Arquivo mensais:maio 2017

O que é ciência

Lucas Silveira
Presidente do Instituto DEFESA
Instrutor-chefe da Academia Brasileira de Armas

 
O termo “ciência” é usado incorretamente por aqueles que não conhecem a sua simples definição. Quando o leitor tem acesso a uma informação que afirma “saiu uma pesquisa…”, “pesquisadores dizem…”, “estudos afirmam…”, “a estatística mostra…” acaba tendo a impressão de ter acesso a ciência, o que não poderia estar mais longe da verdade.
 
Ciência é o conhecimento obtido a partir da utilização do método científico, que são regras básicas que impedem a distorção do conhecimento obtido, gerando a informação mais próxima da realidade possível, mas nunca tida como a verdade absoluta.
 
A ciência não é feita apenas em laboratórios de pesquisa, como aquele estereótipo do pesquisador de branco segurando uma pipeta. Ela pode ser construída em escritórios, nas ruas, em bibliotecas – físicas ou virtuais – ou em estandes de tiro.
 
O conhecimento científico permitiu que a luz chegasse até a sua casa, que você acordasse e tomasse seu café da manhã com uma comida com qualidade, dirigisse até o seu trabalho em um veículo automotor, e chegasse ao seu destino e ligasse o seu computador conectado a internet.
 
Uma característica básica de um bom cientista é o ceticismo, a dúvida. Certezas não inimigas do pensamento científico. Duvide de tudo o que você lê. Não acredite no que dizem. Não confie em nada que não seja exaustivamente testado e comprovado.
 
Em um cenário onde a esmagadora maioria das afirmações do governo sobre armas são baseadas no senso comum desastroso, a ciência é uma vela no escuro.
 
“A ciência é uma disposição de aceitar os fatos mesmo quando eles são opostos aos desejos.”
B. F. Skinner

Propagandas de armas antes do R-105

A regulação da propaganda de armas no Brasil é um demérito oriundo do Exército Brasileiro. No ano de 2000 foi publicado o R-105, o Decreto 3.665/2000, que além de dar origem a esmagadora maioria de restrições a armas que temos no Brasil, também praticamente proibiu a publicidade destes objetos, nos termos que seguem:

Art. 268.   A publicidade referente às armas de fogo de uso civil atenderá obrigatoriamente às observações constantes deste artigo:

I – o anúncio referente a venda de armas, munições e outros produtos correlatos deverá se apresentar conforme as disposições estabelecidas neste Regulamento e atender aos requisitos básicos de figuras e textos que contenham:

a) apresentação que defina com clareza que a aquisição do produto dependerá da autorização e do prévio registro a ser concedido pela autoridade competente;

b) mensagem esclarecendo que a autorização e o registro são requisitos obrigatórios e indispensáveis para a aquisição do produto, e anúncio que se restrinja à apresentação do produto, características do modelo e as condições de venda;

c) orientações precisas e técnicas que evidenciem a necessidade de treinamento, conhecimento técnico básico e equilíbrio emocional para a utilização do produto; e

d) a necessidade fundamental dos cuidados básicos de manuseio e guarda do produto, evidenciando a importância prioritária dos itens referentes à segurança e obrigação legal de evitar riscos para a pessoa e a comunidade;

II – o anúncio referente à venda de armas, munições e outros produtos congêneres deverá ser apresentado conforme as disposições estabelecidas neste Regulamento e não deverá conter:

a) divulgação de quaisquer facilidades para obter a autorização ou o registro para a aquisição do produto;

b) exibição de apelos emocionais, situações dramáticas ou mesmo de textos que induzam o consumidor à convicção de que o produto é a única defesa ao seu alcance;

c) texto que provoque qualquer tipo de temor popular;

d) apresentação sonora ou gráfica que exiba o portador de arma de fogo em situação de superioridade em relação aos perigos ou pessoas;

e) exibição de crianças ou menores de idade; e

f) apresentação de público como testemunho de texto, salvo se forem comprovadamente educadores, técnicos, autoridades especializadas, esportistas ou caçadores e que divulguem mensagens que instruam e eduquem o consumidor quanto ao produto anunciado;

III – fica proibida a veiculação da propaganda para o público infanto-juvenil; e

IV – a propaganda somente poderá ser veiculada, pela televisão, no período de vinte e três horas às seis horas.

