.380 x .38, Qual a melhor escolha?

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Claudio Cisne Cid, Agente Penitenciário Federal, 43 anos, atirador desportivo há 23 anos.

Muitos, ao pensarem em adquirir sua primeira arma de defesa fazem essa pergunta, e na maioria das vezes não conseguem uma resposta 100% satisfatória, gerando uma “confusão” maior ainda, em vista das diversas lendas urbanas e inverdades sobre esses dois calibres, ditos pelos pseudo-experts de plantão.

Este artigo, tem por fim tentar elucidar algumas dúvidas, e auxiliá-lo na escolha de sua arma de defesa, assim como o calibre que você escolher.

Primeiramente, é necessário que o operador do armamento tenha em mente que não existe calibre/armamento perfeito, cada um tem seus pontos fortes e fracos, e, dentro destas características, cabe a você fazer a escolha que se adapte a melhor a suas necessidades.

Por questão de ordem cronológica, começaremos pelo famoso Três Oitão, conhecido por .38 SPL ou .38 S&W Special.

.38 Special

388
Lançado em 1898, com fins militares, foi originalmente foi desenvolvido para uso em revólveres, havendo porém, algumas pistolas desenvolvidas para o calibre.

Foi também disponibilizado no mercado civil/policial sendo que a maioria dos departamentos de polícia dos EUA o adotou como arma padrão a partir de 1920.

Foi largamente usado até a década de 80, quando houve significante crescimento no consumo de entorpecentes e, consequentemente na agressividade dos criminosos, perdendo espaço para calibres como o 9mm, .45 ACP e o .40S&W. Alguns dos modelos mais famosos e preferidos pelas forcas policiais foram foram o  o Smith & Wesson Model 15, Ruger Security Six,Colt Police Positive , dentre outros.

No Brasil, há tempos vem perdendo espaço para o .40 S&W, calibre de dotação da maioria das forcas policiais brasileiras, porém ainda comumente visto no coldre e em mãos dos profissionais de segurança pública por todo país.

Sua simplicidade de funcionamento e operação, rusticidade e preço, fazem dele uma boa escolha como arma de defesa.

Seu maior “defeito” reside na baixa capacidade de munição em face da grande maioria das pistolas modernas, que possuem em média um mínimo de 13 cartuchos em um único carregador.

O calibre possui um poder de parada razoável, e recuo completamente tolerável, que, aliado a munições tipo +p ou +p+  fazem do calibre uma excelente escolha para defesa pessoal, sendo ainda usado largamente nos EUA para esse propósito.

.380 ACP (Automatic Colt pistol)

380

Criado pelo famoso designer de armas John Moses Browning (criador da famosa Colt 1911 no calibre .45) e introduzido no mercado pela Colt Firearms em 1908, possui diversas designações como .380 Auto, 9mm Browning, 9mm Corto, 9mm Kurz, 9mm Short, e 9x17mm.

Devido ao baixo recuo e bom poder de fogo (capacidade), é um calibre comumente usado para autodefesa nos EUA, sendo que todos os grande experts americanos o consideram como o calibre mínimo aceitável para autodefesa em termos de poder de parada e energia, sendo também muito usado como arma de reserva, ou back-up gun.

Liberado para uso civil pelo DFPC apenas em meados da década de 80, foi introduzida a primeira pistola no calibre pela Taurus, em seu modelo 58 que comportava 12+1 cartuchos, a época uma capacidade tida como “incrível” para o civil,  já acostumado com os 6 tiros do .38 Spl.

Devido as restrições legais em nosso país, é um calibre largamente usado por civis, possuindo uma número muito satisfatório de modelos para escolha, com várias opções de tamanho, peso e capacidade.

Com a criação da categoria .380 Light no IPSC, difundiu-se mais ainda, sendo comumente visto nas competições de tiro prático e clubes de tiro ao redor do Brasil.

