Arquivo mensais:fevereiro 2015

Facas de cabo oco vs Facas full tang

Cabo oco: uns amam, outros odeiam.

1sb

A idéia de um compartimento na faca é fantástica, isso poupa muito a memória do vivente para aqueles pequenos itens de sobrevivência, porém o preço a se pagar pelo benefício é caro demais para alguns.

Nesta postagem vamos falar sobre os aspectos que pesam pra cada lado da balança.

De cara comunico, eu adoro as cabo oco.

“Mas que bastardo idiota gosta disso?” Eu, eu gosto. E gosto porque gosto e mais nada.

Gosto porque sou um cara de 40 e vi o Rambo usar a faca, eu era escoteiro na época e tinha uma Tramontina sport de 10 cm.

2sb

Se você assistir o filme com outros olhos, verá que John Rambo não faz nada demais com a faca dele, nada que uma porcaria de faca qualquer não faria fácil. Logo posso dizer que, o uso de “faca de sobrevivência” no filme não foi nada forçado. Eu mesmo já usei vários recursos de minha faca cabo oco em muitas situações de treino e acampamentos sem nenhum problema.

Uma faca monobloco full tang, é de longe mais forte e acumula algumas funções, como alavanca por exemplo e uma maior tolerância ao batoning. Se nada disso tivesse sido inventado, ainda assim seriam mais resistentes.

Muitos estudantes de sobrevivência sequer toleram soldas no cabo de suas facas, pra estes as facas de cabo oco são quase criminosas.

Mãozinha leve

Isso é coisa de Old School total, da época que o chefe escoteiro ensinava o moleque no uso da faca lá pelos 80´s. O garoto já usava a ferramenta preocupado, com medo de quebrar e tomar um ralo do pai, pois as Tramontinas eram caras mesmo. Quem acampou por anos com uma sport, leva a vida feliz com uma Commander. O fiapo de aço que faz a tang destas facas e tão ou mais frágil que o conjunto de qualquer faca de cabo oco.

Mas a regra é clara, se uma faca de cabo oco dura muito na sua mão, uma full tang monobloco vai ser eterna!

Sem querer incorrer em crime, vou dizer com certeza que, se você acha dificil escolher uma faca fulltang de sobrevivência, experimenta tentar descobrir uma boa faca de cabo oco. hahaha É uma luta épica.

Além de decidir pelo aço, perfil de corte e modelo, você tem de encarar a aventura desconhecida e misteriosa dos engates e apetrechos muitas vezes inúteis como a serra que não funciona.

Acho que inquestionável é somente a estratégia de poder manter itens na faca, o que muitos fazem usando a bainha das full tang.

Mas existem facas de cabo oco úteis?

Cara existem. E são caras. Você não vai ver usuários das Aitor choramingando pelos cantos ou colocando suas Jungle King ou Commando na lixeira, o mesmo vale para a bushmam da cold steel, Scherade, Kabar e facas cabo oco feitas por encomenda.

3sb

Nestas facas tudo funciona, a serra é animal, o aço é impecável, a bainha é altamente tecnológica e com recursos funcionais e o engate foi pensado para partir a lâmina antes de romper ou pegar jogo.

Agora brutalidade sem fim é quando o projetista apela e simplesmente forja a peça em uma única barra de aço, sim, existem pessoas sem dó de apelar.

Na boa, eu ví uma destas facas, de um amigo, foi feita em um cano de garfo dianteiro de moto e usa uma rolha pra tapar o furo. é tão brutal, mas tão brutal que faz a maioria das minhas clássicas facas parecerem palitos de dente ou peixeiras de feira.

Um parâmetro curioso.

Cada vez mais eu acredito que facas são as coisas mais pessoais que foram inventadas. Você vai achar usuário de tudo que é forma.

Eu particularmente não bato em faca. Vez ou outra faço para demonstrar técnicas de corte em vídeos ou para alunos, mas no mundo real nunca fiz isso. Quando saio da porta com minha faca ela faz parte de mim e eu a preservo com todas as forças, peças indestrutíveis como a NYX ou a Militar King cumprem sua função que é talhar as coisas com peso e massa bruta, outras facas menos poderosas que eu uso nunca tiveram pouca presença em minha prática, é o caso da Imbel, famosa ou não, aço bom ou não ela tem um rabinho de rato de 8 mm de tang e é quase que a minha peça exclusiva de uso fora dos treinamentos.