Portanto, não são os já conhecidos políticos corruptos mas sim o Exército Brasileiro, especificamente o seu Comando Logístico (COLOG) quem não permitem que as pessoas jurídicas relacionadas a armas veiculem seus anúncios livremente.

Nem sempre, contudo, foi assim. Antes do R-105 o Brasil já teve mais direitos. Confira algumas propagandas no Brasil dessa época:

REPETIR – REPLICAR – REPRODUZIR – REUTILIZAR

Lucas Silveira
Presidente do Instituto DEFESA
Instrutor-chefe da Academia Brasileira de Armas

Um dos elementos mais importantes do método científico é a REPLICABILIDADE. Quando se publica uma pesquisa é importante que o leitor tenha acesso a todo o processo de amostragem, coleta de dados, revisão científica, hipóteses, tratamento estatístico e resultados. O objetivo é assegurar que o estudo esteja isento de erros que possam ter passado despercebidos ou tenham sido de má fé ignorados pelo pesquisador, algo bastante comum em estudos desarmamentistas no Brasil e no mundo.

Assim, se outro pesquisador tiver dúvidas sobre a qualidade da pesquisa original, em um local diferente e com uma diferente equipe, se ele utilizar exatamente o mesmo método, deve chegar exatamente ao mesmo resultado.

Desse modo, a título ilustrativo, se um determinado governo pagar para um determinado pesquisador para publicar um estudo sobre os efeitos deletérios das armas de fogo em poder da população, e esse pesquisador publicar um texto com a afirmação “X”, ele apenas deverá ser considerado com seriedade se outro pesquisador totalmente independente chegar ao  mesmo resultado, mesmo sem a influência do governo.

Portanto, o fato de uma pesquisa ter sido publicada com determinado resultado NÃO AUTORIZA o leitor a tomar aquilo como verdade científica, pelo  menos até que os resultados tenham sido suficientemente testados e aprovados pelos pares.

“A ciência está atrás do que o universo realmente é,não do que nos faz sentir bem.”
(Carl Sagan)

Grupo controle

Lucas Silveira
Presidente do Instituto DEFESA
Instrutor-chefe da Academia Brasileira de Armas

Conforme prometido no último texto de introdução a ciência, o tema de hoje é o grupo-controle. Vamos compreender qual é a importância destes indivíduos numa pesquisa científica e como os mal intencionados ou mal informados podem usar da falta dele para convencê-lo de uma informação falsa.

Se você deseja estabelecer, por exemplo, uma relação de causa e efeito entre a liberdade de acesso às armas e o índice de crimes violentos, o que te garante que essa mudança no direito de acesso às armas não seja também acompanhada por outros fatores econômicos ou sociais que possam influenciar o seu resultado?
A solução pra esse impasse metodológico está no grupo controle. Imagine comparar dois locais econômica e socialmente muito parecidos, cuja única alteração seja essa liberdade de acesso às armas. Ora, se tanto o grupo controle (aquele que não tenha tido alteração na legislação) quanto o grupo experimental (aquele que teve a intervenção) tiverem suas estatísticas de crimes violentos alteradas, aparentemente existem outros fatores além das armas influenciando o seu resultado.

Contudo, se a única diferença entre os grupos controle e experimental for efetivamente a liberdade de acesso às armas e apenas um deles tiver os resultados alterados, pode-se inferir que é esse fator realmente o responsável pela alteração nos índices de crimes violentos.

“33 % dos acidentes de trânsito envolvem pessoas embriagadas, portanto 67 % estão sóbrias, logo devemos dirigir bêbados que é mais seguro.”

A frase acima é um SOFISMA, um raciocínio ardilosamente construído para induzir ao erro, com base em uma estatística verdadeira, se analisada por um experimento científico mal delineado.

Fiquem atentos!

