende desde criança que não pode haver liberdade sem disciplina, e nem disciplina sem autoridade, infelizmente a autoridade que nos rege é o Estado. Mas, Se todos dermos as mãos, quem sacara as armas?

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