Oito anos do Referendo que disse NÃO ao desarmamento

O Governo petista preferiu ignorar o resultado e enterrar a democracia no Brasil

referendo1

 

O Comércio de Armas de Fogo e Munições deve ser Proibido no Brasil?

 

Esta foi a pergunta que mais de 95 milhões de brasileiros responderam em 23 de Outubro de 2005. Após pesados investimentos do erário para convencer o cidadão que o melhor seria entregar suas armas, finalmente era hora de votar. Os maiores – e os mais corruptos – políticos do Brasil estavam ansiosos pelo aval da população para – finalmente – acabar com qualquer resistência por parte dos cidadãos contra todo tipo de ameaça.

Institutos de pesquisas foram descaradamente manipulados, com especial atenção para o IBOPE e para o DataFolha, que chegaram a apontar, nas prévias, até uma vitória do “sim”. Não adiantou mentir, não adiantou chantagear, não adiantou corromper.

O brasileiro não foi enganado. 63,94% dos votantes foram manifestamente contra o desarmamento. Lembro-me de ouvir um cidadão saindo da Zona Eleitoral e dizendo em alto e bom tom: “Hoje eu vim votar com gosto”. Sentimento compartilhado por mim e por milhões de outras pessoas.

referendo2

 

Vencemos. Nosso direito de acesso às armas está resguardado.

Ou não?

Mesmo após o Referendo, ano após ano, o Governo Federal, comandado pelo então presidente Luis Inácio Lula da Silva, ignorou descaradamente o resultado. As campanhas desarmamentistas continuaram, e o pior, financiadas com os recursos do erário, o imposto pago pelas mesmas pessoas que votaram NÃO.

Hoje, 23 de Outubro de 2013, é aniversário de 8 anos do Referendo. Ainda assim não conseguimos botar as mãos naquilo que é nosso direito de fato, naquilo que votamos para ter.

Não é uma data de comemoração, mas sim de reflexão: em que tipo de Governo vivemos, que ignora uma votação tão expressiva? Como é possível confiar o dinheiro dos seus tributos e a administração da máquina a pessoas que não têm o menor apreço pelo interesse público e pela própria democracia? Por que um presidente, Deputados e Senadores, insistem em desrespeitar uma votação feitas nos exatos mesmos moldes que aqueles que os colocaram no poder?

Independentemente da resposta, vale ressaltar que há um ano também nasceu a DEFESA. Uma organização sem fins lucrativos que objetiva recuperar, ampliar e conservar o direito de acesso às armas, em respeito, inclusive ao próprio referendo de 2005.

Ainda existe um caminho a percorrer para tirar as mãos dos déspotas do poder e devolver o Brasil para os brasileiros. Todavia nunca chegamos tão perto disso.

Com o apoio dos milhares de membros da DEFESA.ORG vamos fazer valer a democracia e reconquistar a liberdade que nos foi subtraída. O dia 23 de Outubro de 2005 não deve ser esquecido. Pelo contrário, deve ser uma marca e um incentivo para cada novo dia de luta.

Unidos somos invencíveis.

 

 

 

Justiça Eleitoral
Referendo 2005
O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?
Apuração realizada no TSE até as 10h29min do dia 25 de outubro de 2005
Resultado Nacional
Não Sim Em Branco Nulos Comparecimento Abstenção
 Brasil 59.109.265
(63,94%)
33.333.045
(36,06%)
1.329.207
(1,39%)
1.604.307
(1,68%)
95.375.824
(78,15%)
26.666.791
(21,85%)

Resultado por Região
Não Sim Em Branco Nulos Comparecimento Abstenção
CENTRO-OESTE 4.308.155
(68,60%)
1.971.506
(31,40%)
77.222
(1,20%)
84.354
(1,31%)
6.441.237
(75,38%)
2.103.766
(24,62%)
NORTE 4.232.295
(71,13%)
1.718.131
(28,87%)
54.106
(0,89%)
65.419
(1,08%)
6.069.951
(72,10%)
2.348.997
(27,90%)
NORDESTE 13.735.686
(57,51%)
10.147.793
(42,49%)
341.464
(1,38%)
446.868
(1,81%)
24.671.811
(74,78%)
8.319.598
(25,22%)
SUL 11.812.085
(79,59%)
3.028.661
(20,41%)
184.090
(1,21%)
157.011
(1,03%)
15.181.847
(81,78%)
3.382.267
(18,22%)
SUDESTE 25.021.044
(60,31%)
16.466.954
(39,69%)
672.325
(1,56%)
850.655
(1,98%)
43.010.978
(80,36%)
10.512.163
(19,64%)