 

Estudos transversais e longitudinais

Lucas Silveira
Presidente do Instituto DEFESA
Instrutor-chefe da Academia Brasileira de Armas

Estudos transversais (cross sectional) são aqueles que analisam um ponto específico num dado momento. Eles descrevem uma espécie de fotografia dos dados não se incomodando com o que aconteceu antes ou depois do estudo. Quando se analisa, por exemplo, a relação entre número de armas em poder do povo e índice de homicídios em determinado ano, não é possível inferir o que causou a relação – ou falta dela – ou o que virá depois disso.

Estudos longitudinais (horizontais) analisam a amostra ao longo de um período de tempo no futuro ou no passado. No estudo longitudinal deve-se observar a mesma variável por várias vezes.

Aqueles são estudos de menor custo que podem traçar relações correlacionais entre fatores. Esses, são estudos que demandam mais alocação de recursos, mas podem traçar também relações de causa e efeito entre as variáveis.

A utilização do grupo-controle é importante quando se procura traçar a relação de causalidade para evitar que fatores alheios ao conhecimento do pesquisador sejam os responsáveis pelo resultado.

Vamos entender melhor isso no próximo texto de introdução a ciência do Instituto DEFESA. Acompanhe!

“Aqueles que têm alguma coisa para vender, aqueles que desejam influenciar a opinião pública, aqueles que estão no poder, diria um cético, têm um interesse pessoal em desencorajar o ceticismo.”
(Carl Sagan)

Amostragem

Lucas Silveira
Presidente do Instituto DEFESA
Instrutor-chefe da Academia Brasileira de Armas

Muitos dados relacionados a políticas públicas e segurança no Brasil e no mundo passam muito longe do necessário ceticismo, do seguimento estrito da metodologia científica e, portanto, da seriedade.

Um erro comum é a seleção de parte da população numa amostra que não representa todos os seus segmentos, desviando o resultado para o lado que mais lhe convém.

Como exemplo, imagine-se fazendo uma pesquisa de intenção de voto na passeata do MST. Certamente políticos que são contra o crime organizado não seriam muito lembrados naquele meio.

“É muito difícil poder trabalhar com todos os elementos da população, pois é comum termos pouco tempo e recursos.
Assim, geralmente, o pesquisador só estuda um pequeno grupo de indivíduos retirados da população, grupo esse que é chamado de amostra.


Uma amostra estatística consiste em um subconjunto representativo, ou seja, em um conjunto de indivíduos retirados de uma população, a fim de que seu estudo estatístico possa fornecer informações importantes sobre aquela população.” (Citação extraída de http://ufpa.br/dicas/biome/biodavar.htm)

Cuidado. Uma publicação de um estudo não significa que alguma coisa esteja provada cientificamente.

CORRELAÇÃO x CAUSALIDADE

Lucas Silveira
Presidente do Instituto DEFESA
Instrutor-chefe da Academia Brasileira de Armas

Continuando nossos textos de introdução a ciência, é importante que o leitor atento jamais confunda a correlação entre duas variáveis com uma eventual relação de causalidade.

Isso é bastante comum no jornalismo apelativo e também nas publicações das ONGs financiadas por dinheiro público e estrangeiro para defender o desarmamento da vítima.

Carl Sagan um dos maiores cientistas do século XX, em seu livro The Demon-Haunted World exemplifica a diferenciação da seguinte maneira:

Ao analisar os resultados de um teste matemático feito em uma escola, observa-se que existe uma correlação forte e positiva entre a nota e o tamanho dos pés.

Uma análise estatística incauta poderia levar à errada conclusão de que os sujeitos têm notas mais altas por causa do tamanho dos seus pés. Não é verdade. O que acontece no nosso exemplo é que os sujeitos de pés maiores, em regra são mais velhos e, portanto, tiveram mais tempo de estudo em matemática que os mais novos. Logo, têm resultados melhores.

Um leitor desatento poderia imaginar, com base nesta imagem, que os homicídios reduzem por causa da menor utilização do navegador da Microsoft, o que evidentemente não é verdade.


Estudos transversais têm muita dificuldade de estabelecer relações de causalidade, mas podem ser úteis para verificar correlações. Isso nós vamos compreender nos próximos textos.

