Pelo fim da política de Desarmamento

Douglas é membro do Instituto DEFESA

O Brasil vive hoje, após quase quinze anos de aprovação do Estatuto do Desarmamento, uma caos na segurança pública nunca visto antes e, entre outros fatores, temos:

 

  1. a) Falta de uma política unificada e coerente para a segurança pública em âmbito nacional;
  1. b) Falta de investimentos na área de segurança;
  1. c) Desvalorização do policial e da atividade policial;
  1. d) Valorização de uma política de “Direitos Humanos” em completo detrimento de uma política de proteção à sociedade como um todo;
  1. e) Criação de leis cada vez mais lenientes com a marginalidade paralelamente ao tratamento cada vez mais rigoroso para com o cidadão quando exerce seu direito à autodefesa ou de terceiros;
  1. f) Falta de controle nas fronteiras quantos à entrada de armas, munições e drogas, que abastecem as facções criminosas e que permitem, na prática, que a marginalidade tenha acesso a qualquer armamento que queira ou precise e a toda munição que precisar;
  1. g) O Estatuto do Desarmamento, que, nas palavras do próprio ex-Ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, foi feito para desarmar o cidadão ordeiro deste país, e não a bandidagem.

 

Como se pode ver, a segurança pública é um tema complexo, que não deve e não pode ser abordado sob um único aspecto, mas quero comentar mais especificamente o item g), que é o tema de maior interesse para a nossa abordagem. As estatísticas sérias mostram que, desde a aprovação do Estatuto do Desarmamento, os números de crimes violentos, em especial de assassinatos, só vem crescendo, numa escalada que contraria qualquer tentativa de defender o referido Estatuto.

 

Os teóricos do desarmamento sempre falam nas dezenas de milhares de vidas teoricamente salvas pela legislação desarmamentista, mas não falam que os mesmos números oficiais mostram inequivocamente um aumento histórico dos números de assassinatos no Brasil como um todo, sem qualquer efeito prático do Estatuto do Desarmamento. Como já se disse, o Brasil é o único país no mundo que faz estatísticas de algo que não aconteceu.

 

Mas esse não é o único argumento a favor da total revogação da legislação que restringe a posse e o porte de arma de fogo no Brasil. O desarmamento sempre foi um instrumento utilizado por ditaduras em todo o mundo para dominar as populações dos seus países. Vamos ver um pouco de História:

 

1) Em 1929, a União Soviética desarmou a população ordeira.

De 1929 a 1953, cerca de 20 milhões de dissidentes, impossibilitados de se defender, foram caçados e exterminados;

 

2) Em 1911, a Turquia desarmou a população ordeira.

De 1915 a 1917, um milhão e quinhentos mil armênios, impossibilitados de se defender, foram caçados e exterminados;

 

3) Em 1938, a Alemanha desarmou a população ordeira.

De 1939 a 1945, 12 milhões de judeus e outros “não arianos”, impossibilitados de se defender, foram caçados e exterminados;

 

4) Em 1935, a China desarmou a população ordeira.

De 1948 a 1952, 20 milhões de dissidentes políticos, impossibilitados de se defender, foram caçados e exterminados;

 

5) Em 1964, a Guatemala desarmou a população ordeira.

De 1964 a 1981, 100.000 índios maias, impossibilitados de se defender, foram caçados e exterminados;

 

6) Em 1970, Uganda desarmou a população ordeira.

De 1971 a 1979, 300.000 cristãos, impossibilitados de se defender, foram caçados e exterminados;

 

7) Em 1956, o Camboja desarmou a população ordeira.

De 1975 a 1977, um milhão de pessoas “instruídas”, impossibilitadas de se defender, foram caçadas e exterminadas.

 

Olhando esses números, fica claro o quanto o desarmamento da população civil é desejado por ditadores e aspirantes a ditador e o quanto é vital para a preservação da nossa liberdade como cidadãos que lutemos pelo direito à autodefesa e pelo direito à posse e porte de armas de fogo.

 

Temos o exemplo mais recente e mais próximo da nossa realidade, a Venezuela, que durante os governos do Ex-Presidente Hugo Chávez e do atual Presidente, Nicolás Maduro, desarmou a população e o resultado é o que vemos atualmente, uma população enfraquecida e incapaz de se defender da ditadura de Maduro.

 

Alguém pode acreditar que marginais que, por definição, não respeitam lei alguma, respeitarão uma legislação desarmamentista ? Obviamente que não respeitarão. Com o desarmamento, somente os cidadãos ordeiros deste país não podem mais ter uma arma. Uma população desarmada torna o crime uma ocupação mais segura, pois marginais não obedecem às leis. Isso é evidente, mas os governos de Lula, Dilma, FHC e o atual governo Temer querem nos fazer crer que desarmar a vítima, e não o bandido, fará do Brasil um país mais seguro.

 

Não é apenas imbecilidade das nossas autoridades, é um plano minuciosa e cuidadosamente criado para minar a capacidade de reação da sociedade civil contra governos que aspiram ao totalitarismo, como foi o caso dos governos da Venezuela e Cuba. Uma sociedade desarmada, indefesa e alienada sempre foi e sempre será o maior sonho de qualquer ditador ou aspirante a ditador. Resta ao cidadão exercer algumas das poucas prerrogativas que ainda possui:

 

Primeiro, a de pressionar os seus parlamentares para que mudem a legislação vigente e a transforme num conjunto de regras que visem proteger o cidadão ordeiro e a sociedade como um todo, ao invés de dar garantias e direitos ao marginal.

 

Segundo, a de se organizar em entidades civis, sem patrocínio de qualquer Governo, de forma a manter sua autonomia e independência, para que, trabalhando em conjunto com outros que tenham o mesmo ideal, possa planejar, organizar e executar ações no sentido de fomentar o uso consciente das armas de fogo, como instrumento legítimo de defesa da vida e da integridade física do cidadão e da sociedade.

 

Terceiro, a de divulgar, por todos os meios e mídias aos quais tiver acesso, fatos, números e argumentos que mostrem e corroborem, através de uma lógica simples e direta, as falácias e distorções do Estatuto do Desarmamento, ao mesmo tempo em que esclarece a população sobre as vantagens do uso consciente e disciplinado do armamento como meio complementar de prevenção ao crime em nossas cidades.

 

Não é o fim da política de desarmamento, isoladamente, que resolverá todos as questões da segurança pública no Brasil. Esse é um silogismo (falácia) utilizado para tentar desqualificar o movimento armamentista por aqueles que querem manter ou endurecer a atual legislação. Quando visto um casaco eu não quero acabar com o Inverno, mas quero me proteger do frio que pode me adoecer ou matar.

 

Restaurar o direito legítimo do cidadão ordeiro e cumpridor das leis deste país de ter e portar uma arma para sua autoproteção e a de terceiros é restaurar um direito básico, inalienável e também constitucional à legítima defesa.

Colaborador do Instituto DEFESA e curioso em criminologia e assuntos relacionados a combate e segurança.


Publicado em Sem categoria
Um comentário sobre “Pelo fim da política de Desarmamento
  1. Ulisses disse:

    Tem o meu total apoio.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

Próximos eventos
  1. Curso IAT – Instrutor de Armamento e Tiro – TNT Cursos

    setembro 13 @ 8:00 - setembro 23 @ 17:00
  2. 1º Workshop de Segurança Privada do Estado de Goiás

    outubro 6 @ 8:00 - outubro 7 @ 17:00