Resultado por Estado
Não Sim Em Branco Nulos Comparecimento Abstenção
 Acre 221.828
(83,76%)
43.025
(16,24%)
2.233
(0,83%)
3.328
(1,23%)
270.414
(69,49%)
118.723
(30,51%)
 Alagoas 690.448
(54,86%)
568.083
(45,14%)
15.214
(1,17%)
22.757
(1,76%)
1.296.502
(73,05%)
478.412
(26,95%)
 Amazonas 839.007
(69,16%)
374.090
(30,84%)
9.697
(0,79%)
12.336
(1,00%)
1.235.130
(73,16%)
453.157
(26,84%)
 Amapá 181.764
(73,48%)
65.593
(26,52%)
1.782
(0,71%)
2.334
(0,93%)
251.473
(75,61%)
81.116
(24,39%)
 Bahia 3.448.907
(55,45%)
2.770.718
(44,55%)
91.424
(1,42%)
140.867
(2,18%)
6.451.916
(72,07%)
2.500.207
(27,93%)
 Ceará 2.090.103
(54,70%)
1.730.922
(45,30%)
57.806
(1,47%)
58.271
(1,48%)
3.937.102
(76,53%)
1.207.414
(23,47%)
 Distrito Federal 695.328
(56,83%)
528.169
(43,17%)
16.249
(1,29%)
16.434
(1,31%)
1.256.180
(80,29%)
308.320
(19,71%)
 Espírito Santo 952.056
(56,38%)
736.510
(43,62%)
28.458
(1,64%)
22.512
(1,29%)
1.739.536
(77,19%)
513.908
(22,81%)
 Goiás 1.776.072
(67,90%)
839.508
(32,10%)
36.281
(1,35%)
41.675
(1,55%)
2.693.536
(74,39%)
927.432
(25,61%)
 Maranhão 1.565.845
(61,13%)
995.849
(38,87%)
31.505
(1,19%)
48.188
(1,82%)
2.641.387
(70,72%)
1.093.744
(29,28%)
 Minas Gerais 6.155.748
(61,28%)
3.889.398
(38,72%)
174.127
(1,67%)
208.241
(2,00%)
10.427.514
(78,28%)
2.893.108
(21,72%)
 Mato Grosso do Sul 820.467
(73,33%)
298.372
(26,67%)
11.016
(0,96%)
12.007
(1,05%)
1.141.862
(75,87%)
363.196
(24,13%)
 Mato Grosso 1.016.288
(76,89%)
305.457
(23,11%)
13.676
(1,01%)
14.238
(1,05%)
1.349.659
(72,78%)
504.818
(27,22%)
 Pará 1.894.619
(67,12%)
928.006
(32,88%)
27.414
(0,95%)
31.452
(1,09%)
2.881.491
(72,04%)
1.118.372
(27,96%)
 Paraíba 1.183.463
(63,14%)
690.751
(36,86%)
28.348
(1,47%)
31.481
(1,63%)
1.934.043
(78,34%)
534.590
(21,66%)
 Pernambuco 2.296.510
(54,49%)
1.918.048
(45,51%)
64.458
(1,48%)
68.283
(1,57%)
4.347.299
(76,85%)
1.309.371
(23,15%)
 Piauí 925.883
(62,91%)
545.828
(37,09%)
21.065
(1,38%)
33.377
(2,19%)
1.526.153
(76,65%)
464.840
(23,35%)
 Paraná 3.988.689
(73,15%)
1.463.776
(26,85%)
72.281
(1,29%)
65.217
(1,17%)
5.589.963
(80,45%)
1.358.474
(19,55%)
 Rio de Janeiro 5.124.572
(61,89%)
3.155.897
(38,11%)
147.610
(1,71%)
212.872
(2,46%)
8.640.951
(81,17%)
2.004.229
(18,83%)
 Rio Grande do Norte 938.514
(61,98%)
575.783
(38,02%)
18.492
(1,19%)
24.354
(1,56%)
1.557.143
(76,99%)
465.473
(23,01%)
 Rondônia 519.425
(78,28%)
144.117
(21,72%)
6.043
(0,89%)
6.326
(0,94%)
675.911
(70,83%)
278.397
(29,17%)
 Roraima 132.928
(85,00%)
23.453
(15,00%)
1.079
(0,68%)
1.297
(0,82%)
158.757
(73,49%)
57.265
(26,51%)
 Rio Grande do Sul 5.353.854
(86,83%)
812.207
(13,17%)
72.184
(1,15%)
55.090
(0,88%)
6.293.335
(82,88%)
1.300.172
(17,12%)
 Santa Catarina 2.469.542
(76,64%)
752.678
(23,36%)
39.625
(1,20%)
36.704
(1,11%)
3.298.549
(82,01%)
723.621
(17,99%)
 Sergipe 596.013
(62,88%)
351.811
(37,12%)
13.152
(1,34%)
19.290
(1,97%)
980.266
(78,68%)
265.547
(21,32%)
 São Paulo 12.788.668
(59,55%)
8.685.149
(40,45%)
322.130
(1,45%)
407.030
(1,83%)
22.202.977
(81,32%)
5.100.918
(18,68%)
 Tocantins 442.724
(75,99%)
139.847
(24,01%)
5.858
(0,98%)
8.346
(1,40%)
596.775
(71,15%)
241.967
(28,85%)