“A ciência é o grande antídoto do veneno do entusiasmo e da superstição.”
Adam Smith

Armas de fogo obsoletas não precisam ser registradas

Lucas Silveira
Presidente do Instituto DEFESA
Instrutor-chefe da Academia Brasileira de Armas

Recebemos reiteradamente no DEFESA demandas de nossos membros que recebem por herança armas muito antigas de seus falecidos entes. O afeto à peça e a obvia falta de documentação daquele objeto antigo preocupa famílias que pretendem se agarrar a qualquer custo àquela que pode ser uma última lembrança de alguém que muio significou.

Compete lembrar, portanto, que a legislação brasileira não exige o registro de armas obsoletas, estando dispensadas de formalidades legais as armas muito antigas, inservíveis para o uso, e mais destinadas, portanto, a constituir peça de coleção.

Vejamos as condições para o exercício deste direito já consagrado:

De acordo com o Decreto 5.123/04:

        Art. 14.  É obrigatório o registro da arma de fogo, no SINARM ou no SIGMA, excetuadas as obsoletas. (grifo nosso)

Portanto, embora as leis no Brasil ainda exijam o registro de armas, estão excluídas destas obrigações as armas de fogo obsoletas. Mas qual a definição de arma obsoleta? Quem nos responde é o Decreto 3.665/2000, o famoso R-105, criado pelo Exército Brasileiro e responsável pela esmagadora maioria das restrições a armas que temos em vigor, nos termos que seguem:

Art. 3o Para os efeitos deste Regulamento e sua adequada aplicação, são adotadas as seguintes definições:

(…)

XXI – arma de fogo obsoleta: arma de fogo que não se presta mais ao uso normal, devido a sua munição e elementos de munição não serem mais fabricados, ou por ser ela própria de fabricação muito antiga ou de modelo muito antigo e fora de uso; pela sua obsolescência, presta-se mais a ser considerada relíquia ou a constituir peça de coleção; (grifos nossos)

Assim, as armas que não se prestam mais ao uso normal não precisam mais de registro. Um exemplo clássico são as armas de antecarga ou as garruchas. Ninguém utiliza este tipo de armas normalmente.

Um bacamarte em ótimo estado de conservação, datando entre 1793/1794. (Via Wikipedia)

O Decreto também exclui do rol de armas obrigadas a terem o registro aquelas cuja munição não seja mais fabricada. Um exemplo são as classicas Garruchas Castelo, no extinto calibre .320.

Garrucha CasteloNote que o decreto é claro no sentido de que basta cumprir um OU outro desses requisitos para estar a arma dispensada da obrigação do registro.


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Tabela comparativa: arte marcial, esporte, defesa pessoal, ciência de proteção

Paulo Albuquerque é Analista de sistemas, jornalista, empresário.
Fundador da organização Kombato, um laboratório dinâmico que pesquisa e testa técnicas, e filosofia de segurança, que trabalha em prol da segurança e autodefesa dos cidadãos.

A maioria dos leigos considera “luta tudo a mesma coisa”. Mas isso é muito longe de verdade. É mais ou menos dizer que “sinuca, boliche, futebol americano, soccer, e tênis” é tudo igual pois, afinal, são todos jogos de bola. Todos são diferentes em forma e em conteúdo.

 

Antigamente havia apenas artes marciais no Brasil, depois introduziram os esportes de competição, mais tarde defesa pessoal deixou de ser apenas um apêndice das artes marciais, quando o Krav Magá foi introduzido no Brasil, no início dos anos 90. E ainda existe arte marcial “fitness”, mas isso eu desconsidero totalmente, já que é uma forma de exercício apenas. E o que é Ciência de proteção?

 

Vejam o quadro comparativo, para entender mais.