Seu baixo recuo permite uma excelente cadência de tiro e agrupamentos consistentes, que, aliados a uma capacidade média de 15 cartuchos fazem do calibre uma boa escolha para autodefesa. Se considerarmos que caso o operador leve 2 carregadores extras, sua capacidade vai além de 45 tiros, veremos que o poder de fogo de uma pistola .380 é mais que suficiente para a defesa. Pistolas como a Taurus PT 638, com frame de polímero passam que completamente despercebidas no porte dissimulado, além de serem extremamente leves e confortáveis na cintura, devido a seu baixo peso.

A essa altura, talvez alguns estejam se perguntando “E minhas dúvidas?!?!?”

Passemos para elas então! Dividi os quesitos que achei mais significantes no que toca a uma arma de defesa e os listei a seguir:

1-PORTABILIDADE:

Em uma arma de defesa, a portabilidade é essencial, pois diferentemente da arma de serviço/combate esta precisa estar sempre de forma completamente dissimulada.

Ambos os calibres possuem vasta gama de modelos, de diversos comprimentos de cano e acabamento, por haverem modelos em polímero para o .380 poderia achar-se que a vitória é do mesmo, mas há também modelos como o Ultra-Lite da Taurus que possuem chassi de duralumínio e reforço de Titânio em pontos críticos, sendo uma arma extremamente leve no calibre .38. Neste ponto, em minha humilde opinião creio não haver vantagem significativa para nenhum dos dois.

2-PODER DE FOGO:

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Indiscutivelmente, a pistola .380 é ganhadora FOLGADA deste item, pois mesmo um revólver de 8 tiros com jet-loader (carregadores) extras não é páreo para a capacidade de uma PT 58HC (19+1).

3-CONFIABILIDADE E MANUTENÇÃO:

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Por sua extrema simplicidade de operação e funcionamento, o revólver leva vantagem nesse quesito, pois caso haja falha da munição, é necessário apenas premir o gatilho novamente. Armas semiautomáticas podem apresentar panes diversas (chaminé, dupla alimentação, nega, mal funcionamento de carregadores etc), que demandam maior treinamento/tempo para solução e um efetivo retorno ao combate.

Infelizmente já vi munições recém-saídas da  caixa ou do blister apresentarem falha em seu funcionamento ou mesmo diferenças de medidas, fato inaceitável sob qualquer prisma.

Lembro-me de um colega de tiro que ao abrir um blister de 10 munições novas teve 3 cartuchos com falhas de funcionamento (nega).  Nem precisamos imaginar o que aconteceria caso fosse em uma situação de defesa…

Infelizmente, parece que a indústria brasileira ainda “escorrega” em seu controle de qualidade nos produtos destinados ao mercado brasileiro, já que lá fora muitos dos MESMOS produtos que se encontram aqui para venda, recebem prêmios diversos, (o que é no mínimo “estranho” concordam?).

Paralelamente a isso, o revólver é uma arma de fácil manuseio e funcionamento, o que o torna extremamente simples de usar, até mesmo por  pessoas que nunca tiveram contato com uma arma de fogo em sua vida. Simples de limpar e extremamente mais tolerante a sujeira que a pistola, é o famoso “pau para toda obra”.

Revólver Wins!!!

4-PODER DE PARADA:

Conhecido também como Stopping Power, ou choque hidrostático, é a capacidade que determinada munição/calibre possui de imediatamente, com um único disparo, cessar a agressão, incapacitando o agressor e consequentemente impedindo-o de continuar seu ato criminoso.

Notem que usei o termo incapacitar propositalmente, pois como profissionais de segurança pública que somos, ou mesmo cidadãos de bem, nosso objetivo maior é o bem da vida, e, caso ocorra o óbito do elemento atingido, tal fato deveu-se única e apenas por  sua conduta criminosa,  devendo o criminoso assumir os riscos que dela podem advir.

Neste ponto, é necessário fazer um parêntese, pois entraremos em uma área mais técnica, e procurarei manter a linguagem o mais simples possível.

Tão importante quanto a energia gerada por um projétil/munição, é a capacidade que o mesmo possui de transferi-la ao corpo, transferindo sua energia e criando o trauma necessário para  neutralizar o agressor. Necessário aqui um alerta, MUNICOES OGIVAIS NÃO SE PRESTAM A ESSE FIM COM BOA EFICIÊNCIA, pois a menos que acertem algum órgão vital, possuem baixíssima deformação e consequentemente transferência de energia para o alvo. Sendo assim tratarei apenas de munições ponta oca ou hollow points.