 


Publicado em Notícias
10 comentários sobre “Oito anos do Referendo que disse NÃO ao desarmamento
  1. MARCELO disse:

    PRECISAMOS DAS NOSSAS ARMAR PRA PELO MENOS REAGIR A MORTE DOS NOSSOS BRASILEIROS. A GENTE TEM SIM QUE REAGIR SIM PARA ELIMINAR DE VEZ ESSES COVARDES ┼♥

  2. Tiago disse:

    Após o referendo nós brasileiros ficamos à merce de bandidos pois os únicos que podem portar armas no Brasil além das autoridades são eles, sim a campanha do armamento e não ao desarmamento.

  3. Rodolpho Villas Boas Neto disse:

    A Rede Globo e o PT são as maiores Forças Anti Armas e Liberdades Civis no Brasil . enquanto esses Canceres Dominarem estaremos sempre atraz Infelizmente

  4. Maria do Carmo Souza disse:

    EU VOTEI NÃO COM MUITO ORGULHO. SÓ FICO REVOLTADA COM O FATO DE TER QUE SEMPRE RECADASTRAR A ARMA QUE POSSUO PARA ME DE3FENDER PORQUE MORO EM ZONA RURAL E SOZINHA. JÁ NÃO FOI RECADASTRADO UMA, DUAS VEZES? NÃO RECADASTRO MAIS! ISSO SÓ VEM ME DAR MAIS DESPEZA E DIFICULDADE.

  5. andre uchoa disse:

    Esse e o respeito que o pt tem por vcs desreipeita o voto d vcs e vcs nao fazem nada e agora ta ai os bandidos todos armados com pistolas .40 e fuzis e vcs deram a eles carabinas velhas e revolvers qebrados ….e eles vao pra tv dizer q desarmou o brazil e q vai diminuir os homicidios por arma de fogo no brasil ….. q ja passa de 50 mil por ano e continua crescendo a cada ano. …….sou anti pt sou anti petrobras anti lula anti dilma…e vou embora do brazil ..pois nao suporto ser roubado pelo governo e pelos bandidos q podem usar arma e eu nao posso……..

  6. Ricardo Winters disse:

    O PT malvado quer todo mundo sendo assaltado para, assim, ficar mais popular. Epa, mas assim ele perde popularidade… Ah, sei lá. Culpa do PT!

  7. SEBASTIAO APARECIDO AURELIANO DA CUNHA disse:

    se o estado não tem competecia nem capacidade de dar segurança ao cidadão ele tem procurar seus meios se armar pra defender ele e sua família

  8. Humberto dos Anjos disse:

    Pessoal, o momento de desmantelamento do PT e o crescente desejo da população em se unir por um país limpo e digno para as próximas gerações, é oportuno para se reacender o debate sobre os votos ignorados em 2005 e reconquistar o direito de se defender e preservar a própria vida conforme dita a Constituição. Usemos as redes sociais, veiculemos
    abaixo-assinados… Precisamos ter esse direito até que não haja mais insegurança pública no país.

  9. Rui Saueressig disse:

    O referendo foi feito e a maioria dos votos foi contra o desarmamento. Isto basta para voltar ao normal. Devemos mostrar isto a quem decide e anular a lei que não tem razão de existir. A quem devemos mostrar o referendo?

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