 

 

  ESPORTE DE LUTA ARTE MARCIAL DEFESA PESSOAL CIÊNCIA DA PROTEÇÃO
HISTÓRICO Competições esportivas de luta nasceram a medida que pessoas queriam provar suas habilidades e até mesmo se profissionalizar como atletas. Artes marciais organizadas nasceram em diversos países diferentes, geralmente do oriente. Geralmente um amálgama de golpes de artes marciais. Metodologia que começou a ser desenvolvida nos anos 80. Ao invés de golpes apenas, tem estudos sobre cenários, crimes,  e estudos sobre funcionalidade dos

 

        golpes.
EXEMPLOS Boxe inglês, Muay Thay, MMA, Judô, Kickboxing  – algumas artes marciais como Karatê, tae Kwon dô, etc tem também este aspecto. Aikidô, Karatê, Kung

Fu, Tae Kwon Do,

Kendô,

Krav Magá, Krav Magen, Kapap, Cursos diversos de curta duração. Kombato
COMPETIÇÃO Sim Algumas Nunca Nunca
FEDERAÇÕES Sim, diversas Sim, diversas SIm, diversas Apenas uma organização, uma empresa, com pensamento, missão e objetivo únicos.
O QUE FAZ PERANTE O RISCO? Enfrenta apesar dos riscos, se souber como Enfrenta apesar dos riscos, se souber como Enfrenta apesar dos riscos, se souber como Avalia os riscos para ver se é viavel reagir, negociar ou fugir.
RELIGIÃO E FILOSOFIA Geralmente apenas disciplina esportiva. Geralmente filosofia ligada a religião, ou toda uma religião. Sem filosofia Nenhum dogma religioso, e desenvolve cultura de segurança.
UNIFORME Variado para esporte Kimono, Dogui, roupas mais tradicionais orientais. Roupas semelhantes as roupas do dia a dia. Roupa que o aluno escolhe e coloca o novo logo bordado.

 

EVOLUÇÃO Evolução no sentido de esporte e educação física Valoriza a tradição, quanto mais antigo melhor. Raramente tem algum tipo de evolução, pois mantém-se apegado ao conceito de arte marcial Em constante desenvolvimento. O Currículo é atualizado a cada 3 meses.
ARMAS DE LÂMINA Nunca É incomum o uso de armas em combate

(exceção esgrima, Kali e kendô). Geralmente usam armas apenas em formas

Apenas defesas Defesas, ataques, combate e várias lâminas diferentes.
ARMAS DE FOGO Nunca Nunca Nunca No 4o ano do programa de treino. A visão é que arma de fogo é uma ferramenta.
TEMPO PARA

PEGAR A FAIXA

PRETA

Depende da luta e da federação Depende da luta e da federação 10 anos em algumas federações meses em outras. 4 anos e meio, passando nos exames.
COMBATE Sempre eventualmente raramente Sempre

 

FORMAS Algumas têm Algumas têm Não Não
CURRÍCULO

INDIVIDUALIZADO

Não Não Não Sim
PREPARO FÍSICO Força, Resistẽncia, Flexibilidade. Quem é competidor tem que se ajustar ao peso (perda ou aumento de peso), aumento da resistẽncia e força. Resistẽncia,

Flexibilidade, coordenação.

 

Algumas promovem

perda de peso e força.

Resistẽncia, Flexibilidade, Perda de peso. Força e explosão muscular
LEITURA CORPORAL Não Não Não Sim
NEGOCIAÇÃO Não Não Não Sim

 

RELAÇÃO DE

TÉCNICA ÚTEIS,

INÚTEIS

Todas as técnicas são úteis Existem técnicas úteis, e técnicas inúteis que se mantém apenas por tradição. A maioria das técnicas são úteis, mas contém técnicas inúteis, não apenas por tradição, mas porque raramente grupos de defesa pessoal testam o que ensinam. Todas as técnicas são testadas, comprovadas e eficazes, sendo que cada aluno recebe aquelas que são mais úteis para si.
AVALIAÇÃO DE RISCO Não Não Não Sim
Proteção de terceiros (pessoas com você, pessoas amadas) Não, o treino é dirigido para competição um a um. Não, o treino é dirigido para combate. Não, o treino enfoca apenas a proteção do praticante. O treino enfoca você proteger sua família, e grupos a quais pertence.