Abaixo, elaborei uma pequena tabela com as características balísticas de ambos os calibres.

 

Munição

Projétil

Balística

Peso (grains)

V m/s

E (Joules)

ifhifhgidfhgi.380.380 Auto

1

.380 EXPO +P Gold

85

330

300

8.38 SPL

2

.38 EXPO +P+ Gold .

125

310

389

.40 S&W

3

.380 ETOG +P Silver Point

95

308

293

.45 Auto

4

.38 CHOG (chumbo ogival)

158

229

268

9mm Luger

5

EXPO +P+ Silver Point

125

305

377

V (Velocidade) e E (Energia) medidas na boca.

A tabela abaixo é mais completa que a fornecida pela CBC, possuindo a capacidade de penetração em gelatina balística, assim como a expansão do projétil.

Fabricante Tipo Peso (grains) Velocidade (ft/s) Energia (Joules) Expansão (Pol.) Penetracão (Pol.)
Cor-Bon JHP +P

90

1050

298

0.58

9.0

Federal HydraShok JHP

90

1000

271

0.58

10.5

Futuramente, faremos um artigo apenas sobre poder de parada (Stopping Power), pois o tema é extenso e polêmico, e fugiria do tema do nosso artigo.

(Confira tabela de stopping power no defesa.org clicando aqui)

Em um teste puramente ilustrativo, feito em barra de sabão, Fica claro que as cavidades causadas com o .38+p ou +p+ são superiores as que foram obtidas com o .380+p

Também no quesito penetração há uma vantagem para o .38 que em média penetrou no mínimo 4/5 cm a mais que o melhor índice obtido com a .380.

Os testes foram efetuados com um revólver  Taurus, modelo 82  (Cano de 102 mm) e uma Glock modelo 25 (Cano de102 mm)

Neste Round é inconteste a vantagem do .38 nas suas configurações +p ou +p+ diante do .380.

EMPUNHADURA:

Aqui não há discussão, (a não ser que você esteja disposto a gastar aqui no Brasil  umas belas 100 DOLETAS numa Pachmayr ou Hoghe) a empunhadura e ergonomia proporcionada por uma pistola média SEMPRE será superior a de um revólver… E quanto melhor a empunhadura… (preciso continuar???)

CONCLUSÕES

Sem polemizar o eterno debate, acho que acima das vantagens/desvantagens dos dois calibres/tipos de armas,  esta a SEGURANÇA  a DESTREZA e EFICIÊNCIA que o atirador possui com sua arma.

De que vale o “assovio” causado por um 357 Magnum no marginal se um .22 lhe atingiu em cheio em uma região vital?

Dois disparos bem agrupados em sequência (double tap) na região superior do torso criarão certamente o trauma necessário para cessar a agressão contra você (ou, no mínimo desencorajar o elemento)… Lembre-se seu objetivo não é o COMBATE, mas a sua DEFESA.

Sinto-me completamente seguro tanto com meu “resólver” (.38 de 3 polegadas), ou minha Glck G25 para minha defesa pessoal, pois o treinamento e a intimidade que possuo com ambos, além do treino periódico me permitem isso .

A pistola é e SEMPRE SERÁ uma arma superior de combate/defesa, porém a principal vantagem/superioridade está no OPERADOR da arma.

Treine com munição regularmente (2-3 vezes ao ano) treinamento é INVESTIMENTO não despesa… Comprar uma arma, independente qual seja e guardá-la no armário é,  no mínimo temerário.

O treino a seco deve ser feito SEMANALMENTE (saque, troca de carregador, visada, etc) leva apenas 10 minutos do seu dia, (e um dia poderá salvar sua vida)…

Lembre-se, um bom atirador/operacional não se antecipa NEM DESEJA o confronto, porém está sempre preparado para ele.