A Defender Xtreme é um caso do tipo, eu que tenho “mão leve” me esbaldo com esta facona de cabo oco que tem uma capacidade de corte absurdo.

Bom, para continuar e fechar meu ponto de vista, considere que, este autor que vos escreve NUNCA quebrou um facão Tramontina em todos estes anos de uso, e não é porque a tralha é indestrutível.

É o detalhe que pesa.

Na sobrevivência qualquer traço de vantagem vale ouro. Um anzol, fósforo, um pedacinho de paracord ou um preservativo pra água. Ferrado você se agarra a qualquer fio de recursos e a mais ínfima besteira vale ouro.

apelo

Nesta perspectiva as cabo oco se criaram até hoje. Aqueles 2 ou 3 fósforos e os anzóis, um band aid e outras quinquilharias úteis, o reflexo foi a implantação de bainhas cada vez mais elaboradas para facas full tang, kits específicos para facas são comuns (e opções inteligentes) já que a faca é a primeira coisa que o operador pega pra sair.

Se eu concordo com os objetos que vem na faca de cabo oco? Não, não mesmo. Troco os 3 fósforos por 1 pederneira, o band aid por um preservativo, os botões por clorin, os anzóis por anzóis menores e as cordinhas vagabundas por paracord. Mas o que eu não troco mesmo são as bainhas. Me desculpem os artistas do couro, mas o polímero e o kylex abrem um leque totalmente imbatível em resistência,  peso e funcionalidade.

Uma vez eu tomei um tombo memorável em um barranco, óbvio caí por cima da faca que estava na cintura. Eu não me machuquei seriamente por intervenção divina, porque a lâmina abriu o couro igual papel com a força da batida, desde então me tornei um ser chato neste sentido, e ao ver uma faca pela primeira vez me lembro da ponta da bowiezinha se projetando de lado fora da bainha cortada.

A Defender que nada mais é que uma ótima cópia xingling da Aitor Commando, fora seu questionamento quanto faca, possui uma bainha absurdamente forte, rígida a ponto de manter um sistema de afiação no dorso e o melhor, possui um compartimento estanque extremamente funcional para o trato de iscas e outros itens que der na telha.

É uma bainha absurdamente funcional, com espaço para encordamento, sistema de travas seguro, espaço para faca reserva… ou seja, pouca coisa que outras facas deste modelo cabo oco não disponham.

Mas “E SE”, por alguma sorte do destino, uma faca forte, full tang tivesse todos estes benefícios e unisse os dois pontos de vista?

Pois é, colocar uma faca monobloco na bainha de uma cabo oco é algo como juntar os benefícios de 2 mundos.

Porém, para o sobrevivente há uma regra de ouro: É preciso pensar fora da caixa! Por séculos o ser humano fez uso de simples lascas de pedra para sobreviver, a recente evolução trouxe boas e más interpretações desta importante ferramenta, e é possível encontrar peças ótimas e absurdas porcarias tanto em facas de cabo oco quanto nas monobloco. Cabe ao operador a missão de adaptar, avaliar com cuidado a ferramenta e seguir um uso coerente do que tem nas mãos.

A regra do preparo prévio dita que escolha bem uma faca, porém, no auge do envolvimento centenas de milhares de eventos podem ocorrer e sua poderosa ferramenta pode não estar com você, restando uma peça diferente e geralmente de menor qualidade ou de utilização distinta.

Da mesma forma que você opera um treino de sobrevivência extrema com uma ferramenta brutal, deveria adestrar-se no mesmo cenário adaptando-se a uma peça mais frágil, isso é estar preparado, com uma peça simples, com corte ruim, aço vagabundo ou delicada demais você aprende a pensar fora da caixa e percebe que qualquer faca é faca e tem muita serventia.