 

ARMAS

IMPROVISADAS

Não Não para quase todas as artes, exceto as

Filipinas

Sim Sim
LEGISLAÇÃO Não, mas estudam as regras de torneio. Não, mas estudam os códigos de conduta das suas artes. Não estudam, Sim

 

ESTRATÉGIAS E TÁCTICAS Para torneios Para lutar contra pessoas que fazem a mesma luta. Para situações isoladas. Para cada cenário uma estratégia.
TREINAMENTO MENTAL Competidores de alto nível tem diversos tipos de treinamento mental. meditação. Não possui. Visualização criativa de cenários, gerenciamento da agressividade (para alguns alunos).
PROATIVO OU REATIVO Depende do lutador Com a mudança para o pensamento “Do”, passaram a ser mais reativas do que pró-ativas. Reação, trabalha só com defesas e contra-ataques. Ação, Reativo, Contra atacante.
USO DE ENERGIA

INTERNA,

EXTERNA ETC

Apenas uso de energia externa. Uso de energia externa e interna (Chi,

Ki, etc)

Energia externa Apenas energia externa, ou seja física pura e aplicada. Não utilizamos no treino nada que não possa ser comprovado.
OPÇÕES DE

PROFISSIONALIS

MO

Como Atleta, como treinador, como investidor, como patrocinador Como professor Como professor Como professor, licenciado, com contrato de exclusividade para a região.

 

FAIXA ETÁRIA De uma forma geral, de 18 a 40 anos – como competidor. Toda a vida. Toda a vida. Toda a vida.
METODOLOGIA DIdática por repetição e copiar os movimentos do

professor

DIdática por repetição e copiar os movimentos do professor DIdática por repetição e copiar os movimentos do

professor

Didática com parte teórica detalhada, manuais detalhados, para aprendizado com mais qualidade e velocidade. Mnemônicos para conceitos únicos no Kombato.
CATEGORIA DE PESO Na maioria dos esportes de luta, sim Não tem categoria de peso, mas não tem contato pleno Sem combate, então é irrelevante o peso. Se prepara o aluno para um cenário chamado IVANS: Inimigos de maior volume, armados, em maior número, e com atenção para ataques surpresa.
PADRÃO Não existe padrão de aula, depende do professor. Não existe padrão de aula, depende do professor. Não existe padrão de aula, depende do professor. São aulas padronizadas, com um espaço para criatividade do professor, que poderá gerar idéias que poderão ser aproveitadas futuramente.
DIAGRAMAS E SIMBOLOGIA Apenas escudos de artes marciais Algumas tem alguns símbolos geralmente ligados a animais, porém,

excepcionalmente a

Pouca ou nenhuma simbologia. Existem vários diagramas, fluxogramas, e simbologia, mas todos para estudos.
    arte do Kenpo Karate que tem diagramas.    
CÓDIGO DE ÉTICA Código de regras e ética esportiva. Algumas escolas têm códigos de ética, outras não. Sem código de ética. O código do Kombato tem 7 itens, e além disso possui a missão da organização.
COMPROMISSO COM ESTÉTICA Pouco Grande compromisso em fazer golpes bonitos e elegantes na maioria das artes. Nenhum compromisso. Nenhum compromisso.
IDOLATRIA (admiração a ídolos) Admiram ídolos esportivos, mas não fazem rituais nem nada parecido. Alta idolatria, muitas lendas, fotos sob incenso etc. Em especial em lutas japonesas. Pouca idolatria na maioria dos casos, mas existe adoração ao fundador da organização, no Krav magá. Nenhum tipo de idolatria, e a organização é mais importante que o fundador.
IMOBILIZAÇÃO TÁCTICA Não possui Algumas artes marciais como Aikidô, e Kung Fu possuem conceitos de imobilização. Alguns cursos de defesa pessoal tem imobilizações, a maioria se baseando no Aikidô. Contém, é baseado em estudos policiais, uso policial, e aperfeiçoado com refinamento técnico de Kali, Chinna, e Aikidô.

 

Ouça a entrevista de Alexandre Lima à Radio Itatiaia sobre liberdade de acesso às armas

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