Publicado em Artigos
197 comentários sobre “.380 x .38, Qual a melhor escolha?
  1. DAMIAO disse:

    AFINAL LI TODAS AS HISTORIAS AQUI, AINDA ESTOU EM DUVIDA, PORQUE CADA UM TEM UM GOSTO. MAIS POR FIM, QUAL A MELHOR A 38 OU A PISTOLA 380?
    QUAL MAIS SEGURO NO CASO DE ENTRA MAIS DE 2 PESSOAS EM CASA?

    • Lucas Parrini disse:

      Damiao, fica difícil responder pois não há uma melhor…
      Cada arma tem sua vantagem, o revólver possui ótimo recuo e praticamente não falha, se falhar, só apertar o gatinho de novo que o tambor de munição gira pro próximo disparo. Infelizmente são só 6 ou 8 tiros.
      A pistola tem uma capacidade maior de disparos, algumas chegam a 20 tiros, mas falham com maior frequência se a munição usada e a manutenção não for de qualidade. E se falhar, é mais complicado de resolver que o revólver.

      Alguns dizem que se precisar de mais de 6 tiros é porque já está ferrado, rs. É um ditado popular que tem sentido, porém, devemos lembrar que em uma situação de estresse podemos errar muitos disparos, principalmente se a agressão for oriunda de mais de 1 indivíduo. Por isso muitos preferem pistolas, pela sua capacidade de disparo.

      Vou te recomendar o que todo mundo recomenda:

      Treine com as duas, veja qual você se sai melhor e se sente mais confiante em manusear.

      • Alexandre Arantes Ceresa disse:

        Foi o que eu fiz. Fiz o curso na Guns, em Brasília, de 100 tiros. E achei muito melhor atirar com revóver do que com pistola. São tantas as variáveis da pistola, que se fosse para adquirir uma arma hoje, compraria, sem dúvida, um revólver .38

  2. Helber Junyo disse:

    Muito bom o artigo, amigo. Parabéns pelo trabalho feito e agradeço muito por tê-lo feito, afinal, o mesmo me tirou muitas dúvidas acerca das diferenças, vantagens e desvantagens que existe entre os dois calibres.

    Abraços.

  3. JOÃO APARECIDO DE ALMEIDA disse:

    Muto bom o contexto bem explicativo redação bem clara parabéns pelo trabalho exposto denota-se vasto conhecimento do assunto e larga experiencia

  4. DANIEL disse:

    Muito bem explicado, em caso de duvida, compre os dois. Você estara seguro tendo um 38 e um 380.

  5. Walter Afonso disse:

    Boa tarde Claudio Cisne Cid,
    Amigo, eu tinha duvidas em qual dessas armas comprar para defesa da minha residência, depois de ler esse excelente artigo não tenho mais.
    Vou comprar um .38 que irá me atender muito bem. Agora é ir até a loja ver a documentação necessária para policia federal.

    Abraço.

  6. Jean Leite de Abreu disse:

    Quero receber e-mails com curiosidades sobre revolveres 32 e 38.

  7. Maria de fatima disse:

    Muito interessante fiquei bem informado.
    Tenho um 38 muito antigo mas não encontro projétil pra ele porque ele tem tamanho menor em comprimento preciso de ajuda.
    Mfgsn@gmail.Com

  8. Charles Calil Ferreira disse:

    Boa tarde ? A respeito de porte de arma a Fiscal Ambiental saiu algo concreto sobre este assunto ! Caso tenha algo concreto e seguro quero comprar um 38 ou 380 .
    Desde já o meu muito obrigado .
    Att:
    Charles Calil Ferreira

  9. CHARLES disse:

    Já fiz o curso e o psicológico. Falta o teste a a imploração para a PF ou exército.

  10. THIAGO disse:

    QUER TRANQÜILIDADE ? USE UM OITÃO NAO DEIXA NA MÃO N PIPOCA … MAL SE O DEFENSOR FOR RUIM DE MIRA E ERRAR OS 6 OU 8 DISPAROS … VAI TER Q CORRER MUITO AMIGO RS… LEMBRO DOS MAIS ANTIGOS QUANDO FALO DE ARMAS COM ELES SOBRE A GARRUCHA , 2 TIROS E UMA CORRIDA RS RS AHHH… E FORA Q A MUNIÇÃO DO 38 É MAIS EM CONTA DOQ DA .380