Polêmico? Sim, claro que é, porque gosto é gosto e facas são como peitos, cada um curte de um jeito, mas é legal ver as opiniões de vocês sobre o tema nos comentários.

Abraços!

Dica: Como dormir feito um nenem na barraca por R$7

Deputados falam sobre liberdade de armas no lançamento da frente parlamentar de segurança pública

Brasília, 25 de Fevereiro de 2015.

Logo da Frente Parlamentar da Segurança Pública. Você consegue ver alguma coincidência?

Logo da Frente Parlamentar da Segurança Pública. Você consegue ver alguma coincidência?

Foi relançada na Câmara dos Deputados a Frente Parlamentar da Segurança Pública, um grupo de deputados interessados em discutir o tema a fim do aprimoramento das leis em vigor. Já na estreia a frente conta com a assinatura de mais de 200 deputados, sendo presidida pelo Dep. Cel. Alberto Fraga.

O Instituto DEFESA esteve lá e pode ver que o assunto “liberdade de acesso às armas” não vai passar despercebido pelos parlamentares.

Confiram os vídeos.

 

 

Jordan aleluia


Faça como o Jordan aleluia, mostre que está preparado .

Perfil de Jordan aleluia

Giliard Seruti


Faça como o Giliard Seruti, mostre que está preparado .

Perfil de Giliard Seruti

Desarmar o cidadão não é a solução.

Lucas Melo da Silva


Faça como o Lucas Melo da Silva, mostre que está preparado .

Perfil de Lucas Melo da Silva

Provérbios 25:26 “O homem justo que cede ao perverso é como uma fonte que foi turvada e poluída.”

ricardo silva meireles


Faça como o ricardo silva meireles, mostre que está preparado .

Perfil de ricardo silva meireles

minha opinião o governo deveria dar porte de arma para todas as pessoas capacitadas chega de pai de familia morrer na mão de vagabundo sem poder se defender o cidadão que é roubado tanto pelo governo.

Bruno henrique Martins Henrique


Faça como o Bruno henrique Martins Henrique, mostre que está preparado .

Perfil de Bruno henrique Martins Henrique

eu esto preparado ! e vc esta ?

Andre Ricardo Perez


Faça como o Andre Ricardo Perez, mostre que está preparado .

Perfil de Andre Ricardo Perez

“Quando o valente guarda, armado, a sua casa, em segurança está tudo quanto tem” – Lucas 11:21

Instituto DEFESA vai à DFPC solicitar revogação da nova portaria para CACs

26 de Fevereiro de 2015.

No próximo dia 05 de Março (quinta-feira), o Instituto DEFESA, representado pelo seu presidente Lucas Silveira, em nome de seus associados, reunir-se-á com o Excelentíssimo Sr. Gen. Bda. Luís Henrique de Andrade, no âmbito da Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados (DFPC).

Leia também:

Após procurar contatar todos os clubes de tiro do Brasil, o Instituto DEFESA coletou evidências suficientes para comprovar ao General o distanciamento da Portaria COLOG 01 2015 em relação ao interesse público. Na ocasião, serão apresentadas declarações em papel timbrado de dezenas de entidades esportivas do país que prontamente se manifestaram contrárias a nova norma.

A comprovação vincula a atividade normativa do Comando Logístico, que deverá cumprir seu compromisso com o povo brasileiro e ajustar as normas referentes aos Colecionadores, Atiradores e Caçadores aos os melhores da nação.

A pauta da reunião inclui ainda tratativas sobre as importações de armas para o Brasil e as perspectivas da evolução legislativa sobre armas no país. O Instituto DEFESA pleiteará maior flexibilidade para a entrada de armas para pessoas físicas e jurídicas e a definição de critérios claros à famigerada cláusula de similaridade.


 

Você considera o trabalho realizado pelo Instituto DEFESA importante para o Brasil? Torne-se um membro premium e financie novas atividades como esta. Saiba como: www.defesa.org/como-ser-um-assinante-premium

Próximos eventos
  1. Combat Rescue – Tactical Combat Casualty Care

    outubro 21 @ 8:00 - outubro 22 @ 17:00