  11. THIAGO disse:

    E CLARO , OTIMO ASSUNTO , CONTEXTO SEMPRE BOM ESCLARECER ASSUNTOS ASSIM … PARABENS PELA INICIATIVA

  12. miltom disse:

    estou comprando um taurus 838 4´´, pelo medo da hora H, a pidtola me deixar na mão,e eu não conseguir sanar o problema com rapidez, estou optando por esse modelo por ser 8 tiros,, e um bom treino com carregador rapido,, da-se um jeito, e procurar sempre atingir o alvo, se não for assim, nem uma pistola com 50 tiros adiantaria, abçs

  13. ALVES disse:

    BOA NOITE E PARABÉNS PELO ARTIGO , GOSTARIA DE TIRAR UMA DUVIDA COM VOCE ,POIS SOU LEIGO NO ASSUNTO ,A MUNIÇÃO DA PT 380 SERVE PARA O REVOLVER 38 ,DESDE JÁ TE AGRADEÇO PELA INFORMAÇÃO .

  14. ali reslan disse:

    na verdade os dois sao bons para defesa,mas é claro que o revolver nunca vai ter a mesma agilidade de uma pistola nos disparos, mesmo porque a pistola é uma arma semi automatica, e quanto essa historia de poder de parada, até um tempo atras eu ainda acreditava nisso, mas depois que vi algumas reportagens de pessoas atingidas por apenas um tiro de .380 e foram a óbito,vejo que o mais importante nao é o calibre e sim o lugar onde voce acerta o tiro.

  15. Cesar disse:

    O que importa é a pontaria. Vemos pessoas aconselhando o uso da pistola em detrimento do revólver não somente por conta do calibre mas pela capacidade do carregador.

    Acontece que em muitas situações um confronto se resolve nos dois primeiros disparos e se o oponente for bom de pontaria e colocar dois projéteis de 22 LR na testa do outro, não vai adiantar ter 20 munições no carregador e nunca mais poder usar. É melhor acertar a cabeça do oponente com dois disparos de 22 LR do que mandar o ventinho de uma .45 ACP.

    Qualquer um aqui que levar um tiro na cabeça de 22 LR de uma arma como um Taurus ou Rossi com cano de 4″ terá 90% de chances de morrer, se não na hora do confronto, ao menos na mesa de cirurgia.

    Aí o outro lá morre com uma .40 ACP nas mãos por que não acertou o alvo a tempo de impedir a agressão e daí o poder de parada vai “pro saco”. Junto com o defunto.

    Perdoem-me a franqueza.

  16. Cesar disse:

    Eu gosto muito de facas para defesa pessoal. Silenciosas e mortais nas mãos de quem sabe usar. Uma boa lâmina em aço carbono de aproximadamente 18 cm pode fazer um estrago mortal no fígado e alças intestinais, sendo que em ato de puro reflexo o ferido irá colocar as mãos no abdome – dor, surpresa, etc – quando então o pescoço será devidamente atingido – esgorjamento – provocando hemorragia abundante na busca do êxito letal o mais rápido possível.

    Ocorre que o uso correto da faca exige treinamento adequado e controle emocional, não é nada agradável se banhar no sangue do agressor ou sentir o rompimento do tecido pelo aço.

    Não sei se nossas Polícias tem treinamento ofensivo do uso de facas como tem no uso de tonfas, sei que muitos Exércitos dedicam semanas para esse tipo de treinamento, especialmente o israelense e o norte-americano.

    Eu prefiro tomar um tiro do que levar uma facada pois essa ultima certamente provocará lesões muito mais extensas na região do abdome, a laceração será mais proncunciada e muitos outros orgão poderão ser atingidos com um unico golpe, sendo o fígado o mais delicado por conta da hemorragia abundante que se segue.

    Por favor, não quero assustar ninguém, falo de laudos de necropsia de óbitos provocados por instrumentos pérfuro-cortantes e estudos de medicina-legal.

  17. Antonio Tourão disse:

    Deveria ter pensado num final melhor para seu texto, amigo … Na verdade, a antecipação é o segredo para evitar o confronto de tiro. QAP TOTAL.

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